segunda-feira, setembro 18, 2017

“QUANDO NASCEU O ZERO?”

Já tinha lido várias informações acerca do “0”. Há dias tropecei num artigo da autoria de Giacomo Talignani, no quotidiano “La Repubblica” de 14/09/2017, onde o autor descreve as primeiras origens deste algarismo que, por si só e como bem sabemos, representa o nulo, o nada.

Porque o achei muito interessante, traduzo, e aqui registo, este serviço jornalístico com o título: “Quando nasceu o zero? As primeiras origens num antigo manuscrito indiano”.

“Alguma vez vos interrogastes desde quando existe o zero? Ao que parece, muito antes de quanto se imaginasse. A origem do “nulo” em termos matemáticos, precisamente como agora o conhecemos, colocar-se-ia entre o III e o IV séculos; bem quinhentos anos mais velho de quanto conjecturado até hoje. A narrar-no-lo é a análise a radiocarbono de um manuscrito, o antigo texto indiano de Bakhsali, decifrado e agora reanalisado, no que diz respeito à idade, pelos investigadores de Oxford.

O manuscrito é composto por 70 pedaços de cortiça de bétula e contém centenas de zeros que, segundo os cientistas, eram partes de processos aritméticos utilizados pelos comerciantes da Rota da Seda. Remontando aos anos 224-383 dC, o manuscrito foi encontrado em 1881 por um agricultor, num campo de uma aldeia, noto como Bakhsali, perto de Peshawar, numa área da Índia antiga e hoje pertencente ao Paquistão.  
Adquirido pelo estudioso Rudolf Hoernle, foi levado para as bibliotecas Bodleiane, no Reino Unido, em 1902.

Assim, graças às análises de radiocarbono, aquele texto fragmentário foi identificado como a origem mais antiga, registada no mundo, do actual símbolo zero.
Para o Professor Marcus Du Sautoy, da Universidade de Oxford, hoje o zero é um dado adquirido, mas houve uma época na qual este número não existia”.

No texto, escrito numa forma de sânscrito, “há centenas de zeros” e a datação, através do exame do carbono, referiu-se a três exemplares diferentes que resultaram pertencer a três séculos diversos: um desde o séc. 224-383 dC; um outro de 680- 779 dC; o terceiro de 885 993 dC., facto que sugere novas interrogações sobre como fosse organizado, em conjunto, cada fragmento do manuscrito. Até há alguns anos, acreditou-se que o documento inteiro de Bakhsali fosse apenas datável entre o VIII e XII séculos.

Até hoje, a origem do zero era controversa: é noto que à volta do século 300 aC, os babilónicos utilizavam sistemas de numeração na qual se serviam de cunhos inclinados para marcar a falta de espaço ou que, por exemplo, os povos mesoamericanos tinham desenvolvido, à sua maneira, um conceito do zero. O actual, todavia, pelo modo como o conhecemos em matemática, é ligado aos indianos e um primeiro estudo do astrónomo e matemático Brahmagupta remonta ao ano 628. Segundo Du Sautoy, a cultura asiática produziu, “através do uso do zero, a ideia de conceber o vazio, o infinito”. 
(Giacomo  Talignani; La Repubblica  - 14 Setembro 2017)

segunda-feira, setembro 11, 2017

AUSÊNCIA


Ausência apenas, mas não desamor nem qualquer espécie de indiferença ou displicência em relação ao meu blogue.

Estes primeiros dias de Setembro têm-me ocupado toda a atenção e todo o tempo disponível em prejuízo da minha “conversa com o computador”.
Mas tudo voltará ao normal, pois detesto alterações e procuro reprogramar ou retornar às minhas cadências normais.

“A presto”, como se diz em italiano, ou seja: até muito breve.