terça-feira, maio 08, 2018

 A IMAGEM DA FELICIDADE

Foto de Conta-me como foi.
DANIELA e RUI FILIPE 

São vários os significados que podemos equiparar a este vocábulo e, todos eles, no que diz respeito aos afectos, pressupõem tristeza, mágoa, vazio, isto é, saudade:  “Saudade! gosto amargo dos infelizes, delicioso pungir de acerbo espinho” / Que me estás repassando o íntimo peito / Com dor que os seios d’alma dilacera / Mas dor que tem prazeres – Saudade! … (Almeida Garrett).

Neste ultimo fim-de-semana, o “delicioso pungir de acerbo espinho” massacrou-me, resistindo à minha força de vontade de o atirar para os abismos do esquecimento: “Não neste dia; adormece e deixa-me em paz”. Mas não adormeceu.

Felicíssima de ver a felicidade expressa no rosto de um sobrinho no dia das suas núpcias com uma encantadora noiva - a minha nova sobrinha, obviamente.
Paralelamente, triste por sentir a ausência do avô do noivo, o avô Alcides, sempre muito orgulhoso do neto. Quão feliz se sentiria de testemunhar a felicidade do adorado Rui Filipe!
Um atroz destino não lho permitiu. O grande afecto que me liga a este e a outros três irmãos transferi-o para o campo imenso da saudade e este gosto amargo está sempre presente no meu íntimo, obviamente.
Mas embora se transforme em “gosto amargo”, este também é um enriquecimento da alma. Deus tira por um lado e dá pelo outro, e esta é a minha filosofia de vida.

Felicidades para os recém-casados e que, no decorrer da vida, a serenidade seja a companhia constante.