segunda-feira, setembro 12, 2011

UMA GRANDE TRAGÉDIA
PESADÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS

Falar do 11 de Setembro, concentrando a atenção nos pormenores daquela grande tragédia, seria mais uma voz repetitiva sobre a consternação de tanta dor, raiva, desorientação perante a surpresa daquele crime de fanáticos que nada, absolutamente nada poderia e pode justificar. Aconteceu, e naquele momento, os povos civilizados, não imbuídos de fanatismos, todos se sentiram americanos, e muito justamente.

Mas da tragédia de há dez anos, nasceram outras tragédias, numa cadeia interminável de consequências: guerras inexplicáveis; ressurgimento de xenofobias e racismos que tinham sido banidos, refutados, mas infelizmente sempre latentes; regimes políticos que descambaram para a aridez de um conservadorismo muito próximo dos nacionalismos de triste memória. E sobre este aspecto, a Europa começou a dar um inesperado e triste exemplo.

Viu-se como inevitável a guerra no Afeganistão, país onde o terrorismo assentara bases. Compreenderam-se as razões dos Estados Unidos em atacar e destruir aquelas células de terroristas, após o drama do World Trade Center, o “Ground Zero” de Nova Iorque. Todavia, qual a razão válida e justificativa da guerra no Iraque, debilitando o impulso que justificou os ataques no Afeganistão e enfraquecendo, portanto, as acções neste território?

E assim surgiram duas guerras infindáveis!
Não somente infindáveis, mas grávidas de tantas outras tragédias com um tremendo cortejo de destruição, mortes e ódios que se expandiram por todos os continentes.

Alguém, oficialmente, explicou aos cidadãos americanos os motivos por que se usaram subterfúgios e mentiras sobre a guerra no Iraque?
Alguém pôs o acento sobre ávidos interesses petrolíferos? Alguém explicou que essa seria uma causa abjecta da invasão daquele país, quando existiam iniciativas bem diversas para ajudarem os cidadãos iraquianos a libertarem-se de Saddam Hussein e darem avio a um regime democrático?

Detestei a forma como executaram o ditador. Talvez porque abomino a pena de morte. À barbárie não se responde com outra barbárie e actos de justiça não correspondem a actos de vingança selvagem.
Penso que haveria outros modos de punir severamente tiranos daquele jaez. Mas também compreendo reacções fortes ante quem eleva actos desumanos e criminosos a sistema de governo.

Quanta instabilidade, porém, criou esta guerra inoportuna e quantos cidadãos inocentes foram sacrificados! E não omitamos a prática de tortura e humilhações, na famigerada prisão de Abu Ghraib, por alguns soldados americanos. Foram castigados, mas estes primários imbecis contribuíram para o reforço da concepção de uma guerra estúpida e inexplicável, além de desacreditarem o próprio país.

O anti-islamismo proliferou e reforçou-se após o onze de Setembro. Na Europa, cresceu a onda anti-imigração muçulmana e certos partidos, reconhecidos como xenófobos, incluíram nos seus programas uma clara aversão à religião islâmica. Dou o exemplo da Liga Norte, na Itália.

Quando se manifestam sobre este tema, mais se acentua o meu desdém por estas ideias repugnantes. E mais nojentas se tornam quando são expressas por pessoas que se ocupam de política.
Ademais, não admito que se hostilize quem quer que seja pela religião que professa, pois todas são dignas do maior respeito. É uma opinião banal, eu sei, mas a única justa e adequada.
Paralelamente, recrudesceu a perseguição aos cristãos em vários países muçulmanos.

Tem-se a impressão, todavia, que nos últimos tempos se vai verificando uma aproximação e um diálogo inteligente entre as várias religiões. Oxalá deixe de ser uma impressão e se torne num facto real.

Como última consequência – consequência que a maior parte dos analistas não deixou de relevar - no afã em que se perdeu o Ocidente na caça ao terrorista e no consequente custo de milhares de milhões de dólares ou euros, o crescimento económico da China explodiu e os seus tentáculos no açambarcamento das matérias-primas não conhece fronteiras.
A economia americana retrocedeu, a crise económica e financeira instalou-se. Que os bons fados nos concedam bons ventos e óptimos timoneiros para ultrapassarmos a tempestade.

6 Comments:

At 12:32 da tarde, Blogger José Luís Araújo said...

Subscrevo na integra esta sua análise, acrescentando apenas mais um pormenor de enorme importância: Está provado (embora que não oficialmente) que os atentados do 11 de Setembro foram feitos pelos próprios americanos e não por qualquer rede de islâmicos radicais. Isto torna ainda mais perversa toda a história porque os americanos sacrificaram a sua gente para justificar a invasão do Iraque para se apoderarem das suas enormes reservas de petroleo e também continuarem a alimentar toda a sua enorme industria bélica.

 
At 6:54 da tarde, Blogger Alda M. Maia said...

Boa Tarde, Sr. José Luís Araújo

Agradeço o seu comentário. Fiquei satisfeita por verificar que, aqui em Famalicão, há quem tenha a paciência de ler aquilo a que chamo "as minhas conversas com o computador". Muito obrigada.

Há dias, num programa italianao, ouvi considerações como as que exprime sobre os atentados. Um engenheiro mostrava grande perplexidade pela amplitude devastadora da implosão das torres.

Sabe o que penso? Prefiro não acreditar numa evntualidade de tal género. Seria o horror dos horrores.

Os melhores cumprimentos

 
At 11:58 da tarde, Blogger José Luís Araújo said...

Antes de mais, é com prazer que leio os seus textos sempre que tenho oportunidade apesar de raramente comentar, uso mais o Facebook para os comentários.
Sobre o 11 de Setembro, lamento desaponta-la mas não tenho qualquer dúvida de que tudo foi uma montagem para atingir vários fins. Há vários anos que tenho acompanhado ambas as versões e cada vez fico mais convencido.
http://www.dn.pt/desporto/interior.aspx?content_id=1995138

 
At 12:29 da manhã, Blogger José Luís Araújo said...

Se tiver paciência, recomendo este vídeo, entre muitos outros.
http://www.youtube.com/watch?v=rvirnfvir7M&feature=related

 
At 6:30 da tarde, Blogger Alda M. Maia said...

Não, não me desaponta. Eu é que fujo dessa versão, tal o horror que me inspira.

Relativamente ao Facebook, não tenho muita habilidade nem entusiasmo para navegar por essas águas. Porém, como tenho vários sobrinhos - alguns no Brasil - lá inscritos, de vez em quando "dou um ar da minha graça".

Uma vez mais, obrigada pelos seus comentários e pela atenção que lhe tem merecido este blogue.

 
At 7:38 da tarde, Blogger as-nunes said...

Já tinha ouvido esta versão referida por José Luis, mas nem quero acreditar que tal possa ser possível.

Cumprimentos

António

 

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