domingo, abril 26, 2009

A FRESCURA DE UM CÉREBRO CENTENÁRIO
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Rita Levi Montalcini - 2009
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No passado dia 22, quarta-feira, Rita Levi Montalcini - esta “Grande Senhora” a quem já me referi em 22 de Abril 2007 e 27 Abril 2008 - completou cem anos.
É com infinito prazer que, pela terceira vez, neste blogue, escrevo sobre Rita Levi Montalcini.

Não me canso de reiterar a minha simpatia e admiração por esta mulher, hoje centenária, e não somente porque foi laureada com o Nobel da Medicina em 1986.
Acima de tudo, admiro-a pela sua grande personalidade: férrea, determinada e coerente; pela elegância de postura e fineza de intelecto.

Admiro-a pela sua profunda atenção aos problemas sociais: a fundação que tem o seu nome e por ela financiada, distribui centenas de bolsas de estudo a raparigas de vários países africanos, a fim de as ajudar a emergir do atraso a que seriam votadas.

Admiro-a pela vitalidade que tem demonstrado, e continua a demonstrar, na sua actividade científica - "A minha vitalidade deriva da total indiferença que dedico à minha pessoa".

“European Brain Research Institute – EBRI - é um centro de investigação científica internacional, inteiramente dedicado ao estudo das neurociências.

Fundado e inspirado cientificamente pela Professora Catedrática Rita Levi Montalcini, é uma organização sem fins lucrativos. Tem como objectivo investigar e compreender as bases moleculares das doenças neurológicas e, em particular, as «neurodegenerativas», como o Alzheimer, a fim de desenvolver novas estratégias terapêuticas.

Depois do recrutamento de jovens investigadores através de concursos internacionais, publicados nas revistas «Nature» e «Science», iniciou a sua actividade em 2005, em Roma” - http://www.ebri.it/

Rita Levi Montalcini segue a fundação EBRI com o entusiasmo e a assiduidade de um qualquer cientista mais jovem.
Nas múltiplas entrevistas que concedeu, nesta semana de comemoração dos cem anos de vida, encantava a vivacidade de respostas, o optimismo que irradiava, os conselhos que exprimia.

O mais importante é manter o cérebro constantemente activo, mesmo que o corpo possa, lentamente, decair.

Sou optimista. O pessimismo é uma derrota, logo à partida.

A vida merece ser vivida, se cremos nos valores, porque estes permanecem após a nossa morte.

Cem anos?! São uma idade ideal para fazer descobertas. Ai de quem manda o cérebro para a reforma!

Este último é um excelente, mais que excelente conselho para ser seguido fielmente.
Alda M. Maia

2 Comments:

At 8:00 da tarde, Blogger Donagata said...

Fiquei absolutamente fã da senhora enquanto pessoa embora já o fosse enquanto cientista e na sua vertente de filantropia.
Então estes últimos conselhos estão mesmo ao meu jeito.

Gostei.

 
At 5:53 da tarde, Blogger Alda M. Maia said...

Só lhe acrescento mais um comentário que Rita L. Montalcini, de origem judaica, exprimiu com um grande sorriso:

"Nunca tive medo, pois o medo não sei onde mora. Tenho a tendência de ver tudo com optimismo, até as coisas mais graves... mesmo o facto de ter sido declarada de raça inferior!..."

A presto
Alda

 

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