<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875</id><updated>2010-01-02T14:04:48.015Z</updated><title type='text'>Pensamentos Vagabundos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=updated'/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>310</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-3253658639907493413</id><published>2009-12-20T17:01:00.004Z</published><updated>2009-12-27T17:55:19.276Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;DIFÍCIL ENCONTRAR UM PONTO EQUIDISTANTE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por regra, procuro ler jornais, ou outras publicações, que exprimam tendências opostas e, obviamente, variados pontos de vista.&lt;br /&gt;Desejando informar-me, pretendo que seja o meu raciocínio, assim como a quota de bom senso que fui adquirindo, quem deve definir as conclusões a que vou chegando sobre factos, casos, acontecimentos, personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me repugna aceitar, ou permitir que se insinue, a influência de quem quer que seja. Portanto, certas ou erradas, são as &lt;strong&gt;minhas&lt;/strong&gt; opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na imprensa portuguesa, a procura de tendências esgota-se em pouco tempo; dir-se-ia que se impôs um único diapasão.&lt;br /&gt;Com ligeiras variações, basta-nos ler apenas um quotidiano para nos apercebermos da direcção dos ventos que varrem o território nacional ou do que acontece fora dos confins lusitanos. Não existem grandes saltos.&lt;br /&gt;Mas viremos página e vamos ao ruidoso caso desta última semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que é praga (num bom sentido)! Por muito que deseje desviar a atenção ou o pensamento do meu País adoptivo, vejo-me sempre capturada pelos eventos que o convulsionam e impelida a trazer para este blogue o que me surpreende, preocupa, alegra ou desagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, como não escrever sobre um souvenir de pó de mármore lançado contra a face do &lt;em&gt;“melhor primeiro-ministro que a Itália jamais teve nos 150 anos da sua história”&lt;/em&gt;!?&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas ponhamos de lado ironias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todas as razões, não gostei do que aconteceu. Detesto o modo indecente como Berlusconi interpreta a política, o seu desmedido e tentacular conflito de interesses, a sua amoralidade, mas não admito que sucedam factos deste género e em nenhuma circunstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo as fases da agressão, impressionei-me e senti-me humanamente solidária com o agredido, “sem se e sem mas” – a frase da actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego agora à dificuldade de poder encontrar um ponto equidistante das sucessivas reacções dos &lt;em&gt;pasdaran&lt;/em&gt; que defendem “o melhor primeiro-ministro da história italiana” e de todos os que se opõem ao seu “populismo anómalo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reacção da oposição – centro-esquerda - pareceu-me correcta. Imediatamente demonstrou ampla e sincera solidariedade ao chefe do Governo. Não me apercebi de tons hipócritas ou solidariedades oportunistas – refiro-me sempre à classe política.&lt;br /&gt;O secretário do maior partido opositor não hesitou em ir visitá-lo ao hospital, o que me agradou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve apenas duas vozes que desafinaram, mas uma delas corrigiu a excessiva sinceridade (Rosy Bindi, presidente do “Partido democrático”).&lt;br /&gt;O ex-juiz António Di Pietro (partido “Itália dos Valores”), pelo contrário, manteve a sua posição: lamentava o sucedido, mas eram as intemperanças de Berlusconi a provocar gestos insanos.&lt;br /&gt;Nos seus excessos, António Di Pietro, embora se exprima sobre argumentos justos, por vezes aproxima-se dos &lt;em&gt;pasdaran&lt;/em&gt; da outra parte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprecio uma contraposição política forte e implacável, mas com estilo, usando uma linguagem elegante e bem curada na sua eficácia contundente.&lt;br /&gt;Não suporto os tons exaltados e vocabulário de taberna ou continuamente acusatório e amesquinhador. É degradante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, na política italiana, com a era berlusconiana, o que mais se impôs foi, precisamente, esse degrado. Não podemos estranhar, portanto, o género de reacção, violento e desabrido, dos apoiantes de Berlusconi, paralelo a uma despudorada instrumentalização do caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou bem evidente que se tratou de um gesto isolado de um doente mental. A situação foi clara e nada existe que alimente quaisquer outras suspeitas. De consequência, seria aconselhável, a todas as facções políticas e à imprensa responsável, manter a calma e não exaltar ânimos facciosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso se verificou. Após a agressão, esses apoiantes desencadearam reacções de uma agressividade e violência absolutamente impróprias. Não só em debates televisivos - não esqueçamos que quase todos os canais televisivos mais importantes são manobrados por gente de confiança de Berlusconi – como na imprensa de propriedade do mesmo.&lt;br /&gt;No Parlamento, não houve pejo de criminalizar violentamente os adversários políticos, jornais e jornalistas adversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, todos os que se opõem ou criticam o Governo; todos os que não aplaudem Berlusconi; todos os magistrados a quem, por desgraça, coube investigar as ilegalidades do grande chefe, são &lt;strong&gt;inimigos&lt;/strong&gt; e devem ser neutralizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante isto, o meu esforço de encontrar um ponto de equidistância esboroa-se. Impossível apanhá-lo. Afasta-se para horizontes que não atinjo.&lt;br /&gt;Entretanto, o senhor Berlusconi cresceu em popularidade. Era previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acima, aludi à linguagem de taberna e que nunca ouvi em qualquer responsável dos partidos de oposição ou nos políticos anteriores à entrada de Berlusconi no Parlamento.&lt;br /&gt;Esses políticos sempre se exprimiram com um italiano decente e controlado, embora aguerrido e mordaz, quando o confronto assim o exigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora alguns exemplos do estilo linguístico das chusmas (afora excepções muito decentes) que sustêm ou fazem parte do Governo actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Só vota na esquerda quem é um «coglione»&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (em italiano, é melhor!) – Berlusconi, num comício - asserção repetida.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Na Itália, a esquerda é uma elite de merda; que vá para o raio que a parta”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Che vada morire ammazzata&lt;/em&gt;) – Renato Brunetta, ministro da Função Pública, numa manifestação.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;“Você é mais bonita que inteligente”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Berlusconi a Rosy Bindi, num telefonema durante um debate televisivo.&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Quem segue a carreira de juiz tem uma tara”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; – Berlusconi - conceito repetido em diversas ocasiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é uma pequena amostra do vasto e riquíssimo repertório, no qual, todavia, não entra a fraseologia da “Liga Norte” (partido da coligação de Governo). Esta faz caso à parte. Ali, a grosseria é um &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; normal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-3253658639907493413?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/3253658639907493413/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=3253658639907493413' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3253658639907493413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3253658639907493413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/12/dificil-encontrar-um-ponto-equidistante.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6974335527079183200</id><published>2009-12-27T15:11:00.004Z</published><updated>2009-12-27T15:42:47.192Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;UM NATAL DE PAULO COELHO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Szd56xjyzyI/AAAAAAAAAYc/WQA2wySnXVI/s1600-h/Rafael+Sanzio+La+belle+jardini%C3%A8re+Louvre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419934727206522658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Szd56xjyzyI/AAAAAAAAAYc/WQA2wySnXVI/s400/Rafael+Sanzio+La+belle+jardini%C3%A8re+Louvre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Rafael Sanzio: La Bella Giardiniera 1507 - Museu do Louvre &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em exclusivo para os leitores do jornal La Repubblica, Paulo Coelho escreveu um conto de Natal: interessante e fora dos moldes habituais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo-o, traduzindo do italiano.&lt;br /&gt;Na impossibilidade de conhecer a versão em língua portuguesa que, provavelmente, este popularíssimo escritor brasileiro enviou para La Repubblica, devo recorrer à tradução de uma tradução – o que obriga a esforço duplo, pois estas nem sempre brilham por clareza. Mas vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;strong&gt;ORAÇÃO DA NOITE DE NATAL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A fé ainda está viva no coração dos homens&lt;/em&gt;”, murmurou o padre, vendo a igreja repleta de fiéis.&lt;br /&gt;Eram todos trabalhadores do bairro mais pobre do Rio de Janeiro e, naquela noite, estavam ali reunidos, a fim de assistir à Missa de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo deste pensamento e ante aquela visão, o sacerdote experimentou um sentimento de grande alegria.&lt;br /&gt;Com passo solene, dirigiu-se para o centro do altar. Naquele instante, porém, ouviu uma voz que dizia: «&lt;em&gt;A, b, c, d…»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pareceu-lhe a voz de uma criança. Perturbava a solenidade do acto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Arreliados, os presentes dirigiam o olhar naquela direcção, mas a voz não se interrompia e continuava a repetir: «&lt;em&gt;A, b, c, d&lt;/em&gt;, …»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Queres acabar com isso?»&lt;/em&gt; – admoestou o padre.&lt;br /&gt;Ante estas palavras, o rapazinho saiu do que parecia um estado de transe. Assustado, olhou as pessoas que o rodeavam e corou de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Por que te comportas deste modo? Não compreendes que disturbas a função religiosa?»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A criança baixou a cabeça e os olhos marejaram-se de lágrimas.&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Onde está a tua mãe? Nunca te ensinou como te deves comportar durante a Santa Missa&lt;/em&gt;?».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre com a cabeça baixa, o rapazinho respondeu: &lt;strong&gt;«&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Desculpe-me, Padre, mas eu não sei como se reza; nunca aprendi a fazê-lo. Cresci na rua, sem pai nem mãe. Hoje é dia de Natal e eu senti necessidade de falar com Deus. Mas como não sei que língua compreende, decidi pronunciar todas as letras que conheço, uma a seguir à outra.&lt;br /&gt;Disse cá para mim que, lá em Cima, Ele tê-las-ia apanhado e criaria as palavras e frases que mais Lhe agradassem&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino levantou-se: «&lt;em&gt;Agora vou-me embora. Não quero incomodar todas estas pessoas, toda esta gente que sabe conversar muito bem com Deus&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Não. Vem aqui perto de mim&lt;/em&gt; – replicou o sacerdote.&lt;br /&gt;Pegou-lhe na mão e conduziu-o até ao altar. Dirigiu-se, então, aos fiéis: &lt;em&gt;«Antes da missa, esta noite recitaremos uma oração particular. Pediremos a Deus para compor as palavras que deseje ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada letra corresponderá a um momento deste ano, no qual fomos capazes de efectuar uma boa acção, de lutar corajosamente por um sonho ou rezar sem proferir verbo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pedir-Lhe-emos que ponha em ordem as letras da nossa vida, anelando que essas letras permitam que Ele crie as palavras e frases que mais Lhe agradem&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O padre semicerrou os olhos e começou a recitar o alfabeto. Imediatamente, todos os fiéis presentes na igreja elevaram as vozes e começaram a dizer: «&lt;em&gt;A, b, c, d…»&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Coelho&lt;br /&gt;La Repubblica - 20 de Dezembro 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como o final deste conto parece contagioso, até a mim chega o impulso de começar: &lt;em&gt;A, b, c, d, e, f…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6974335527079183200?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6974335527079183200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6974335527079183200' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6974335527079183200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6974335527079183200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/12/um-natal-de-paulo-coelho.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Szd56xjyzyI/AAAAAAAAAYc/WQA2wySnXVI/s72-c/Rafael+Sanzio+La+belle+jardini%C3%A8re+Louvre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4627460527406381673</id><published>2009-12-13T16:51:00.004Z</published><updated>2009-12-14T01:06:00.781Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;ESTADO DE DIREITO POSTO EM FRANGALHOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Congresso do Partido Popular Europeu em Bonn – 9 / 10 de Dezembro - e um discurso onde o Estado de direito foi apresentado como um empecilho à arte de governar um país.&lt;br /&gt;Não entendo referir-me à arte de &lt;strong&gt;bem &lt;/strong&gt;governar, mas à pretensão de manipular a coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após decorridos oito minutos a falar de banalidades sobre a Europa, o orador mudou de registo: “&lt;em&gt;Permitam-me que, agora, fale do meu País&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;Acto contínuo, lançou-se numa catilinária contra tudo e contra todas as instituições desse país democrático a que pertence.&lt;br /&gt;Atacou o Presidente da República, o Tribunal Constitucional, o poder judiciário, a oposição (sempre referida como “&lt;em&gt;a esquerda&lt;/em&gt;", quando não “&lt;em&gt;os comunistas&lt;/em&gt;”), a imprensa nacional e internacional - na sua opinião, a quase totalidade é da esquerda, obviamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ilustre personagem decidiu expor, aos correligionários europeus, a caterva de motivos que o indignavam e o conduziam a enaltecer as suas “altas qualidades de homem de Estado”, incompreendidas e perseguidas pelo “partido dos juízes”.&lt;br /&gt;Um ataque sem eufemismos, mas servindo-se, como já é seu hábito, de dados irrefutavelmente inventados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um passado cheio de sombras, de desenvolturas ilegais e abusos, a ilustre criatura não admite submeter-se às leis do Estado de direito.&lt;br /&gt;Assim, qual aventureiro da política que é, não teve pejo nem escrúpulos em desacreditar as instituições do País que representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto seguia parte daquela inusitada performance, não pude deixar de reflectir: e se em Bonn, em vez deste indivíduo, falasse um político português, usando o mesmo tom e assunto? Como reagiríamos? Como o receberíamos, quando regressasse a Portugal? À bofetada (nunca aconselhável) ou com gritos de indignação e repúdio?&lt;br /&gt;Podemos conceber muitas críticas em relação aos nossos representantes, mas há algo que devemos reconhecer-lhes: educação, boas maneiras e respeito pelo nosso País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena ler algumas das muitas bacoradas (é o único termo adaptável) que externou no Congresso do EPP, Partido Popular Europeu. Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Temos um primeiro-ministro super com mais de 60% de preferências.&lt;/strong&gt; Há a esquerda que ataca o chefe do Governo, inventando calúnias. Quem em mim acredita, reforça ainda mais a sua confiança. Todos dizem: &lt;strong&gt;Mamma mia, onde encontramos um homem forte e duro, com os tomates, como Berlusconi&lt;/strong&gt;?&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt; –&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#333333;"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;tradutor, pudicamente, omitiu esta última expressão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;No nosso País sucede um facto particular. A Constituição italiana diz que a soberania pertence ao povo. O povo elege o Parlamento. O Parlamento faz as leis, mas se estas não agradam ao partido dos juízes da esquerda&lt;/span&gt; –&lt;/em&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;a esquerda,&lt;/span&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;para aquele homem, é uma obsessão!&lt;/span&gt;&lt;em&gt; – &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;estes dirigem-se ao Tribunal Constitucional que é composto por 11 membros da esquerda sobre 15 e &lt;strong&gt;ab-rogam&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000000;"&gt;(?)&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;as leis feitas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Em conclusão, a soberania passou do Parlamento para o partido dos juízes. O Tribunal Constitucional transformou-se de órgão de garantia em órgão político, precisamente porque os cinco componentes nomeados pelo Presidente da República são todos de esquerda, já que tivemos, infelizmente, três Presidentes da República consecutivos todos de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, todavia, uma grande maioria no Parlamento que trabalhará para mudar este estado de coisas, mesmo com modificações na nossa Constituição.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas invenções indignas de um primeiro-ministro! Quanta ignorância! Quanta má-fé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O Tribunal Constitucional não ab-roga as leis; anula-as. A ab-rogação exprime um juízo político, cuja competência pertence ao Parlamento.&lt;br /&gt;A anulação é um juízo jurídico, nos termos de validade constitucional, e a pronunciá-lo é o Tribunal Constitucional: em ambos os casos reflecte-se uma avaliação negativa sobre as leis&lt;/em&gt; – Michele Ainis, professor de Direito Constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente o digno e actual Presidente da República provém da esquerda e foi eleito pelo Parlamento com o voto geral.&lt;br /&gt;Quanto aos dois precedentes, Óscar Luigi Scalfaro e Carlo Azeglio Ciampi, duas pessoas de alta qualidade moral e política, o primeiro pertencia à Democracia Cristã; Carlo Azeglio Ciampi, ex-governador do Banco de Itália, é um moderado e foi um presidente muito amado pelos italianos.&lt;br /&gt;Os 15 componentes do Tribunal Constitucional são escolhidos entre as personalidades tecnicamente mais competentes e sérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma circunstância, em todo este caso, que me deixou escandalizada, e não fui a única: a falta de reacção ou a reacção indiferente - até mesmo de grandes aplausos - à intervenção anómala de Berlusconi, dos congressistas do Partido Popular Europeu.&lt;br /&gt;Que sinais querem enviar estes representantes do centro-direita à Europa?&lt;br /&gt;Admite-se que Peter Hintze, homem de confiança de Angela Merkel, defina o discurso de Berlusconi “&lt;em&gt;verdadeiramente esplêndido&lt;/em&gt;”, acrescentando: “&lt;em&gt;Falou como&lt;/em&gt; &lt;em&gt;um verdadeiro combatente que luta contra a esquerda europeia&lt;/em&gt;”!&lt;br /&gt;Joseph Daul, presidente do PPE: &lt;em&gt;“A intervenção de Berlusconi? Sacrossanta. Fez um óptimo discurso, muito escutado e apreciado.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Estes senhores aceitariam que as instituições dos próprios países fossem atacadas, enxovalhadas, no modo como o fez Berlusconi, em sede internacional?&lt;br /&gt;Ou a anomalia populista ali demonstrada entra nas suas recônditas preferências?&lt;br /&gt;Eu não creio. E como não creio, só me resta qualificar aqueles congressistas sem um mínimo de dignidade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à Senhora Merkel, também presente, deveria reservar os seus beijinhos a pessoas moralmente límpidas. Um diplomático aperto de mão seria mais oportuno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4627460527406381673?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4627460527406381673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4627460527406381673' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4627460527406381673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4627460527406381673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/12/estado-de-direito-posto-em-frangalhos.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7426261137819538678</id><published>2009-12-06T17:39:00.002Z</published><updated>2009-12-06T18:19:21.985Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;DEMOCRACIA E LEGALIDADE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;“Hoje em dia, é tacitamente aceite, ou quase, que as democracias vivem no imediato e não forjam medidas para o futuro, para as necessidades e problemas do futuro”&lt;/em&gt; – Giovanni Sartori.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo parte do debate de sexta-feira passada na Assembleia da República, partindo do que Giovanni Sartori aponta como uma critica, pensei nos nossos problemas e necessidades imediatas, os quais pesam toneladas na suportação do hoje e apresentam negrumes nas incertezas do amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que esperaria dos nossos representantes seria um empenho unânime sobre o que aflige a economia portuguesa, além da existência de um alto índice de desemprego. È normal que expressem essa diligência dentro das mais acesas discussões, das razões mais contrastantes, das argumentações mais variegados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que se verificou  e qual foi esse único e exclusivo empenho?&lt;br /&gt;Toda a oposição, em vez de encalçar o Governo no que crêem não ser justo ou que deve ser de primária importância, entendeu dar lugar a diatribes sobre as escutas telefónicas do Primeiro-Ministro e ao pedido, inquisitorial, de esclarecimentos acerca da “&lt;em&gt;espionagem política&lt;/em&gt;” – frase retórica e inoportuna que o ministro da Economia, Vieira da Silva, poderia ter evitado.                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ardor e quanto azedume, numa questão que depende de uma autoridade soberana, independente, qual é a magistratura!&lt;br /&gt;Quando é que despirão as vestes de campanha eleitoral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a frases infelizes – sempre concernentes ao processo “Face Oculta” – houve afirmações que me deixaram boquiaberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No programa “Prós e Contras”, o professor de Direito Penal, Paulo Pinto Albuquerque, asseriu que essas famosas escutas deveriam ser reveladas: “&lt;em&gt;não por relevância penal, mas por relevância social”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Decididamente, não aproveitei nada do tanto que li sobre a função do poder judiciário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A este órgão de soberania cabe-lhe a “relevância penal” e, sobre essa relevância - somente sobre essa - apurar a verdade e aplicar a lei ou também se deve preocupar com problemas sociais?!&lt;br /&gt;Ainda pensei ter confundido a especialização do professor Albuquerque, pensando-o professor de Filosofia do Direito, por exemplo (neste momento, veio-me à ideia Norberto Bobbio). Mas não. É mesmo professor de Direito Penal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ouvi falar que, sempre nas mui citadas escutas, se aventou um possível “crime contra o Estado de direito”. Crime ou crimes?&lt;br /&gt;O Estado de Direito – se também, aqui, não assimilei mal – é toda a estrutura de uma democracia: “&lt;em&gt;liberdade individual, cultura legal, separação de poderes, Constituição”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Será que temos epónimos de Che Guevara no executivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: não seria recomendável, aos eleitos do povo, que saibam pensar, &lt;strong&gt;sempre&lt;/strong&gt;, duas ou as vezes necessárias e usando o bom senso, antes de lançar às plateias conceitos reboantes? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se disso não serão capazes, mudem de actividade. O País apenas necessita de serenidade e firme determinação, da parte de todas as forças políticas, em procurar a solução dos problemas que o apoquentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Democracia e Legalidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;: este foi o tema de uma consistente polémica entre uma grande editorialista italiana (Bárbara Spinelli) e um político, ex-magistrado (Luciano Violante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O político (centro-esquerda), em resposta a um artigo da editorialista, a qual desenvolvia o princípio que não pode haver alternativa entre democracia e legalidade, pois são sinónimos, Violante defende o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Nas democracias ocidentais, quem é investido pela soberania popular (princípio democrático) tem um estatuto particular.&lt;br /&gt;Enquanto todos os cidadãos são iguais perante a lei (princípio de legalidade), os eleitos para os mais altos cargos do Estado podem ser isentos da responsabilidade penal ou, em modo absoluto, por determinados crimes e a tempo, no período que exercem um específico cargo político”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez, conhecendo bem os problemas judiciários de Berlusconi e a sua tese funambulesca que, sendo ele o supremo (?) eleito do povo, não pode ser perturbado com processos penais, fiquei desconcertada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambiguidade de Luciano Violante não me surpreende. Aspira à Presidência da República (assim me parece) e estende a mão à maioria berlusconiana. Todavia, &lt;strong&gt;acho inaceitável e aberrante a sua concepção de legalidade&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha maneira de ver a política, entendo que os seus representantes devem cultivar uma única ideia de isenção: estar acima de qualquer suspeita sobre a própria integridade. Se têm problemas com a justiça, que os resolvam, antes de pretenderem entrar na arte de administrar a coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora Bárbara Spinelli não deixou Violante sem resposta - resposta esta que aplaudo fragorosamente:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;O que critiquei, no meu artigo de 29 de Novembro, é a presumível antinomia entre o princípio democrático e o princípio de legalidade.&lt;br /&gt;A antinomia não existe, pelo simples facto que a democracia, a Constituição prescreve-o claramente no artigo 3, tendo como ponto fixo a igualdade dos cidadãos perante a lei. &lt;strong&gt;Separar os dois princípios destrói, seja a democracia, seja a legalidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7426261137819538678?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7426261137819538678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7426261137819538678' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7426261137819538678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7426261137819538678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/12/democracia-e-legalidade-hoje-em-dia-e.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4903791125196521590</id><published>2009-12-01T17:27:00.005Z</published><updated>2009-12-01T18:50:29.753Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;O PODER DOS BLOGUES&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Complemento do post precedente&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SxVhQicbl7I/AAAAAAAAAYI/STZw_xTvha0/s1600/NO+BERLUSCONI+DAY+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410337464107374514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SxVhQicbl7I/AAAAAAAAAYI/STZw_xTvha0/s400/NO+BERLUSCONI+DAY+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este é o cartaz que centenas de milhares de jovens deram a público e que é fruto de uma iniciativa de um blogue: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.noberlusconiday.org/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.noberlusconiday.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;As adesões à organização desta iniciativa chegaram a 350 mil. Na sua maior parte, gente jovem: “estudantes, investigadores, operários, empregados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável da organização e presidente da associação, Alessandro Toffu, é bem claro, quando explica: “&lt;em&gt;Somos nós quem decide o percurso do cortejo, somos nós que decidiremos quem falará do palco. Os únicos que tomarão a palavra serão pessoas comuns: nenhuma personagem política, nenhuma personalidade politicamente incómoda”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A iniciativa obteve a publicidade que merecia, quer na Internet, quer na imprensa escrita, onde se pode ler todo o género de notícias e vários artigos dedicados a esta inédita manifestação do próximo sábado: além de inédita, espero que seja maciça, pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzo o que o cartaz indica como finalidade deste movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma Manifestação Nacional para solicitar a demissão de Berlusconi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma mobilização pacífica, independente dos partidos e o primeiro passo na direcção de uma classe dirigente mais digna.&lt;br /&gt;Os cidadãos, estranhos a filiações políticas, fora dos partidos, descem à rua e pedem a demissão de Berlusconi.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque, quem&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nega&lt;/strong&gt; a igualdade dos cidadãos perante a lei&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ultraja&lt;/strong&gt; a ética pública e a dignidade da Itália&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espezinha&lt;/strong&gt; a liberdade de informação&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ataca&lt;/strong&gt; a Constituição&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não Pode Ser Presidente do Conselho&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na foto de Berlusconi, ao fundo: &lt;em&gt;A política deve ser feita com as mãos limpas&lt;/em&gt; – Sandro Pertini, ex Presidente da República italiana. &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;***** &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4903791125196521590?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4903791125196521590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4903791125196521590' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4903791125196521590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4903791125196521590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/12/o-poder-dos-blogues-complemento-do-post.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SxVhQicbl7I/AAAAAAAAAYI/STZw_xTvha0/s72-c/NO+BERLUSCONI+DAY+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-8276657865778817552</id><published>2009-11-28T21:43:00.004Z</published><updated>2009-11-28T23:02:12.254Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;A IMPORTÂNCIA DOS BLOGUES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Duas gentis Senhoras entenderam conceder prémios a este blogue - Maria Celeste e Manuela Araújo, respectivamente titulares destes  dois blogues: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.donagataempontodecruz.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.donagataempontodecruz.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sustentabilidadenaoepalavraeacçao.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A ambas estas Senhoras - pessoas que estimo – agradeço infinitamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Agosto e Setembro passados, Donagata pôs-me na lista dos blogues que lhe mereciam atenção:&lt;br /&gt;1 - “&lt;em&gt;Sou um blog viciante&lt;/em&gt;” - 25 de Agosto 2009&lt;br /&gt;2 - “&lt;em&gt;Olho nesse blog&lt;/em&gt;” – 13 de Setembro 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dias, a Manelinha Alves (como melhor a conheço) atribuiu-me dois selos e um desafio a completar cinco frases:&lt;br /&gt;1 - “&lt;em&gt;Blogueiros Unidos em prol de um Mundo Melhor&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;2 - “&lt;em&gt;Selo pela amizade”;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Desafio - “&lt;em&gt;Um pouco de mim&lt;/em&gt;”: &lt;em&gt;Eu já… Eu nunca… Eu sei… Eu quero… Eu Sonho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Blogueiros Unidos em Prol do Mundo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há blogues que, inegavelmente, atingiram grande relevância política e social; que lançam campanhas e defendem temas específicos.&lt;br /&gt;Seguem-nos milhares de leitores, comentadores e observadores.&lt;br /&gt;Unidos, efectivamente, podem esperar ou sonhar um mundo melhor.&lt;br /&gt;Terão influência, todavia, em quem administra a coisa pública? Mas “Suas Altaneiras Majestades Políticas”, se calhar, não lêem blogues… ou fingem, desdenhosamente, que não lêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os blogues que se distinguem pela relevância alcançada em todos Continentes, há os que lutam por direitos que lhes são negados – recordemos os blogueiros do Irão, por exemplo. Arriscam a vida, levados pelo impulso de informar sobre a tirania que sufoca o próprio País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível também não falar da corajosa cubana Yoani Sánchez, cujo blogue &lt;a href="http://http//desdecuba.com/generaciony/"&gt;desdecuba.com/generaciony&lt;/a&gt; tem captado a atenção internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descreve o que verdadeiramente se passa de negativo em Cuba, conseguindo o que aos jornalistas cubanos não é possível.&lt;br /&gt;O regime dos irmãos Castro não lhe tem poupado vexações, acusando-a de reaccionária e atribuindo-lhe intenções subversivas&lt;br /&gt;A revista Time incluiu-a na lista das “pessoas mais influentes em 2008”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando o que acima escrevo, tenho plena consciência que o meu blogue, no prémio “Blogueiros Unidos em prol do Mundo”, é um abusivo.&lt;br /&gt;Logo, bondade de quem mo concedeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente ao desafio “&lt;em&gt;Um pouco de mim&lt;/em&gt;”, para quem o &lt;strong&gt;já&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;nunca&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;sei&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;quero&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;sonho&lt;/strong&gt; tomaram milhares de aspectos, torna-se difícil seleccionar. Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu já&lt;/strong&gt; vivi o suficiente para compreender que, mesmo unidos, este Mundo encarrega-se de, pouco a pouco, estragar as melhores uniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu nunca&lt;/strong&gt; fui capaz de magoar quem quer que fosse, deliberadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu sei&lt;/strong&gt; que “quanto mais sei mais sei que nada sei” – asserção velha, mas sempre actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu quero&lt;/strong&gt;, eu quero, eu quero a paz, concórdia e compreensão entre as gentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu sonho&lt;/strong&gt;… aqui, estou bem certa do que sonho! Pois bem, eu sonho que Berlusconi desapareça da política italiana.&lt;br /&gt;Alda M. Maia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.&lt;br /&gt;Os selos dos prémios desejo colocá-los lateralmente, mas para isto tenho de pedir auxílio, a fim de não estragar tudo – não confio na minha aselhice. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-8276657865778817552?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/8276657865778817552/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=8276657865778817552' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8276657865778817552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8276657865778817552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/11/importancia-dos-blogues-duas-gentis.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-3668707411096223830</id><published>2009-11-22T22:01:00.003Z</published><updated>2009-11-22T22:08:33.339Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A SENHORA PESC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Fiquei surpreendida com a intensidade da ressonância que teve a nomeação dos dois novos dirigentes europeus: o Presidente do Conselho Europeu e o Alto Representante para a Política Externa.&lt;br /&gt;Estas nomeações eram esperadas com curiosidade e interesse, mas provocaram uma onda de críticas que sobrelevaram, e de muito, o tom rotineiro que, normalmente, acompanha os assuntos relativos ao funcionamento da União Europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os jornais deram o relevo que o caso merecia, salientando os pontos negativos; ficamos bem informados.&lt;br /&gt;Todas as opiniões vergastaram a baixa política dos representantes dos Estados-membros; muito pertinentes.&lt;br /&gt;Todos ficamos a conhecer o que nunca foi matéria desconhecida: os peixes graúdos impõem os seus interesses; os menos graúdos contratam as conveniências; os peixes pequenos arrebanham o que é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recém-nomeado Presidente do Conselho Europeu, o primeiro-ministro belga Herman Van Rompuy, é elogiado pela sua “capacidade de mediação e compromisso”. Todavia, surge como uma figura sem prestígio internacional.&lt;br /&gt;Fica-se com a ideia, portanto, que exercerá o cargo de mordomo do trio Merkel, Sarkozy e Gordon Brown.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se, pelo contrário, se revelará um presidente determinado, hábil e bom condutor da União?&lt;br /&gt;Como gostaria que driblasse, fintasse e marcasse todos os pontos necessários para uma excelente marcha do comboio europeu, baldando as espertezas e expectativas de quem o designou, mas com outros fins!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao princípio. Surpreende-me, insisto, o clamor dos grandes meios de informação sobre estas escolhas.&lt;br /&gt;Que esperavam? Bom senso e agudez de espírito dos países de maior peso na União? Dedicação a uma Europa forte, reservando-lhe os melhores cérebros políticos e pessoas de indiscutível competência?&lt;br /&gt;Jamais serão desejáveis ou bem-vindos, num espaço onde a politiquice de bastidores assentou arraiais, e de há longo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda esta questão, não são as nomeações que mais atraíram a minha curiosidade, dado que os joguinhos de interesses são parte imprescindível do programa.&lt;br /&gt;É a posição da Inglaterra que me deixa perplexa. Certamente que não é concebível uma União Europeia sem o Reino Unido, mas ninguém ignora o escasso europeísmo dos ingleses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vêem a União apenas como uma grande área de mercado. Quanto ao resto, naquilo que se pressupõe uma união complexa, preferem manter-se a meia pensão, pois há uma metade cuja ementa é intragável para o superior palato dos súbditos de Sua Majestade: a moeda única e a livre circulação, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante tudo isto, a Grã-Bretanha sempre pretende lugares de prestígio e importância, dentro dos mecanismos da União Europeia e os demais países devem secundar, e têm secundado, essas pretensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo já claramente que preferiria Máximo D’Alema como “Alto Representante para a Política Externa” (o que anteriormente se chamava PESC - Política Externa e de Segurança Comum).&lt;br /&gt;Deu óptimas provas como Ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, é um consumado político, é inteligente, é enérgico: requisitos bem atinentes àquele cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senão que lhe apontam, qual ex-comunista, não somente é estúpido como preconceituoso. Nunca votei o então PCI, mas também nunca tive dificuldade em individuar, nesse partido, homens de grande moralidade e envergadura política. A comprová-lo, está o actual Presidente da República, Giorgio Napolitano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interpuseram-se alguns países de Leste, pretextando que é um ex-comunista – por quem Deus nos manda avisar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não foi aceite a candidatura de Tony Blair à presidência, Gordon Brown impôs Catherine Ashton para Alto Representante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o Governo italiano tivesse apoiado Máximo D’Alema, bem sabemos a pouca consideração que este Governo merece entre os seus pares. Além disso, houve ministros que se opuseram à candidatura, esquecendo que daria prestígio à Itália – os sólitos tarimbeiros da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Socialista Europeu, que antes o havia proposto, entendeu mais oportuno entrar nos interesses de Berlim, Paris, Londres, Madrid e os oito chefes de governos socialistas, unanimemente, apoiaram a Senhora Baronesa de Upholland.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um papel de figura dúbia representou-o o eurodeputado alemão Martin Schulz. Na escolha do Alto Representante, o presidente do PSE interpretou esse papel com muito pouca correcção. Virar a casaca, alegando que Máximo D’Alema não tinha o apoio de um governo socialista, não me parece uma justificação plausível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrendo com acuidade grande parte das informações, não pude evitar um sentimento de profundo desdém por tantas atitudes mesquinhas, míopes e que, inevitavelmente, redundarão em desfavor da credibilidade, não só da nossa Europa, mas também de quem a governa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu, bem claramente, foi a batalha descarada por meros interesses nacionais.&lt;br /&gt;Mas, repito a ideia acima expressa: de que nos podemos surpreender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu-se o mercado dos pelouros na Comissão Europeia. Já se conhece para quem vão os mais lucrosos e apetecíveis.&lt;br /&gt;Quanto ao açambarcamento de cargos relativos a altos funcionários, Sarkozy e Merkel souberam marcar posições.&lt;br /&gt;Pior que um &lt;em&gt;suq&lt;/em&gt; em Marrocos.&lt;br /&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-3668707411096223830?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/3668707411096223830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=3668707411096223830' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3668707411096223830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3668707411096223830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/11/senhora-pesc-fiquei-surpreendida-com.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-1512245168088177990</id><published>2009-11-15T18:14:00.003Z</published><updated>2009-11-16T11:19:13.026Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;AFINAL, “QUEM MAIS ORDENA”?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Será o povo informado ou os especuladores da ignorância? Será uma maioria de cidadãos dotados de consciências cívicas sólidas ou massas de egoístas indiferentes ao interesse geral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero interpretar o leitmotiv da celebérrima canção de Zeca Afonso no sentido de quem melhor sabe usar o seu direito de voto; de quem sabe esperar e exigir dignidade, “&lt;em&gt;competências específicas e não diletantismos&lt;/em&gt;” nos poderes políticos que os representarão na gerência da coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente a esses poderes, sempre considerei o Poder Judiciário como a trave mestra da solidez democrática, social e económica de um Estado de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observando, com atenção, o que ultimamente tem sucedido neste País, um povo civicamente bem formado pretenderia, imporia reformas inadiáveis para o pleno, célere e correcto funcionamento da Justiça, dotando-a de todos os meios necessários para esse bom funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, como esse atributo de civismo é muito precário e a Assembleia da República oferece-nos o pior exemplo, quase temos a impressão que na Terra Lusa reine o caos, aliado aos oportunismos de quem mais grita e acusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investiga-se o que deve ser investigado. Entretanto, levanta-se uma enorme poeira; revoluteia o vento das suspeitas, legítimas ou não; captura-se o bom momento político, apenas para emitir dislates; surgem as entrevistas ou as interpelações ocasionais aos magistrados competentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstraindo aquelas informações sintéticas e limitadas, normais em casos de investigações em curso, como gostaria de ouvir, da parte dos senhores magistrados - quando assediados por quem deseja notícias - o seco e conciso “nada a dizer” ou o internacionalizado “&lt;em&gt;no coment&lt;/em&gt;”! Pelo contrário, quanta verborreia escusada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Predomina uma Justiça digna de louvor, num país que se proclama e é democrático?&lt;br /&gt;Tenho sempre na memória a imagem do juiz Teixeira, acompanhado pela câmaras televisivas, dirigir-se à Assembleia da República para dar voz de prisão a um deputado. Perante esta cena, a justiça expôs um retrato deprimente do exercício das suas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não entendi muito bem a autonomia – que pressuponho equivalha a independência - do Procurador-Geral da República, visto que esse cargo “&lt;em&gt;está sujeito à designação pelo poder político, assentando na dupla confiança do Presidente da República que o nomeia e do Governo que o propõe.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Certamente que é nomeada uma pessoa idónea e íntegra, mas lamento que a Procuradoria-Geral não seja parte inalienável do Poder Judiciário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, todavia, que o meu raciocínio é influenciado pela estrutura do Poder judicial na Itália: não há carreiras separadas; o Conselho Superior da Magistratura é único.&lt;br /&gt;Gosto mais deste sistema, mas talvez a minha preferência seja reforçada pela guerra de Berlusconi à Magistratura italiana, o que muito me escandaliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem vive obcecado pelo rancor aos juízes e procuradores da República que ousam abrir inquéritos e dar curso a processos, onde “&lt;em&gt;o melhor Primeiro-Ministro&lt;/em&gt; &lt;em&gt;de há cento e cinquenta anos a esta parte&lt;/em&gt;” (assim se autonomeia) deve sentar-se no banco dos acusados.&lt;br /&gt;Não por capricho da magistratura, certamente; disso estamos bem convencidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas leis &lt;em&gt;ad personam&lt;/em&gt; (chamam-lhes “as leis da vergonha”) foram emanadas, a fim de que este arremedo de político sem dignidade fugisse aos processos! Mas mais anómalo ainda é essa maioria que as impôs e aprovou no Parlamento, prosseguindo nessa indecência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O povo é quem mais ordena” e ele, Berlusconi, foi eleito pelo povo italiano. “&lt;em&gt;Os&lt;/em&gt; &lt;em&gt;juízes não são eleitos por ninguém&lt;/em&gt;”: como se atrevem a exigir contas ao grande eleito? Delírio da megalomania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a balela que foi eleito pelo povo italiano – o contexto das suas asserções não deixa dúvidas que se refere á totalidade deste povo – é repetida pelos acólitos, com a cara de bronze de quem mente e sabe de mentir.&lt;br /&gt;A coligação do seu governo foi eleita por uma maioria, como é óbvio. Porém, mais de metade do País não o votou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Volto ainda a "&lt;em&gt;o povo é quem mais ordena&lt;/em&gt;”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em V. N. de Famalicão foram eleitas duas senhoras, na coligação vencedora das autárquicas – PSD/CDS&lt;br /&gt;Estas senhoras prestaram juramento e, passados poucos dias, anunciaram a suspensão do mandato por um ano e seis meses, respectivamente, alegando motivos profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As críticas da oposição remeteram-se ao governo do Município, condenando o machismo predominante.&lt;br /&gt;Não as creio infundadas. As minhas, porém, vão directas às duas renunciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se e apresentam-se estatísticas sobre a minoria feminina nos executivos ou na política.&lt;br /&gt;Com mulherzinhas deste género, no campo político, sem um mínimo de dignidade e personalidade, que podemos esperar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os vários críticos apontaram, e justamente, acaso só depois de serem eleitas é que se aperceberam dos problemas pessoais ou profissionais?&lt;br /&gt;Se essas foram as condições das próprias candidaturas, por que razão as aceitaram e as não acharam humilhantes e ofensivas?&lt;br /&gt;Quando renunciaram aos mandatos, não experimentaram nenhum sentimento de vergonha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis por que digo que não houve dignidade nem uma migalha de brio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nestes casos, então, torna-se benéfico que estejam longe da actividade política. Só provocariam danos. E é indiferente que se trate de senhoras ou homens, pois a falta de pundonor é apanágio do ser humano.&lt;br /&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-1512245168088177990?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/1512245168088177990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=1512245168088177990' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1512245168088177990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1512245168088177990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/11/afinal-quem-mais-ordena-sera-o-povo.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-8517095380532711988</id><published>2009-11-08T21:11:00.002Z</published><updated>2009-11-08T21:53:45.024Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;A BANALIZAÇÃO DO CRUCIFIXO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Crucifixo, símbolo de sofrimento que não pode ofender ninguém&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”: foi este o título de um belíssimo artigo que o escritor &lt;strong&gt;Cláudio Magris&lt;/strong&gt; escreveu ontem, no Corriere della Sera, a propósito da já famosa sentença do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sobre a presença do crucifixo nas escolas italianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Aquele homem na cruz que proferiu o revolucionário discurso das Beatitudes não pode ser cancelado das consciências, nem sequer daquelas que o não crêem filho de Deus.&lt;br /&gt;A rumorosa polémica criada por esta sentença fará esquecer temas bem mais importantes sobre a defesa da laicidade e fomentará os piores clericalismos. Criará divisões que se manifestarão de forma grosseira em ambas as partes; dará a tantos histriões a satisfação impante de arvorar-se, a bom preço, em campeões da Liberdade ou dos Valores. O Crucifixo encontrará os defensores mais hipócritas e indignos: aqueles que, a seu tempo, Ele definiu “sepulcros caiados&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os factos.&lt;br /&gt;Uma senhora finlandesa casada com um italiano, durante o ano lectivo de 2001-2002, protestara contra a presença do crucifixo nas salas de aulas dos seus dois filhos, por considerá-la contrária ao princípio da laicidade do Estado.&lt;br /&gt;Depois de ter apelado, inutilmente, a todas as entidades competentes italianas, recorreu ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, alegando que o Estado “&lt;em&gt;concede à religião católica uma posição de privilégio na formação dos estudantes, o que se torna numa verdadeira forma de ingerência nos direitos à liberdade de pensamento, de consciência e de religião…&lt;/em&gt; “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tribunal de Estrasburgo emitiu sentença favorável ao recurso e condenou o Estado italiano a retirar o crucifixo das escolas e a indemnizar o casal requerente pelas despesas judiciárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Governo recorrerá da sentença. Entretanto, ásperas reacções eclodiram em todo o País. Infelizmente, grande parte dessas reacções não brilha por estilo ou dignidade de pessoas de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários presidentes da Câmara, assessores, administradores da coisa pública decidiram distribuir crucifixos gratuitamente.&lt;br /&gt;Um desses presidentes ameaçou 500 euros de multa a quem ousasse mover o Crucifixo. Alguns sugeriram impô-lo nas lojas e supermercados!&lt;br /&gt;Uma autêntica cacofonia de vozes mais teatrais que religiosamente sentidas; mais de utilidade política que ponderadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em muitas dessas pessoas de Estado, essa casta que administra a coisa pública, verificou-se uma ignorância cómica, mas imperdoável: entenderam que o "Conselho da Europa" e o "Conselho Europeu" é tudo a mesma coisa.&lt;br /&gt;Assim, partiram os ataques à União Europeia – “&lt;em&gt;esta porcaria de Europa que&lt;/em&gt; &lt;em&gt;temos”&lt;/em&gt; – assacando-lhe a responsabilidade de uma sentença “ignominiosa”! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confundir os dois Conselhos é muito aceitável, e mesmo corrente, no cidadão comum; inaceitável e decisivamente indecente, em quem é um político activo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Europeia teve de emanar um comunicado, esclarecendo que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em Estrasburgo, não é nenhum órgão da UE, mas vigora dentro do Conselho da Europa: instituição de 47 países, fundada em Maio de 1949.&lt;br /&gt; Quanto à presença de símbolos religiosos em edifícios públicos, é de exclusiva competência de cada estado-membro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a curiosidade de ler à sentença dos juízes de Estrasburgo e que não fizeram mais que estabelecer o respeito da Convenção dos direitos do homem de 1950, além da condição de Estado laico qual é a Itália.&lt;br /&gt;Está muito bem articulada e achei interessante uma parte: repassa o item de todas as leis – relativas à questão - anteriores e durante o fascismo. A lei, hoje vigente, recalca ou prossegue a retórica desse tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo este caso, a ideia que mais se impôs ao meu entendimento é a banalização deste símbolo supremo do Cristianismo: o Crucifixo.&lt;br /&gt;As polémicas e zelos pelo “respeito das próprias tradições e das raízes cristãs”  reduzem-no a um mero objecto decorativo dos edifícios públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é um símbolo religioso, genuína e exclusivamente cristão, é assim tão chocante que um Estado evite de os expor nas escolas, respeitando a multiplicidade de crenças ou não crenças dos alunos e respectivas famílias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá nesta tradição, que tanto apregoam, algum sentimento sincero? Haverá nela o respeito que fará baixar as nossas cabeças de humanos arrogantes, ante a percepção de sofrimento que inspira o torturado daquela cruz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta desenvoltura e superficialidade em expor onde quer que seja esse símbolo, brandindo-o como uma arma que defende a tradição, não se estará a esvaziar a força de impacto do seu grande significado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Aquele homem (...) não pode ser cancelado das consciências, nem sequer daqueles que o não crêem filho de Deus&lt;/em&gt;”, assim escreve Cláudio Magris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamente por esta razão, gostaria de ver esta imagem no lugar próprio, isto é, nos lugares onde a sua presença giganteia e onde é impossível ignorá-la ou banalizá-la.&lt;br /&gt; Onde as nossas crenças ou consciências a possam olhar com humildade ou devoção silenciosas; com simpatia ou admiração pelo que foi e no que se tornou através dos séculos; pelo significado que se impõe aos não crentes e a quem estes rendem homenagem e reconhecem grandeza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-8517095380532711988?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/8517095380532711988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=8517095380532711988' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8517095380532711988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8517095380532711988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/11/banalizacao-do-crucifixo-o-crucifixo.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5798667261168865993</id><published>2009-11-01T22:12:00.002Z</published><updated>2009-11-01T22:36:04.403Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;HOMOFOBIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parece que o tema se avoluma e dá início à onda dos sentimentos de impaciência e hostilidade contra quem não tem outras precedências, mais importantes, do que trazer à barra deliberações sobre casamentos entre homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para a arena dos descontentes, saltam os bem-pensantes, os zeladores do politicamente decente, do respeito que se deve ao sentir comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentações previsíveis: com a crise económica e financeira a sufocar o País, além de outros problemas também urgentes, é imperdoável distrair as atenções e dispersá-las em causas muito discutíveis.&lt;br /&gt;Ademais, se é necessário legislar sobre esse tema “fracturante”, numa pachorrenta convivência civil, promova-se um referendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este assunto absorveu completamente os meus pensamentos - não vagabundos, mas bem centrados na questão – quando, sexta-feira passada, li um artigo, no jornal Público, do catedrático Jorge Bacelar Gouveia e com o seguinte título: &lt;strong&gt;“&lt;em&gt;Casamento gay: nas costas dos portugueses?”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A XI Legislatura começa mal: começa com o tema fracturante da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo” (…)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta (ou inquietação) do Senhor Deputado conservador do PSD soou-me como a arranhadela num vidro, isto é, desagradável e com um certo odor de fundamentalismo.&lt;br /&gt;Interrogações, daí derivadas, surgem espontâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a expressão “&lt;em&gt;nas costas dos portugueses&lt;/em&gt;” pressupõe um dano, no que é que a sociedade civil portuguesa seria prejudicada? &lt;br /&gt;Qual traição, “&lt;em&gt;nas costas dos portugueses&lt;/em&gt;”, abalaria a nossa identidade de pessoas civilizadas, tolerantes, igualitárias nos direitos e deveres, solidárias com minorias discriminadas?&lt;br /&gt;Que terramotos económicos, sociais, éticos adviriam, se o Parlamento emanasse leis sobre as uniões de homossexuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de convir que a razão explosiva de tantas polémicas e de tantos pruridos moralistas, neste caso, é a aplicação – ou abuso - do termo “&lt;strong&gt;casamento”,&lt;/strong&gt; com todas as suas conotações. E não podemos ignorar que é uma razão com uma certa solidez.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Casamento é o exacto significado de matrimónio e o étimo deste último vocábulo não dá margens para dúvidas: matrimoniu(m), matris, madre que, “&lt;em&gt;inicialmente&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;indicou a maternidade legal&lt;/em&gt;”; lo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;go, a família na sua pura acepção procriadora - o argumento príncipe da Igreja Católica contra estes “relativismos” da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve o Sr. Professor Bacelar Gouveia:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“(…) Esta é uma das típicas decisões que numa democracia plena como a portuguesa só podem ser tomadas pelos portugueses em referendo nacional.&lt;br /&gt;(…) Acresce ainda dizer que o casamento gay é muito mais um assunto da sociedade e não tanto um assunto do Estado”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fico bastante baralhada!&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;É mais um assunto da sociedade&lt;/em&gt;”: qual sociedade? Afora a sociedade civil, acaso conhece uma outra que não se mova dentro do Estado, no perfeito e amplo sentido que este termo evoca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consentir que haja, no nosso País, regras de um Estado de direito que legalizem uniões entre pessoas do mesmo sexo – e ponhamos de parte, em absoluto, a palavra casamento – é um facto assim tão convulsivo que necessite movimentar as massas com um referendo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a união homossexual usufruir de direitos civis justos, equilibrados e adequados à situação, no que é que os matrimónios normais e as nossas vidas de heterossexuais virão a ser sacrificados?&lt;br /&gt;Acaso os nossos direitos serão lesados, denegados, quando, no fim de contas, fazemos parte de uma maioria que é determinante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com qual direito esta maioria impõe, a quem tem tendências sexuais diferentes, os seus preconceitos, a sua ignorância (maioria esmagadora), os seus fundamentalismos religiosos, os seus moralismos de trazer por casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Professor aduz comparações com um referendo sobre o aborto e o “&lt;em&gt;casamento gay&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Comparação bastante infeliz, pois o aborto – esse, sim - é um drama das consciências que percorre os vários estratos da sociedade e merece o envolvimento de todas as ideias e concepções legítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Notei que o Sr. professor de Direito usa e abusa da palavra &lt;strong&gt;&lt;em&gt;gay&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Pretendeu ostentar uma ironia desdenhosa?&lt;br /&gt;Esperaria outro estilo de um Professor Catedrático de Direito. Mas, com certeza, quis interpretar bem o papel de “Deputado à Assembleia da República pela parte mais integralista do PSD".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os actos de violência contra homossexuais estão na ordem do dia. Na Itália, são quase diários, distinguindo-se por extrema brutalidade. Os autores situam-se nas franjas mais conservadoras ou na extrema-direita.&lt;br /&gt;Na Inglaterra, Estados Unidos e outros países, sucede o mesmo e morre-se por uma sexualidade diferente – para não citarmos os países onde a homossexualidade é passível de pena capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A América de Obama pôs cobro a estas perseguições com uma lei que define crime federal qualquer violência contra uma pessoa por motivos de identidade sexual, religiosa ou étnica.&lt;br /&gt;Oxalá outros países&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;adoptem&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;normas idênticas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5798667261168865993?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5798667261168865993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5798667261168865993' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5798667261168865993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5798667261168865993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/11/homofobia-parece-que-o-tema-se-avoluma.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2215508634469174732</id><published>2009-10-18T17:42:00.004+01:00</published><updated>2009-10-29T18:04:50.425Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;NORBERTO BOBBIO: CENTENÁRIO DO NASCIMENTO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;.&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SttF2XUVZ-I/AAAAAAAAAXg/HlCrudHa6iU/s1600-h/Norberto_Bobbio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393981778980857826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 218px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SttF2XUVZ-I/AAAAAAAAAXg/HlCrudHa6iU/s320/Norberto_Bobbio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Norberto Bobbio&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nasceu na cidade de Turim em 18 de Outubro 1909 e morreu, na mesma cidade, em 9 de Janeiro 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria grande presunção da minha parte, e bastante ridícula, se me propusesse dedicar este texto a Norberto Bobbio, dissertando sobre os méritos deste extraordinário pensador italiano do século vinte.&lt;br /&gt;Limitar-me-ei a falar, de coração aberto, sobre a grande simpatia e admiração que sempre me inspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Turim, de 15 a 17 de Outubro, teve lugar um congresso internacional em honra do grande filósofo e “figura de referência muito significativa, não só na Itália, como na Europa”.&lt;br /&gt;Filósofo, historiador, editorialista, professor de Filosofia do Direito, senador vitalício, autor de várias obras, algumas das quais também editadas em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa das comemorações do centenário do nascimento - incluindo uma mostra (sempre em Turim) que será “um resumo policêntrico sobre o tema «&lt;em&gt;Bobbio e il Novecento&lt;/em&gt;» - prolongar-se-á por todo o ano 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por duas ou três vezes, cruzei-me na rua com este Senhor que morava na Via Sacchi, centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira vez, depois de ter lido vários artigos que ele publicava no jornal La Stampa e alguns dos seus livros, de o ter visto em entrevistas televisivas e, portanto, de ter obtido um modesto conhecimento da espessura intelectual de Bobbio, a minha curiosidade foi quase desmedida: tive de fazer um esforço enorme para disciplinar os olhares e não ser mal-educada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda vez, só recordo o quanto lamentei não ser atrevida, parar e manifestar-lhe a minha estima. Mas nunca tive cara de bronze, “lata”, para tais iniciativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As obras que Bobbio publicou espraiam-se pela filosofia, direito, política, ética, temas de comportamento e empenho civil, história, enfim, um olhar profundo em grandes horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encorajei-me a comprar e ler: “Política e Cultura”; “Qual Socialismo?”; “O futuro da Democracia”; “Ensaios sobre Ciência Política na Itália”; “Direita e Esquerda – Razões e significados de uma distinção política”.&lt;br /&gt;Traduzo os títulos da versão original; não sei os que foram adoptados na tradução em português. Presumo que sejam idênticos, pois são facilmente traduzíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mudança de Turim para Famalicão, as primeiras três obras desapareceram – assim como desapareceram obras de Primo Levi e outros autores que não encontro e que sabia ter encaixotado. Restam-me as últimas duas.&lt;br /&gt;O centenário do nascimento de Bobbio será um bom motivo para readquiri-las, além de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Direita e Esquerda”, um pequeno volume de 141 páginas (a 2.ª edição de 1995, em italiano), é um livro que recomendo (foi publicado em Portugal).&lt;br /&gt;Muito interessante para iniciados e não iniciados e sempre de actualidade, por muito que queiram apagar o famosa dicotomia: direita/esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma característica que espelha a beleza literária de Bobbio: a clareza e simplicidade - logo, a grande acessibilidade - como enfrenta e desenvolve os mais elevados temas e raciocínios. Paralelamente, o equilíbrio e bom senso que procura transmitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Convido ao estudo, à reflexão, à meditação sobre as coisas da história; a abandonar as frases feitas, as fórmulas, os catecismos, a prosápia dos iniciados, a desdoutrinação e a doutorice, o falar difícil, a gíria das escolas e das seitas; a estudar os mecanismos do poder e não somente das ideologias que os legitimam ou recusam; a preferir a veste de quem não compreendeu nada à de quem compreendeu tudo” -&lt;/em&gt; Norberto Bobbio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O dever dos homens de cultura, hoje mais do que nunca, é o de semear dúvidas, não de recolher certezas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;De certezas – revestidas com a pomposidade do mito ou edificadas com as pedras duras do dogma – estão cheias, trasbordantes as crónicas da pseudocultura dos improvisadores, dos diletantes, dos propagandistas interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultura significa medida, ponderação, circunspecção: avaliar todos os argumentos antes de pronunciar-se; controlar todos os testemunhos antes de decidir; nunca pronunciar-se e decidir à guisa de oráculo, da qual dependa, de modo irrevogável, uma escolha peremptória e definitiva. (…)&lt;br /&gt;Ao homem de cultura não cabe outro dever senão o de compreender e ajudar a compreender&lt;/em&gt;. (…) – Norberto Bobbio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Certamente que uma democracia tem necessidade de instituições próprias, mas não vive se estas instituições não são alimentadas por sólidos princípios. Onde os princípios que inspiraram as instituições perdem vigor nos ânimos, também as instituições decaem; tornam-se em esqueletos vazios e correm o risco de, ao primeiro choque, acabar em pó&lt;/em&gt;. (…) – Norberto Bobbio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2215508634469174732?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2215508634469174732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2215508634469174732' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2215508634469174732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2215508634469174732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/10/norberto-bobbio-centenario-do.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SttF2XUVZ-I/AAAAAAAAAXg/HlCrudHa6iU/s72-c/Norberto_Bobbio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4103225610862233125</id><published>2009-10-26T15:30:00.002Z</published><updated>2009-10-26T16:00:21.503Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;CASOS DA SEMANA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parlamento Europeu e a resolução para um pluralismo correcto da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Parlamento Europeu, na sessão plenária de 19-22 de Outubro, em Estrasburgo, não decidiu absolutamente nada sobre o que poderia ser a adopção de directivas gerais para uma liberdade de informação correcta e sem as anomalias que se verificam na Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por três votos apenas, gorou-se uma iniciativa que, embora apresentasse a situação actual italiana como o paradigma negativo, contribuiria para um clima de maior serenidade e independência de quem deve informar a opinião pública, nos países-membros da União Europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É penosa a declaração do não voto de Ilda Figueiredo do PCP. (…) &lt;em&gt;No entanto, discordamos de alguns aspectos desta resolução que raiam a ingerência na vida democrática de cada país (…).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Basta esta asserção para desacreditar quaisquer outras justificações. Não haja dúvida que os extremos tocam-se… e chegam a entendimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este argumento foi uma espécie de leitmotiv dos conservadores do PPE e compadres da extrema-direita: “&lt;em&gt;Utilizava-se a União Europeia para discutir questões políticas nacionais”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“&lt;em&gt;O Parlamento Europeu não tem poderes no assunto em questão e não deveria ser utilizado para ajustes de contas&lt;/em&gt;” – Joseph Daul, líder do PPE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso italiano existe e só o não vê quem não quer. Em nenhum outro país da União há um primeiro-ministro que alia ao poder político um esmagador poder informativo.&lt;br /&gt;A França também não está muito melhor: “&lt;em&gt;Sarkozy nomeia directamente os directores da TV pública e, indirectamente, os da informação privada, graças à cumplicidade dos seus ricos amigos editores”&lt;/em&gt; – Gigi Riva em “Sua Majestade Sarkozy”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas situações são toleráveis dentro de uma União Europeia, onde as regras democráticas devem ser claras e incontestáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propôs-se uma resolução de directivas em defesa da liberdade de informação: Uma liberdade serena, correcta e ao abrigo de todas e quaisquer pressões: era isto o que se pedia ao Parlamento Europeu e era isto o que se propugnava para todos os países-membros.&lt;br /&gt;A Itália servia apenas como um péssimo exemplo, a fim de que os demais países o rejeitassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestações de alegria dos conservadores amigos de Berlusconi -   inclusive os nossos deputados, obviamente – ante a não aprovação do Parlamento Europeu dessa resolução, só retratam escassa dignidade política, pois conhecem apenas os joguinhos do poder, as oportunidades de confortáveis poltronas, concertações nos bastidores, demonstrando-se incapazes de reflectir e ponderar sobre estes problemas.&lt;br /&gt;Bastar-lhes-ia ler, no dia anterior, o relatório 2009 dos “Repórteres sem Fronteiras”, acerca da liberdade de informação em 175 países e onde a Europa, maioritariamente, está em queda (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.rsf.org/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.rsf.org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte dos deputados europeus terá formação intelectual e preparação adequada ao lugar para que foram eleitos? Analisando várias performances, não é ousado alimentar fortes dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A CASTA SUPERIOR QUE ESTUDOU&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Nos tempos em que estudar era um privilégio e estava ao alcance de poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso que já foi muito falado e comentado: a Bíblia e Saramago.&lt;br /&gt;Certamente que foi infeliz, inoportuno, insensível ao sentir e opinião de milhões de crentes ou de estudiosos, exegetas da Bíblia.&lt;br /&gt;Aquelas bacoradas – o termo não é elegante, mas expressivo – não me escandalizaram. Sabemos que Saramago é provocador e arrogante. Pontifica, quando a sua inteligência deveria aconselhar-lhe bom senso e moderação sobre certos argumentos delicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escandalizou-me, isso sim, o que Vasco Pulido Valente escreveu, a este propósito, na sua habitual "opiniões" - no jornal Público - e a que chamou “Uma Farsa”.&lt;br /&gt;Melhor dizendo: mais que escandalizar, enojou-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…) &lt;em&gt;São ideias de trolha ou de tipógrafo semianalfabeto. (…) Claro que Saramago tem 80 e tal anos, coisa que não costuma acompanhar uma cabeça clara, e que, ainda por cima, não estudou o que devia estudar, muito provavelmente contra a vontade dele. (…) D. Manuel Clemente conhece com certeza a dificuldade de explicar a mediocridade a um medíocre e a impossibilidade prática de suprir, sobre ou tarde, certos dotes de nascença e de educação. (…) O que, finalmente, espanta neste ridículo episódio não é Saramago, de quem – suponho – não se esperava melhor. É a extraordinária importância que lhe deram criaturas com bom senso e a escolaridade obrigatória&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta empáfia do intelectual com estudos! Quanto desdém classista de quem não foi tipógrafo, por exemplo - para um descendente de casta superior, &lt;em&gt;vade retro, Satana&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;Quanta falta de senhorilidade e quanta acrimónia mesquinha nos comentários expressos pelo Sr. Pulido Valente!&lt;br /&gt;Por fim, quanta inveja e despeito de quem se alcandora nos cimos da importância social e, no fim de contas, não passa de um intelectual de uso caseiro, mas que nem sequer é doc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.&lt;br /&gt;No citado artigo de Vasco P. Valente está escrito: "&lt;em&gt;Principalmente a &lt;strong&gt;dignatários&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;  (que deveria ser dignitários) &lt;em&gt;da igreja como o bispo do Porto&lt;/em&gt;" (...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Gralha ou ignorância?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4103225610862233125?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4103225610862233125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4103225610862233125' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4103225610862233125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4103225610862233125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/10/casos-da-semana-parlamento-europeu-e.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6127042625514696923</id><published>2009-10-12T16:35:00.002+01:00</published><updated>2009-10-12T16:54:48.882+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;DIGAM O QUE DISSEREM, O PRÉMIO FOI BEM ENTREGUE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ficará na história, todavia, como o Nobel das múltiplas perplexidades e mil controvérsias.&lt;br /&gt;Cá na Europa, os ex-admiradores de Bush, - se não admiradores, pelo menos muito compreensivos da sua actuação como presidente - são os que evidenciam o mais elevado grau de cepticismo.&lt;br /&gt;Pela sua obviedade, é inútil aludir às críticas e sarcasmos dos americanos conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitmotiv das perplexidades apresenta-se com roupagens diversas, mas o significado é sempre o mesmo: um Nobel da Paz prematuro ou precipitado; prémio à esperança; prémio ao futuro; prémio ratoeira, pois ainda nada fez e só lhe trará problemas… em conclusão, após nove meses de presidência, Barack Obama tinha obrigação de mostrar obra, mesmo as do reino do impossível.&lt;br /&gt;Ademais, este género de prémios, no entendimento geral, apenas se concede no fim da caminhada – o que nem sempre tem sucedido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num debate sobre o Nobel a Obama, um interveniente usou uma imagem que tenho gosto em compartilhar.&lt;br /&gt;Quando assistimos a um concerto de um famoso pianista, bastam os primeiros acordes e já compreendemos que não é necessário esperar pelo final do concerto para concluirmos se estamos perante um excelente ou um artista medíocre.&lt;br /&gt;Não creio que nestes nove meses de actuação, como Presidente dos Estados Unidos, Obama tenha demonstrado ser um mau executor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio também que a observação crítica sobre os seus discursos, acusando-o de belas palavras e poucas acções, seja correcta. As boas palavras, provindas de quem tem demonstrado seriedade, forjam um grande impacto. O famoso discurso do Cairo está a demonstrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se diz que não fez nada, que nada demonstrou, fala-se por falar. Fala-se por arrastamento de opiniões alheias, pela antipatia que o personagem pode inspirar, porque se dá lugar à superficialidade, em vez de ponderar com atenção o que vai sucedendo.&lt;br /&gt;Fala-se, também, porque se esperava que resolvesse, &lt;strong&gt;imediatamente&lt;/strong&gt;, todas as calamidades que o antecessor provocara. Como se esse “imediatamente” fosse possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Limpar, agora, os escombros das demolições de Bush e deixar uma situação de estabilidade, onde quer que seja, recorre-se ao ditado já antigo: quase sempre, tem de se concluir uma guerra suja a fim de atingir uma paz boa e estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um pense como quiser. Somente, seria correcto se déssemos menos lugar à banalidade de opiniões preconcebidas e mais a uma observação cuidadosa e imparcial do que tem sucedido e do que é possível.&lt;br /&gt;Este “nada” que serve de argumento negativo já fez brotar “rebentos que anunciam bons frutos”; não foram necessárias acções plateias, mas o sonho de preferir a concórdia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, há uma perplexidade que também alimento. Que Obama mereça este prémio, merece-o. Que o alivie do pesado fardo de problemas que tenta e deve resolver, mantenho muitas reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos agora de coisas menos sérias, mas sempre concernentes o Prémio Nobel da Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correu voz, e é verdade, que há um comité a trabalhar para a candidatura de Berlusconi ao Nobel de Oslo 2010... sim, sempre aquela mina inesgotável de comicidade, quando não irrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo um apanhado do que se lê no site: &lt;em&gt;“Perchè Sílvio Berlusconi?&lt;/em&gt; – &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.silvioperilnobel.it/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.silvioperilnobel.it&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Sílvio Berlusconi reforçou as ligações com os Estados Unidos, mediou na crise Rússia/Geórgia 2008, assim como entre USA e Líbia. Além disso, desenvolveu uma acção reconhecida e notável para a obtenção de uma paz durável entre Israel e Palestina&lt;/em&gt;”. (&lt;strong&gt;?!&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;Citação: &lt;em&gt;“Nunca teríamos obtido um acordo entre georgianos e russos se Berlusconi não tivesse feito valer as suas relações de amizade e confiança com Vladimir Putin” – Nicholas Sarkozy, 24/02/2009&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sarkozy teria dito isto?!!! Acho estranho, mas se é verdade, com as mãos nos bolsos, sabe-se lá quantas figas acompanharam a despudorada asserção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Restabeleceu entre os Estados Unidos e Federação Russa o mesmo clima de diálogo e de amizade que tinha desabrochado no vértice de Pratica di Mare de 2003 e que pôs fim, definitivamente, à Guerra Fria&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diplomacia americana anda mesmo de rastos! Imaginem que teve necessidade da amizade do Pinóquio Berlusconi com Putin para sanar controvérsias, incompreensões e hostilidades decenais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuemos na transcrição das razões por que o Sílvio deve ser candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Graças às boas relações estabelecidas nestes anos, sobretudo com a Turquia, e graças à óptima consideração internacional conquistada com o bom governo, Sílvio Berlusconi teve um papel decisivo na nomeação de &lt;strong&gt;Rasmussen&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Secretário-Geral da Nato&lt;/strong&gt;. &lt;/em&gt;(o negrito é meu)&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na conferência de imprensa do vértice EU/Usa, o primeiro-ministro explicou: Todos, hoje, me estão reconhecidos e me agradeceram. Sem a nossa intervenção&lt;/em&gt; (o nosso majestático!) &lt;em&gt;não teria sido possível a nomeação do novo Secretário-Geral, o que seria gravíssimo&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordemos o célebre telefonema e Ângela Merkel à espera que a grosseria do acto tivesse fim.&lt;br /&gt;A Nato deve dedicar-lhe um busto, mas com um nariz de um metro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As motivações que o comité apresenta reproduzem, na íntegra, os “méritos” que Berlusconi apregoa, com uma cara de bronze sem igual, através de todos os canais de comunicação.&lt;br /&gt;A estes, juntam-se tantos outros factos sem qualquer base de veracidade defensável, mas dos quais o homem se vangloria descaradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é triste é vermos tanta gente tomar a sério estes delírios e aceitá-los como verdadeiros.&lt;br /&gt;Fora da Itália, quanta paciência com um primeiro-ministro de um país amigo – mal-educado, mentiroso e sem noção do que é ser homem de Estado - a fim de evitar graves problemas diplomáticos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechemos com um comentário bastante espirituoso que apareceu em Facebook, a propósito do Nobel e Berlusconi: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O bronzeado bifou-lhe o Nobel!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6127042625514696923?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6127042625514696923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6127042625514696923' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6127042625514696923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6127042625514696923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/10/digam-o-que-disserem-o-premio-foi-bem.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-8113727425066228198</id><published>2009-10-04T17:04:00.004+01:00</published><updated>2009-10-04T19:18:37.327+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;OS "CÃES DE GUARDA" DA DEMOCRACIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SsjICpPcUNI/AAAAAAAAAXY/1d2h89Fqq_Q/s1600-h/LIBERDADE+DE+IMPRENSA+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388776901904715986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SsjICpPcUNI/AAAAAAAAAXY/1d2h89Fqq_Q/s320/LIBERDADE+DE+IMPRENSA+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Manifestação em Roma pela liberdade de expressão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Penso que haja muitos, embora existam outros que não sendo propriamente vigilantes, actuam como guardas irremovíveis, isto é, as instituições que equilibram o funcionamento das democracias dignas deste nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, atribui-se o apelativo “cães de guarda” à liberdade de imprensa. Uso o termo apelativo, porque nele vejo o implícito apelo a que a imprensa seja constante e tenazmente o “cão de guarda” da correcção dos poderes democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro "cão de guarda" seria a opinião pública, se todos cultivassem a preocupação e o interesse de se manterem informados - “&lt;em&gt;O cidadão não informado ou&lt;/em&gt; &lt;em&gt;informado mal é menos livre”&lt;/em&gt; – Valério Onida, presidente emérito do Tribunal constitucional Italiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, também neste caso, será sempre a &lt;strong&gt;liberdade e seriedade da informação&lt;/strong&gt; a fonte onde pode beber o conhecimento de como funciona ou deve funcionar a coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive a seguir a gigantesca manifestação que se efectuou, ontem, em Roma, assim como em várias outras cidades italianas, contra as tentativas de manipular e intimidar a liberdade de expressão, organizada pela Federação Nacional da Imprensa Italiana (FNSI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve jornalistas, porém, que se demarcaram, alegando que se tratava de um protesto injustificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalistas que trabalham sob ditado ou para um patrão e respectiva facção política, obviamente.&lt;br /&gt;Quaisquer perplexidades sobre o condicionamento da informação não lhes arranham a inteligência nem lhes sugerem que as circunstâncias onde navegam protegidos estão sujeitas a naturais mutações.&lt;br /&gt;Ora, a manifestação de ontem exigia o respeito pela liberdade de informação, em todas os meios que a expressam, em todos os tempos, em qualquer lugar, sem atitudes intimidatórias nem riscos de retaliações, como se tem verificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais detesto num jornalista é a falta de verticalidade. Quando este aprumo vacila, apenas existem duas interpretações: ou está ao serviço de um patrão (ou de uma ideologia intransigente) ou trabalha num país onde impera o pensamento único. Neste último caso, e só neste caso, encontra justificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Itália, não podemos dizer que haja absoluta falta de liberdade de imprensa.&lt;br /&gt;Simplesmente, Berlusconi não tolera críticas e entende que os votos que o elegeram dão-lhe toda a autoridade para impor um &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; que o coloca acima das instituições, das regras democráticas e da decência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dois canais de Estado, RAIuno e RAIdue, impôs, praticamente, pessoas da sua confiança ou que trabalharam nas suas televisões. Nestes canais (além das televisões de que é proprietário), apenas se transmite o que não importuna o “sultão” (assim o apelidou Giovanni Sartori) e as informações que servem os seus desígnios de &lt;em&gt;cloroformizar&lt;/em&gt; a população com a apologia do personagem e realidades que não existem - "&lt;em&gt;69,3% dos eleitores italianos informou-se e escolheu quem votar apenas através das notícias e comentários dos telejornais".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ora, os lacaios - e são tantos! – tudo fazem para satisfazer os interesses deste ditadorzeco endinheirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não conseguiu controlar RAItre. Porém, os programas indóceis deste canal sofrem todos os tipos de pressões e dificuldades. Descaradamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais de que é proprietário têm sido usados como uma autêntica clava para ataques sujos e intimidatórios contra quem ousa criticá-lo. Basta recordar o que fizeram ao director do jornal da Conferência Episcopal Italiana, Avvenire, forçando-o a demitir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto-me o que vários jornais estrangeiros também perguntaram: como é possível ter havido necessidade de efectuar uma manifestação pela liberdade de informação, num grande país europeu democrático?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta pergunta junto uma outra: por que espera a UE para enfrentar este problema de atropelos à democracia, dentro de um país fundador? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Com qual credibilidade pode exigir o respeito pelas normas democráticas, como condição fundamental, aos países que pretendem entrar na União?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Annozero&lt;/strong&gt;”, programa polémico, irreverente, discutível ou não, mas arrojado.&lt;br /&gt;Após as férias, a fim de recomeçar com as novas transmissões semanais (à quinta-feira), houve mil entraves na renovação do contrato, quer do condutor, quer dos participantes fixos: insuportável fumo nos olhos e fogo nas vísceras do “sultão” e acólitos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta última quinta-feira, estava anunciada uma entrevista com Patrizia D’Addario, a famosa companheira da noite de alta classe com quem Berlusconi dormira.&lt;br /&gt;Protestos, indignações, cartas da direcção RAI convidando (?) a truncar essa malfadada entrevista… enfim, fogo cerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valeu de pouco. O autor do programa, Miguel Santoro, rebelou-se e pôs no ar a entrevista e as declarações da senhora D’Addario: Berlusconi sabia muito bem quem ela era, - exactamente o contrário das “verdades” do primeiro-ministro – que lhe fora prometido uma candidatura para o Parlamento Europeu ou para as autárquicas, etc., etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E lá se afundou a versão oficial que desconhecia quem fosse Patrizia D’Addario!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui todo o programa, com atenção e divertida - teve mais de sete milhões de telespectadores.&lt;br /&gt;Escandalizada? Não. Encadeiam-se tantas e tão diversas anomalias que se espera sempre que tudo dê uma reviravolta e, seja lá qual for a cor política democrática em acção, de novo se instale o bom senso, a decência e o respeito pela instituição e o País que se representa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-8113727425066228198?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/8113727425066228198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=8113727425066228198' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8113727425066228198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8113727425066228198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/10/os-caes-de-guarda-da-democracia.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SsjICpPcUNI/AAAAAAAAAXY/1d2h89Fqq_Q/s72-c/LIBERDADE+DE+IMPRENSA+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7461782228587207445</id><published>2009-09-27T20:53:00.007+01:00</published><updated>2009-09-28T17:52:13.034+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;FALEMOS DE ANIMAIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sr_GPDkQC5I/AAAAAAAAAXQ/IYCWugKXe6w/s1600-h/MAMBO+O+C%C3%83O+TORTURADO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386241641316092818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sr_GPDkQC5I/AAAAAAAAAXQ/IYCWugKXe6w/s320/MAMBO+O+C%C3%83O+TORTURADO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mambo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eleições, obrigação de votar, afluência às urnas, clima eleitoral sereno, enfim, muito se poderia escrever sobre estes temas, omitindo, obviamente, os que seriam incorrectos depois da meia-noite de sexta-feira passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para desenfastiar, pois confesso que nunca vi uma campanha tão suja como a que ora findou, hoje quero falar de casos interessantes, curiosos, tristes e enternecedores sobre animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mambo”, o cãozinho abandonado que duas bestas humanas - uma rapariga de 22 anos e um rapaz de 17 – numa pequena cidade francesa, não longe de Perpignan, regaram com gasolina, pegando-lhe fogo. O pobre animal fugiu, rebolou-se no chão e conseguiu sobreviver.&lt;br /&gt;O caso tornou-se notícia, esta alastrou-se, mesmo para além fronteiras (inclusive os nossos telejornais), a França comoveu-se e indignou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta história triste teve uma conclusão feliz, pois “Mambo” encontrou imediatamente quem o adoptasse. Além disso, obteve 10 mil euros de contribuições que pessoas generosas enviaram – entre elas Zidane, Alain Delon, Brigitte Bardot, etc. - a fim de que as suas feridas fossem tratadas convenientemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rapariga já foi processada e condenada a um ano de cadeia, embora seis meses com pena suspensa, e uma multa de 6 mil euros, “por crueldade e barbárie”&lt;br /&gt;O cãozinho compareceu no tribunal. Segundo explicou o Procurador, não estava no Tribunal para “suscitar emoções”, mas, como vítima, tinha todo o direito de estar presente.&lt;br /&gt;O rapazote será julgado pelo tribunal de menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além de um ano de cadeia, poria esta rapariga de 22 anos a limpar um canil e a tratar os animais durante outro ano. Sob vigilância, evidentemente, pois com aquela idade poderia ter demonstrado mais sensibilidade e bom senso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;***** ***** *****&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sr_E3-t3hUI/AAAAAAAAAXI/H7CzN6b42Ls/s1600-h/Gato+austrliano+com+13+tiros+na+cabe%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386240145365632322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sr_E3-t3hUI/AAAAAAAAAXI/H7CzN6b42Ls/s320/Gato+austrliano+com+13+tiros+na+cabe%C3%A7a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Smokey&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Smokey”, um gatinho de nove anos, australiano - de Maryboroug, Estado de Vitória.&lt;br /&gt;Três dias após o desaparecimento, regressou todo ensanguentado. Tinha sido alvejado com treze tiros na cabeça.&lt;br /&gt;Ninguém consegue explicar como sobreviveu e encontrou forças para encontrar o caminho de casa. Chamam-lhe o gatinho heróico.&lt;br /&gt;Sedaram-no maciçamente, a fim de poderem extrair os projécteis e internaram-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conhecido defensor dos animais australiano, Hugh Wirth, asseriu que “&lt;em&gt;são gestos característicos de rapazes entre os 18 e 20 anos. Um modelo que vemos repetir-se em toda a Austrália e existe uma única maneira para resolvê-los, que é a prisão”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E de que estão à espera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**** &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;LEIS DEDICADAS AOS ANIMAIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Informações de um artigo de Roberta Maresci - jornal La Stampa)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A parte cómica destas leis é reservada ao bicho homem, visto ser ele o autor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vejamos: em Baltimore é ilegal levar um leão ao cinema. Não foi explicada a razão.&lt;br /&gt;Na Florida, é permitido levar a passeio um elefante, mas com uma condição: uma vez ligado o paquiderme a um parquímetro, paga-se o estacionamento como um qualquer veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Fairbanks, Alasca, é proibido aos alces caminhar nos passeios.&lt;br /&gt;A lei nasceu há muitos anos, quando o dono de um bar tinha um alce que tratava como um cachorrinho doméstico e divertia-se a embebedá-lo. O pobre alce, embriagado, vagueava pela cidade, cambaleando e sem tino. O povo obrigou as forças da ordem a intervir. Com o fim de pôr termo a esta maldade, foi emanada uma lei com essa proibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França não se pode dar o nome de Napoleão aos porcos. A questão relaciona-se com o celebérrimo “&lt;strong&gt;O Triunfo dos Porcos&lt;/strong&gt;”, de George Orwell (&lt;em&gt;Animal farm)&lt;/em&gt; - na versão francesa, o revolucionário suíno Napoleão foi rebaptizado com o nome César.&lt;br /&gt;Se é verdade a causa que apontam, respeitinho pelos heróis nacionais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, aconselho um clic &lt;a href="http://sonhospesados.blogspot.com/2009/09/zequinha.html"&gt;neste post&lt;/a&gt; (e noutros), do interessante blogue:&lt;br /&gt;//&lt;a href="http://sonhospesados.blogspot.com/"&gt;sonhospesados.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Asseguro que se deliciarão com os agudos de uma Susaninha Boyle canina.&lt;br /&gt;Não me canso de escutar o Zequinha e rio-me divertidíssima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alda M. Maia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7461782228587207445?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7461782228587207445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7461782228587207445' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7461782228587207445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7461782228587207445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/09/falemos-de-animais.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sr_GPDkQC5I/AAAAAAAAAXQ/IYCWugKXe6w/s72-c/MAMBO+O+C%C3%83O+TORTURADO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5572613060487644348</id><published>2009-09-20T19:30:00.005+01:00</published><updated>2009-09-24T12:43:06.768+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;SUA MAJESTADE, O AUTOMÓVEL&lt;br /&gt;HUMILDE SERVO, O PEÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao automóvel poder-se-ia juntar uma outra “majestade”: as obras públicas ou privadas.&lt;br /&gt;Estas majestades, com todos os direitos de acção e precedência, reinam no ambiente citadino sem quaisquer obrigações de pensar na protecção e direitos dos peões. É dessas majestades que desejo escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é uma pecha característica de V. N. de Famalicão ou se, pelo contrário, é praga disseminada em todo o País. O que sei, e verifico-o quotidianamente, é a indiferença e desrespeito que os seres humanos que usam “&lt;em&gt;o cavalo de S. Francisco”&lt;/em&gt; (as pernas) como meio de transporte, merecem aos governos autárquicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Projectam-se novas construções ou reestruturações de prédios, instalam-se os taipais obrigatórios, absorvem-se as áreas dos passeios paralelos, pois que as “majestades” necessitam de espaço de manobras, iniciam-se as obras. Os peões que se habituem a caminhar de mistura com todos os géneros de viaturas, visto que, para estas, não devem existir obstáculos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Forçosamente, devem tornar-se expertos da marcha ziguezagueante, a fim de não ir parar ao hospital ou aonde se dorme o sono eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As normas exigem que se disponha uma passagem que salvaguarde a incolumidade das pessoas. São bem raras as empresas construtoras que respeitem essas normas; são absolutamente inexistentes os controlos da Câmara Municipal sobre este estado de anarquia.&lt;br /&gt;Insisto na dúvida: sucede exclusivamente nesta cidade ou é um tique nacional?&lt;br /&gt;Ma passemos a um outro aspecto não menos digno de nota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os meses de verão, iniciaram-se obras na rotunda e rua onde se situa o Hospital da cidade: alteração da pavimentação da rua e dos respectivos passeios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros tempos, foram intervenções caóticas na demolição do que deveria ser melhorado, isto é, tudo. Transitar naquelas áreas começou a ser uma empresa árdua.&lt;br /&gt;Criaram-se pistas, a fim de que houvesse um limitado trânsito dos carros. Porém, no que concerne os peões, foi uma preocupação que não existiu na programação dos trabalhos.&lt;br /&gt;Portanto, houve que adaptar-se a uma espécie de atalhos escabrosos: pedregulhos, areia, buracos, desníveis, enfim, uma quase intransitabilidade e um perigo para pessoas com dificuldades de locomoção: assisti a um caso que poderia ter tido um desfecho grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocaram a barraca dos apetrechos em frente ao Hospital, inclusivamente ocupando o passeio, o que era desnecessário. Bastante mais tarde, abriram a passagem. Grande bondade do director das obras!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais de uma semana que terminaram de asfaltar a estrada e alindar a rotunda. Os passeios foram a última preocupação, quer os do lado direito, quer os da esquerda: obras em curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os automóveis, entretanto, circulam alacremente, num piso macio e convidativo a rolar sem grandes preocupações, pois não existem passadeiras nem quaisquer outros sinais que aconselhem cuidado com estes insectos fastidiosos a que chamam peões.&lt;br /&gt;Mas, aleluia! Neste fim-de-semana, traçaram, num branquinho imaculado, as passadeiras. Finalmente, após uma semana de mil cautelas, pude atravessar a rua sem comportar-me como o gatuno que tem medo de ser apanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não discuto se, neste género de trabalhos, existe um único modo de os efectuar. Não creio.&lt;br /&gt;Começar num ponto, deslocar-se para outro e outro sem os concluir; ocuparem-se da parte oposta; escavacar os passeios de um lado e do outro: toda esta sarabanda fugiu à compreensão de quem desejava compreender.&lt;br /&gt;E como não creio, só me pergunto qual as competências de vereadores, assessores, técnicos que exercem uma actividade - útil para os munícipes - dentro da Câmara Municipal e onde estiveram durante estes meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só me pergunto por qual razão, de vez em quando, não saem para a rua e observam, controlam, procuram dar remédio ao que não está correcto na cidade a que se votaram, sem que devamos avançar protestos… frequentemente ignorados. Falo com conhecimento de causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Mais acção, mais Famalicão”; “Por Famalicão”:&lt;/em&gt; estes são os &lt;em&gt;slogans&lt;/em&gt; espalhados pela cidade.&lt;br /&gt;Quando os vejo, maliciosamente, vem-me à ideia a cidade de Braga. E se algum candidato, para ser original, decide: “Mais viagra, mais Braga” (não será rima consoante, perfeita, mas a toante também é aceitável)!?&lt;br /&gt;Não é promessa oca e pode levar a resultados; foge ao fraseado corriqueiro - que tudo quer dizer e nada diz - e diverte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos às coisas sérias. "&lt;em&gt;Mais acção"&lt;/em&gt;: que significa? Obras e acções que dêem nas vistas ou constituam espectáculo? Obras que o Governo faz, mas que se apresentam como trunfos do Município? Projectos grandiosos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “&lt;em&gt;mais acção&lt;/em&gt;” vê-lo-ia também, e sobretudo, nas pequenas coisas. São estas que reforçam e concorrem para um melhor e mais atraente &lt;em&gt;modus vivendi&lt;/em&gt; dos munícipes, embora não tenham consistência de bandeiras triunfantes para campanhas eleitorais.&lt;br /&gt;As pessoas, todavia, apercebem-se do que funciona e sabem distinguir quem se empenha de quem se vangloria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos senhores do “&lt;em&gt;Por Famalicão&lt;/em&gt;”, criem desde já a ideia de não sonhar com as cadeiras confortáveis dos gabinetes e pensem, com determinação e honestidade, em conhecer, percorrer, embeber-se nos problemas - grandes, pequenos ou pequeníssimos - desta cidade. É a isto que chamaria &lt;em&gt;“por&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Famalicão”&lt;/em&gt; ou por qualquer outro município do nosso País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, quer ganhe o governo municipal vigente, quer a oposição, poupem-nos o espectáculo de vermos pessoas incompetentes, mas políticos ambiciosos que se devem premiar, nos vários pelouros.&lt;br /&gt;Onde a competência escasseie, escolham pessoas com entusiasmo e boa vontade de bem servir: as ideias nascerão; a competência surgirá e crescerá de &lt;em&gt;pari passu.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5572613060487644348?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5572613060487644348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5572613060487644348' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5572613060487644348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5572613060487644348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/09/sua-majestade-o-automovel-humilde-servo.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-1802631566242256682</id><published>2009-09-14T17:11:00.002+01:00</published><updated>2009-09-14T17:30:55.649+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;A CORAGEM DE REBELAR-SE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O caso de Lubna Ahmed al-Hussein, a jornalista sudanesa que se rebelou à lei das 40 chicotadas por uso de “vestuário indecente”, tornou-se conhecido nos quatro cantos da terra e bom seria se casos análogos fossem difundidos com o mesmo clamor que este suscitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é conhecida: Lubna e outras doze senhoras que se encontravam, em Julho passado, num restaurante, foram detidas pela polícia especial (polícia religiosa) por usarem calças: “vestuário indecente” que o artigo 152 do código penal sudanês pune com uma multa ou 40 chicotadas… ou as duas coisas. Como alternativa à multa, haverá trinta dias de prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jornalista e funcionária da ONU no Sudão foi condenada a uma pena de 40 vergastadas. Ulteriormente, esta pena foi comutada numa multa de 140 euros.&lt;br /&gt;Decidiu não aceitar a pena e preferir a cadeia, renunciando ao cargo na ONU que lha dava imunidade e levando para a frente o protesto contra essa grave injustiça que atinge as mulheres sudanesas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Numa entrevista de Lubna a El País, fica-se a saber que as outras doze senhoras foram “mimoseadas” com dez vergastadas e uma multa de 75€. Sete euros e meio por cada chicotada: indemnização, se calhar, para o desgaste dos chicotes!&lt;br /&gt;Em virtude desta lei, dezenas de milhares de senhoras foram presas e humilhadas com o açoite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É insuportável que existam estes primitivos, alfabetizados, que escrevem e fazem aplicar leis desta natureza. É repugnante que se sirvam da religião para dar cobertura a tradições bárbaras que nada têm que as possa justificar: quer perante a fé cuja pureza dizem defender, quer perante a dignidade a que todo o ser humano tem direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lubna Hussein esteve apenas 22 horas na cadeia. O sindicato dos jornalistas sudaneses pagou os 140 euros de multa – assim convinha ao governo de Cartum – mas a jornalista não ficou satisfeita. Deseja continuar a batalha. Se antes usava calças ocasionalmente, assegura que, de futuro, usá-las-á todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a sua posição na sociedade sudanesa, pôde rebelar-se, corajosamente, e dar a conhecer, fora do seu País, a aberração a que as mulheres sudanesas são submetidas. Porém, outras vítimas destas barbáries, cidadãs comuns, cidadãs humildes e anónimas de outros países, quem as protege do machismo primário dos seus correligionários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo um artigo do escritor marroquino, muçulmano, &lt;strong&gt;Tahar Ben Jelloun&lt;/strong&gt;. É um artigo que merece ser lido com interesse e atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;**** ****&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;QUANDO A BARBÁRIE SE IMPÕE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“O que está em curso é a colisão entra quem trata as mulheres como bestas e quem as trata como seres humanos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque de civilizações sobressai, por vezes, em situações ridículas, em comportamentos estúpidos, fruto de grande pesporrência e ignorância. Um bom exemplo é a cena a que assisti, há dias, quando me encontrava no Sul de Marrocos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa estrada estreita e cheia de buracos, chega um automóvel a grande velocidade: um carro desportivo, talvez um Porsche. Ao volante está um rapaz moderno, cabeça rapada, óculos escuros e cigarro na boca. O veículo ter-lhe-ia custado uma fortuna: quanto uma pradaria, o apanágio de um príncipe ou uma vida inteira de trabalho, no estrangeiro.&lt;br /&gt;O jovem, claramente orgulhoso do seu veículo, trava no lugar onde nos encontrávamos e mostra a paisagem a uma mulher sentada a seu lado. Mas esta mulher está completamente envolvida por um véu negro e óculos escuros a cobrir a parte livre do rosto. Um fantasma, uma coisa quase imóvel e muda. Recorda-me as últimas páginas de “&lt;strong&gt;Vozes de Marraquexe&lt;/strong&gt;” de Elias Canetti, nas quais se fala de uma coisa negra que se move apenas, onde não se distingue um corpo nem os seus membros – mas talvez, lá escondido, haja um corpo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz desce da Porsche, acende um cigarro e diz em francês: “É bonita a minha terra!” A mulher sequestrada no sudário negro anui, mas não abre boca. Sem que eu lhe tenha dirigido a palavra, diz-me ele: “Casei-me e agora parto com a minha mulher. Todavia, há um problema no que concerne os documentos: pretendem uma fotografia de identidade com o rosto descoberto. São doidos. Eis como as coisas andam!”. Entretanto, vai afagando o pára-lamas do automóvel como se acariciasse as pernas de uma linda rapariga nua.&lt;br /&gt;Pelo sotaque, depreendo que provém do Rif, zona onde se cultiva a matéria-prima do haxixe, o &lt;strong&gt;kif&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Dinheiros fáceis e arrogância estúpida. Está ao volante como se estivesse no ponto de descolar em direcção à Lua; ao mesmo tempo, trata a mulher como uma escrava, melhor, como uma coisa: um pacote envolvido em paramentos fúnebres. E como seria de esperar, pôs-se a falar ao telemóvel, em holandês. Vive em Roterdão, avaliando pela matrícula do carro.&lt;br /&gt;A “coisa” segui-lo-á para o seu país de imigração ou encarregará os seus pais de lha enviarem como um pacote postal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando avia o motor, a fim de partir, fez o melhor que pôde para envolver-nos numa nuvem de pó. A coisa negra já não é visível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tive intenções de dirigir-lhe a palavra. Não serviria de nada. É um indivíduo que tem medo das mulheres. O seu problema é íntimo e entra no campo da psicoterapia. Tem medo que a alguém lhe roube a mulher, que possa ser violada com um olhar, desejada em sonho. È por isso que a vigia. Mas um dia, a pobrezinha desperta e põe em acção a sua desforra. Já sucedeu e voltará a suceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele indivíduo é o perfeito exemplo que serve para ilustrar todas as contradições de uma mentalidade que remonta à idade da pedra, mas com um pé no século XXI. É um dos que usam os meios técnicos mais sofisticados, mas tratam a própria esposa como mais um animal da manada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situações como esta foram denunciadas, com força e coragem, nos princípios de Julho, por uma mulher árabe - uma psicóloga que vive em Los Angeles - durante um debate com um teólogo egípcio e transmitido por Al Jazira.&lt;br /&gt;Transcrevi as suas palavras e cito aqui algumas passagens: “&lt;strong&gt;O fenómeno a que assistimos hoje não é o choque de civilizações: é a contraposição entre mentalidades medievais e mentalidades do século XXI; entre civilização e atraso, barbárie e racionalidade, democracia e ditadura, liberdade e repressão. É a colisão entre quem trata a mulher como uma besta e quem a trata como um ser humano…”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta mulher fala com calma, destacando bem as palavras, e diz as suas verdades a um mundo no qual reina a hipocrisia e o obscurantismo.&lt;br /&gt;Quer queiramos, quer não, hoje existem, efectivamente, dois mundos contrapostos: o mundo da liberdade e o mundo da barbárie. O mundo de quem fez demolir as estátuas budistas no Afeganistão, de quem manda os jovens a fazer-se explodir nos lugares públicos, de quem ameaça a paz no mundo, apelando-se a um islamismo absolutamente estranho a esta brutalidade e a esta loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exactamente como disse aquela mulher corajosa: &lt;strong&gt;“Os muçulmanos devem interrogar-se sobre o que devem fazer pela humanidade, antes de exigir que a humanidade os respeite”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E pensar que o jovem imigrante que esguichou na sua Porsche, tendo ao lado a mulher de preto, estava convencido de ser um bom muçulmano!...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Tahar Ben Jelloun – semanário &lt;strong&gt;L’Espresso&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;**** ****&lt;br /&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-1802631566242256682?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/1802631566242256682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=1802631566242256682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1802631566242256682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1802631566242256682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/09/coragem-de-rebelar-se-o-caso-de-lubna.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-8780955805813292610</id><published>2009-09-07T16:26:00.002+01:00</published><updated>2009-09-07T16:49:38.693+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;DEMOCRACIA “ASFIXIADA” EM PORTUGAL?&lt;br /&gt;GANHEM JUÍZO!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria um excelente tema de batalha política, se correspondesse a um real perigo. Felizmente, no nosso País, esse perigo não existe, embora convenha a quem é pobre de argumentos ou muito míope em discernir as causas sérias das causas ruidosas vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não farei do caso do dia, a suspensão do “Jornal Nacional” da TVI, o motivo central do que escreverei. Todavia, não deixarei de exprimir o meu total desacordo com essa suspensão. Pouco inteligente, inoportuna e dispensável.&lt;br /&gt;Ademais, o “Jornal Nacional da sexta” torna-se necessário: é um bom modelo para melhor sabermos discernir o “jornalismo lixeira” do que deve ser um bom ou normal jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas considerações, podemos também classificar o acontecimento como uma eficacíssima rasteira ao Governo e PS. &lt;br /&gt;Se em nada intervieram, toda a oposição ignorá-lo-á e recolhem esta oferta com um talento de excelentes actores. Com quanta solenidade e frémito na voz proclamam, apontando o dedo a Sócrates: “Censura intolerável e um grave atentado à liberdade”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho-lhes uma graça! Como se não fosse do conhecimento geral, afora este caso TVI, as pressões que todas as facções políticas no poder, em qualquer país democrático e em todos os tempos, exercem sobre os meios de comunicação, a fim de obter as boas graças ou tréguas.&lt;br /&gt;Está na seriedade dos jornalistas ignorar essas pressões, quando devem ser ignoradas. Certamente que não são contemplados actos de prepotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sócrates, a seu tempo, errou nas reacções ao “Jornal Nacional”. Quem exerce o poder deve preparar-se para ser alvo de todo e qualquer género de ataques e saber apará-los com senhorilidade, serenidade e indiferença (se é possível).&lt;br /&gt;Não acredito, todavia, que tenha quaisquer responsabilidades no caso TVI. Seria uma irrefutável prova de estupidez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, acrescento uma outra razão à minha censura e desagrado à suspensão do “Jornal Nacional de sexta”, melhor dizendo, “&lt;strong&gt;Pasquinadas Nacionais&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;da sexta-feira”:&lt;/strong&gt; terem feito de Manuela Moura Guedes uma vítima imolada no altar da liberdade de informação.&lt;br /&gt;Não me queiram fazer passar esta Senhora por um excelso representante do jornalismo de investigação!... Isso, sim, que é um despudorado ataque à nossa inteligência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos à “democracia asfixiada”. &lt;br /&gt;Onde localizaram a asfixia? Na informação? No Parlamento? Em atropelos à Constituição? Em abusos de poder? Onde e quando?&lt;br /&gt;A este ponto, não posso deixar de estabelecer comparações entre os dois países cuja política e realidades sigo com a máxima paixão e atenção de que sou capaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos primeiros-ministros, devidamente, sempre prestaram contas da acção do Governo, na Assembleia da República. Ali, todas as partes políticas da oposição tiveram, e têm, os seus direitos bem implantados e todo as condições para os impor. Durante este último Governo, houve comportamentos anormais condenáveis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos a Itália. Segundo o inefável Berlusconi, ir ao Parlamento é uma perda de tempo. Assim, tudo tem feito para esvaziar a função deste órgão soberano de Estado.&lt;br /&gt;Apesar de usufruir de uma maioria superabundante, promulga a maior parte das leis com votos de confiança – para não falar no uso e abuso decretos-leis - roubando à oposição o seu direito de apresentar propostas e discutir razões. Isto, sim, é asfixiar e insultar a democracia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos da “asfixia na informação”: quais foram os jornais portugueses asfixiados ou domesticados? Há alguém que, honestamente, possa dar exemplos concretos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por norma, ou por carácter, quando me apercebo do avolumar-se de uma corrente de opinião, onde todos se deixam envolver e seguem a mesma rota, imediata e instintivamente remo contra essa corrente. Sucedeu-me com a persistente campanha contra José Sócrates.&lt;br /&gt;De início, achei-a correcta e própria de uma imprensa livre que faz o seu dever. Com o decorrer do tempo, foi fácil aperceber-me que se tratava de uma campanha programada e bem orquestrada. Começou a enojar-me: já não era informação, mas intenção de afundar o personagem&lt;br /&gt;Pode dizer-se que o jornal Público foi o porta-bandeira dessa campanha. Continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, dia cinco, lendo “Olho Vivo” de Eduardo Cintra Torres, apenas me pareceu ver um azedume panfletista de pessoa ressabiada.&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Este PS-Governo é muito perigoso para a liberdade. Até o seu fundador (…) Ao reduzir a censura anticonstitucional, ilegal e protofascista do JN6ª a um caso de gestão, Soares desceu ao seu mais baixo nível político”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo com atenção a análise deste órfão do “JN6ª”, torna-se difícil classificá-la como objectiva, equilibrada, séria.&lt;br /&gt;E por este artigo podemos avaliar o género de “asfixia democrática na informação” e a grande falta de liberdade na Terra Lusa!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaso o menino Cintra Torres ouviu falar, por exemplo, nos Tribunais Plenários de triste memória? Mário Soares pode ministrar-lhe lições, dando exemplos concretos sobre o que é a verdadeira falta de liberdade.&lt;br /&gt;Seria mais correcto que se deixasse de teatralidades panfletárias e pesasse com o bom senso o que vai publicando… mas que tem todo o direito de publicar, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde existem as publicações de propriedade do PS ou fortemente ligadas ao PS-Governo que o ajudam a tramar conspirações contra a liberdade? Existem? Quem os edita? Eu não conheço nenhuma, mas admito a minha ignorância nesse sector.&lt;br /&gt;Domínio na RTP? Faltou ali espaço à Sra. Ferreira Leite para lançar os seus alarmes? Houve mais atenção para o PS-Governo em detrimento das contraposições dos demais partidos? Quando?&lt;br /&gt;Por qual razão, no relatório anual da Freedom House, Portugal continua na lista dos países detentores de uma imprensa livre?&lt;br /&gt;A Itália é “parcialmente livre” e, numa lista de 195 países, ocupa o 71.º lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verificaram-se ofensas aos princípios constitucionais? Alguém do PS se improvisou régulo e insulta tudo e todos impunemente, ultraja instituições e, por esses "altos méritos", foi proposto como representante do seu reino para a Assembleia da República?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É oportuno informar: o território desse régulo, a Madeira, &lt;strong&gt;é o único oásis onde a democracia não é asfixiada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;E perante esta informação, provinda de uma candidata a primeiro-ministro, que estou eu para aqui a perder tempo com o tema da “democracia asfixiada em Portugal” quando, no instante em que foi proferida tal “verdade”, esse tema morreu ali mesmo, asfixiado pelo ridículo! O melhor é ficarmos por aqui. &lt;br /&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-8780955805813292610?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/8780955805813292610/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=8780955805813292610' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8780955805813292610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8780955805813292610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/09/democracia-asfixiada-em-portugal-ganhem.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-1372625992926916914</id><published>2009-09-06T16:06:00.005+01:00</published><updated>2009-09-06T16:42:33.817+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;"O INTOCÁVEL"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SqPSW6GYWLI/AAAAAAAAAW4/z0OI7l7ae-g/s1600-h/BERLUSCONI+THE+UNTOUCHABLE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378373671005477042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SqPSW6GYWLI/AAAAAAAAAW4/z0OI7l7ae-g/s320/BERLUSCONI+THE+UNTOUCHABLE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O intocável Berlusconi em Nova York&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SqPSDyGhGcI/AAAAAAAAAWw/6D041GDVCiA/s1600-h/BERLUSCONI+L%27INTOCCABILE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378373342441052610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SqPSDyGhGcI/AAAAAAAAAWw/6D041GDVCiA/s320/BERLUSCONI+L%27INTOCCABILE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                 Os cartazes de Milão &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.                       &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(…) &lt;em&gt;De há alguns dias a esta parte, o primeiro-ministro, que às perguntas dos jornalistas responde com a intervenção da magistratura, chegou às paredes de Nova Iorque.&lt;br /&gt;Uma série de cartazes – descoberta por um jornalista que há anos vive e trabalha nos Estados Unidos e que imediatamente a fotografou – inspirada no filme “The Untouchable”, de Brian de Palma e dedicado a Al Capone, com a cara do primeiro-ministro e o título: “O Intocável”.&lt;br /&gt;Na parte inferior, um trocadilho de palavras entre “Untouchable”, e “Unimpeachable”, isto é, que na Itália escapa ao “Impeachmente” , mas que, na América, seria já mais difícil.&lt;br /&gt;Também se pode ler, nesses manifestos: &lt;strong&gt;Berlusconi / He rules Italy / With absolute power / No one can touch him / No one can stop him.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Parece que atrás desta iniciativa estaria um grupo de estudantes e livres profissionais, residentes nos Estados Unidos e que se definem “Os novos carbonários”. A operação teria custado 4 mil dólares (autotaxação).&lt;br /&gt;Os manifestos serão apenas o início: outras iniciativas estão em projecto&lt;/em&gt; – de Angelo Aquaro, enviado de La Repubblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dezenas de manifestos, retratando Silvio Berlusconi na pose de Roberto de Niro, no filme “os Intocáveis”, foram afixos em várias zonas da cidade de Milão. -&lt;/em&gt; informação de vários jornais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Alda M. Maia &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-1372625992926916914?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/1372625992926916914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=1372625992926916914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1372625992926916914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1372625992926916914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/09/o-intocavel.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SqPSW6GYWLI/AAAAAAAAAW4/z0OI7l7ae-g/s72-c/BERLUSCONI+THE+UNTOUCHABLE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4457424730985468398</id><published>2009-08-31T18:55:00.003+01:00</published><updated>2009-09-01T14:28:48.485+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;O DELÍRIO DE OMNIPOTÊNCIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ou o “delírio da impunidade”, como escreve o jornal El País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem nos propomos de ignorar as vicissitudes do reinado do inefável Berlusconi, mas é impossível. Em cada dia ou cada semana que passa, surgem factos que provocam as mais variadas reacções: ou desatamos à gargalhada ou nos escandalizamos ou, ainda, ficamos de tal maneira atónitos com o inverosímil dos acontecimentos que chegamos a duvidar que tais factos possam acontecer num país democrático; pior, num civilizadíssimo país europeu, fundador e membro da União Europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos, mais pormenorizadamente, do caso a que ontem me referi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O senhor Presidente do Conselho de Ministros italiano, Berlusconi, decidiu mover uma acção, no Tribunal de Roma, ao jornal “La Repubblica” pelas dez perguntas que, diariamente, vem publicando de há dois meses a esta parte e que ontem transcrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa queixa judicial também é denunciado um serviço (sempre de um jornalista de La Repubblica) de 6 de Agosto que citava alguns extractos de um artigo de "Nouvel Observateur", de Serge Raffy: “Sexo, Poder, Mentiras”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, também serão processados o semanário francês e o quotidiano espanhol "El País": artigos difamatórios. Parece-me que não escaparão "The Times" e outros ilustres jornais ingleses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É crime de difamação citar ou escrever artigos que não louvam ou publicar fotografias pouco lisonjeiras.&lt;br /&gt;A isto chega a loucura de um delírio de potência incontrolada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora os fiéis vassalos políticos, a reprovação deste acto foi unânime, quer no País, quer na imprensa estrangeira.&lt;br /&gt;Só espero e desejo que seja um perfeito e certeiro boomerang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, três insignes juristas – Franco Cordero; Stefano Rodotà; Gustavo Zagrebelsky – lançaram um apelo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O ataque a “Repubblica”, cuja convocação judicial por difamação é apenas o último episódio, é interpretável somente como uma tentativa de reduzir ao silêncio uma imprensa livre, de anestesiar a opinião pública, de isolar-nos da circulação internacional das informações, enfim, fazer do nosso País uma excepção da democracia.&lt;br /&gt;As perguntas ao Presidente do Conselho são perguntas verdadeiras que suscitaram interesse, não só no País como na imprensa de todo o mundo. Considerando-as “retóricas”, porque sugeririam respostas não gradas a quem são dirigidas, existe um único e fácil modo de as desmontar: não calar quem as faz, mas responder.&lt;br /&gt;(…) Espanta e preocupa que estas iniciativas não somente não sejam estigmatizadas concordemente, nem sequer referidas, pelos órgãos de informação e que haja juristas dispostos a dar-lhes forma jurídica, sem considerar o dano que daí vem à mesma seriedade e credibilidade do direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Em menos de três dias, as adesões já ultrapassam 140 mil assinaturas. Pode dizer-se que o mundo intelectual e do espectáculo está ali todo em peso. Aleluia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;As perguntas são retóricas e claramente difamatórias … O leitor é induzido a pensar que as proposições formuladas não sejam interrogativas, mas afirmativas e é levado a aceitar como circunstâncias verdadeiras, realidades de factos inexistentes»&lt;/em&gt; - assim reza uma das motivações da denúncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diverte-me a última asserção: (…) “realidades de factos inexistentes”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há documentos e testemunhos que comprovam, irrefutavelmente, esses “factos inexistentes”, mas Berlusconi e acólitos continuam a sustentar que tudo não passa de coscuvilhices sobre a sua vida privada que é sacra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é privada, por que não se manteve, discretamente, muito discretamente, no âmbito privado? A política mundial moderna é generosa em exemplos de representantes mulherengos sem que estes, todavia, jamais quisessem elevar as “companheiras da alegria” a cargos de responsabilidade pública ou as ostentassem despudoradamente.&lt;br /&gt;Por qual razão algumas dessas borboletas que giravam à sua volta as vemos agora ministros e outras tiveram promessas de irem para o Parlamento Europeu, Parlamento nacional ou para os mais diversos cargos políticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este género de privacidade, e como muito bem disse Ezio Mauro no seu editorial que transcrevi, é simplesmente ultrajante e humilhante para o País que o elegeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há um segundo caso não menos clamoroso: o ataque violento do jornal de Berlusconi (jornal que está em nome do irmão, pois claro!...) ao director do jornal da Conferência Episcopal Italiana, “L'Avvenire”.&lt;br /&gt;Sobre este assunto tornarei no próximo artigo – se me é permitido chamar artigo e não post ao que aqui escrevo. Detesto a palavra post.&lt;br /&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4457424730985468398?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4457424730985468398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4457424730985468398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4457424730985468398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4457424730985468398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/08/o-delirio-de-omnipotencia-ou-o-delirio.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7171034485214884162</id><published>2009-08-30T23:43:00.003+01:00</published><updated>2009-08-31T15:27:09.646+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;DEZ PERGUNTAS QUE VALEM UM MILHÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eis as novas dez perguntas a Berlusconi que o jornal La Repubblica publica diariamente e às quais o interpelado nunca respondeu.&lt;br /&gt;Moveu uma acção ao jornal, com a data de 24 de Agosto, pedindo uma indemnização de um milhão de euros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#333333;"&gt;–&lt;/span&gt; Quando teve ocasião de conhecer Noemi Letizia? Quando teve oportunidade de a encontrar e onde? Frequentou ou tem frequentado outras menores?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;2&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#333333;"&gt;– &lt;/span&gt;Qual é a razão que o constrangeu a não dizer a verdade, durante dois meses, fornecendo quatro versões diversas sobre o conhecimento de Noemi Letizia?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;3&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – Não acha grave que o Senhor tenha recompensado com candidaturas e promessas de responsabilidades as raparigas que lhe chamam “Papi”?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;4&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;–&lt;/span&gt; O Senhor teve relações com uma prostituta, na noite de 4 Novembro 2008 e são dezenas de “mulheres fáceis”, segundo as investigações, que foram conduzidas para a sua residência. Sabia que se tratava de prostitutas?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;5&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#333333;"&gt;–&lt;/span&gt; Sucedeu que “voos de Estado”, sem a sua presença a bordo, transportassem as hóspedes das suas festarolas?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;6&lt;/strong&gt; –&lt;/span&gt; Pode sentir-se certo de que as suas frequentações não tenham comprometido as questões de Estado? Pode assegurar o País que nenhuma mulher, sua hóspede, possui hoje armas de chantagem?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;7&lt;/strong&gt; –&lt;/span&gt; Os seus comportamentos estão em contradição com as suas políticas: O Senhor, hoje, poderia ainda participar no “Family Day” ou assinar uma lei que pune o cliente de uma prostituta?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;8&lt;/strong&gt; –&lt;/span&gt; O Senhor pensa ainda candidatar-se à presidência da República? Se o exclui, crê de poder dar cumprimento à sua função de presidente do Conselho de Ministros?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;9&lt;/strong&gt; –&lt;/span&gt; O senhor falou de um “projecto eversivo” que o ameaça. Pode garantir de não ter usado nem pretender usar os serviços secretos e polícias contra testemunhas, magistrados, jornalistas?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;10&lt;/strong&gt; –&lt;/span&gt; À luz de quanto aconteceu nestes dois meses, quais são, Senhor Presidente, as suas condições de saúde?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;INSABBIARE”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; (Abafar) – título do editorial de Ezio Mauro, director do jornal La Repubblica, em 28/08/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não podendo responder, a não ser com a mentira, Sílvio Berlusconi decidiu levar a tribunal as dez perguntas de La Repubblica, pedindo aos juízes que lhes ponham fim, de maneira que não seja possível continuar a pedir-lhe contas dos eventos que nunca soube esclarecer: abafando assim – pelo menos na Itália – a vergonha de comportamentos privados que são o centro de um escândalo internacional e o perseguem politicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a primeira vez, na memória de um País livre, que um homem político apresenta uma queixa judicial contra as perguntas que lhe são dirigidas. E é a medida das dificuldades e dos medos que povoam o verão do homem mais potente de Itália.&lt;br /&gt;A questão é simples: visto que é incapaz de dizer a verdade sobre a “quinquilharia política” que criou com as próprias mãos e que de há meses o rodeia, o primeiro-ministro pede à magistratura de bloquear o acerto da verdade, impedindo a livre actividade jornalística de inquérito e que deu motivo àquelas perguntas sem resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez existe a intolerância por cada controlo, por qualquer crítica, por um qualquer espaço jornalístico de investigação que fuja ao domínio proprietário ou à intimidação de um poder que se concebe como absoluto e inatacável.&lt;br /&gt;Berlusconi, no seu acto judiciário contra La Repubblica, quer, efectivamente, atingir e impedir mesmo a citação, em Itália, dos inquéritos dos jornais estrangeiros, a fim de que o País fique às escuras e sob controlo.&lt;br /&gt;Vê-se quanto seja débil um poder que tem medo das perguntas e pensa que basta manter na ignorância os concidadãos para ficar a salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto – o pedido aos empresários de não fazer publicidade no nosso jornal, a acusação de eversão, o ataque aos «delinquentes»&lt;/em&gt; (assim classificou os&lt;em&gt; &lt;/em&gt;jornalistas de Repubblica), &lt;em&gt;a acção às perguntas – provém da parte de um primeiro-ministro que também é editor e que usa todos os meios contra a liberdade de imprensa, no silêncio geral. Ainda fala de calúnias? A este ponto&lt;/em&gt;, deveria &lt;em&gt;ser a Itália a sentir-se ultrajada pelos comportamentos deste homem&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7171034485214884162?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7171034485214884162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7171034485214884162' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7171034485214884162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7171034485214884162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/08/dez-perguntas-que-valem-um-milhao-eis.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6699825877078462945</id><published>2009-08-24T15:16:00.003+01:00</published><updated>2009-08-24T16:15:52.712+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;em&gt;AQUELES MORTOS QUE GRITAM DO FUNDO DO MAR"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SpKiFsFE9kI/AAAAAAAAAWg/T6TvUHoHPvs/s1600-h/TRAG%C3%89DIA+MIGRANTES+LA+REPUBBLICA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373535524021925442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SpKiFsFE9kI/AAAAAAAAAWg/T6TvUHoHPvs/s320/TRAG%C3%89DIA+MIGRANTES+LA+REPUBBLICA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Lampedusa:  imagem comovente que gostaria nunca ter visto ( de La Repubblica)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Aqueles mortos que gritam..." Este é o título do editorial que Eugénio Scalfari (fundador do jornal La Repubblica) publicou ontem, domingo, dia 23 de Agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De setenta e oito migrantes de origem eritreia e etíope, apenas se salvaram cinco: um homem, uma mulher e três adolescentes.&lt;br /&gt;Partiram da Líbia nos fins de Julho, num barco de 15 metros e, por falta de carburante, andaram à deriva, sem alimentos nem água, durante 23 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande parte do Mediterrâneo è vigiada pela Agência Europeia de Controlo das Fronteiras Externas - Frontex.&lt;br /&gt;Barcos patrulha líbios e italianos colaboram com a finalidade de repelir os barcos de imigrantes clandestinos para o lugar donde partiram: normalmente, centros de acolhimento em território líbio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) &lt;em&gt;Aqueles centros são um inferno, onde os imigrantes provenientes da África saariana e do Corno de África são reuzidos, durante meses, ao estado de escravidão e submetidos às mais infames humilhações, até quando alguns deles são entregues aos mercantes do transporte e embarcados para o seu destino. As vítimas que jazem no fundo daquele tracto do Mediterrâneo já nem se contam&lt;/em&gt;. – Eugénio Scalfari&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande número de barcos de pesca italianos, tunisinos, egípcios, malteses, etc. operam naquelas águas marítimas.&lt;br /&gt;O desgraçado barco de borracha com tantas pessoas que morriam de fome, sede, queimaduras, não foi avistado, oficialmente, por ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante vinte e três dias, apenas um barco patrulha maltês se aproximou, forneceu-lhes alguns víveres e água, pôs o motor a funcionar e indicou-lhes a direcção da ilha de Lampedusa.&lt;br /&gt;Sacudiu responsabilidades e acomodou-se na já consueta indiferença: a praga que caracteriza a humanidade egoísta e insensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, aqueles 78 navegantes, em fuga de zonas de guerra e da miséria, foram morrendo e atirados ao mar. Salvaram-se cinco. Os corpos sem vida dos demais flutuam e vão sendo recolhidos pouco a pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os barcos patrulha italianos e líbios repelem os imigrantes e estes tornam ao ponto de partida, os tais centros líbios que são um inferno, a Itália deveria visitar esses centros, a fim de constatar que os direitos humanos são respeitados e, paralelamente, verificar se existem imigrantes que possam ter necessidade de serem acolhidos como refugiados políticos.&lt;br /&gt;Nenhuma destas condições é observada, embora nesta última categoria estejam, por exemplo, os que fogem da Eritreia, antiga colónia italiana e onde existem ainda tantos sinais que a ligam à Itália. Desgraçadamente, também ali existe a brutal ditadura de Isayas Afeworki, o presidente que militarizou o país e o atirou para a indigência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os infelizes eritreus fogem de um inferno, mas vão encontro a um outro não menos feroz, quando devem estacionar na Líbia; ao encontro da morte, quando são vítimas dos “traficantes de homens” através das águas mediterrânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que se torna natural a fuga de eritreus e o seu anseio de serem acolhidos na Itália.&lt;br /&gt;Desconhecem, todavia, que o ministro da Administração Interna faz parte daquele grupo político – &lt;strong&gt;Liga Norte&lt;/strong&gt; - de xenófobos, grosseiros e primários. Também desconhecem que os sentimentos do primeiro-ministro são afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal técnica para arrebanhar votos é a criminalização do imigrante, instaurando um clima de medo: todos delinquentes, todos larápios, todos indignos de se tornarem cidadãos italianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta táctica parece que também iluminou alguns politicastros da Casa Lusa. Espero que não pegue nem se alastre; seria uma canalhice que não quereria ver em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Julho passado, os dois ramos do Parlamente aprovaram, definitivamente, o “Decreto-Lei Segurança”. Assim, a imigração clandestina passou a ser crime.&lt;br /&gt;Normas severas contra este “grandes crime” que atenta à segurança da Itália, começando com seis meses de reclusão nos CIE - “Centros de Identificação e Expulsão”: autênticas prisões superlotadas para os sem papéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se trabalham clandestinamente em empresas agrícolas (aliás, como sucede no Alentejo) ou empresas de vário género, por cem euros mensais, catorze horas de trabalho por dia, maltratados, escravizados, a segurança do território é já um tema que interessa pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mercê desta lei infame - contestada pela oposição e todas as pessoas de bom senso – sucede que muitos barcos de pesca não se aproximam ou fingem não ver as embarcações de imigrantes à deriva, pois correm o risco, se os recolhem e transportam a terra, de serem processados por favorecimento do crime de clandestinidade.&lt;br /&gt;Devido ao medo e a graves prejuízos das empresas de pesca, as regras do mar – socorrer quem está em perigo – começam a ser ignoradas. A isto se chegou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que as Hierarquias Católicas insurgiram vigorosa e ruidosamente contra esta nova barbárie.&lt;br /&gt;Grosseiramente, o líder da “Liga Norte”, Bossi, respondeu que os bispos dizem palavras sem sentido. Se este problema as preocupa, que levem os imigrantes clandestinos para o Vaticano. &lt;em&gt;Troglodita dixit&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreende-se os problemas de absorção de uma grande onda de migrantes que invade um país. O que não se pode compreender nem aceitar é a desumanidade como são vistos e tratados - e não existem argumentos que possam convencer-me do contrário.&lt;br /&gt;Com boa vontade e inteligência, leis justas e bem aplicadas, encontra-se sempre uma solução humanamente digna para problemas deste género.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6699825877078462945?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6699825877078462945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6699825877078462945' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6699825877078462945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6699825877078462945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/08/aqueles-mortos-que-gritam-do-fundo-do.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SpKiFsFE9kI/AAAAAAAAAWg/T6TvUHoHPvs/s72-c/TRAG%C3%89DIA+MIGRANTES+LA+REPUBBLICA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2704229040682501947</id><published>2009-08-17T14:48:00.003+01:00</published><updated>2009-08-17T15:09:37.711+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS DE VERÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SolgyPmRc-I/AAAAAAAAAWY/4A3UBz2WS3c/s1600-h/DIANA+A+CADELINHA+QUE+SALVOU+A+PATROA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370930446912812002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SolgyPmRc-I/AAAAAAAAAWY/4A3UBz2WS3c/s320/DIANA+A+CADELINHA+QUE+SALVOU+A+PATROA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A cadelinha Diana  com a patroa Marina (La Stampa)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ponhamos de lado assuntos sérios (ou presumimos que assim sejam) e falemos de histórias lindas e verdadeiras. Histórias contra a humana besta que abandona os animais, sobretudo neste período do ano; contra os malvados que os tratam cruelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Camogli (Génova), todos os anos, no dia 16 de Agosto, celebra-se a atribuição de dois prémios.&lt;br /&gt;Prémio internacional “Fidelidade”: atribuído ao fiel amigo do homem que se distinguiu por actos extraordinários.&lt;br /&gt;Prémio “Bondade”: concedido a pessoas que demonstraram grande afecto e bondade para com os animais, sobretudo de raça canina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…) &lt;em&gt;A manifestação foi criada em 1962 pelo então pároco de San Rocco, padre Carlo Giacobbe, e Giacinto Crescine que se inspiraram no caso da rafeirinha abandonada, “Pucci” (assim a chamaram), mascote e grande amiga das crianças, amimada e nutrida pelos habitantes de San Rocco de Camogli.&lt;br /&gt;Durante mais de dez anos, Pucci acompanhava, fielmente, as crianças até à escola, esperando com toda a paciência que saíssem, a fim de brincar com os seus amiguinhos e conduzi-los a casa.&lt;br /&gt;Padre Giacobbe associou a história de “Pucci" à festa patronal, celebrada anualmente em 16 de Agosto, dia dedicado a São Roque, protector dos cães.&lt;/em&gt; – “Il Secolo XIX”, jornal publicado em Génova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…) &lt;em&gt;A tradição conta que São Rocco de la Croix (São Roque Delacroix) - Montpellier, 1348 / 1350, em Voghera, noite de 15 para 16 Agosto, entre 1376 e 1379 - durante a viagem de Roma a Montpellier, contagiado pela peste devido a ter assistido doentes, durante uma epidemia, se tivesse refugiado numa gruta, na passagem Francigena, ao longo do rio Trebbia. Aqui o encontrou um cão que providenciou em matar-lhe a fome, subtraindo o pão da mesa do seu patrão, o nobre Gottardo Pallastrelli, senhor do castelo de Sarmato&lt;/em&gt; – La Stampa, jornal publicado em Turim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prémio “Fidelidade” foi concedido a 12 cães, alguns dos quais extraordinários no salvamento de várias pessoas, após o terramoto de L’Aquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História de Diana&lt;/strong&gt;, Prémio “Fidelidade”, 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as façanhas dos animais premiados, a que mais me impressionou foi a acção da cadelinha Diana: salvou a sua patroa de uma morte quase certa e de uma maneira que roça a incredibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já conhecia este caso, pois deram a notícia na altura em que aconteceu. Mas narremo-lo, porque é interessantíssimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diana é um cruzamento de labrador e pit bull. Completará quatro anos em Novembro próximo.&lt;br /&gt;Entrou na família de Marina Tripodi, mãe de dois filhos e moradora no 5.º e último andar de um edifício da Avenida França, 92, cidade de Collegno, arrabaldes de Turim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 12 de Janeiro passado, o filho mais velho tinha saído e o mais novo estava no quarto, sentado diante do computador. Diana, agachada aos seus pés, gania persistentemente.&lt;br /&gt;O pai convenceu-o a abandonar o quarto e saíram os dois. Em face disso, a mãe decidiu ir passar a ferro naquela divisão da casa, fazendo companhia a Diana.&lt;br /&gt;Estava quase a entrar, quando Diana, num salto repentino, atirou-se contra o peito da senhora, e fê-la cair, ainda no corredor.&lt;br /&gt;Não compreendendo aquele estranho comportamento, a patroa ralhou-lhe e ia mesmo dar-lhe uma sapatada. Naquele instante, ouviu um estrondo e viu surgir, atrás dela, uma grande nuvem de pó que começava a envolvê-la: o tecto daquele quarto tinha ruído completamente, cobrindo de escombros o lugar onde estava a mesa do computador e a área restante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho salvo por ter abandonado o compartimento; a mãe, pela tempestiva intervenção da cadelinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a senhora que só então pôde compreender a atitude de Diana, durante o dia precedente: deitada na cama dos filhos, não desviava os olhos do tecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um dos filhos levou este animal para casa, ainda cachorrinha, a mãe repreendera-o, pois não queria animais em casa. Todavia, apenas pegou Diana ao colo e esta começou a lamber-lhe a cara, ficou rendida: “&lt;em&gt;Desde esse&lt;/em&gt; &lt;em&gt;momento, tornou-se um membro da família. Intocável."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora, mais do que nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativamente aos três prémios “Bondade”, dedicados às pessoas, chamou-me a atenção o prémio concedido a Sérgio Grosso, um maquinista dos caminhos-de-ferro.&lt;br /&gt;Guiava o comboio na linha Génova – Turim, quando avistou um cachorro atado aos carris. Imediatamente parou o comboio, desceu e foi salvar o pobre animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A nossa associação crê que a difusão das histórias dos casos premiados, através dos meios de comunicação social, possa levar algo de positivo para todos, principalmente para as crianças. Estas ficam fascinadas e obtêm, destes episódios, exemplos de altruísmo e abnegação a que farão referência na vida”&lt;/em&gt; – Vittorio Bozzo, Presidente da Associação para a valorização Turística de San Rocco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá ninguém por estas bandas que queira pôr em movimento iniciativas deste género?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2704229040682501947?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2704229040682501947/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2704229040682501947' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2704229040682501947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2704229040682501947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/08/historias-de-verao.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/SolgyPmRc-I/AAAAAAAAAWY/4A3UBz2WS3c/s72-c/DIANA+A+CADELINHA+QUE+SALVOU+A+PATROA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5970216793940360804</id><published>2009-08-10T17:03:00.002+01:00</published><updated>2009-08-10T17:40:26.277+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;OS FUNDAMENTALISTAS DO VATICANO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se fossem movidas pela sinceridade e ardor da própria fé, na violência da linguagem como manifestam e lutam pela defesa daqueles “valores não negociáveis” que as actuais hierarquias católicas sabem usar, compreendê-las-ia e dar-lhes-ia razão.&lt;br /&gt;Não creio, todavia, que essa sinceridade emane da alma: é excessivamente política para arrebatar as consciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vários entraves, o Conselho de Administração da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;AIFA&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, a entidade italiana que controla e regulariza a comercialização e uso dos medicamentos (corresponde à nossa INFARMED), nos finais do mês de Julho aprovou a entrada da pílula abortiva, Ru486, no Prontuário Terapêutico italiano, devendo ser comercializada e aplicada apenas nos hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a notícia veio a lume, desencadeou-se, acto contínuo, uma fortíssima reacção negativa dos senhores do Vaticano.&lt;br /&gt;Seja &lt;em&gt;L’Osservatore Romano&lt;/em&gt;, seja &lt;em&gt;L’Avvenire&lt;/em&gt; – o jornal da Conferência Episcopal Italiana – seja o semanário “Família Cristã”, foram pródigos de artigos em primeira página, emitindo juízos severíssimos. Cardeais e monsenhores, numa indignação que nunca é circular, não usaram eufemismos. Eis alguns exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Nem todo o Governo se opôs … AIFA tem a primeira responsabilidade… É impossível ficar calado sobre outras precisas e identificáveis responsabilidades políticas&lt;/em&gt;” – Avvenire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invocando a intervenção do governo e ministros competentes, Monsenhor Sgreccia, Presidente da Pontifícia Academia para a vida, usou a arma da excomunhão: “&lt;em&gt;É automática para quem a usa&lt;/em&gt; (a pílula Ru486)&lt;em&gt; e quem a ministra. A pílula abortiva não é um fármaco, mas um veneno. Usá-la é um delito e pecado, em sentido moral e jurídico&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A introdução da Ru486 no Prontuário Terapêutico põe problemas médicos, jurídicos e morais”&lt;/em&gt; – teólogo Luigi Lorenzetti, em “&lt;em&gt;Famiglia Cristiana&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio possa haver “problemas médicos e jurídicos”. Na Itália, há a lei 194 que permite o aborto, dentro de normas claras e rígidas. Que o aborto seja cirúrgico ou farmacológico, as regras são sempre as mesmas.&lt;br /&gt;Sobre o ponto de vista moral, a compreensão de situações dramáticas e penosas também nos pode levar a não exprimir opiniões em tal sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens do Vaticano esquecem que &lt;em&gt;AIFA&lt;/em&gt; é uma entidade independente e opera num país democrático.&lt;br /&gt;Mas o Vaticano não desconhece esse facto. Simplesmente, sempre entendeu que a Itália é mais um território súbdito que autónomo nas suas decisões de país laico, as quais devem contemplar as necessidades de crentes e não crentes, católicos e não católicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um aspecto da questão que foi impossível não observar. Em tudo o que pude ler sobre este assunto, não deparei com um único parágrafo que apelasse às consciências, demonstrando suavidade e usando argumentos dignos de uma fé, interiormente profunda, nos valores da própria religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Exigências políticas, reprovações, anátemas, ameaças de excomunhão: foi o que sobressaiu, na veemência condenatória dos Senhores do Vaticano!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis falar deste caso e insisti no modo de se oporem à “criminosa” pílula Ru486 por uma razão, razão esta que não pouco me enojou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escândalo das festas “boccaccescas”, nos palacetes de Berlusconi; das suas taras sexuais; de amiguinhas que elevou a ministras – não esquecendo os seus casos judiciais pouco límpidos - ainda se não extinguiu. Os jornais estrangeiros de maior fama têm sido impiedosos contra este homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revelações mais escabrosas tinham atingido o ápice; todavia, os homens do Vaticano, sempre tão prontos a verberar os atentados à sacralidade da família, continuavam a manter um plácido silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se aperceberam que as perplexidades sobre essa atitude se iam avolumando, deram início a declarações, por vezes vigorosas, mas sempre indirectas contra “procedimentos incorrectos e de dúbia moralidade” e outros conceitos similares.&lt;br /&gt;Omissas as condenações claras e inequívocas à conduta indecente e inaceitável num alto representante do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde andava o desabrimento dos anátemas que agora jorraram contra a legalização da pílula abortiva?&lt;br /&gt;Temos uma moralidade cristã com dupla interpretação, segundo o politicamente correcto? Ou deve-se interpretar essas atitudes como uma espécie de machismo do Vaticano, visto que a dignidade das mulheres, algumas de menoridade, não merece indignação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos sacerdotes e fiéis escreveram centenas de cartas a protestar contra esse silêncio incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, aos zeladores da pureza dos preceitos cristãos, não convinha condenar explicitamente o chefe de um governo que tudo faz para se mostrar submisso – na mira dos votos, obviamente - aos ditames doutrinários ou a outros interesses do Vaticano: ditames e interesses que nem sempre coincidem com as reais necessidades cívicas dos cidadãos italianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almodóvar convida o Papa a sair para a rua e ver como vivem as famílias modernas.&lt;br /&gt;Eu vou mais longe. Nenhum eclesiástico deveria chegar aos altos cumes das hierarquias sem ter exercitado, ou conhecer profundamente, o sacerdócio entre os humildes e necessitados; viver entre quem deve enfrentar a luta diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se chega a cardeal ou Sumo Pontífice apenas por altos estudos teológicos (que também são necessários), mas, acima de tudo, porque se conhece a humanidade sofredora e a sociedade civil com todos os seus problemas.&lt;br /&gt;E se assim fosse, penso que não se verificariam tantas dissonâncias entre as hierarquias católicas e aquela massa de fiéis e sacerdotes que, em fim de contas, são os que formam o verdadeiro corpo da Igreja.&lt;br /&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5970216793940360804?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5970216793940360804/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5970216793940360804' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5970216793940360804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5970216793940360804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/08/os-fundamentalistas-do-vaticano-se.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2964493349488420481</id><published>2009-08-08T18:15:00.005+01:00</published><updated>2009-08-08T18:42:03.265+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;UM OUTRO PRÉMIO PARA ESTE BLOGUE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;"COMPROMETIDOS Y ALGO MÁS, 2009"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sn22Gts3wXI/AAAAAAAAAVo/lO0OmzQKrLk/s1600-h/PR%C3%89MIO+COMPROMETIDOS+Y+M%C3%81S+2009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367646557358768498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sn22Gts3wXI/AAAAAAAAAVo/lO0OmzQKrLk/s320/PR%C3%89MIO+COMPROMETIDOS+Y+M%C3%81S+2009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A autora do blogue “&lt;a href="http://http//sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com/"&gt;Sustentabilidade é Acção”, &lt;/a&gt;a arquitecta Manuela Araújo, pela segunda vez, pôs o “&lt;em&gt;pensamentos-vagabundos&lt;/em&gt;” na lista dos premiados.&lt;br /&gt;Neste espaço, quero novamente agradecer-lhe e repetir-lhe que fiquei lisonjeada e reconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O selo do prémio, segundo li num site cujo nome não registei, retrata a camisola da equipa nacional espanhola com o lema: &lt;em&gt;Comprometidos y Más, 2009&lt;/em&gt;. Logo, o criador deste prémio tinha de ser espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parti em investigações e descobri-o:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//porlafamiliaporlavida.wordpress.com/2009/05/22/premio-comprometidos-y-algo-mas-2-009/"&gt;Porlafamiliaporlavida.wordpress.com/2009/05/22…&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor dedica-o, sem condições, “&lt;em&gt;aquellas personas que están comprometidas con sus blogs, con sus cartas al Director, asistiendo a concentraciones, manifestaciones, colaborando con los que más lo necesitan, etc&lt;/em&gt;.”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, destina-o a quem se preocupa com o que se vai passando – de bom, de mau, de errado ou certo - por este nosso mundo. De imediato, atribuiu-o a uma extensa lista de blogues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha será curta, mas penso incluir quem tem os olhos apontados para as coisas sérias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – O amigo das árvores, da cidade onde trabalha e outros temas:&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dispersamente.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;        &lt;a href="http://www.dispersamente.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.dispersamente.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;2 – O título já diz tudo: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dias-com-árvores.blospot.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.dias-com-árvores.blospot.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;3– Uma homenagem a quem se dedica à nossa História:&lt;br /&gt;     &lt;a href="http://http//lusotopia.no.sapo.pt/"&gt;lusotopia.no.sapo.pt&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;4 – Para quem se dedica ao bem escrever e bem falar da nossa língua:&lt;br /&gt;      &lt;a href="http://http//emportuguescorrecto.blogs.sapo.pt/"&gt;emportuguescorrecto.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;5 – Um prémio a quem se opõe, com uma rica documentação, aos autores&lt;br /&gt;do politiqueiro e politicastro novo acordo ortográfico:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;       &lt;a href="http://www.jrdias.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;www.jrdias.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;6 – Um rico e lindo blogue: &lt;a href="http://http//cidadesurpreendente.blogspot.com/"&gt;cidadesurpreendente.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Haveria muitos outros que leio com agrado, mas grande parte foi já premiada; outros estão no topo das atenções. Fiquemo-nos pela meia dúzia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2964493349488420481?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2964493349488420481/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2964493349488420481' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2964493349488420481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2964493349488420481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2009/08/um-outro-premio-para-este-blogue.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='12354320646960005897'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rslY0lCsvVM/Sn22Gts3wXI/AAAAAAAAAVo/lO0OmzQKrLk/s72-c/PR%C3%89MIO+COMPROMETIDOS+Y+M%C3%81S+2009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry></feed>