<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875</id><updated>2012-01-31T19:47:53.950Z</updated><title type='text'>Pensamentos Vagabundos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>422</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-1543866062975919503</id><published>2012-01-30T16:44:00.000Z</published><updated>2012-01-30T16:44:06.640Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;EUROPA: OS “SUPER-MARIOS”;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;O ELEMENTO PERTURBADOR&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O editorial de Teresa de Sousa, jornal Público de 22 de Janeiro, na análise sobre esta pobre União Europeia fragmentada e sobre a ineficiência de quem a deveria unir, o título e subtítulo escolhidos agradaram-me plenamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;”&lt;em&gt;Super-Marios”: os italianos que ainda podem salvar a Europa” – “Mario Monti e Mario Draghi devolveram à Itália o seu prestígio de país fundador da Europa comunitária&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Efectivamente, é confortante verificar quão grande foi a mudança que se verificou e verifica&amp;nbsp;no excelente conceito que hoje á reservado à Itália. Uma prova irrefutável do que significa pôr à frente da governação de um país pessoas qualificadas, não somente no campo político, mas, acima de tudo, em competências e valores éticos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seguir com interesse e atenção a obra de Mário Monti e dos seus ministros, prova-se um sentimento de alívio paralelo a uma ampla aquiescência pelo que faz com determinação, embora com prudência e respeito pelas partes sociais e pela representatividade do Parlamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No que concerne a nomeação do governo Monti não houve quaisquer atropelos à democracia, contrariamente ao que vários analistas – seguidores dos argumentos de Berlusconi, assim parece -&amp;nbsp;continuam a&amp;nbsp;referir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Jamais traindo a Constituição, pôs-se termo à agonia que empurrava o país para o abismo e varreu-se um dos períodos mais deletérios da política italiana: o berlusconismo. Oxalá seja para sempre; definitivamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto à questão europeia, a autoridade de Mário Monte, nos vários encontros e vértices, tem dado um ritmo mais sério ao sólito minuete Merkel/Sarkozy. Se bem que, este último tem sido mais comparsa que elemento decisor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nota-se que a Sra. Merkel adoçou ligeiramente o tom autoritário de Estado-membro economicamente mais forte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Continua, porém, a constituir aquilo que me parece um elemento perturbador da solução dos problemas que nos causam tantos sacrifícios, temores e angústias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em face do reiterado obstrucionismo – que outra coisa tem sido? – a qualquer proposta razoável para aliviar a Europa da opressão dos mercados financeiros e &lt;strong&gt;estancar a hemorragia financeira dos países que devem pagar taxas de juros&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;exorbitantes que os asfixiarão&lt;/strong&gt;, é difícil refrear um certo agastamento contra o actual governo alemão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A Chanceler autonomeou-se, em detrimento das instituições europeias, directório absoluto&amp;nbsp;do que se deve e não deve fazer acerca de dívidas soberanas e orçamentos. Porém, nos infinitos vértices inconcludentes a que temos assistido, tudo quer fazer e tudo faz e diz para que a Europa continue à mercê de mercados sem confiança e os países mais expostos afundem, económica e financeiramente.&amp;nbsp;Se, como mínimo, falasse menos!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os vaticínios sobre a implosão europeia e desaparecimento da zona euro, emitidos por instituições e personagens idóneas, sucedem-se dia a dia. Não sei se o vértice de hoje, em Bruxelas, conseguirá acalmar a tempestade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O desolador nanismo político europeu da Chanceler alemã e dos seus parceiros de governo, de mistura com um certo autoritarismo teutónico; o egoísmo nacional bem alimentado por um governo que até hoje não soube informar o que significa coesão e cooperação e o que o euro e UE têm representado para a economia alemã e estabilidade europeia, concluo que a Europa, certamente, não está em boas mãos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O advento de Mário Monti contribuiu para que a Chanceler só agora despertasse para lembrar que a Alemanha foi o país que mais lucrou com a criação da zona euro; que o euro não deve estar em discussão, etc., etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por que o não disse e o não proclamou há dois anos, encorajando e activando uma intervenção mais enérgica no caso da Grécia, de modo a que não houvesse dúvidas sobra a solidez da União Europeia? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Levados por reminiscências do passado, é quase inevitável uma amarga reflexão: mas deverá ser sempre a Alemanha que, de um modo ou de outro, embora também se admita o exagero, mais uma vez deva escaqueirar esta nossa Europa? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Confiemos nos dois Super-Marios! É sempre uma esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No Fórum Económico Mundial de Davos, eis o nosso Portugal a ser apontado como o país que se segue: a Grécia já foi sentenciada; Portugal não inspira confiança sobre a capacidade de pôr as contas públicas em ordem. E eu repito a pergunta: que mais nos espera?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O economista Nouriel Roubini – o que prognosticou a crise 2008 - sempre no mesmo Fórum, vaticinou que, “dentro de um ano, a Grécia estará fora do euro. Seguir-se-á Portugal e a zona euro será destruída nos próximos 3 / 5 anos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Insisto na minha angústia: que mais nos espera, a nós portugueses, e ainda por cima com um Relvas no papel de Richelieu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-1543866062975919503?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/1543866062975919503/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=1543866062975919503' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1543866062975919503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1543866062975919503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2012/01/europa-os-super-marios-o-elemento.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-389074586505607186</id><published>2012-01-23T15:53:00.000Z</published><updated>2012-01-23T15:53:55.324Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;A DEMOCRACIA EM PORTUGAL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A propósito dos tempos difíceis que atravessamos, teme-se pela solidez das democracias na Europa. Aventam que são os momentos de crise que mais facilmente criam um clima favorável à mutilação das garantias democráticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não creio que esta tese se possa aplicar a países onde a democracia tem profundas raízes e o sentimento democrático faz parte de uma convicta e ampla educação cívica, incluindo uma consciência política informada. Porém, há sempre nacionalismos à espreita, e o modo desastroso como esta crise europeia tem sido conduzida proporciona-lhes terrenos férteis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No que concerne Portugal, é interessante e útil ler “&lt;strong&gt;O primeiro grande estudo&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;sobre a percepção democrática em Portugal”,&lt;/strong&gt; publicado pelo jornal &lt;strong&gt;Público&lt;/strong&gt;, na quinta-feira passada, dia 19.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas &lt;strong&gt;56%&lt;/strong&gt; dos portugueses considera a democracia o melhor sistema político. È maioria, mas uma mísera maioria!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Considerando os restantes 44% e exprimindo-me com total franqueza, só me inspiram piedade de mistura com um certo enfado, precisamente pela pobreza de cidadania que revelam: 16% não sabem responder; 10% ficam “indiferentes a qualquer forma de governo”; &lt;strong&gt;15%&lt;/strong&gt; desejam um governo autoritário. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São estes 15 por cento que me merecem desprezo total. É bom recordar, todavia, que ainda há herdeiros e saudosistas dos longos anos de salazarismo, o que é triste! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto aos demais, penso que a ignorância seja a pior culpada; ignorância que a nossa democracia representativa, consequentemente os nossos representantes, nunca se preocuparam em esclarecer, informar, formar. Também a escola, neste ponto, deveria ter um papel muito mais incisivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Raciocinando sobre a organização e função dos nossos partidos políticos, a que conclusões poderemos chegar?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Procuram representar, efectivamente, os eleitores com acções de esclarecimento sobre as próprias ideias e programas de boa governação ou não passam de máquinas eleitorais cujo único fim é ocupar as instituições? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os últimos exemplos, que não passam de uma péssima tradição consolidada, estão a demonstrá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O artigo de Pacheco Pereira, de anteontem, no Público – “&lt;strong&gt;A construção da&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Máfia portuguesa (2)”&lt;/strong&gt; – é assustador. Exagerado? Não. Apenas descreveu a realidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ponderemos o sistema eleitoral português. É verdadeira e inteiramente democrático? Não é; nunca me cansarei de apontar esta falha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transcrevo excertos de dois textos italianos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;“Enquanto forem as secretarias dos partidos a escolher por nós aqueles que devemos mandar para o Parlamento, nunca teremos uma política de boa qualidade&lt;/em&gt; (…)” – desconheço a fonte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(…) &lt;em&gt;Será o eleitor a exprimir, com o próprio voto, quem deverá representá-lo no Parlamento. Não seremos constrangidos a suportar a «violência política», de devermos aceitar «tudo ou nada», quando, no boletim de voto, pomos uma cruz numa lista de candidatos integralmente escolhidos por outrem: candidatos frequentemente desconhecidos, frequentemente sem experiência política, sem nenhuma ligação com o território que representam e por méritos muito discutíveis&lt;/em&gt; (…) – Andrea Morrone, catedrático na Universidade de Bolonha, professor de Direito Constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim se exprime, na Itália, quem luta - e são intelectuais, políticos eminentes e os partidos sérios - pela mudança da presente lei eleitoral que é um desastre - obra de Berlusconi. Nesta parte (a escolha dos que devem ser eleitos) é igual à nossa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que acima transcrevi aplico-o ao meu acto de eleitora portuguesa, pois é do nosso país que quero falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seleccionados pelos partidos e, insisto, as competências não gozam de preferência nessa selecção, concluo: eu, eleitora, não posso indicar &lt;strong&gt;o&lt;/strong&gt; ou&amp;nbsp;os representantes cujas capacidades políticas e currículos académicos me poderiam convencer a dar-lhes o meu voto com satisfação e em plena consciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas me é concedido votar um partido, logo, as suas conveniências partidárias; não, certamente, as conveniências gerais dos cidadãos. È Isto aceitável numa autêntica democracia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por que razão não vejo artigos de opinião sobre este assunto? Por que estão todos tão calados e não dão relevância a uma questão tão importante como esta? Também isto não fará parte da educação cívica do povo português e dos seus direitos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-389074586505607186?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/389074586505607186/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=389074586505607186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/389074586505607186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/389074586505607186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2012/01/democracia-em-portugal-proposito-dos.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-8168949122875273841</id><published>2012-01-16T16:54:00.000Z</published><updated>2012-01-16T16:54:13.855Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;QUE MAIS DEVEMOS ESPERAR?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Mal comum, meio gáudio”, um provérbio italiano que me veio à memória sexta-feira passada, perante a avançada de Standard &amp;amp; Poor’s contra nove países desta nossa Europa, insistindo em alvejar Portugal: que falta de originalidade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Porém, imediatamente adveio a estupefacção. Não consigo entender a tácita submissão dos Estados – logo, da política – aos juízos classificativos das três famosas Agências, quando estas deram provas suficientes de pouca seriedade e quando são apontadas, por um grande número de economistas, como as principais responsáveis da crise global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É-me difícil compreender a paralisia reactiva da UE, a falta de iniciativas enérgicas e bem estruturadas contra estes ataques à zona euro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se mais dúvidas houvesse, Standard &amp;amp; Poor’s encarregou-se, com uma tempestividade suspeita, de comprovar que os défices públicos e dívidas soberanas não consubstanciam o verdadeiro alvo, mas sim o espaço da moeda única que não convém aos abutres de Wall Street e da City de Londres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ensaiaram as primeiras arremetidas contra a Grécia e, infelizmente, este país ofereceu bons motivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A cegueira, tacanhez e mediocridade políticas de Merkel e Sarkozy, juntamente com o egoísmo e pusilanimidade dos demais Estados-membros, escancararam as portas sem a mínima preocupação de criar uma frente comum de dissuasão a estes ataques ao euro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nada mais foi necessário para que as taxas de juro aumentassem desmesuradamente e continuem a estrangular os países com maior necessidade de socorrer-se dos mercados financeiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Penso que seja lógico perguntar se é aceitável que os Estados devam temer avaliações de Agências cotadas na bolsa de valores!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente que as agências de notação financeira têm a função de intermediárias entre quem emite títulos e quem os compra, informando e monitorizando o mercado global financeiro. Mas precisamente porque são investidas de funções muito delicadas, deve-se-lhes exigir a máxima transparência, independência e total rigor na seriedade das análises e na correcção dos dados de avaliação, além de um impreterível sentido de responsabilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É isso o que tem acontecido? Absolutamente não!&amp;nbsp;Casos&amp;nbsp;que o testemunham são já bem conhecidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O ataque sistemático ao euro, por exemplo, é responsável? É transparente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A irritação da Europa, finalmente, explodiu. Desclassificar a Itália foi um acto de pura estupidez e arrogância. Standard &amp;amp; Poor’s apresentou justificações de carácter político; esqueceram-se de considerar a potencialidade económica do país e a acção, positiva e séria, do governo Monti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Todos&lt;/strong&gt; invocam uma resposta unívoca da União Europeia. Teremos de assistir, de novo, aos reiterados beijinhos de Merkel e Sarkozy? O espectáculo já é mais que nauseante. Mas penso, tenho esperanças, que Mário Monte será uma terceira voz a aconselhar acção e bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Todos&lt;/strong&gt; invocam uma agência de rating europeia independente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Todos&lt;/strong&gt; pretendem responsabilidade legal para quem erra ou especula do outro&amp;nbsp;lado do Oceano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Todos&lt;/strong&gt;, mas mesmo todos (menos a Alemanha), reclamam um Banco Central Europeu com os plenos poderes de um qualquer outro banco central, exactamente como o americano, japonês ou inglês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Todos&lt;/strong&gt; sugerem a criação de obrigações europeias ou fundos substanciosas de estabilidade financeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que esperam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Da minha parte, espero que a Chanceler alemã tenha a humildade de procurar novos e melhores conselheiros, o que lhe tem faltado até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Espero que ponha de lado a arrogância de quem se crê líder de um país superior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Espero que medite bem sobre o mal que tem causado à UE com as suas intransigências míopes e indignas do país que maior lucro obteve com a criação do euro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Espero que não queira desempenhar o papel, embora não intencionalmente, de quinta-coluna das intenções de desmoronamento da União ou da zona euro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por último, espero que a actual política alemã, em virtude das grandes vantagens económicas que o próprio país tem arrecadado, dentro da União Europeia, sinta mais constrangimento do que regozijo, perante o rigor e sacrifícios, incongruentes e contrários ao crescimento económico, que impôs aos países endividados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-8168949122875273841?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/8168949122875273841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=8168949122875273841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8168949122875273841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8168949122875273841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2012/01/que-mais-devemos-esperar-mal-comum-meio.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2624250678115507182</id><published>2012-01-09T16:00:00.001Z</published><updated>2012-01-10T03:09:12.671Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;FALA-SE SEMPRE DE DIREITOS; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;NUNCA DE DEVERES&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como direitos indiscutíveis e irrenunciáveis reconheço apenas os direitos exarados na “Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Aos demais direitos que, naturalmente, se fundamentam nos trinta artigos desta declaração, penso que se deva, por vezes, antepor o bom senso e o equilíbrio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Obviamente, estou a pensar no direito à greve. É um direito sacrossanto, quando as razões são justas e as circunstâncias não apresentam outras vias de solução do um conflito que apenas sacrifica, inteiramente, uma das partes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Posto isto, é-me muito difícil compreender a razão da última greve dos maquinistas da CP; e é-me totalmente indiferente se esta minha opinião se afasta&amp;nbsp;do politicamente correcto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A causa justificativa desta greve assemelha-se mais a uma reacção de arrogância e prepotência dos maquinista – aliás usufruidores de bons salários – do que a razões compreensíveis e aceitáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ademais, vejo-a como um acto absolutamente irresponsável e sem a mínima consideração pelos “deveres para com a comunidade” e pelo próprio país a braços com uma tremenda situação económica e financeira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas a este género de portugueses, e pensando agora nos trabalhadores dos vários portos do país que entraram hoje numa greve prolongada e de consequências desastrosas para as nossas exportações, nada interessa os pesadíssimos danos causados à economia nacional. Crise ou não crise, há o direito à greve e direitos são direitos; quaisquer outras considerações têm o valor zero. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ninguém desconhece que o peso das exportações, sobretudo neste período, é de primária importância para uma economia em recessão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Antes de se promulgarem greves deste jaez, o dever de pôr em acção o bom senso, ponderação e predisposição a um diálogo exaustivo e responsável seria praticamente obrigatório. Mas tudo isto, como se verifica, é indecentemente alheio aos interesses corporativos. Em tais casos, portanto, já não sei se se trata de uma&amp;nbsp;clara irresponsabilidade ou de uma espécie de sabotagem de idiotas inconscientes das suas acções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transcrevo a análise concernente Portugal, num dossiê de um jornal estrangeiro de sexta-feira passada, sobre a “&lt;strong&gt;Emergência débito&lt;/strong&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Portugal está pesadamente endividado com a Espanha por cerca de &lt;strong&gt;65 mil&lt;/strong&gt; milhões de euros; com a França e Alemanha, por outros &lt;strong&gt;40&lt;/strong&gt; mil milhões.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Tem a infelicidade, todavia, de ter um crédito de quase &lt;strong&gt;8&lt;/strong&gt; mil milhões € com a Grécia. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A dívida pública superou o nível de alarme de &lt;strong&gt;107%&lt;/strong&gt; do PIB, enquanto a dívida total (pública e privada) é de &lt;strong&gt;251%.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (O país inteiro estava doido, acrescento eu!!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;[…] Portugal é um dos três países do euro que foi oficialmente salvo pela Europa com um plano de ajudas financeiras. Isto não&amp;nbsp;evitou que precipitasse&amp;nbsp;numa profunda recessão. Mais dura ainda, porque era já um dos países mais pobres da UE&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;***** &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A transferência da sede social da empresa Jerónimo Martins para a Holanda deu azo a grande alarido. Só agora despertaram, perante casos destes ou similares e já bem conhecidos? Superficialidade ou comédia?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O presidente da Jerónimo Martins, Soares dos Santos, “garantiu que não tinham sido os impostos a levar a empresa para a Holanda”. Uma coisa é certa: não foi o panorama holandês que se tornou irresistivelmente atractivo para a deslocalização da sede social da empresa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Concedamos-lhe a atenuante das maiores facilidades de financiamento para novos investimentos, entre as várias justificações. Todavia, o acto em si mesmo, não brilha por civismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas há outra explicação que Soares dos Santos exprimiu em forma dubitativa e que não só foi incautamente elucidativa como muito inoportuna. "&lt;strong&gt;Disse que não sabia se Portugal ficaria no euro". &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São frases destas, provindas de pessoas com peso económico, que arrepiam e não se admitem. Dir-se-ia que soam como clarim de alarme, a fim de que outros espertalhões tomem providências e abandonem o barco em perigo. E como sabemos, são os ratos os primeiros a abandonar o barco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Termino, citando a jornalista e escritora Inês Pedrosa: “&lt;em&gt;O mais grave défice de Portugal é o da participação cívica. O activismo social e político&lt;/em&gt; &lt;em&gt;escoa-se&lt;/em&gt; &lt;em&gt;em queixinhas de café&lt;/em&gt;”. - Esplendidamente centrado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não haverá por aí um grupo de corajosos e esclarecidos que lancem uma ampla (territorialmente) e persistente campanha de educação do nosso povo, nesse sentido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2624250678115507182?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2624250678115507182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2624250678115507182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2624250678115507182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2624250678115507182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2012/01/fala-se-sempre-de-direitos-nunca-de.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5376330818841137201</id><published>2012-01-02T17:02:00.000Z</published><updated>2012-01-02T17:02:34.783Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;EXPORTAÇÃO DE CAPITAIS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sobre a fuga de capitais, uma operação que eu considero indecente e altamente incivil num normal país democrático, por qual motivo existe um estranho silêncio, seja da imprensa, seja de quem administra a coisa pública?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É política e civicamente correcta? É tolerável em cidadãos – ou sociedades fictícias - que tudo pretendem do Estado, mas que não hesitam em transplantar avultadas quantias para a Suíça, Luxemburgo, por exemplo, ou para os exóticos paraísos fiscais, defraudando o país?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Colhe-se a impressão que é um assunto ao qual se alude como se se tratasse de uma prática normal. E quando se deve decidir políticas que exijam sacrifícios aos cidadãos, atingindo, em primeiro lugar, quem mais possui, baixa-se a voz, usam-se mil cautelas, pois os capitais podem assustar-se e levantar voo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Insisto, uma tal eventualidade deve ser vista como um facto corrente e tolerado por um qualquer Estado de direito? Mas é uma pergunta ingénua ou mesmo pueril. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando se alude aos paraísos fiscais e ao que eles têm de negativo, a concepção geral é de impotência. Poderes e interesses gigantescos neutralizam qualquer iniciativa política mais corajosa. E precisamente, porque esses poderes inatacáveis se aninham na política de um qualquer país de qualquer parte do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É pena que nenhum Estado, pelo menos, dê primazia e ponha em grande relevo iniciativas contra os capitais acumulados, nesses refúgios fiscais, pelo crime organizado e contra a consequente lavagem de dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Só por este motivo, deveria ser exigida uma acção conjunta de todos os países sérios, democraticamente estruturados. Mas também neste caso, entraria em campo a utopia! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por muito que me expliquem a “normalidade” dos “offshore”, não me merecem a mínima simpatia; considero-os uma praga que apenas concede benefícios a quem é totalmente desprovido de civismo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Lutamos a prestamo-nos a enfrentar os sacrifícios necessários a fim de diminuir a nossa dívida pública e equilibrar orçamentos. Seria interessantíssimo conhecer quantos milhões de euros (se não milhares de milhões),&amp;nbsp;pertencentes a cidadãos portugueses, veraneiam nos paraísos fiscais. Há exagero? Não creio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fora da Grécia, segundo rezam as crónicas, existem capitais de cidadãos gregos que quase cobririam a imane dívida soberana daquela infeliz nação. É apenas um exemplo, mas os demais países europeus que não cantem o sólito hino virtuoso. Desafinariam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As notas com o valor de 500 euros tornaram-se no melhor material de “emigração clandestina”. Dizem os profissionais italianos que se ocupam da descoberta e sequestro deste precioso material, nas diversas fronteiras e aeroportos, que uma maleta portátil pode conter 12 mil notas de 500, isto é, 6 milhões de euros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todavia, surgiram profissionais de faro adestrado e sensibilíssimo ao cheiro de tinta e filigranas das notas de euros, dólares, francos suíços escondidos nas malas, cintos, sapatos, roupa íntima, etc., etc.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em todo o mundo há apenas cinco países que usam estes cães preciosos para desmascarar&amp;nbsp;um tal&amp;nbsp;género de exportação: África do Sul, Itália, Inglaterra, Israel e Estados Unidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No aeroporto de Malpensa, onde o dinheiro clandestino se encaminha para os velhos destinos - Suíça, Liechtenstein e Luxemburgo - actuam duas estrelas: dois cães-lavrador, “Tango” e “Cash”. Em 12 de Novembro passado apreenderam cerca de 2 milhões de euros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas o mais divertido foi o que descobriu uma nova recruta, o cachorro “Zeb”, na fronteira Ponte Chiasso. O grande “atrevido” farejou a existência de 65 mil euros no soutien e nos sapatos de “uma distinta senhora”. A cena devia ter sido cómica!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Voltando página e último argumento ou última perplexidade. Por que razão não me apercebo, nos discursos oficiais e nas múltiplas explicações do nosso Governo, de um programa bem arquitectado, lícito e auspicioso de perseguir e combater, sistematicamente,&amp;nbsp;a evasão fiscal? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já o fazem, mas em surdina? Ou significa que este fenómeno não existe no nosso lindo País e verificou-se que todos pagam diligentemente o que é devido?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esta seria a pior balela, galga, aldrabice, arara, atoarda, e por aí adiante, deste recém-nascido 2012. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5376330818841137201?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5376330818841137201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5376330818841137201' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5376330818841137201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5376330818841137201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2012/01/exportacao-de-capitais-sobre-fuga-de.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5328848021868208657</id><published>2011-12-26T17:49:00.000Z</published><updated>2011-12-26T17:49:32.936Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;UM PRÓSPERO 2012&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Precisamente, um 2012 bafejado, medrado, amplamente envolvido pela prosperidade. Nestes auspícios, porém, acrescentemos a coragem e luta cerrada ao conformismo, apatia, catastrofismo, passividade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Nada cai do céu e, como vimos, esperar numa normal solidariedade entre os povos é índice de superficialidade, se não a ingenuidade de quem se não quer esforçar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;O que sempre me indispôs foi, e&amp;nbsp;continua a ser,&amp;nbsp;esta aceitação, tácita, de que somos um país pequeno, logo, um dos tais países periféricos (periféricos de que coisa?) que deve acomodar-se na sua pequenez, jamais ter assomos de dignidade e esforçar-se por impor, com o trabalho, inventiva e autoconfiança, as potencialidades desta gente lusitana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Possuímos essas potencialidades e, como cérebros audazes, não somos inferiores aos demais povos europeus. Por que razão não insurgimos contra um cliché já estafado, mas bem arreigado lá fora, e não procuramos revolucionar este país sob o ponto de vista económico, cívico e intelectual?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Como desejaria que o 2012 nos catapultasse neste género de revolução e Portugal, sem lamúrias pelos sacrifícios inevitáveis, mas equânimes, e sem os egoísmos criminosos de quem põe os seus haveres nos paraísos fiscais, conseguisse afastar-se do atoleiro a que fomos conduzidos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;O fado foi proclamado Património imaterial da Humanidade. Não esqueçamos que também temos o fado corridinho; nem tudo são choradeiras ou lamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;&lt;strong&gt;**** &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Para este novo ano também tenho tantos outros augúrios para distribuir por alguns personagens que se impuseram à atenção geral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Mas, primeiro, desejo àqueles poucos que me lêem, isto é, os que têm a paciência e boa vontade de me ler, um Novo Ano sereno e ao arrepio da catástrofe económica e financeira que nos vaticinam dia a dia. Sobre este aspecto, que o Novo Ano traga luz e afaste as trevas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;E agora desejaria, por exemplo, que o 2012 destruísse a blindagem em que ficou encerrado o cérebro - e que nem a queda do muro de Berlim abalou - do nosso PCP e dos seus dirigentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Exprimo a Jerónimo de Sousa sinceros&amp;nbsp;votos a fim de que consiga desintoxicar a mente de tanto ranço ideológico e inicie a cultivação de pensamentos mais objectivos, equilibrados e reais. Desperte e renove essas ideias!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Foi caricata e imperdoável a atitude negativa do PCP, perante os votos de condolências, na Assembleia da República, pela morte de Vaclav Havel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Abstenho-me de aludir&amp;nbsp;à manifestação&amp;nbsp;de pesar enviada à Coreia do Norte pela morte do “querido líder”. Se calhar,&amp;nbsp;encobria um modo de lamentar as &lt;em&gt;condições-lager&lt;/em&gt; nas quais vive aquele povo infeliz. Mas será verdade? Duvido. Se vivem num país apelidado comunista, como podem os nossos moicanos do PCP pensar que os norte-coreanos não são felizes?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Desejo a Frau nein, Ângela Merkel, que ponha de lado as atitudes de catequista, relativamente aos Estados-membros da UE com elevadas dívidas soberanas. Não queira ensinar virtudes a ninguém. Não tem classe nem carisma para tanto e pode levantar fantasmas que exponham o próprio país a desconfianças e malquerenças. Além disso, e muito mais importante, não destrua a Europa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;Por último, desejaria - quanto desejaria! – que a classe política portuguesa, europeia, mundial varressem as teias de aranha conservadoras ou oportunistas que as paralisam e se decidissem a&amp;nbsp;impor regras ao “far west” que predomina nos mercados financeiros e &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;que estrangulam os países que necessitam de créditos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: 'Verdana','sans-serif';"&gt;É inconcebível que se deva exigir sacrifícios e aumento do PIB &lt;strong&gt;apenas&lt;/strong&gt; para se conseguir pagar as altíssimas taxas de juro! Até onde se poderá chegar?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5328848021868208657?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5328848021868208657/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5328848021868208657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5328848021868208657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5328848021868208657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/12/um-prospero-2012-precisamente-um-2012.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-843583488241910375</id><published>2011-12-19T16:40:00.001Z</published><updated>2011-12-19T16:41:47.925Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;RACISMO E CERTAS FOBIAS: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;VIOLÊNCIA E DESUMANIDADE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E quando o racismo se combina com mentes retrógradas, dominadas por preconceitos anacrónicos e falsos valores, as consequências são sempre explosivas e repugnantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na última semana, as civilizadíssimas cidades de Turim e Florença foram teatro de dois eventos caracterizados por uma violência de enorme gravidade. Mas o vírus dessas violências já de há muito grassava no País. Foram subestimados e as consequências; cedo ou tarde, explodem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bairro “Le Vallette”, periferia da cidade de &lt;strong&gt;Turim&lt;/strong&gt;. Uma jovem de dezasseis anos, educada numa família com o culto da virgindade, deveria chegar “pura” ao matrimónio; para maior segurança, era submetida a visitas periódicas ao ginecologista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Voluntariamente, teve a sua primeira experiência sexual com o namorado. Assustou-se, temendo consequências e a reacção dos pais e demais familiares. De acordo com um irmão, lançou o alarme e denunciou que fora assaltada e violada por dois ciganos.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A polícia ficou perplexa ante uma denúncia que não brilhava por clareza. Mas entretanto, a indignação dos habitantes do bairro, onde todos se conhecem, explodiu. Houve marcha de protesto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um consistente grupo de exaltados, colhendo a oportunidade para exteriorizar o pior racismo e munindo-se de instrumentos eficazes para o efeito, decidiu invadir e atacar um acampamento de ciganos, localizado nas proximidades: absolutamente fora da questão se eram culpados ou inocentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Espancaram o primeiro infeliz que viram; incendiaram e destruíram barracas e tudo o mais que havia para destruir, semeando o terror. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Homens, mulheres, crianças fugiram apavorados. Numerosas famílias ficaram sem abrigo e à mercê das inclemências do tempo. Um &lt;em&gt;pogrom&lt;/em&gt; em perfeita regra! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A falsa vítima, entretanto, já tinha confessado que inventara a agressão e estupro. Certamente que quando imaginou os agressores, intuía que seria mais credível se os apresentasse como ciganos; o “vírus do ódio étnico” não lhe era estranho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Envergonhou-se e arrependeu-se amargamente, quando viu na TV as imagens das crianças aterrorizadas e da brutalidade&amp;nbsp;que &amp;nbsp;sua acusação irreflectida provocou.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se fiquei enojada com o culto da violência daqueles energúmenos, pois não tolero quaisquer formas ou manifestações de racismo contra quem quer que seja, a rapariga mereceu-me compaixão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vejo esta adolescente mais como vítima de concepções baseadas em valores inconsistentes, arcaicos do que beneficiária de uma educação atenta a inculcar-lhe sentimentos de prudência e equilíbrio, na vida que se lhe abria para novos afectos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;**** &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O segundo facto violento, verificado em dois mercados da cidade de &lt;strong&gt;Florença&lt;/strong&gt;, foi largamente noticiado nos nossos telejornais: o assassínio, a tiro de pistola, no mesmo dia e em períodos sucessivos, de dois imigrantes senegaleses e ferimento de outros três - um dos quais, muito grave - por um nazi-fascista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando se viu perseguido e acossado pela polícia, o assassino suicidou-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Inicialmente, quiseram apresentá-lo como um louco descontrolado. Mas Reconsideraram. Não se tratava de um caso patológico, mas a acção de uma mente distorcida, envenenada e instigada pelas doutrinas da extrema-direita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Enquanto disparava, algumas testemunhas ouviram-no dizer: “&lt;em&gt;Agora toca a vós, negros”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De há duas décadas que o clima de intolerância contra o diverso vinha a difundir-se na Itália. Não hesito a apontar o dedo à Liga Norte - xenófoba e racista - e o que foi o seu principal aliado de Governo. Há dias, por exemplo, o saudosista Berlusconi declarou que o fascismo de Mussolini “&lt;em&gt;era uma democracia menor&lt;/em&gt;”!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Contra os imigrantes, embora úteis para a economia do país, usaram-se as palavras mais ofensivas e intolerantes e imaginaram toda a espécie de meios legais para afastar e criminalizar esta pobre gente em busca de melhores condições de vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A proverbial arrogância do bem instalado, mas de mentalidade árida, para quem necessita de ajuda e integração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paralelamente, as facções de extrema-direita quase tiveram campo aberto para organizações e manifestações que proclamam os ideais mais abjectos que um ser humano pode conceber contra um outro ser humano: “&lt;em&gt;Nunca&lt;/em&gt; &lt;em&gt;permitiria que os meus filhos brincassem com negros ou judeus. Defendo a integridade da raça, da civilização, dos povos”.&lt;/em&gt; O&amp;nbsp;assertor desta cretinice, líder do grupo fascista “Militia”, foi encarcerado recentemente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A estes imbecis que cultivam o racismo como baluarte de uma imaginária&amp;nbsp;&amp;nbsp; identidade alheia a contaminações, proporia um decreto-lei que fosse aprovado por unanimidade: ministrar-lhes, obrigatoriamente, amplas lições de história sobre a evolução humana, desde os alvores até ao presente. Em seguida, e em doses maciças, aulas práticas de civismo e solidariedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-843583488241910375?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/843583488241910375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=843583488241910375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/843583488241910375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/843583488241910375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/12/racismo-e-certas-fobias-violencia-e.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-677243425993047963</id><published>2011-12-12T16:07:00.000Z</published><updated>2011-12-12T16:07:37.933Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;“ILUSÕES E SUPEREUROPA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Supereuropa”! O que vejo de super, no que concerne a União Europeia, são superegoísmos; superdirigismos de dois países sem qualquer mandato institucional; superafasia dos demais Estados-membros, incapazes de formar grupo e impor soluções alternativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ilusões e Supereuropa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” é o título de um artigo do jornalista &lt;strong&gt;Piero Ottone&lt;/strong&gt;, publicado no jornal La Repubblica de quinta-feira passada, 08 de Dezembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No &lt;em&gt;mare magnum&lt;/em&gt; de opiniões, análises, crónicas e editoriais sobre a crise, euro e União Europeia, e estes são temas que perdurarão por largo tempo, decidi traduzir&amp;nbsp;este artigo, o&amp;nbsp;qual sintetiza o que poderia e deveria ser na UE, mas que, infelizmente, não é. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;“Seguimos as vicissitudes do euro dia a dia e&amp;nbsp;ainda não sabemos como tudo acabará. Todavia, podemos exprimir uma certeza. A longo prazo, o euro não poderá sobreviver se não tiver o suporte de um superbanco europeu. E este superbanco não poderá operar se não tiver, por sua vez, o suporte de um&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Superestado europeu. Uma Europa comparável, para melhor compreensão, aos Estados Unidos da América.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Teremos, portanto, esta Europa federal? Não existem certezas, mas uma Europa federal apresenta-se extremamente improvável, se não impossível.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Mas há ainda quem espere que a Europa se cumpra.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Na ilha de Ventotene, uma lápide recorda o nobre manifesto dos intelectuais, aí exilados pelo regime fascista: nos dias tétricos da guerra, exprimiam a esperança que os povos do nosso Continente, berço da civilização, em vez de se combaterem e dessangrar-se, um lindo dia unir-se-iam, a fim de guiar o progresso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Grandes homens políticos - Adenauer, De Gasperi, Schuman, na primeira fila – acreditaram na união do Continente. Hoje, o ideal já não é tão vivo, mas não se apagou e apercebemo-nos que somente uma Europa unida, no mundo globalizado, pode competir com a América, com a China, com a Índia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Verificaram-se grandes progressos relativamente à união: o euro, que há dez anos substituiu as moedas nacionais, representa uma etapa fundamental.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Porém, e como se tem apurado nos últimos dias, o euro não resiste se não se concretiza um outro passo - um passo decisivo - para atingir a união, isto é, uma qualquer forma de federação política. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;As uniões que implicam uma renúncia definitiva, e não parcial ou revogável, à soberania nacional, fazem-se somente quando há alguém em condições de impô-las.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Unifica-se, por assim dizer, quando há alguém que unifica os outros. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Seria magnífico se os representantes dos vários Estados se reunissem à volta de uma mesa, dessem vida a um Superestado federal, brindassem ao grande sucesso.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Mas não é assim que se fazem as uniões entre os povos. Ocorre sempre, na realpolitik, que alguém prevaleça: o Piemonte para fazer a Itália; a Prússia para fazer a Alemanha; o Norte, para os Estados Unidos da América.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Na Europa hodierna, não existe um Estado que tenha capacidades para fazer a Europa: e é esta a razão, abstraindo as diferenças de língua, de história, de civilização, que, em última instância, impede a criação dos Estados Unidos da Europa.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A Alemanha, embora prevalecendo pelas dimensões e por eficiência, não reúne condições para unificar o Continente: excessivamente grande para ser unificada; demasiado pequena para unificar.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Há dez anos, quando se fez o euro, sabia-se que a moeda única, cedo ou tarde, exigiria um passo decisivo para a união política. Esperava-se que as nações europeias, para não perder o euro, o tivessem dado. Mas esta esperança não foi atendida; as consequências estão á vista. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-677243425993047963?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/677243425993047963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=677243425993047963' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/677243425993047963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/677243425993047963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/12/ilusoes-e-supereuropa-supereuropa-o-que.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6210767225769367088</id><published>2011-12-05T15:44:00.002Z</published><updated>2011-12-09T19:27:20.930Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;MAS QUE COISA É ESTA CRISE?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há dias recordei-me de uma daquelas velhas canções popularíssimas, originais e sempre verdes. É uma canção italiana&amp;nbsp;de 1933: “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=A6lbIIQjIsU"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ma cos’è questa crisi&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;?”&lt;/a&gt; - intérprete e autor, Rodolfo De Angelis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sugeriu-me um bom título para aquilo que, presentemente, tanto nos preocupa e que tantas incógnitas apresenta. A explicá-las - por vezes criando mais alarme e confusão - surgiram as vedetas do momento, isto é, os economistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nunca deixo de os ler, tentando apreender a sensatez e objectividade das análises; compreender o catastrofismo que algumas apontam e com as quais não quero concordar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É-me muito difícil perceber e aceitar os vaticínios sobre o afundamento do euro e a fragmentação da União Europeia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Michael Spence, Nobel Economia 2001, por exemplo, aventou dois cenários, sendo o primeiro o mais provável: “a saída da Grécia da zona euro e talvez a dos dois outros países, Portugal e Irlanda”. &lt;em&gt;Vade retro&lt;/em&gt;!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aonde querem chegar? Qual o interesse, se a maioria das opiniões, paradoxalmente, indica, como consequência inelutável, um desastre não somente europeu, mas global?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As perplexidades acumulam-se e não me canso de esforçar-me por entender se tudo partiu de uma só causa, de múltiplas causas ou, e insisto sobre esta tecla, da calamidade de vermos uma desoladora mediocridade – frequentemente rasando a estupidez - da liderança política europeia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma das causas principais é bem conhecida e incontrovertível. As dívidas soberanas são a consequência de quem mal governou e não soube manter o equilíbrio entre as receitas e as despesas. E não são necessárias altas teses económicas. Qualquer dona de casa de bom senso aconselharia: cuidado com as dívidas! Há os juros, prazos de pagamento e possíveis anos de mau rendimento. Antes de agravar o débito, haja rigor, equidade e ponderação nos orçamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Rigor! Por onde andará este conceito na cabeça de quem se dedica a administrar dinheiros públicos? Prefiro não entrar na questão, pois tanto se pode cair no populismo e demagogia, como numa indignação legítima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Crise é palavra que assusta. Todavia, se raciocinarmos com acuidade sobre as conotações que ela sugere, podemos acabar por bendizê-la. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E neste ponto, o que há de negativo numa crise pode ser o impulso para que a sensatez imponha reformas oportunas e inadiáveis e a ocasião de vermos, finalmente, estadistas que demonstrem uma visão ampla, uma ponderação severa, rápidas decisões, acume, inteligência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desgraçadamente, quando na Europa tanto necessitaríamos de políticos com estas características, apresenta-se-nos uma Senhora Ângela Merkel, o fac-símile da inteligência&amp;nbsp;em sentido único&amp;nbsp;e mais própria, talvez,&amp;nbsp;para a administração de qualquer autarquia de menor importância. Se inadequada como chanceler de um grande país, com maior razão, jamais líder autoritário da União Europeia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Contrariamente á onda que vai crescendo, não critico a Alemanha. Existem lá personagens políticas, intelectuais de vulto ou cidadãos informados que&amp;nbsp;censuram asperamente a ortodoxia nacionalista da Senhora Merkel e a obediência à prepotência da Bundesbank: “um Estado dentro do Estado”, segundo o ex-chanceler Helmut Schmidt.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente que &lt;em&gt;Madame Nein&lt;/em&gt; tem razão, quando pretende rigor nos orçamentos dos estados-membros da EU - mas comece ela a vigiar melhor as contas em casa própria! Paralelamente, demonstra uma estupidez ilimitada quando opõe, de há dois anos a esta parte, negativa após negativa às soluções para pôr travão ou atenuar a crise que nos sufoca; quando assume atitudes ditatoriais sobre a função do Banco Central Europeu. As consequências estão à vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se o BCE é independente e, por estatuto, pode fornecer dinheiro aos bancos solventes, só me pergunto por que razão não ignora o diktat da chanceler, emite toda a moeda necessária e fornece os bancos da União que, como finalidade primária, deverão financiar o crescimento económico. E não importa que os “bem pensantes” – teóricos, mas longe da realidade – invoquem o perigo da inflação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A pergunta é fácil: inflação onde a recessão é iminente ou já se instalou, com uma procura claramente decrescente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não me parece que, neste caso, inflação e recessão possam caminhar de mãos dadas. Se a inflação subir dois pontos – se em vez de os &lt;strong&gt;2%&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;possa atingir&amp;nbsp;os &lt;strong&gt;4%&lt;/strong&gt; - os bons economistas confirmam que daí não virá quaisquer problemas, mas uma óptima solução para acalmar os mercados e favorecer a economia real. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Penso que até mesmo os totós nesta matéria (eu incluída, obviamente), podem compreender tudo isto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em conclusão, as soluções anticrise existem. Mas sucede que a política europeia, seja por incapacidade, seja por egoísmo, petulância e nacionalismos muito descabidos dentro da União, está miseramente ausente das grandes decisões. Aguardemos.&amp;nbsp;E que Deus ilumine quem deve decidir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6210767225769367088?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6210767225769367088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6210767225769367088' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6210767225769367088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6210767225769367088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/12/mas-que-coisa-e-esta-crise-ha-dias.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4486224717837972003</id><published>2011-11-28T14:34:00.001Z</published><updated>2011-12-01T15:33:54.760Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;A UMA ALMA GENTIL QUE PARTIU&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Havia dois ou três assuntos acerca dos quais gostaria de escrever. Ponho-os de lado, pois é-me impossível desviar o pensamento de uma vida jovem que se quebrou e de “uma alma gentil” que partiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Essa “alma gentil” foi-se embora, mas não porque chegou “a sua horinha”, como diz o nosso povo; partiu empurrada por circunstâncias que não quero aprofundar, embora seja um empurrão fruto de complicações que a ciência médica colocara na lista de riscos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resignemo-nos. A alma “foi entregue a quem lha tinha dado” – continuo a socorrer-me de Camões – e demos curso à recordação, constante e sempre verde, de Sofia, isto é, da nossa Sofia Maia Barbosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nos seus ascendentes maternos, quando se falava de qualquer membro da família, o nome era sempre antecipado pelo determinante possessivo &lt;em&gt;nosso&lt;/em&gt; (o tal deíctico das gramáticas modernas). Que esplêndida confirmação de união familiar e pertença e como me agrada evocar este pormenor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na imensa saudade que deixou esta jovem adulta na flor da&amp;nbsp;vida - e quando escrevo “imensa saudade” não me limito a repetir um lugar-comum, mas porque não consigo encontrar outra expressão que a possa substituir – no meu pensamento e para atenuar a mágoa, ponho-me a imaginá-la na sua nova morada e vejo-a a cirandar, de pousada em pousada, à procura dos familiares que ali habitam de há tanto tempo, quer os ramos da árvore Maia, quer da árvore Barbosa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Com certeza ficaram surpreendidos com esta inesperada visita. Já?!! Mas a grande sageza dos mais velhos ficou-se por esse “já” e acolheram a neta, bisneta ou sobrinha com a luminosidade própria do que é eterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A Sofia, todavia, ainda não teve tempo de apreender o sentido de eternidade. Não se cansava, portanto, de falar das suas vicissitudes terrenas com a vivacidade e as características gargalhadas que a distinguiam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aos familiares a quem não foi concedido tempo para a conhecer, encantou-os com o bom humor e frontalidade como encarava situações desagradáveis ou antipáticas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Atiraram comigo para aqui por causa de uma infeliz banda gástrica. Naquele 10% de pessoas a quem o anel gástrico provoca os sintomas que podem conduzir à morte, o destino incluiu-me e não teve a mínima consideração pelo meu anseio de viver.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei mesmo se concluiu a explicação com uma certa jaculatória semelhante à que lhe escapava, quando um outro automobilista lhe criava problemas na estrada: “&lt;em&gt;Raios partam o maldito destino&lt;/em&gt;”! Mas estava perante os mais velhos e, se calhar, absteve-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acabo, recorrendo ainda a Camões. Que atrevimento! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alma gentil que te foste embora tão cedo, interrompendo uma vida responsável, mas sem cuidados. Repousa lá no céu com a mesma alegria e fiquemos nós, nesta terra, tristes e amargurados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se lá no Paraíso aonde chegaste, a memória da vida terrena te é consentida, pede a Deus que transmute a imensa dor dos teus pais e irmãos numa doce lembrança, sempre reflorida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4486224717837972003?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4486224717837972003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4486224717837972003' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4486224717837972003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4486224717837972003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/11/uma-alma-gentil-que-partiu-havia-dois.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7289618471095678096</id><published>2011-11-21T16:52:00.000Z</published><updated>2011-11-21T16:52:49.891Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;GOVERNO TÉCNICO OU APENAS GOVERNO?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Obviamente que me refiro ao tão falado “governo técnico” italiano, o Governo Monti. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se é um governo com todos os carismas de um executivo que funcionará dentro das normas constitucionais; se é um Governo que nos dois ramos do Parlamento italiano foi aprovado por uma maioria&amp;nbsp;sem precedentes,&amp;nbsp; fico perplexa ante certos comentários negativos ou duvidosos sobre a não observação das regras democráticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As críticas mais correntes argumentam que, sendo governos de emergência, não provêm de uma consulta eleitoral; logo, carecem de autenticidade democrática e constituem um mau precedente para as democracias europeias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E por qual razão? Não haverá aqui uma certa dose de hipocrisia? Não serão um mero fruto de teorias de manual ou, muito simplesmente, de análises superficiais? Propendo para esta última hipótese.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acaso houve derrube do executivo fora do que a Constituição determina? Nada se verificou a esse respeito. A maioria do ex-governo italiano, caótico e, em certos aspectos, desprezível,&amp;nbsp;tinha deixado&amp;nbsp;de ser maioria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Várias vezes batida no Parlamento, na última votação sobre o programa de austeridade, este foi aprovado por 309 votos contra 321 de abstenções.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se não fosse a ponderada e correctíssima intervenção do chefe de Estado, Berlusconi, irresponsável e arrogantemente, continuaria a ocupar o poder &lt;strong&gt;&lt;em&gt;pro&lt;/em&gt; &lt;em&gt;domo sua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e a afundar o país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Giorgio Napolitano designou Mário Monti como primeiro-ministro. Os membros do Governo foram escolhidos dentro do escol da sociedade italiana, isto é, pessoas de grande prestígio e competência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os maiores partidos - seja por táctica eleitoral, seja porque não entendiam governar juntamente com adversários até então severamente&amp;nbsp;atacados - impuseram que não houvesse escolhas políticas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dentro das minhas perplexidades, há uma a que ainda não encontrei explicação convincente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se um qualquer designado primeiro-ministro decide formar o seu governo com elementos sérios, de&amp;nbsp;reconhecido&amp;nbsp;valor intelectual e, acima de tudo, competentes, deve seleccioná-los exclusivamente entre os membros eleitos para o Parlamento? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E são mesmo seleccionados - entre os melhores, obviamente - ou são impostos pelos chefes de partido ou&amp;nbsp;coligação de governo? E os eleitos são verdadeiramente o que de melhor temos na nossa sociedade? Quem dera que assim fosse! Pelo menos ser-nos-ia poupado, por exemplo, uns Relvas e quejandos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bem venham os governos técnicos. Bem venha a autonomia de se escolher a competência, a seriedade, a fiabilidade em quem nos deve governar e decidir o que é melhor para o país. Tudo isto, evidentemente, conforme a Constituição e o imprescindível filtro de um Parlamento, pois são estas as regras fundamentais que caracterizam uma democracia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Li no blogue de um intelectual português ("&lt;strong&gt;Da Literatura&lt;/strong&gt;") o seguinte: “&lt;em&gt;Monti, o sucessor de Berlusconi, fez questão de dizer que no seu governo não havia «pessoal da política», numa grosseira alusão ao facto de os seus ministros nunca terem concorrido a eleições. Monti gabou-se daquilo que o devia envergonhar. […] Tudo isto releva do inquietante rumo que a Europa prossegue”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Parece-me ouvir Berlusconi!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aqui está o perfeito exemplo de uma opinião que não está em sintonia nem com o que Monti exprimiu nem com o que efectivamente representa este Governo para a credibilidade da Itália. O que demonstra, portanto, superficialidade e escassos conhecimentos da realidade política italiana, além de atribuir a Monti atitudes alheias à sua personalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não é verdade que Mário Monti se tivesse gabado do seu governo sem pessoal político, pois as intenções iniciais eram as de incluir, neste “&lt;em&gt;Governo de&lt;/em&gt; &lt;em&gt;empenho nacional&lt;/em&gt;” (assim o baptizou), membros dos principais partidos. Repito, &lt;strong&gt;foram estes que impuseram a escolha exclusiva de “técnicos&lt;/strong&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Li o discurso integral que Monti proferiu no Senado. Excelente no conteúdo, elegante no respeito pelo Parlamento e políticos ali presentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Isso a que no citado blogue é chamada “&lt;em&gt;grosseira alusão&lt;/em&gt;” está completamente fora do comportamento, sempre muito correcto, do actual primeiro-ministro italiano. E quando escrevo “actual primeiro-ministro”, que alívio e satisfação! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Das últimas sondagens, resulta que cerca de&lt;strong&gt; 84% de italianos&lt;/strong&gt; manifesta total aprovação ao governo de Mário Monti. Quase um plebiscito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não há a mínima dúvida que estavam enojados e saturados da ineficiência e ordinarice dos ex-governantes. Relativamente ao novo governo, não se cansam de apontar a grande diferença&amp;nbsp;de seriedade e elegância de modos. Efectivamente, é abissal! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Oxalá que&amp;nbsp;este executivo possa enveredar pelos melhores caminhos para chegar às metas desejadas e que o detestável populismo berlusconiano lhe não crie problemas. Nos demais partidos pode-se contar com um certo grau de responsabilidade. Ainda bem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7289618471095678096?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7289618471095678096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7289618471095678096' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7289618471095678096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7289618471095678096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/11/governo-tecnico-ou-apenas-governo.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7952071706002793549</id><published>2011-11-14T20:21:00.002Z</published><updated>2011-11-15T16:44:41.387Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;O RESGATE DE UMA DEMOCRACIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;UM GRANDE PRESIDENTE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se escrevo o resgate de “uma democracia”, refiro-me precisamente a uma determinada democracia que estava doente: a democracia italiana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todavia, paralelamente às condições negativas e anómalas&amp;nbsp;&amp;nbsp;nas quais o Governo de Berlusconi e relativa maioria operavam, mortificando os seus fundamentos, além de a enxovalhar, existia e existe um grande estadista: o&lt;strong&gt; Presidente da República, Giorgio Napolitano&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Incansavelmente e sempre dentro das suas competências, procurava resgatar a dignidade do país, dando conforto e esperança. Esse resgate começa a delinear-se.&amp;nbsp;É inegável e fundamental o mérito deste grande homem de Estado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A opinião comum aponta a crise financeira como única causa que determinou a queda de Sílvio Berlusconi. Mas seria somente esse facto ou serviu para dar mais força ao empurrão final?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Descuraram-se dois factores muito importantes. Primeiro, a actuação enérgica e sensata como Giorgio Napolitano enfrentou a falta de credibilidade da Itália nos mercados financeiros e os remédios para restaurá-la. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Perante as habituais tácticas berlusconianas do “demito-me, mas não posso, pois não há ninguém melhor do que eu para substituir-me”, Napolitano opôs, com firmeza,&amp;nbsp;dois actos decisivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dando seguimento a um primeiro comunicado, emitiu um segundo, categórico, informando “&lt;em&gt;que não havia &lt;strong&gt;nenhuma incerteza&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, sobre a apresentação de demissão do primeiro-ministro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deste modo, pôs Berlusconi contra a parede e travou quaisquer iniciativas ou os habituais joguinhos de poder que causassem dúvidas, confusões e mais danos ao país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo,&amp;nbsp;pensando em&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Mário Monti -&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;o&amp;nbsp;excelente tecnocrata, economista e pessoa de alto valor intelectual e moral -&amp;nbsp;como possível primeiro-ministro, nomeou-o senador vitalício, truncando logo de início prováveis objecções, sob vários pretextos, de carácter político.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mário Monti já foi oficialmente encarregado de formar o novo governo. Assim, os ares mefíticos berlusconianos, pelo menos nas decisões do próximo executivo, serão poupados a quem deseja que tudo entre nas regras da eficiência e dignidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não me canso de o repetir, portanto, que seja dado o devido relevo à obra política e constitucional do grande Presidente da República italiana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há circunstâncias que, bem analisadas, desmentem a arrogância como Berlusconi e corifeus apregoam a intocabilidade e legitimidade do Governo demissionário, “eleito pelo povo italiano”; aliás,&amp;nbsp;por uma parte do povo italiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Efectivamente, nasceu com uma robusta maioria (mercê de uma estranha lei eleitoral), mas já de há muito começara a esboroar-se. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para&amp;nbsp;conservar o poder e resistir a uma moção de censura apresentada o ano passado, descarada e indecentemente recorreu à compra de parlamentares eleitos na oposição. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Falou-se abertamente de compra (não aliciamentos ideológicos), citando as ofertas: trezentos mil euros; pagamentos de crédito habitação; nomeações de encargos ministeriais etc., etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pode dizer-se que esse mercado, nas emergências, passou a &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; das hostes&amp;nbsp;fiéis a&amp;nbsp;Berlusconi; fiéis&amp;nbsp;por cálculos pessoais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A figura emblemática dessas indecentes transacções e dos transaccionados é um indivíduo que foi eleito no partido do ex-juiz António De Pietro - devia ter mais cuidado na escolha dos candidatos, Senhor ex-Magistrado!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Chama-se &lt;strong&gt;Scilipoti&lt;/strong&gt;. Nos últimos dias,&amp;nbsp;o que muito me divertiu, nasceram alguns neologismos sarcásticos: “chilipotar” ou “chilipotagem”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No meu texto precedente, desejei poder escrever, hoje, a palavra “aleluia”. Ainda mantenho algumas reservas. Escrevê-la-ei quando “&lt;strong&gt;não houver&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;incertezas&lt;/strong&gt;” &lt;strong&gt;sobre o afastamento definitivo da política&lt;/strong&gt; de um indivíduo que só deixou escombros, quer pelo modo desbocado e grosseiro de fazer política, quer&amp;nbsp;por&amp;nbsp;lesões na&amp;nbsp;moral, na ética, no respeito pela legalidade constitucional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi&amp;nbsp;por tudo isto, desejo acrescentar,&amp;nbsp;que nasceu e cresceu a minha repulsa, a minha profunda antipatia pelo berlusconismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Termino, citando o director de um dos jornais de Berlusconi,&amp;nbsp;Giuliano Ferrara, numa manifestação em defesa do soba: “&lt;em&gt;O berlusconismo é uma fé; não&amp;nbsp;pode acabar”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vade retro, Satana&lt;/span&gt;! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7952071706002793549?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7952071706002793549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7952071706002793549' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7952071706002793549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7952071706002793549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/11/o-resgate-de-uma-democracia-um-grande.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-8267397408847729241</id><published>2011-11-07T16:05:00.000Z</published><updated>2011-11-07T16:05:00.763Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;O POLÍTICO E O ESTADISTA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas que diferença se poderá estabelecer entre o político e o estadista, se a ideia que estes dois termos sugerem os coloca no mesmo campo, isto é, na administração e elevação da coisa pública? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um grande político italiano do pós-guerra sintetizou magistralmente essa diferença, muito citada, desde então, tanto é pertinente quanto sempre actual nas nossas democracias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;strong&gt;O político pensa nas próximas eleições. O estadista pensa nas gerações futuras”&lt;/strong&gt; – Alcide De Gasperi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Olhando o panorama dos dirigentes políticos europeus e mundiais, é bem difícil encontrar uma figura que avulte por originalidade e profundidade de pensamento político ou seja, estadistas que pensem nas gerações futuras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;È bem difícil seleccionar líderes clarividentes que sejam capazes de actos corajosos e ponderados e com total desprezo por cálculos oportunistas, eleitorais ou, simplesmente, cálculos de estúpido e cego egoísmo nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Crise económica, crise financeira, crise de inteligências políticas; só não há crise no vasto sector da mediocridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dezenas de opinionistas, analistas e observadores, de há uns tempos a esta parte, insistem no diagnóstico deste estado deprimente da política europeia. Só agora se aperceberam?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Achei interessante a conclusão a que chegou o primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker: “&lt;em&gt;Todos sabemos perfeitamente o que fazer. O que não sabemos é como fazer-nos reeleger depois de o ter feito&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A corroborar tal asserção, Fernando Henrique Cardoso concluiu: “&lt;em&gt;O problema da Europa é ter muitos políticos e nenhum estadista”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Contra as reformas estruturais urgentes que endireitariam e fariam navegar em águas seguras o barco europeu encalhado, opõe-se o medo das opiniões públicas. Este receio, sempre de carácter eleitoralista, seria fácil de esvaecer com uma informação ampla e honesta da parte de quem deve tomar decisões. Mas estas informações, quase sempre, são transmutadas em conselhos genéricos e advertências retóricas que poucos apreendem.&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Elegemos políticos, convencidos que escolhemos homens (ou mulheres) de Estado, mas o que enviamos para o Parlamento são elementos do aparelho: elementos que os respectivos partidos escolheram, seja por fidelidade ou utilidade para o partido, seja como uma espécie de prémio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Escolheram os melhores e mais bem preparados política, jurídica, académica e culturalmente? Uma forte dúvida é permitida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando voto, nunca tenho a certeza ou convicção que dei um voto a um estadista; apenas sei que voto num partido e em políticos. Mas tanto podem ser políticos normais, como verdadeiros estadistas, como politicantes (a maioria) e politiqueiros, que também não escasseiam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Viremo-nos para a nossa Europa. Sempre fui uma europeísta convicta e entusiasta. Talvez porque a pude seguir através de sólidos estadistas europeus que marcaram uma época.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Avaliemos, agora, a Senhora Merkel e Sarkozy nos incríveis ziguezagues que humilham a Europa. Observemos a desenvoltura, ignorando as Instituições europeias, como se improvisaram “directório”, mas sem a grandeza de estadistas. Consideremos a pequenez e arrogância – esta apenas estribada na importância económica - como enfrentaram e enfrentam estas malditas dívidas soberanas que, se não fosse a mediocridade do duo Merkozy, por si só nunca ascenderiam a peso máximo desta gravíssima crise. Após todas estas considerações, o desconforto avassala-nos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deixa-me desconcertada a passividade dos outros países da zona euro que têm as contas públicas em ordem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos muito encurralados nos seus egoísmos, nas suas convicções que são superiores a estes estúpidos PIGS, no seu europeísmo oportunista. Os dirigentes destes países não têm opiniões construtivas, não têm sentido europeu e consciência do que muito devem à União Europeia? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma palavrinha sobre o cai e não cai de Berlusconi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;In the name of God, Italy and Europe, go&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; – Financial Times, de há dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas não se demite: “&lt;em&gt;Bem gostaria de abandonar tudo e retirar-me, mas pensando na Itália, nos meus filhos, nas minhas empresas&lt;/em&gt; …” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Está tudo esclarecido. Como se houvesse dúvidas!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;“Não me demito. Quero olhar de frente quem me trairá&lt;/em&gt;”. Agora é delírio! &lt;strong&gt;A Itália não merece isto!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Amanhã será um dia crucial, se já hoje não se verificar a queda que todos esperam. Bem gostaria de, na próxima semana, poder escrever: ALELUIA! O homem foi derrubado por uma moção de censura. Acontecerá?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Termino com uma citação de um artigo de hoje, no jornal La Stampa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[…] &lt;em&gt;Infelizmente, o elenco é próprio de uma comédia de Ionesco: Berlusconi, Papandreou, Herman Achille Van Rompuy, «Sarkel» ou «Merkozy» não parece que estejam em condições de mudar de registo ou tornar-se actores sérios.&lt;/em&gt;” – Francesco Guerrero (redactor-chefe do Wall Street Journal)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-8267397408847729241?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/8267397408847729241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=8267397408847729241' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8267397408847729241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8267397408847729241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/11/o-politico-e-o-estadista-mas-que.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5866765640779388657</id><published>2011-10-31T16:42:00.000Z</published><updated>2011-10-31T16:42:14.732Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;ESTA NOSSA LÍNGUA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esta nossa língua materna a que chamam o português europeu e que alguns compatriotas entenderam reduzi-la a língua de secundária importância, apenas por uma conveniência política, subalternizando-a a um outro português falado num país, o Brasil, de 192 milhões de habitantes e que, segundo o Prof. Vital Moreira, são eles os patrões da língua. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Só me pergunto de qual versão: a que se fala neste recanto da Europa ou a que se fala no seu território?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas concebo um princípio, isto, é, cada um é patrão&amp;nbsp;do próprio idioma&amp;nbsp;nacional. Não existem outras interpretações, pois seriam absurdas e inconsistentes, além de estúpidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas relativamente ao nosso português, há dias folheei a edição recente de uma das várias gramáticas de língua portuguesa que possuo: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;strong&gt;Gramática Prática de Português&lt;/strong&gt;”. Autores: M. Olga Azeredo; M. Isabel Freitas M. Pinto; M. Carmo Azeredo Lopes. Consultor: João M. Marques da Costa. Editor, “Lisboa Editora”; edição de 2006. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É uma gramática muito completa e bem integrada nos novos termos linguísticos do ensino básico e secundário. Todavia…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acerca dos pronomes pessoais, na página 213, lê-se o seguinte: […] “;&lt;em&gt;no plural praticamente não se usa a segunda pessoa do plural &lt;strong&gt;vós&lt;/strong&gt;, que é substituída por &lt;strong&gt;vocês&lt;/strong&gt;, que corresponde a uma terceira pessoa (do plural) gramatical”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O mesmo conceito fora expresso na página 192: “&lt;em&gt;Nota que o pronome pessoal &lt;strong&gt;vós&lt;/strong&gt; praticamente não se usa na língua padrão e é substituído por outras formas, em geral &lt;strong&gt;vocês&lt;/strong&gt;”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;A língua padrão em Portugal, difundida pela escola e pelos meios de comunicação, é actualmente a variedade falada em Lisboa&lt;/em&gt;”. – pag.17&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Exclamação minha, muito espontânea: mas que raio de língua é esta? Que género de português ensinam aos nossos estudantes? Em quais escolas se difunde esta barbaridade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;In illo tempore&lt;/em&gt;, aprendi que a língua padrão era a variedade da região de Coimbra, e muitíssimo bem. A que propósito baniram Coimbra e se viraram para Lisboa? Onde estão as excelências linguísticas da variedade lisboeta? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em &lt;em&gt;caxa&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;baxa&lt;/em&gt;, em vez de caixa e baixa? &lt;em&gt;Chòriço&lt;/em&gt; em vez de chouriço?&lt;em&gt; Lôres&lt;/em&gt; por Loures? &lt;em&gt;Periúdo&lt;/em&gt; em vez de período? &lt;em&gt;Comere, falare, fazere&lt;/em&gt;, etc., etc. e, agora, esta pérola “&lt;em&gt;vocês&lt;/em&gt;” como substituição do imprescindível vós? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já não me surpreendem os grandes defensores do improvisado Acordo Ortográfico. Se é isto o que entendem como “bom português”, certamente que não lhes foi difícil sacrificar o que caracteriza o português europeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sou drástica na condenação de todos ou quaisquer acordos ortográficos. Podem ser aconselháveis e não seria difícil encontrar certos vocábulos onde pudesse haver uma certa uniformidade ortográfica do português europeu e português brasileiro sem afectar a integridade da língua que falamos. O que não aceito, nem jamais aceitarei, foi este Acordo, onde apenas contemplaram, servilmente, a versão brasileira, &lt;strong&gt;imolando a ortofonia do português europeu&lt;/strong&gt;; abolindo certezas ortográficas para dar lugar a arbitrariedades e abertura de espaços ao avanço da ignorância. E isto é incontestável.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não culpemos o Brasil por este estado de coisas, pois estaríamos errados e seríamos injustos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi um Acordo político, o que é um absurdo, feito à revelia da maioria dos portugueses. Bases linguísticas sérias não têm nenhumas. Se assim não fosse, seriam consultados e ouvidos os verdadeiros especialistas desta matéria. Mas foram deliberadamente ignorados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Analiso as razões de dois entusiastas desta nova “tortografia” (Miguel Esteves Cardoso). O desconcerto é inevitável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Primeiro - o Professor Carlos Reis: […] &lt;em&gt;Trata-se não só de reconhecer que escrever “ótimo” em nada altera o sentido do vocábulo, a sua dignidade etimológica ou a sua pronúncia – até porque é assim mesmo que pronunciamos (&lt;strong&gt;a bela língua italiana há muito que escreve “ottimo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”) - Público, 22 / 03 / 2008 - o negrito é meu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Efectivamente, é assim que pronunciamos, mas a pronúncia das consoantes duplas, na língua italiana, é longa, bem distinta da consoante única. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Do étimo &lt;em&gt;optimus&lt;/em&gt;, o português manteve o grafema &lt;strong&gt;p&lt;/strong&gt;;&amp;nbsp;na evolução da língua&amp;nbsp;italiana, houve uma assimilação, como em tantos outros vocábulos, determinando o alongamento da pronúncia de consoantes duplas. Logo, não cortou o &lt;strong&gt;p&lt;/strong&gt;; assimilou-o. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O exemplo não foi feliz, Senhor Prof. Carlos Reis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Raciocinando sobre este específico fenómeno e comparando-o com a evolução da nossa língua, concluí que, onde mantivemos o &lt;strong&gt;c&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;p&lt;/strong&gt; ou os vocalizámos, o italiano assimilou-os. E foi assim que consegui ultrapassar, em parte, a minha dificuldade em escrever um italiano correcto. Com o novo acordo, ser-me-ia muito, mas muito mais difícil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo - o escritor José Eduardo Agualusa: “&lt;em&gt;Acorda, Acordo, ou dorme para sempre” - […] cheguei à conclusão que as opiniões contrárias ao Acordo ortográfico resultam: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;[…] 2 – no caso de Portugal, de um enraizado sentimento imperial em relação à língua. No referido debate, na Casa Fernando Pessoa, este sentimento foi explícito quando um espectador se levantou aos gritos: “A língua é nossa”! A História desmente-o. &lt;strong&gt;A língua portuguesa formou-se fora do espaço geográfico onde se situa Portugal – na Galiza … &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;(também aqui, o negrito é meu).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Abstenho-me de transcrever as restantes calinadas deste conceituado escritor que estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas demos ainda atenção ao final do artigo, publicado no semanário angolano “A Capital”, em 9 /02 /2008: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;No futuro, Portugal pode sempre unir-se à Galiza. Isto supondo que a Galiza não tenha entretanto começado a aplicar o Acordo Ortográfico, ou, no caso de o acordo não vencer, começado a utilizar a ortografia brasileira&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Comentários? Inúteis. Apenas algumas perguntas: ninguém ensinou a este ignorante o que foi o &lt;strong&gt;galaico-português&lt;/strong&gt;, em que território e&amp;nbsp;era despontou e floresceu? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este&amp;nbsp;senhor não sabe que a língua oficial da Galiza é o espanhol, embora o galego também seja falado e tenha foros de língua literária?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ninguém lhe ensinou que o português é uma língua novilatina tão digna como as co-irmãs francesa, espanhola e italiana, por exemplo, e não a manta de farrapos que descreveu? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Se retirarmos as palavras de origem árabe e o banto à língua portuguesa, deixaremos de a poder utilizar&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”: assim nos esclarece o grande filólogo Agualusa!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se quis interpretar o papel de insolente, ignorante e patarata, foi perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5866765640779388657?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5866765640779388657/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5866765640779388657' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5866765640779388657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5866765640779388657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/10/esta-nossa-lingua-esta-nossa-lingua.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2145095752579755451</id><published>2011-10-24T16:47:00.000+01:00</published><updated>2011-10-24T16:47:33.362+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;ANTÓNIO TABUCCHI: ANDREA ZANZOTTO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;FERNANDO PESSOA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O grande poeta italiano, Andrea Zanzotto, morreu terça-feira passada com noventa anos de idade. Nascera em 10 de Outubro de 1921.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não vou falar do que tenho lido e ouvido sobre esta grande figura da literatura italiana actual. Seria puro pretensiosismo da minha parte. Desejo somente transcrever excertos de um belíssimo artigo que António Tabucchi escreveu sobre o poeta e a conexão com o nosso Fernando Pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;******&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;“ANDREA ZANZOTTO, O POETA QUE ESCUTAVA A VOZ DA LUA”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Faleceu ontem com a idade de 90 anos um dos maiores autores italianos. Nos seus versos, a batalha social em defesa da cultura e da paisagem&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Zanzotto sabia captar as vozes que vinham da lua. Mas antes de entrar em sintonia com ela, era invadido pelos sons que sobem da Terra e que a lua, por sua vez, captura, elevando-os até «aos seus reinos longínquos», quando faz engrossar a crosta terrestre e os oceanos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transforma-os então em palavras, a fim de enviá-los, de novo, para o nosso planeta, onde somente poucos eleitos conseguem decifrá-los.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Zanzotto era um destes poetas, e disto tomei conhecimento, quando o conheci pessoalmente. Era o ano de 1975.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[…] O segundo encontro aconteceu, graças a Fernando Pessoa. Estávamos em 1977.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Com Luciana Stegagno Picchio e Maria José de Lancastre fundáramos, em Pisa, uma revista semestral - “&lt;strong&gt;Cadernos Portugueses&lt;/strong&gt;” - e dedicámos o segundo número a Fernando Pessoa, naquela época um poeta quase ignoto na Itália.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entretanto, estava a preparar o primeiro volume de traduções pessoanas, publicado, pela editora Adelphi, em 1978.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Traduzia os textos fundamentalmente dos heterónimos Campos e Caeiro, totalmente ignorados na Itália, e escrevia sobre o problema da heteronímia que, naquele tempo, era ainda em grande parte interpretada, na Itália, segundo o modelo das “Máscaras Nuas” de Pirandello.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Veio-me à ideia entrevistar Zanzotto sobre Pessoa. As respostas de Andrea são extraordinárias! Com o acume de um rabdomante que somente possui um poeta sintonizado no mesmo comprimento de onda do poeta de quem se falava, Zanzotto entra superiormente no problema da heteronímia pelo lado linguístico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Discorre sobre proto-escrituras; “obscuras linguagens somáticas”; conflito entre o “eu e a língua materna”; “gemações” das palavras; relações entre realidade, realidade psíquica e denominações; Kafka e Becket; sobre os pontos de luz de um computador; as propostas matemáticas de R. Thom.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apropriei-me indevidamente um pouco daquela entrevista, acolhendo-a num meu livro sobre Pessoa. Sinto-me feliz, todavia, que Andrea também a tenha incluído nos seus ensaios e José Corti escolhido para a selecção dos seus “&lt;em&gt;Essais Critiques&lt;/em&gt;”, publicados em Paris em 2006. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É o sinal de uma paixão compartilhada, de um entendimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Visto que Fernando Pessoa foi o ponto de partida de um colóquio, quer por via telefónica, quer por escrito, embora na sua descontinuidade em todos estes anos, constituiu uma grande cumplicidade entre mim e Andrea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[…] Zanzotto é um poeta de catalogação difícil. […] Era perfeitamente consciente de ser um poeta antiquíssimo colocado, por acaso, na nossa contemporaneidade. Um daqueles vates que, como os pré-socráticos, recolhem as vozes do cosmos e as que circulam no nosso profundo. Pertence àquela rara família dos poetas “lunares” (a de Hölderlin, Rilke, Pessoa, Kafka e, antes de todos, Leopardi, na Itália).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[…] Hoje, a poesia que desejo recordar é “Náutica Celeste”: «&lt;em&gt;Desejaria retribuir-te a visita / nos teus reinos longínquos / ó tu que sempre / filha regressas ao meu aposento / dos céus, lua».&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Andrea partiu em visita.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;António Tabucchi – La Repubblica, 19 Outubro 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2145095752579755451?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2145095752579755451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2145095752579755451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2145095752579755451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2145095752579755451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/10/antonio-tabucchi-andrea-zanzotto.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-8529919196466559208</id><published>2011-10-17T17:32:00.001+01:00</published><updated>2011-10-18T15:38:41.644+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;A BARBÁRIE EM ROMA!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quantas perplexidades! Comecemos pelas primeiras sobre o que se passou, sábado passado, em Roma, num imponente cortejo de milhares de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A onda dos indignados manifestou-se em “951 cidades de 82 países do mundo”, onde tudo decorreu pacificamente e, acrescentemos, com alegria e civismo. Houve uma excepção, todavia, e com as piores características da violência pela violência, absolutamente sem freios: a manifestação na Cidade Eterna. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por que razão só em Roma nada foi previsto - pergunta generalizada - e não se organizou um mínimo de vigilância, quando, segundo os bem informados, havia sinais de prováveis infiltrações e actuação dos “profissionais da guerrilha”? Onde estavam os serviços de segurança interna?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segui atentamente as reportagens e os telejornais especiais (italianos) de sábado á noite e destes últimos dias. Os sentimentos de estupefacção, indignação e desconcerto nunca me abandonaram, pois as imagens de violência e destruição, levadas a cabo por aqueles facínoras, eram impressionantes! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ademais, todos eles eram claramente distinguíveis: rostos cobertos ou usando capacetes, alguns com máscaras antigás, vestidos de preto, enfim,&amp;nbsp;os sólitos e famigerados “Black bloc” (Bloco negro) ou afins. Por que não foi possível isolá-los?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi admirável a reacção dos manifestantes pacíficos, isto é, a esmagadora maioria, a opor-se a essas centenas de intrusos. Tarefa impossível, pois a guerrilha fora bem programada com antecedência e com uma preparação táctica de guerrilha urbana muito bem estudada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Infiltraram-se logo no início do cortejo, em pequenos grupos, apetrechados com bastões, cocktails molotov ou as chamadas “bombas papel”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Arrancaram os paralelepípedos das pavimentações para que a destruição fosse mais eficaz. Incendiaram tudo o que viram pela frente. Quantas vitrinas partidas -&amp;nbsp;de lojas, bancos, multi-bancos -&amp;nbsp;e quantas carcaças de automóveis incendiados, destruídos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um manifestante que tentou enfrentá-los, está no hospital com o risco de perder uma mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entretanto, o Comando da polícia dera instruções para que as forças da ordem, polícias e carabineiros, se concentrassem na zona onde se situam os palácios do poder: sede do Governo, Senado, Câmara de Deputados, etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O itinerário do cortejo fora autorizado fora dessa zona. Ninguém se preocupou, todavia, de nele infiltrar agentes que pudessem neutralizar quaisquer actos de violência, pois os organizadores da manifestação, por várias razões, não tinham condições para garantir um serviço de ordem. Segundo confessaram, porém, houve da parte deles uma certa ingenuidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando a polícia, mais tarde, teve de intervir em grande força, deflagrou uma guerrilha ainda mais violenta e as forças da ordem tiveram grande dificuldade em pôr em debandada aqueles delinquentes, cujas idades oscilavam ente os 17 e 30 anos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O vídeo de um polícia que conseguiu fugir do carro blindado incendiado – caso inédito - é a imagem mais concreta e ilustrativa do que se passou em Roma, durante cinco horas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quem eram aqueles facínoras que provocaram danos por cerca de dois milhões de euros, estragaram uma manifestação que atraiu quase duzentas mil pessoas, provindas de todas as regiões de Itália e do estrangeiro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quaisquer razões apresentem ou se sirvam dos sólitos álibis de indignados contra tudo e contra todos, &lt;strong&gt;nada, absolutamente nada, jamais poderá justificar a inaudita barbárie de sábado passado. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-8529919196466559208?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/8529919196466559208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=8529919196466559208' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8529919196466559208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/8529919196466559208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/10/barbarie-em-roma-quantas-perplexidades.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6488987111156320103</id><published>2011-10-10T15:43:00.001+01:00</published><updated>2011-10-11T17:06:44.809+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;SE AS MODERNAS CASSANDRAS FALASSEM MENOS… &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A Cassandra mitológica foi condenada a que ninguém acreditasse nos seus dons proféticos, embora autênticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Às nossas cassandras modernas nenhuma serpente dos templos lhes lambeu os ouvidos. Foram apenas tocados por umas bicadinhas de pavão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este género de cassandras ou profetas da desgraça já disseram tudo o que deveriam dizer; já prognosticaram todos os eventos possíveis, prováveis ou indefectíveis que varrerão o euro e, de caminho, desmoronarão a União Europeia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não seria tempo que estes especialistas e pseudo-especialistas de assuntos financeiros e económicos pusessem travão a tanta verborreia negativista, revirassem o assunto e ponderassem que o imprevisível pode estar sempre ao&amp;nbsp;virar de uma esquina? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se bem que a crise – talvez mais política que económica, segundo a opinião geral – seja verdadeiramente assustadora, instilar uma pequena dose de optimismo não seria recomendável?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que me perdoem os que falam com profundidade de conhecimentos reforçados pela experiência e que se exprimem, nos momentos oportunos, com uma pacatez equilibrada, embora sem esconder a realidade dos factos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No que concerne os restantes, quanto se tornaram repetitivos, monótonos, enfáticos - por vezes presunçosos - e deprimentes!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O “efeito dominó”, então, é o leitmotiv de todos os debates ou análises. Não seria oportuno que encontrassem outra metáfora mais original? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se cai a Grécia, os demais, e bem sabemos quem são estes demais, rolam por aí abaixo, mais como zombies sem reacções contrastantes do que pedras de um dominó. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas será mesmo assim? Dívidas soberanas ou plebeias que sejam, os países que se encontram a nadar contra a odiosa corrente das especulações financeiras, não saberão encontrar energias e ideias que atenuem o choque, que saibam opor um alto-lá a ganâncias e comecem a agir com forte determinação para equilibrar défices, repor credibilidade e impulsionar criatividades que sublevem a economia? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Devem estes países, as suas populações, vítimas da incompetência dos gestores da coisa pública ou de imprevistas calamidades naturais, curvar a cabeça à resignação e aceitar imposições de mercados chacais? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A sociedade civil deve sempre assistir com passividade a esta tempestade que abala e derruba certezas, que semeia angústias e concretiza a praga quase pandémica do desemprego? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Devemos nós, sociedade civil, assistir indiferentes aos passinhos de minuete dos dirigentes da Alemanha e França que nada decidem nem deixam decidir, que encorajam egoísmos e opiniões contraditórias dos países da Europa central e nórdica, os tais países virtuosos? Mas virtuosos em quê? Repare-se bem nas dívidas soberanas destes países: poucos respeitam os critérios de Maastricht. Critérios que, precedentemente, foram atropelados com desenvoltura e arrogância pelos países que hoje exigem rigor e sacrifícios aos “PIGS” pecadores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Reconheçamos, todavia, que na cimeira de Berlim da semana passada, foi consolador ouvir discursos e declarações, com uma certa determinação, sobre medidas que de há muito deveriam ser tomadas. É já um bom passo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente que estas observações não servem para justificar as cigarras portuguesas – governantes e governados – que entenderam não ser necessário um escrupuloso rigor nos orçamentos do Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acrescentemos ainda que, dar sempre carta-branca a políticas nebulosas e a políticos ambiciosos, cujo interesse e pensamento únicos é serem eleitos, é formalizar uma espécie de casta, os partidos, a quem não se exige um vasto património de ideias que os valorize e faça progredir o país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Bem desejaria ver o despertar da sociedade portuguesa para um interesse activo, dinâmico e persistente por tudo o que diz respeito a deliberações que levam ao progresso, bem-estar e dignidade do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Gostaria de ver esta sociedade civil, esta “consciência colectiva”, &lt;strong&gt;sempre tão&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;apática e conformada&lt;/strong&gt;, tornar-se mais participadora e que soubesse estimular iniciativas concretas sobre as instituições, o emprego, o trabalho, a escola e tantas outras causas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Protestar, manifestar por motivos generalizados nunca conduz a qualquer resultado: exterioriza-se a irritação ou desagrado, desabafa-se e, no ar, fica ou ficou o nada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Escolha-se uma determinada causa e pugne-se por essa causa. E ao defendê-la, insista-se neste conceito que ouvi sábado passado e que achei belíssimo: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não pedimos nada para nós, mas pedimos muito para todos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6488987111156320103?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6488987111156320103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6488987111156320103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6488987111156320103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6488987111156320103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/10/se-as-modernas-cassandras-falassem.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-35744047637451726</id><published>2011-10-03T16:22:00.000+01:00</published><updated>2011-10-03T16:22:26.222+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;OS NEUTRINOS DA SENHORA MINISTRA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acerca da experiência sobre a velocidade de feixes de neutrinos emitidos pelo "Centro Europeu de Investigação Nuclear” (CERN), em Genebra, e detectados no “Laboratório Nacional do Gran Sasso” (Abruzzo, centro de Itália), transcrevo o comunicado de imprensa (num italiano que deixa um pouquinho a desejar) da ministra italiana da “&lt;strong&gt;Instrução, Universidade e Investigação&lt;/strong&gt;”, &lt;strong&gt;Maria Stella Gelmini&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Dirijo o meu aplauso e as mais vivas congratulações aos autores de uma experiência histórica. Estou profundamente grata a todos os investigadores italianos que contribuíram para este evento que mudará o rosto da física moderna. A &lt;strong&gt;superação da velocidade da luz é uma vitória epocal&lt;/strong&gt; para a investigação científica de todo o mundo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Para &lt;strong&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;a construção do túnel entre o CERN e os laboratórios do Gran Sasso, através do qual se processou a experiência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, a Itália contribuiu com uma cifra actualmente estimável em 45 milhões de euros. Além disso, hoje a Itália apoia o CERN com absoluta convicção, com um contributo superior a 80 milhões por ano e os eventos que estamos vivendo confirmam-nos que se trata de uma escolha justa e clarividente.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos tivemos ocasião de ler explicações sumárias sobre o que é um neutrino e compreender como decorreu a experiência supracitada. Os jornais procuraram dar informações ao alcance da generalidade dos leitores. Também compreendemos que é uma partícula subatómica “sem carga eléctrica e com massa quase insignificante que atravessa tudo o que encontra pela frente, mesmo que seja um muro de chumbo tão espesso como o inteiro sistema solar”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Para os neutrinos, as rochas são transparentes; não necessitam de galerias”. Porém, para a senhora Maria Stella Gelmini - Ministra da Instrução, Universidade e Investigação, convém acentuar - tinha de existir um túnel de Genebra ao Gran Sasso: 730 km pela módica contribuição de 45 milhões €!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Oh! santa ignorância! Além de não saber do que estava a falar, ninguém desconhece que os túneis até hoje construídos não ultrapassam as dezenas de quilómetros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Explodiram as críticas de cientistas, investigadores, estudantes e de pessoas informadas sobre estas matérias, dando grande relevo às duas principais calinadas: existência de um túnel; a “superação da velocidade da luz como vitória epocal da investigação científica”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Ministro, nada há que exultar porque alguém, pela primeira vez, bateu a velocidade da luz. Mas «somente» porque o grupo de António Ereditato relevou que qualquer coisa, os neutrinos, parecem viajar, de há milhares de milhões de anos, a velocidade superior à da luz&lt;/em&gt;” – Pietro Greco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desabou uma saraivada de chacota, sarcasmos e ironia sobre o “túnel Gelmini”, quer nos jornais, quer no Web. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eis alguns exemplos: “Percorri aquele túnel em Lambreta; agora compreendo por que não havia sinalizações sobre o limite de velocidade”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Bicha de neutrinos à entrada de Gran Sasso. Aconselhamos percursos alternativos”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Já foram instituídos controlos no Túnel Gelmini: Quem sois? Aonde ides? Sou um neutrino”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando vejo esta senhora a pontificar como ministra da Instrução, conhecendo os seus limites e o modo como superou a parte final e a mais difícil do seu curso para chegar ao título de advogada, a minha reflexão é sempre idêntica: repare-se bem em toda a classe dirigente que rodeia Berlusconi e que este escolheu. Salvo raras excepções, demarca-se por ignorância, arrogância e absoluta “falta de chá”. As gafes já nem se contam, sendo Berlusconi o &lt;em&gt;gaffeur&lt;/em&gt; n.º 1, obviamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;Mais que um Governo, é um Cabaret&lt;/em&gt;”: título de um artigo na revista L’Espresso, de 28 de Setembro 2011.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E a lista dos deslizes, neste “Governo Cabaret”, não somente é hilariante, como deprimente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eis os conhecimentos, por exemplo, de Gianfranco Rotondi, ministro para a “Actuação do Programa”, sobre os internautas: “A rede é frequentada por bloguistas e &lt;strong&gt;internetautos&lt;/strong&gt;”. O mesmo ministro, sobre Berlusconi: "É um santo putanheiro”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No elenco hagiográfico estará já assinalado um santo deste género? Se não está, informe-se o Vaticano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas fiquemo-nos por aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-35744047637451726?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/35744047637451726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=35744047637451726' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/35744047637451726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/35744047637451726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/10/os-neutrinos-da-senhora-ministra-acerca.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6809759508293953648</id><published>2011-09-26T15:24:00.002+01:00</published><updated>2011-09-26T18:41:03.932+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;UMA DAS PIORES CULPAS DE ISRAEL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A pior culpa do povo de um qualquer país democrático, no acto electivo, é escolher governos fundamentalistas. E por governo fundamentalista entendo o que apenas sabe dar voz a populismos arreigados. O que apenas entende que as próprias razões, princípios e programas são os verdadeiros, sacrossantos e, portanto, devem impor-se a quaisquer outras teses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Noto também que muitos destes princípios assentam numa informação deformada sobre os factos e realidades que mereceriam, para bem de todos, uma ponderação honesta e de grande profundidade. Abstraindo a percentagem dos fanáticos, são estas deformações que alimentam a intolerância da população menos culta; a qual, por vezes, constitui a maioria de um país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O actual Governo de Israel – coligação de "centro e extrema-direita" - é o melhor exemplo de uma administração deste género.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente que, da parte palestiniana, fundamentalismos ou exigências irreais mais contribuíram para o reforço das pretensões e intransigências do outro lado. Porém, essas intransigências são inaceitáveis, quando alicerçadas, sobretudo, numa superioridade militar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sempre tive muita simpatia por Israel, sempre lhe darei razão quando defende o seu direito de existir como país e como povo. Precisamente porque lhe reconheço esse direito irrefutável, não o posso desculpar quando apenas considera as suas razões e esquece que existe um outro povo que tem igual direito e razões idênticas para reclamar o Estado da Palestina. Aliás, este princípio foi e é reconhecido pelas duas partes; as complicações surgem quando é necessário dar-lhe forma definitiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Atribuo ao governo Netanyahu, principalmente a este governo, o impasse das negociações de paz; o obstrucionismo sobre um acordo justo e equitativo tanto quanto possível para as duas partes; o isolamento, muito perigoso, em que colocou o seu país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;Nunca estive tão preocupado com o futuro de Israel. O desmoronamento dos pilares da segurança de Israel – a paz com o Egipto, a estabilidade da Síria e a amizade com a Turquia e Jordânia – juntamente com o governo mais inepto, sob o ponto de vista diplomático e mais incompetente sob o ponto de vista estratégico da sua história, colocaram o Estado Hebraico numa situação perigosíssima&lt;/em&gt;”. – Thomas L. Friedman&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E é esta uma das piores culpas do Estado de Israel: ter dado maioria a extremas-direitas, pois na coligação de “centro e extrema-direita” que o governa, não se sabe onde acaba o centro e começa a direita fundamentalista, intransigente e irresponsável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em política, detesto os extremismos. No entanto, se a extrema-esquerda afoga na irrealidade e inexequibilidade de doutrinas já falidas, a extrema-direita (muitas vezes bem escondida sob um manto esquerdista) conhece mil maneiras falaciosas de enganar ou exaltar tendências sempre latentes nos perenes egoísmos dos cidadãos. Onde governam, dão sempre um amplo exemplo de mesquinhez, de horizontes sociais muito limitados e, por vezes, de uma truculência fora dos cânones de um país civilizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;****&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, solicitou a admissão da Palestina na ONU como um Estado independente e soberano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não creio que seja o momento justo para uma admissão plena, mas aprovo o acto de Mahmud Abbas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A Palestina, com o decorrer dos anos e de todas as vicissitudes por que tem passado, encontra-se dispersa em várias zonas e formando diversas entidades, enumeradas e quantificadas&amp;nbsp;por Bernardo Valli, grande jornalista de La Repubblica: 1 milhão de habitantes no território de Gaza; na Cisjordânia, 2 milhões e seiscentos mil; em Jerusalém, 300 mil; 5 milhões de palestinianos que vivem, de há décadas, em campos de refugiados; cerca de um milhão e trezentos mil palestinianos com cidadania israeliana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em face desta fracturação, onde as diversas entidades reclamam as próprias exigências e onde não há uma clara união de interesses, eis por que penso não seja ainda o momento adequado para admitir a Palestina como membro absoluto da ONU. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se a Assembleia Geral lhe conceder o estatuto de observador permanente sem direito de voto – a “solução vaticana”, como lhe chamam – sem o voto decisivo do Conselho de Segurança, penso que para a Autoridade Palestiniana seria já um bom resultado e um motivo forte para entrar seriamente em negociações de paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paralelamente, quão grande seria o milagre se aquela consistente percentagem de israelianos que desejam a paz e boa vizinhança com os palestinianos, partindo do isolamento em que os lançou o seu Governo “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;inepto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;e incompetente&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”, se lançassem nas ruas de todo o país, numa indignação bem gritada e persistente, o forçassem a escolher outros dirigentes sérios, equilibrados, responsáveis, dignos de uma democracia clarividente e completamente alheia a fundamentalismos religiosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Enfim, outros dirigentes que procurassem emular o gesto de Ytzhak Rabin quando estendeu a mão a Arafat.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6809759508293953648?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6809759508293953648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6809759508293953648' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6809759508293953648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6809759508293953648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/09/uma-das-piores-culpas-de-israel-pior.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-178011907826699021</id><published>2011-09-19T16:53:00.000+01:00</published><updated>2011-09-19T16:53:53.226+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;E NÃO SE VAI EMBORA!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando abro os jornais ou escuto os noticiários, tenho sempre a grande esperança de, finalmente, ser informada que Berlusconi se demitiu ou foi demitido. Definitivamente. Esperança vã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A actual situação política italiana é um desastre. Por razões muito, mas muito menos graves do que as baixezas que, numa sucessão doentia, o primeiro-ministro contínua a infectar a credibilidade nacional, qualquer outro Governo já de há muito seria demissionário, varrido completamente. Mas a maioria que o sustenta é completamente destituída de sentido de Estado e respeito pelos interesses do país que representa - país este em grande crise e tão ameaçado pela crise global.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em tantos anos que voto e conheço a política italiana, nunca vi uma maioria de Governo tão baixa, embora contenha uma percentagem de pessoas de grande dignidade. Pessoas estas, todavia, sem coragem de opor o seu voto à persistência de uma governação que apenas salvaguarda interesses de parte, a parte pior. Mas, acima de tudo, é uma governação transformada numa espécie de trincheira que protege o primeiro-ministro de prestar contas à Justiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E não contente com isto, lança uma campanha mediática contra a magistratura; sempre tratada, aliás, como o pior inimigo. Argumento central: “Não é normal um país onde a magistratura põe sobre escuta o telefone do primeiro-ministro”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Asneira. A magistratura investiga suspeitos de crimes comuns.&amp;nbsp;A imprensa séria imediatamente corrigiu a aleivosia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;"&lt;em&gt;Não é normal um país onde um magistrado não pode&amp;nbsp;pôr sob escuta um traficante de droga, um homiziado ou&amp;nbsp;um corrupto sem&amp;nbsp;embater-se, cedo ou tarde,&amp;nbsp;na inconfundível voz do primeiro-ministro&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Não é culpa dos magistrados de Nápoles ou Bari se o chefe do governo passa horas e horas ao telefone com trapaceiros, delinquentes ou suspeitos que devem ser investigados&lt;/em&gt;” - Curzio Maltese&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transcrevo algumas passagens do editorial de ontem de &lt;strong&gt;Eugénio Scalfari&lt;/strong&gt;, fundador do jornal La Repubblica. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dá um perfeito retrato da situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;*****&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;em&gt;Um Premier à Deriva, Conivente e Chantageado"&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[…] &lt;em&gt;Nós, de há um tempo a esta parte, não estamos a ser governados. De há uns tempos, o nosso País precipitou até ao último degrau da credibilidade internacional. &lt;strong&gt;O “premier” que guia o governo tornou-se numa anedota, as chancelarias evitam de o encontrar, as autoridades europeias, às quais ele pede a esmola de um encontro, recusam-se a comparecer junto dele nas conferências de imprensa&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Serão necessários anos e anos antes de podermos recuperar a dignidade perdida; será necessário um esforço tenaz para restaurar as instituições, ocupadas e insidiadas por uma verdadeira corja da qual o “premier” faz parte e pela qual é sistematicamente chantageado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Nestes últimos dias, a curiosidade da opinião pública concentrou-se, sobretudo, no desfile de prostitutas ou de “raparigas de vida” fornecidas pelo abastecedor a pedido do primeiro-ministro e aviadas para as residências privadas ou semipúblicas deste último. &lt;strong&gt;Mas a atenção principal, pelo contrário, deveria endereçar-se para os contactos sistemáticos do chefe do governo com alguns trapaceiros, a começar por aquele Lavitola que, simultaneamente, o serve e o chantageia. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;É certamente escandaloso que, enquanto o País atravessa a sua crise económica mais grave, &lt;strong&gt;o “premier” confidencie às raparigas que se lhe concedem que ele é&amp;nbsp;primeiro-ministro nas “horas vagas” ("a tempo perso"&lt;/strong&gt;). &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;É igualmente escandaloso que passe o tempo de trabalho com os seus advogados, a fim de evitar os processos e sufocar as escutas telefónicas, em vez de estudar os dossiês da dívida, do desemprego, de uma economia que é o último vagão do vacilante comboio europeu.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Mas o escândalo que não tem precedentes na história de Itália é a conivência do chefe do executivo com um bando que, explicitamente, mete as mãos na caixa do Estado, deturpa e convulsiona as instituições, os contratos públicos, as empresas públicas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;[…] Esta é, portanto, a situação na qual se encontra o nosso País: o presidente do executivo colude com trapaceiros que miram engordar as suas carteiras com&amp;nbsp;recursos públicos; com eles usa o tratamento tu; com eles troca beijos e abraços; com eles programa encontros e favores, introdu-los na administração pública, intervém a protegê-los quando se sentem ameaçados, financia-os com dinheiro vivo para não deixar vestígios, fala através de telefones com sistema antiescutas (assim esperam).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;[…] Quanto mais precipita a credibilidade de Berlusconi, mais aumenta a do Presidente da República. (&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;O sublinhado a negrito é meu)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Scalfari, na parte final do seu artigo, faz um apelo a este grande&amp;nbsp;Presidente&amp;nbsp; para que intervenha no Parlamento, segundo os poderes que lhe confere a Constituição, com uma forte mensagem sobre a mísera credibilidade do Governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fá-lo-á? Aguardemos. Mas, entretanto, o homem permanece agarrado ao governo como uma lapa… e não se vai embora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-178011907826699021?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/178011907826699021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=178011907826699021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/178011907826699021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/178011907826699021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/09/e-nao-se-vai-embora-quando-abro-os.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7939143635697363918</id><published>2011-09-12T16:20:00.000+01:00</published><updated>2011-09-12T16:20:44.186+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;UMA GRANDE TRAGÉDIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;PESADÍSSIMAS CONSEQUÊNCIAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Falar do&amp;nbsp;11 de Setembro, concentrando a atenção nos pormenores daquela grande tragédia, seria mais uma voz repetitiva sobre a consternação de tanta dor, raiva, desorientação perante a surpresa daquele crime de fanáticos que nada, absolutamente nada poderia e pode justificar. Aconteceu, e naquele momento, os povos civilizados, não imbuídos de fanatismos, todos se sentiram americanos, e muito justamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas da tragédia de há dez anos, nasceram outras tragédias, numa cadeia interminável de consequências: guerras inexplicáveis; ressurgimento de xenofobias e racismos que tinham sido banidos, refutados, mas infelizmente sempre latentes; regimes políticos que descambaram para a aridez de um conservadorismo muito próximo dos nacionalismos de triste memória. E sobre este aspecto, a Europa começou a dar um inesperado e triste exemplo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Viu-se como inevitável a guerra no Afeganistão, país onde o terrorismo assentara bases. Compreenderam-se as razões dos Estados Unidos em atacar e destruir aquelas células de terroristas, após o drama do World Trade Center, o “Ground Zero” de Nova Iorque. Todavia, qual a razão válida e justificativa da guerra no Iraque, debilitando o impulso que justificou os ataques no Afeganistão e enfraquecendo, portanto, as acções neste território?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E assim surgiram duas guerras infindáveis! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não somente infindáveis, mas grávidas de tantas outras tragédias com um tremendo cortejo de destruição, mortes e ódios que se expandiram por todos os continentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguém, oficialmente, explicou aos cidadãos americanos os motivos por que se usaram subterfúgios e mentiras sobre a guerra no Iraque? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguém pôs o acento sobre ávidos interesses petrolíferos? Alguém explicou que essa seria uma causa abjecta da invasão daquele país, quando existiam iniciativas bem diversas para ajudarem os cidadãos iraquianos a libertarem-se de Saddam Hussein e darem avio a um regime democrático?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Detestei a forma como executaram o ditador. Talvez porque abomino a pena de morte. À barbárie não se responde com outra barbárie e actos de justiça não correspondem a actos de vingança selvagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Penso que haveria outros modos de punir severamente tiranos daquele jaez. Mas também compreendo reacções fortes ante quem eleva actos desumanos e criminosos a sistema de governo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanta instabilidade, porém, criou esta guerra inoportuna e quantos cidadãos inocentes foram sacrificados! E não omitamos a prática de tortura e humilhações, na famigerada prisão de Abu Ghraib, por alguns soldados americanos. Foram castigados, mas estes primários imbecis contribuíram para o reforço da concepção de uma guerra estúpida e inexplicável, além de desacreditarem o próprio país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O anti-islamismo proliferou e reforçou-se após o onze de Setembro. Na Europa, cresceu a onda anti-imigração muçulmana e certos partidos, reconhecidos como xenófobos, incluíram nos seus programas uma clara aversão à religião islâmica. Dou o exemplo da Liga Norte, na Itália.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando se manifestam sobre este tema, mais se acentua o meu desdém por estas ideias repugnantes. E mais nojentas se tornam quando são expressas por pessoas que se ocupam de política. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ademais, não admito que se hostilize quem quer que seja pela religião que professa, pois todas são dignas do maior respeito. É uma opinião banal, eu sei, mas a única justa e adequada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paralelamente, recrudesceu a perseguição aos cristãos em vários países muçulmanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tem-se a impressão, todavia, que nos últimos tempos se vai verificando uma aproximação e um diálogo inteligente entre as várias religiões. Oxalá deixe de ser uma impressão e se torne num facto real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como última consequência – consequência que a maior parte dos analistas não deixou de relevar - no afã em que se perdeu o Ocidente na caça ao terrorista e no consequente custo de milhares de milhões de dólares ou euros, o crescimento económico da China explodiu e os seus tentáculos no açambarcamento das matérias-primas não conhece fronteiras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A&amp;nbsp;economia americana retrocedeu, a crise económica e financeira instalou-se. Que os bons fados nos concedam bons ventos e óptimos timoneiros para ultrapassarmos a tempestade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7939143635697363918?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7939143635697363918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7939143635697363918' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7939143635697363918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7939143635697363918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/09/uma-grande-tragedia-pesadissimas.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2722117746732659637</id><published>2011-09-05T16:18:00.000+01:00</published><updated>2011-09-05T16:18:07.688+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;AS FALSAS SOBERANIAS &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente que são oportunos e aconselháveis certos encontros e conversações do nosso Primeiro-Ministro com os chefes daqueles governos que se autoproclamaram instituição número um da UE e, portanto, são eles quem faz o bom ou o mau tempo dentro da União. Refiro-me, obviamente, a Berlim e Paris. Os outros membros assistem!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já não me agrada o modo quase subserviente como se procura entrar nas boas graças de um deles, Angela Merkel, a “Senhora mais potente do mundo”, segundo as conhecidas listas da revista Forbes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Passos Coelho poderia ter evitado certas opiniões de alinhamento – sobre &lt;em&gt;eurobonds&lt;/em&gt;, por exemplo - que mais se assemelham ao papaguear da liçãozinha de um aluno bem comportado que a um aturado raciocínio sobre este assunto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Imediatamente lhe fez eco o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, repetindo a opinião da chanceler alemã: as obrigações europeias (eurobonds) “são uma transferência de soberania”. Mas qual soberania?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um pedido de ajuda, não gratuita, que parte de uma grave contingência e é apresentado com lealdade e ponderação, jamais deve prescindir da dignidade de quem dela necessita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto às “euro-obrigações” – títulos de dívida pública europeus - tal como foram propostas e defendidas por insignes europeístas (Mário Monti e Jean-Claud Juncker, por exemplo), significariam, acima de tudo, mais um escudo contra arremetidas de especulações financeiras bem orquestradas, além de criar situações de coesão e maior equidade nas taxas de juros, que diminuições de soberania de quem quer que seja. Ademais, não entrariam no mercado sem uma estrutura de regras bem claras e condições severas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em vez de ponderarem seriamente a questão, a relutância dos governos de França e Alemanha, sobretudo este último, tresandam a exclusivos e cegos interesses nacionais, quando, neste momento, do que mais necessita o euro é de uma “injecção de confiança” e de iniciativas enérgicas contra os ataques a que o submetem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se corresponde à verdade o que escreveu Wall Street Journal, deveria ser obrigatório, a todos os políticos de boa vontade, a leitura do relatório privado de 54 páginas de Alan Brazil, “o estratega mais importante” da sólita banca das indecências financeiras, &lt;strong&gt;Goldman Sachs&lt;/strong&gt;, e que foi enviado aos melhores clientes deste banco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Muito elucidativo quanto às sugestões sobre “uma estratégia de especulação da rebaixa, como ganhar com o desastre global &lt;strong&gt;e apostar na queda do euro&lt;/strong&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O mais estranho de tudo isto é a informação que Goldman Sachs é consultor do Governo espanhol. Será verdade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas voltemos à Senhora Merkel. É assim tão potente como a apresentam? Será mesmo um líder que mereça amplo respeito e admiração, dentro e fora de casa? Dentro do próprio país, não me parece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vejamos o que nos informa um artigo amplo e bem estruturado de Andrea Tarquini, no jornal La Repubblica de quarta-feira passada, sobre o clima político que se respira na Alemanha:”&lt;em&gt;A Última Trincheira de Angela Merkel&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A maioria dos eleitores alemães deixou de acreditar na liderança do seu governo federal: 75% desaprova-o quanto à resposta que deu à crise do euro; 55% já nada espera das capacidades de A. Merkel para salvar a Alemanha e a Europa da crise; não lhe perdoaram ter-se posto ao lado da China e Rússia, na ONU, sobre o caso Líbia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eleitores da sua área política perguntam: “&lt;em&gt;Que fizeram do europeísmo e da fidelidade ao Ocidente, os valores constitutivos da nossa democracia nascida das ruínas?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Helmut Kohl critica o governo sem reservas: “&lt;em&gt;Perdeu a bússola. Já não é um Grande atendível. Arriscamos a nossa fiabilidade perante a Europa e o resto do mundo” &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O outro Helmut (também ex-chanceler) Helmut Schmidt, numa entrevista ao jornal Die Zeit e também publicada em La Repubblica, aplaude e reforça as críticas de Kohl.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;Por causa dos erros da Merkel, a Alemanha está a perder a confiança dos europeus. É necessário que o mundo confie nos alemães e, actualmente, não é este o caso. Nem em Paris nem em Londres nem noutras capitais europeias. Os nossos vizinhos, neste momento, já não podem fiar-se dos alemães incondicionadamente. Enfrentam enigmas, interrogam-se sobre o que pretendem os alemães. Estes deram à Europa e ao mundo a impressão que a paz e o acordo dentro da CDU-CSU ou as eleições regionais são mais importantes do que a certeza que a integração europeia deve prosseguir.”&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Líderes carismáticos ou péssimos, talvez esta malfadada crise nos ofereça duas lições de elementar bom senso: avaliar com mais atenção quem elegemos. Mas seremos capazes disso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pretender a máxima transparência sobre como e onde se aplicam os dinheiros públicos. Será utopia, mas tentemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2722117746732659637?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2722117746732659637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2722117746732659637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2722117746732659637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2722117746732659637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/09/as-falsas-soberanias-certamente-que-sao.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2442998023296538723</id><published>2011-08-29T16:25:00.001+01:00</published><updated>2011-08-29T17:49:24.460+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;HÁ MUITAS EVIDÊNCIAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O artigo de opinião de Vasco Pulido Valente, no jornal “&lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;” de sábado, 27 de Agosto, ocupa-se de “A Evidência”: uma evidência que denuncia a frustração do “Estado social”. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pulido Valente escreve: &lt;em&gt;“E se tudo isto não for, no fundo, uma crise, mas for o colapso definitivo do que se chama o Estado Social ou, com mais pedantismo e menos propriedade, o «modelo social europeu», com que vivemos, ou tentámos viver, neste último meio século&lt;/em&gt;?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Depois de referir-se às grandes despesas com o SNS e aos enormes gastos com os remédios, prossegue: “&lt;em&gt;Quem os paga? E onde se arranja o dinheiro para os pagar? E quem paga o ensino e as pensões? Para não falar da infinidade de subsídios de vária espécie a que o cidadão normal se acha com direito…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[…] &lt;em&gt;Não é o «capitalismo selvagem» que a persegue através de mercados malévolos. É a realidade. As sociedades da social-democracia, que um conjunto especial de circunstâncias por um momento permitiu, não voltam. Chegou a altura de perceber claramente esta evidência&lt;/em&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Parece que o Senhor Pulido Valente, ao escrever este artigo, limitou muito os horizontes de observação, pois haveria tantas outras evidências que agigantaram e prolongaram no tempo esta desgraçada crise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Primeiro, esqueceu certos precedentes que fizeram deflagrar “capitalismos selvagens” e os tais “mercados malévolos”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Comecemos pelo principal: Reagan e a sua revolução de “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Estado mínimo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;”, quando aviou um sistema financeiro sem regras, uma desregulamentação que se tornou num “verdadeiro artigo de fé, o ponto n.º 1 do capitalismo”. Menos impostos, maiores gastos com armamentos, menos gastos com despesas sociais, pois a segurança social “cria um espírito de assistidos que favorece a preguiça e irresponsabilidade”, uma grande dívida pública. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este&amp;nbsp;famoso &lt;em&gt;reaganomics&lt;/em&gt; significou, nos anos oitenta, êxito, dinamismo e prosperidade? Certamente, mas que herança deixou? Um neoliberalismo sem freios que escavou um grande fosso entre os poucos ricos e os muitos pobres; uma subserviência da política aos interesses económicos, incapaz de reagir, hoje, às tempestades provocadas pelos mercados financeiros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo, esqueceu a mediocridade da política ocidental e dos péssimos líderes que as governam, insistentemente denunciada por vozes competentes, idóneas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;“A governar hoje as nossas existências não é a política, com a sua capacidade de domínio inteligente sobre os interesses. Não existe o soberano eleito com um mandato a prazo. &lt;strong&gt;Soberanos são poderes não eleitos, como os especuladores da bolsa e as agências de rating&lt;/strong&gt; que contorcem as nossas vidas e são os novos tribunais da democracia. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Ou são poderes que poderiam representar-nos – a UE, o seu Banco Central – mas que não têm uma verdadeira autoridade, porque os velhos Estados-nação lha negam&lt;/em&gt;”. – Bárbara Spinelli ("&lt;em&gt;Os Soberanos da Crise&lt;/em&gt;")&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E nessa ordem de ideias, não é admissível que um título soberano (sempre a infeliz Grécia!) deva pagar cerca de 40% de taxas de juro. Fico indignada - aliás, horrorizada – quando leio estas informações e verifico a displicência como tudo isto é tido como transacções naturais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como pode um país entrar numa retoma de crescimento e, consequentemente, criar postos de trabalho, cujo PIB nem sequer consegue pagar os juros da sua dívida soberana?! Bárbaro e desumano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Relativamente ao Estado social no nosso País – bem como ao de outros países europeus - não se pode negar que houve excessos de gratuitidade onde se poderia dispensar e pouca fiscalização no modo como a segurança social tem funcionado; que houve superabundância de subsídios, não raramente injustificados. Isto, sim, é uma evidência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todavia, alguma vez manifestámos interesse em saber como tudo se processa e quais entradas devem sustentar o serviço nacional de saúde? Alguma vez procurámos conhecer a multiplicidade de instituições, úteis e inúteis, cujas despesas devem ser saldadas pelas receitas do Estado? Alguém procurou informar-nos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não penso seja a crise a fazer colapsar o modelo social europeu em que vivemos ou este a origem da crise.&amp;nbsp;É um modelo de grande civismo e humanidade. Basta saber aplicá-lo com acuidade, justiça e equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As evidências de tantas realidades negativas são várias. Só as não vê quem não procura a verdade. E cabe à política a pior culpa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Na crise que atravessamos, a linguagem da verdade é uma arma fundamental. Se a política está a falir, é porque, voluntariamente, ignorou esta arma durante anos”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E nós, cidadãos, limitamo-nos a viver como se nada nos dissesse respeito e tudo nos devesse passar ao lado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2442998023296538723?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2442998023296538723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2442998023296538723' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2442998023296538723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2442998023296538723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/08/ha-muitas-evidencias-o-artigo-de.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-3642845738525128848</id><published>2011-08-22T15:46:00.001+01:00</published><updated>2011-08-22T15:46:02.334+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;RAZÕES POR QUE CRIAMOS UM BLOGUE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Partindo de uma troca de opiniões com o bom amigo, colega radioamador e autor do blogue “Dispersamente”, hoje quero escrever sobre a razão, ou razões, que nos entusiasma a criar um blogue e nele registarmos tudo aquilo de que desejamos falar, reflectindo ou espontaneamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E quase sempre, na reflexão que faz avolumar o que temos no pensamento, surgem aspectos que até aí se aninhavam no subconsciente e a que não dávamos grande centralidade. Escrevendo, realiza-se esse milagre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Neste momento estou a recordar meu professor de Pedagogia e Psicologia, também director da “Escola do Magistério Primário” de Braga, o Dr. Olindo Casal Pelayo. A palavra subconsciente introduzia-a em quase todos as lições de psicologia que nos ministrava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pelos anos fora, quando esta palavra se me apresentava ou apresenta, imediatamente a associo ao Dr. Pelayo. E já lá vão tantos anos! Mas desviei-me do assunto. Continuemos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Escrevendo no blogue, expandimo-nos sobre um determinado tema que mais captou o nosso interesse e atenção, sem o temor de sermos interrompidos. Não menos importante – mas talvez mais importante - frequentemente por falta de interlocutor que compartilhe das nossas curiosidades, opiniões ou, melhor ainda, que tenha o gosto da conversa, saiba ouvir, demonstre interesse e queira exprimir-se, mesmo que conteste abertamente o que afirmamos, o que dá mais sabor à conversa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tudo o que até aqui escrevi serviu para dizer, e como já confessei várias vezes, que uso o meu blogue para conversar… comigo mesma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há dias, reli o livro de &lt;strong&gt;Theodore Zeldin: “Elogio da Conversa&lt;/strong&gt;”. É uma edição da Gradiva, 1.ª edição 2000, páginas 111. É interessantíssimo e lê-se num instante. Ademais, é enriquecido com ilustrações verdadeiramente originais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Talvez a releitura deste livro e os comentários que troquei com o António (www.dispersamente.blogspot.com) me impelisse a escrever, hoje, sobre o prazer da conversa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tudo neste livro me agradou e nele encontrei eco ao que sempre pensei, embora subconscientemente. Theodore Zeldin (historiador e sociólogo inglês) abriu-me as portas e melhor soube compreender o quanto é agradável e utilmente significativa uma boa conversação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como tenho o “feio” vício de sublinhar a lápis, nos meus livros, todas as passagens que mais me agradam ou as que me merecem contestação, transcrevo alguns destes sublinhados, na página 92/94/95 de o “&lt;em&gt;Elogio da Conversa”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;[…] &lt;em&gt;A conversa sem pensamento é vazia. Se modificarmos a nossa maneira de pensar, estamos a meio caminho de modificar o mundo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Encaro o pensamento como a reunião de ideias, as ideias a namorarem umas com as outras, a aprenderem a dançar e a abraçar-se. Aprecio isso como um prazer sensual. As ideias estão constantemente a navegar no cérebro, como os espermatozóides à procura do óvulo. O cérebro está cheio de ideias solitárias a suplicar-nos que as decifremos, que as consideremos interessantes. O cérebro preguiçoso arruma-as em velhos cacifos, como um burocrata que não quer ter maçadas. O espírito vivo extrai, selecciona e cria novas obras de arte a partir das ideias. […]&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;As ideias não precisam apenas de se encontrar, mas também de se abraçar […] Uma vez que a religião ainda continua a dominar a conversa em muitas partes do mundo, parece-me urgente e interessante pôr os crentes e os não crentes a conversar. […] &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O último período do segundo parágrafo é reservado aos génios que, das ideias, criam obras de arte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aos banalíssimos mortais é-lhes oferecida a colheita de muitas sugestões com que possam vivificar os seus normalíssimos cérebros… se estes não são preguiçosos, obviamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-3642845738525128848?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/3642845738525128848/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=3642845738525128848' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3642845738525128848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3642845738525128848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/08/razoes-por-que-criamos-um-blogue.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-3802218423905823547</id><published>2011-08-15T16:42:00.001+01:00</published><updated>2011-08-15T17:01:20.222+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;"&lt;/span&gt;FINANÇA CRIATIVA, FINANÇA CANALHA”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei onde ouvi o anátema “finança criativa, finança canalha” contra mais este género de finança. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Embora não possa indicar a fonte, uso tal anátema, abusivamente, como título deste texto, pois vai ao encontro de tantas perplexidades a que não encontro respostas claras&amp;nbsp;e convincentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Explicam esta locução (&lt;em&gt;creative finance&lt;/em&gt;) como um esforço do intelecto humano para “encontrar soluções, inventando providências ou iniciativas fiscais e monetárias, a fim de resolver graves problemas financeiros”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paralelamente, também se pode interpretar como espertezas de dirigentes políticos que têm de enfrentar a crise que nos atenaza e cujo intelecto é pouco criativo, de&amp;nbsp;vistas curtas ou sentem-se desnorteados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E desgraçadamente, é a realidade actual que abrange toda a classe política do Ocidente, aqui e além Atlântico!&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Haveria ainda outra explicação: oportunidade de adoptar medidas politicamente incorrectas, anteriormente inoportunas e deploráveis; concretizar teorias neoliberais desumanas, pois tudo é sacrificado à soberania do mercado financeiro, obliterando a quase totalidade das conquistas sociais do século passado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esta infindável&amp;nbsp;crise, portanto,&amp;nbsp;é o instrumento que afunda tudo e tudo justifica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É curioso que, nestas finanças criativas, as medidas que mais enfeitiçam os governos concentram-se nos sacrifícios que devem ser impostos ao grosso da população, isto é, as classes médias&amp;nbsp;e baixas. Sobretudo, as pessoas de rendimento fixo e as que pagam, pontual e civilizadamente, os respectivos impostos. Em todas as latitudes, sempre e só estas as vítimas sacrificais!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Abater privilégios excessivos e injustificados ou mordomias sistémicas; perseguir ganhos ilícitos; taxar devidamente riquezas ostensivas: estas e outras medidas similares são dificílimas de penetrar nos cérebros que devem decidir. Verifica-se, nestes casos, um total bloqueamento de ideias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Gostaria, por exemplo,&amp;nbsp;de ver o anúncio de um programa severo de caça à evasão fiscal, muito difusa em todo o território; de ver uma busca sistemática dos frequentadores - mesmo quando o são através de um clique - dos paraísos fiscais; saber de tentativas, sérias e persistentes, de recuperação dos ingentes capitais ali escondidos e sonegados aos impostos e à economia do país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas os órgãos de Governo, sobre estes temas, ou não os consideram ou mantêm-se perenes balbuciantes sem coragem de os enfrentar. Qual a razão? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por último, gostaria de ver uma maior acuidade e rigor na observância do que se passa na Madeira; saber de intervenções das autoridades competentes, incisivas e drásticas, sobre um despesismo anómalo e, acima de tudo, quem tem beneficiado dos milhões irrorados naquela região autónoma: o povo madeirense em geral ou as clientelas, compadres e apadrinhados? A pergunta é lícita; a resposta deveria ser obrigatória.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Finança criativa, finança canalha. Sinceramente, a verdadeira finança canalha vejo-a nas ultimamente famosas “&lt;strong&gt;vendas a descoberto&lt;/strong&gt;” (&lt;em&gt;short selling&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nunca pude compreender onde estaria a forma correcta e decente de mover-se nos mercados financeiros, usando títulos emprestados, vendendo-os ao desbarato, semeando confusão e apreensões, recomprá-los quando atingiram o fundo, restituí-los e metendo ao bolso os ganhos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tudo isto anima e dá movimento ao mercado? Nestas vendas a descoberto há a certeza que tudo procede de modo transparente, que são imunes dos tais rumores que dão um empurrão à queda dos títulos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tenham juízo e arranjem outras formas leais e construtivas de mercadejar nas Bolsas de Valores. Pelo menos que nós, profanos, possamos compreender a bondade dos métodos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-3802218423905823547?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/3802218423905823547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=3802218423905823547' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3802218423905823547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3802218423905823547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/08/financa-criativa-financa-canalha-nao.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-339271447766544090</id><published>2011-08-08T15:54:00.003+01:00</published><updated>2011-08-09T15:42:46.011+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;O ESPECIALISTA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Especialista&lt;/strong&gt;: indivíduo que possui habilidades ou conhecimentos especiais ou excepcionais em determinada prática, actividade, ramo do saber, ocupação, profissão, etc. – Dicionário Houaiss.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como o vocábulo deriva de especial, podemos alargar o campo semântico e colocá-lo em variegados contextos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O jornal Público de quarta-feira passada informou que o Governo nomeara 51 especialistas para os seus gabinetes, em 42 dias; faltava ainda comunicar as nomeações para os ministérios da Educação, Negócios Estrangeiros e Justiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quantos serão estes seres excepcionais que por aplicação, estudo, experiência e sabedoria serão os guias, os conselheiros, enfim, os especialistas dos diversos gabinetes ministeriais?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foram buscar estes peritos dentro da Administração Central, isto é, requisitaram os funcionários especializadas que melhor correspondessem às exigências consultivas dos neoministros ou as nomeações galardoaram "especialistas" externos de “confiança política”? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Penso que esta última alternativa seja a verdadeira. E sendo assim, as perplexidades são comuns à maior parte das pessoas que leram&amp;nbsp;a notícia. Como é possível que dentro da Administração Central não haja funcionários competentes, especializados, capacíssimos de servir as actividades ministeriais? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eu sei que a pergunta é apenas provocatória, pois bem sabemos o que significa o fatídico “&lt;em&gt;spoils system&lt;/em&gt;” e o uso sistemático que dele faz cada governo, preterindo o “&lt;em&gt;merit system&lt;/em&gt;”. Trocado em miúdos: obrigatório pensar nas clientelas, nos filiados, simpatizantes e amigos para cargos institucionais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Agora se todos eles são verdadeiramente especialistas, no sentido acima referido e úteis, portanto, ao bom funcionamento dos ministérios ou em quaisquer outras instituições, isso é de secundária importância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Parece que as múltiplas nomeações já superam as quatro centenas. Nas barbas da austeridade, mais outro género de especialistas; estes, de políticas partidárias que atribuem especialidades a qualquer licenciado ou diplomado que faz parte do clube.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Também me fez sorrir, após tantas proclamações de parcimónia e críticas a partidarismos, as nomeações de novos dirigentes da Caixa Geral de Depósitos. Eram mesmo necessárias? E se o eram, dentro daquele organismo não haveria funcionários competentes que pudessem ascender a cargos de maior responsabilidade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Conselho de Administração da CGD é mais numeroso do que o precedente, mas os salários são inferiores de 10%. E se o número continuasse igual e os salários diminuíssem 10%? Não seria este o verdadeiro sinal de maior seriedade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Até aqui aludi aos específicos especialistas de casa nossa, mas há diversas categorias de especialistas em muitos campos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por exemplo, os especialistas em virar casacas. Quantos e quão refinados!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Penso também naquelas personagens de importância internacional relevante e que são especialistas em abrir boca e falar nos momentos menos oportunos ou falar de mais. Especialistas em produzir caos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;Hoje há uma guerra invisível, insidiosa, que se combate com as armas da finança&lt;/em&gt;” (Adriano Prosperi). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pois bem, nesta guerra invisível e insidiosa, quantos desses especialistas, fazendo parte de governos europeus ou da Comunidade Europeia, se exprimem levianamente, quando deveriam estar calados ou pesar cada palavra, dizendo o mínimo indispensável, pois não ignoram que basta uma declaração incauta para semear caos e pânico nos mercados financeiros! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por último, não quero esquecer o especialista das bacoradas, Sílvio Berlusconi. O termo bacorada não é elegante, eu sei. Todavia é o único adequado à personagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Não creio que a crise se agravará. A crise? Uma invenção dos jornais.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Não devemos assustar-nos pelo facto que o "spread" permaneça nos níveis actuais… &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;As bolsas de valores são relógios avariados, já o dizia o meu pai: dão a hora exacta somente duas vezes por dia, mas pelo resto não é a verdadeira...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A fiabilidade internacional de que goza a Itália deriva do facto de ter como chefe do governo um "tycoon" como eu…. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E as bacoradas desta inefável personagem continuaram durante um discurso que assustou o BCE e os dois maiorais da UE, Merkel e Sarkozy.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resultado? "Comissariamento" do Governo italiano através de uma carta com exigências bem explícitas de Jean-Claude Trichet.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que Deus proteja a Itália, nesta tempestade financeira, com um governo dirigido por este indivíduo e compadres pouco melhores do que ele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E é que não se vai embora!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-339271447766544090?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/339271447766544090/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=339271447766544090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/339271447766544090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/339271447766544090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/08/o-especialista-especialista-individuo.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-462466339464068055</id><published>2011-08-01T17:16:00.002+01:00</published><updated>2011-08-02T00:23:00.853+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;ELEIÇÕES, QUANTA INDECÊNCIA EM TEU NOME! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As pessoas democraticamente conscientes vêem o acto electivo como um inalienável direito, importante e imprescindível, a fim de eleger ou renovar os gestores da coisa pública. Vota-se com a esperança de que o interesse geral dominará todas as preocupações dos novos governantes. Assim o exige quem os elege; assim o impõe a Constituição de cada país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esquecemos, todavia, que em cada legislatura e à luz do que se vai observando, o mandato desenvolve-se em dois tempos bem distintos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No primeiro, procura-se pôr em prática os programas da coligação ou partido vencedor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Parte-se com muito entusiasmo e grande movimento de acção. Frequentemente trai-se o que se prometeu, mas as realidades do que se encontra não são as esperadas (justificação clássica). Distribuem-se encargos a competentes e a quem deve ser premiado, e mãos à obra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Entra-se no segundo tempo – não raramente, a meio do mandato - mas já com o pé na rampa do período de novas eleições. A orquestra muda de ritmo e de melodia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se antes se era determinado a pôr em prática ideias inovadoras, a reestruturar o que não funcionava, a eliminar o que é inútil e prejudicial para o equilíbrio do erário público, a financiar o que daria riqueza e lustro ao país, esses impulsos esvaem-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É forçoso ganhar as novas eleições, ter como certa a reeleição. Logo, preocupemo-nos em não desagradar ao nosso eleitorado natural e procuremos captar a simpatia do eleitorado adversário. Paralelamente, evitemos decisões que, embora benéficas para a coisa pública, podem desagradar a certos interesses sectoriais, a personagens que atraem votos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Claro está que tudo isto é feito no meio de grandes ostentações de empenho governativo. Porém, decisões sérias, corajosas e profícuas para o bem do país ficam encalhadas. Interesses mais altos se levantaram: os interesses partidários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda estou para ver um governo corajoso que mande para as urtigas o desejo de ser reeleito e proceda com determinação no caminho de reformas urgentes e de prudência nos gastos, quando não suportáveis pela receita. Um governo, enfim, que pense única e simplesmente no alcance de uma superior administração. Alguma vez o verei?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Olhemos outro aspecto da questão. Há países cujos governos vivem em campanha eleitoral permanente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Podemos citar dois: a Itália e os Estados Unidos.&amp;nbsp;Deixemos o primeiro, pois de há vinte anos a esta parte, tal estado de coisas tornou-se endémico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É&amp;nbsp;o que se passa, hoje,&amp;nbsp;nos Estados Unidos da América, que me deixa escandalizada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O espectáculo indecente que o Congresso tem dado ao mundo é absolutamente injustificável: sob o ponto de vista financeiro, social e de respeito por quem investe nos títulos de Estado USA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pode-se dizer que é um retrato perfeito do que é a «não política» e ao que pode levar os extremismos de irresponsáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os republicanos moderados e sérios não se envergonham de ter como parceiros os primitivos que se instalaram no “Tea Party”, os principais instigadores de toda esta loucura?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que sensibilidades sociais são estas que têm como ponto de honra defender o interesse dos opulentos e&amp;nbsp;hostilizar as despesas sociais em favor da classe média e dos desprotegidos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tenho uma grande, enorme dificuldade a compreender estas mentalidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os ultras da direita americana não suportam um presidente que não se enquadre no famoso WASP (White, Anglo-Saxon, and Protestant). O actual presidente trai a primeira condição. Que horror! Não é branco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deve ser contestado e, se possível, espezinhado em todos os modos. Efectivamente, nada lhe pouparam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No Congresso, desde o início do mandato de Obama, os Republicanos e os inseparáveis borrachões de chá azedo têm mantido o tal clima de eleições permanentes. Pensar em questões úteis ao povo americano, são bagatelas que não merecem esforço nem empenho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo dizem os entendidos, neste último caso conseguiram criar um novo princípio: o poder de chantagear o presidente no que concerne a dívida pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;“Recorde-se que a operação «Destruí Obama» estava no centro do assalto da extrema-direita dos fanáticos do «Tea Party», no terreno do&amp;nbsp;défice&amp;nbsp; orçamental e da dívida pública&lt;/em&gt;”. – Vittorio Zucconi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Alguém duvidava?!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As notícias de hoje informam que os dois partidos – Democrático e Republicano – chegaram a um acordo, embora ainda tenha de passar pelo Congresso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos cantam vitória. Para já, evitou-se o papão &lt;em&gt;default&lt;/em&gt; e o caos que daí adviria, mas quem pagou o maior tributo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aumentou-se o tecto das despesas, mas os intocáveis, os ricos, continuam isentos de novas contribuições.&amp;nbsp;Os únicos derrotados, portanto,&amp;nbsp;foram a equidade e o bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-462466339464068055?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/462466339464068055/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=462466339464068055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/462466339464068055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/462466339464068055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/08/eleicoes-quanta-indecencia-em-teu-nome.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-871131238418081560</id><published>2011-07-25T15:17:00.002+01:00</published><updated>2011-07-25T16:38:42.184+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;TAMBÉM TU, NORUEGA!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda há poucos anos, os países nórdicos eram vistos, e justamente, como perfeitos modelos da social-democracia e, reforçando melhor esta ideia, países detentores de democracias sólidas, integralmente cumpridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A Noruega é apontada como “um dos países mais evoluídos do mundo e o mais pacífico. Foi designada, durante anos, como a nação com o mais um alto nível de vida”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;Quando chegou o chefe da criação, Deus mexeu nos bolsos e encontrou uma mão-cheia de grãozinhos de pó. Revirou os bolsos, esfregou a ponta dos dedos, o pó caiu e fez a Noruega: mares e montes, ilhas e fiordes. Nenhum lugar do mundo é assim tão belo e tão civilizado”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Os noruegueses olham a natureza como a coisa mais preciosa e, mais que respeitá-la, sentem-se parte dela.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;O petróleo, em qualquer parte do mundo, coincide com a tirania e o obscurantismo. Visto que o petróleo acaba, os noruegueses têm providenciado para que haja uma grande reserva destinada às gerações futuras. Seleccionaram os seus parceiros económicos, excluindo ditadores, violadores dos direitos humanos e corruptos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Hoje, a Noruega resiste às pressões conjuntas dos Estados Unidos, Canadá e Rússia sobre o petróleo no mar de Barents, a fim de defender um modo de extracção não destrutivo e o futuro da pesca.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Recordo-me dos cemitérios noruegueses que se assemelham a jardins e chamam-se assim mesmo. Nós escrevemos as nossas recordações e saudações nos túmulos dos mortos. Lá, são os mortos que saúdam, quem ficou, com três monossílabos: Takk for alt – obrigado por tudo&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transcrição de excertos de um belíssimo artigo de Adriano Sofri (La Repubblica, 23/07/2011).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seria&amp;nbsp;inimaginável, portanto, que este civilizadíssimo país pudesse ter parturido um dos piores monstros de todos os tempos. Mas sucedeu e as autoridades de segurança noruegueses já tinham avisado, em Fevereiro passado, sobre o aumento das actividades da extrema-direita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que mais me horrorizou foi a frieza, ódio e crueldade como aquele monstro disparou contra os infelizes jovens reunidos na ilha de Utoya. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A carnificina durou trinta minutos, assumindo o aspecto de uma execução nos moldes mais cruéis e inumanos: “&lt;em&gt;Malditos, sereis todos mortos, pois não tendes o direito de estar no mundo”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Recusei-me a ver fotografias e quaisquer outras descrições daquela imane tragédia. Bastaram-me os primeiros artigos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O populismo da direita norueguesa, representado pelo “Partido do Progresso” com 20% de consensos, tem sido o melhor veículo para inculcar ideias racistas, anti-islâmicas e anti-imigrantes. Porém, neste caso, o fenómeno vai muito além do populismo. Desenvolveram-se autênticas seitas que se inspiram nas piores doutrinas nazis. Não somente envenenam a Noruega como os demais países do centro e norte da Europa. E não é um fenómeno actual nem desconhecido! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi pena que não se tivesse dado maior atenção aos delírios que correm nas redes sociais e aos delirantes, genuínos psicopatas, que os emitem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Oxalá que, a partir de hoje, surja uma vigilância atenta, contínua e interventiva, caso a segurança das populações o imponha. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A União Europeia apenas se tem preocupado com o castigo sobre défices, dívidas soberanas e quejandos. Dentro do Parlamento Europeu, ainda não me apercebi de quaisquer campanhas contra a deriva das ideias democráticas, do populismo que infecta tantos governos da União, do fascismo que se instalou na Hungria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas nos apercebemos de dirigentes políticos que valem pouco; de egoísmos desmedidos; de mediocridades e pequenez na assunção de posições, o que tem evitado que a UE seja um baluarte invejável contra crises normais ou provocadas e infecções democráticas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na cimeira de quinta-feira passada, chamou fortemente a minha atenção a sugestão do primeiro-ministro finlandês. Como garantia das novas ajudas à Grécia, propôs os bens do Estado Grego: toda a Acrópole – Pártenon incluído, obviamente - e algumas ilhas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Parece que a ideia partiu dos “Verdadeiros Finlandeses”, partido da direita populistas (sempre esta gente!) premiado nas eleições recentes. É o caso de relembrar que a mão dos imbecis está sempre grávida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que pediriam ao Estado português endividado? Eu sugeriria a Madeira, juntamente com o soba que a governa. Apenas com uma condição: a ilha fica como garantia, sim, senhor, mas tornará para trás, direitinha e revestida com o espírito civilizado que caracteriza a maioria dos povos nórdicos (os populistas são minoria). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto ao soba, oferecemo-lo como um brinde aos compadres “&lt;strong&gt;Verdadeiros&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Finlandeses&lt;/strong&gt;”, visto que supera, de longe, todas e quaisquer afinidades com aqueles indivíduos e, portanto, ainda lhes pode ensinar muito, sobretudo no que concerne despautérios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-871131238418081560?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/871131238418081560/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=871131238418081560' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/871131238418081560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/871131238418081560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/07/tambem-tu-noruega-ainda-ha-poucos-anos.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-1116085192708469205</id><published>2011-07-18T16:19:00.001+01:00</published><updated>2011-07-18T16:38:42.757+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;DOIS PAÍSES DOIS PRESIDENTES&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dois países: Portugal e Itália. Dois presidentes: o Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano; o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É-me muito difícil, direi mesmo impossível, evitar comparações entre estas duas personalidades, sobretudo&amp;nbsp;nos últimos três ou quatro anos de políticas convulsas sobre e como resolver as quedas de actividade económica e, paralelamente, neutralizar as piratarias financeiras. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os ataques especulativos aos títulos da dívida pública italiana, o afundamento dos títulos bancários, as graves perdas na Bolsa de Milão, surtiram o efeito de uma tremenda tempestade num céu que se presumia sereno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Crise financeira? Não, a banca italiana é sólida, dois terços da dívida pública estão nas mãos destes bancos e de cidadãos privados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma dívida de 120% do PIB? Não assusta nem nunca assustou. Se medidas austeras se devem aplicar, há que ter em conta os vários interesses sectoriais, clientelas e, acima de qualquer outra preocupação, jamais perder de mira “&lt;em&gt;o consenso e os votos&lt;/em&gt;”. Logo, seja encontrado o melhor modo de não desiludir ninguém, mesmo que se entre em onda de choque com o &lt;strong&gt;ministro&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;das finanças, Giulio Tremonti&lt;/strong&gt;, o qual insistia para que um plano de saneamento financeiro fosse aprovado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dentro&amp;nbsp;das claras&amp;nbsp;guerrilhas que se verificam&amp;nbsp;na coligação governativa, numa entrevista de Berlusconi ao jornal La Repubblica no passado dia 8 - entrevista que me deixou boquiaberta, visto que considera este jornal o seu pior inimigo – relativamente a Giulio Tremonti,&amp;nbsp;explicou-se deste modo: “&lt;em&gt;Pensa que é um génio e crê que todos os outros sejam cretinos. Suporto-o porque o conheço de há bastante tempo e aceita-se como é. É o único que não faz jogo de equipa”. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Está preocupado com os mercados e compreendo-o. Todavia, recordo-lhe sempre que, em política, a facturação é composta por consenso e votos. A ele não interessa o consenso, a nós sim. Portanto, restando válidos os saldos, mudaremos as medidas de austeridade no Parlamento&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Palavras deste género, ditas por um primeiro-ministro, caracteristicamente irresponsável, também causam ventanias. A tempestade financeira, inesperada, desabou com grande estrondo. Tornou-se urgente enviar um sinal forte ao Lúcifer da nova era que a todos assusta: o mercado de capitais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os dois ramos do Parlamento deveriam aprovar, sem delongas nem impasses, o pacote de austeridade financeira (“&lt;em&gt;manovra finanziaria&lt;/em&gt;” – manobra financeira).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E aqui surge o acção de um grande presidente da república qual é Giorgio Napolitano. Não é a primeira nem será a última vez que remedeia situações graves,&amp;nbsp;muitas delas&amp;nbsp;causadas pelo chefe do governo, sabendo manter uma rigorosa e natural equidistância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Popularíssimo e muito respeitado no próprio país e fora. Homem de grande dignidade, equilíbrio e sageza. Sempre argutamente atento aos problemas da Itália – presentemente são enormes – e nunca perdendo a calma, o bom senso e a vontade de intervir, dentro das suas competências; jamais as ultrapassou, por muito que a direita populista sugerisse o contrário, mas teve sempre de meter a viola no saco, por desafinada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas soou o alarme na Bolsa, até mesmo antes, foi incansável no apelo à coesão e na tentativa de convencer Governo e oposição a aprovarem, o mais rapidamente possível, as severas medidas de austeridade financeira, na Câmara dos deputados e no Senado, evitando obstrucionismos da oposição. Esta, discordando de muitos pontos da “manobra”, mas atendendo responsavelmente ao interesse do país, tratou directamente com o ministro das finanças (apenas com o ministro!) as poucas emendas aceitáveis e, embora votando contra, não criou obstáculos à urgente celeridade do acto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A coesão, na verdade, funcionou, mas a avaliar pelo andamento da Bolsa de hoje, parece que surtiu um magro efeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os sacrifícios atingem sobretudo a classe média e média-baixa e são&amp;nbsp;muito pesados. Rebentaram os protestos: os privilégios e altos ganhos da classe política (mais conhecida como "&lt;strong&gt;a casta&lt;/strong&gt;"), por exemplo, ficaram ilesos. Sobre este assunto ou sobre a casta, porém, escreverei noutra ocasião. O tema é rico e muito curioso. Para já, apenas um pormenor: o salário anual de um eurodeputado italiano é de 144.084 euros – o de um alemão é de 84.108€.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Posto tudo o que escrevi sobre Giorgio Napolitano, olho para o nosso Portugal e o nosso Presidente da República, o Prof. Aníbal Cavaco Silva. Pondero o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; deste último e do primeiro, e fico cheia de tristeza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ambos pessoas de bem, indubitavelmente, mas quanta diferença na interpretação das competências e do alto cargo que ocupam e quanta diferença no empenho (ou falta dele), equidistante, de intervir nos graves problemas que assolam os respectivos países!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não são necessários mais comentários. Todos seguimos a vida política nacional e todos sabemos tirar conclusões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-1116085192708469205?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/1116085192708469205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=1116085192708469205' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1116085192708469205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1116085192708469205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/07/dois-paises-dois-presidentes-dois.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-1925521059859503641</id><published>2011-07-11T15:32:00.002+01:00</published><updated>2011-07-11T15:36:27.171+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;ERA UMA VEZ… DEPOIS VEIO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;em&gt;A MUTAÇÃO DO CAPITALISMO&lt;/em&gt;”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E no País, estamos todos furibundos contra a arrogância das agências de notação financeira; sentimo-nos irritados com a passividade da União Europeia; escandalizados pela subserviência, incompreensível, do Banco Central Europeu e Banco Europeu de Investimento que se submetem ao &lt;em&gt;diktat &lt;/em&gt;das notações financeiras destas agências. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que interesses se escondem sob o estado anómalo de sonolência e desorientação europeias?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Relativamente a esta situação de crises encadeadas, traduzo um artigo muito interessante (omitindo o primeiro parágrafo) que tem por título “&lt;strong&gt;A Mutação do&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Capitalismo” - a&lt;/strong&gt;utor: &lt;strong&gt;Giorgio Ruffolo&lt;/strong&gt;. Merece ser lido com atenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O editorialista imagina a interceptação de uma aula de história económica contemporânea nos finais do século XXI, sobre a mutação do capitalismo no século XX:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;«&lt;em&gt;Por altura de três quartos do século vinte, os governos dos países anglo-saxões, Inglaterra e Estados Unidos, tomaram a decisão histórica de liberalizar os movimentos internacionais dos capitais. Nasceu a possibilidade de transferir capitais de um ponto ao outro do mundo em busca do máximo lucro.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Até então, no regime instaurado em Bretton Woods, esta possibilidade pressupunha limitações severas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Tais limites tornaram possível um pacto fundamental entre capital e trabalho, fulcro do compromisso entre capitalismo e democracia e que caracterizou a que foi chamada, por um grande historiador daqueles tempos, a “idade de ouro”: os capitalistas renunciavam à procura dos lucros máximos; os sindicatos à plena utilização dos seus poderes contratuais. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Ambas as partes subordinavam as próprias ambições ao vínculo do aumento da produtividade. Chamava-se política dos rendimentos e garantiu alguns decénios de crescimento sustentável, além de uma alta percentagem de emprego e da equilibrada distribuição dos réditos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A liberalização dos movimentos de capital malogrou este pacto tácito com consequências económicas e sociais contraditórias. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Massas de capitais afluíram aos países pobres, aí suscitando processos imponentes de desenvolvimento&amp;nbsp;sujeitos a&amp;nbsp;imprevistos e devastantes deflúvios. Nos países ricos, pelo contrário, aquela decisão provocou uma autêntica &lt;strong&gt;mutação do capitalismo&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A procura do lucro máximo no tempo mínimo ampliou as actividades financeiras e especulativas, relativamente à produção real. Daí resultou uma diminuição do desenvolvimento e um desvio dos rendimentos do sector real ao financeiro, seguido de um aumento vertiginoso das desigualdades.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;No plano mundial, verificou-se um outro processo impressionante. A poupança dos países pobres investidos pelo crescimento foi atraída pelos mercados financeiros dos países ricos que lhes garantiam segurança e rendimentos elevados. Em vez de alimentar os consumos baixos dos primeiros, financiou os consumos excessivos dos segundos, instaurando uma condição de desequilíbrio permanente das balanças de pagamento.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Mas os desequilíbrios não se produziram somente no espaço&amp;nbsp;como também envolveram o tempo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A acumulação financeira foi financiada cada vez mais pelos rendimentos futuros, sob forma de endividamento, isto é, vivendo à custa dos vindouros.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Este fenómeno assume características sistemáticas, de tal maneira que um economista definiu o novo capitalismo como o regime económico no qual as dívidas nunca se pagam, mas são sistematicamente renovadas. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Algum de vós perguntar-me-á: era sustentável um tal estado de coisas? A resposta é: não. Efectivamente, no início do século XXI, uma crise violenta, provocada pelo colapso das dívidas do sector imobiliário na América, convulsionou os mercados mundiais. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A outra grande crise que a antecipou fora debelada, graças (por assim dizer) à Segunda Guerra Mundial, como também - imediatamente antes e imediatamente depois desta - a uma decisiva transferência da condução privada à condução política da economia. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Pelo contrário, a nova e igualmente devastante crise foi superada brilhantemente, refinanciando os sujeitos que a tinham promovido: bancos e intermediários financeiros! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;O custo foi pago pelos trabalhadores que ficaram sem emprego e pelos contribuintes. Isto deu lugar a pesados défices públicos, os quais foram vivamente contestados pelos “mercados” que os tinham suscitado e&amp;nbsp;reprimidos com severas medidas de corte nas despesas sociais.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Depois de qualquer pausa de reflexão, o mecanismo da acumulação financeira recomeçou, embora deplorando algum atraso, exactamente nas mesmas formas e modalidades. Vós perguntar-me-eis…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A este ponto, a interceptação, infelizmente, interrompeu-se: devemos nós imaginar a pergunta. E, sobretudo, a resposta.» &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Giorgio Ruffolo, jornal La Repubblica, 06/07/2011 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-1925521059859503641?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/1925521059859503641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=1925521059859503641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1925521059859503641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/1925521059859503641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/07/era-uma-vez-depois-veio-mutacao-do.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2925049590734127990</id><published>2011-07-04T17:39:00.000+01:00</published><updated>2011-07-04T17:39:30.894+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;ANNE SINCLAIR, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;ÚNICA PERSONAGEM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;DIGNA DE RESPEITO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No caso Strauss-Kahn, há uma personagem, não secundária, que sempre vi como pessoa de grande dignidade: Anne Sinclair, a mulher do ilustre arguido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Após a teatral prisão de Strauss-Kahn em Nova Iorque, exceptuando as declarações de inteira confiança no marido e que entendeu oportuno exprimir, Anne Sinclair absteve-se de quaisquer outras manifestações que a colocassem no centro&amp;nbsp;dos focos&amp;nbsp;mediáticas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas se quis distinguir como esposa firme e solidária. Famosa e excelente jornalista, conhece perfeitamente os caminhos da discrição e, deste modo, pôde evitar quedas de estilo, o que admirei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, nas notícias dos últimos dias sobre a inesperada libertação do senhor Dominique Strauss-Kahn (embora permaneça a imputação) e da embrulhada que este caso representa, dando relevo a todos&amp;nbsp;as figuras&amp;nbsp;que o causaram e movimentaram, a única personagem – personagem mal-grado seu - que merece incondicionado respeito é, precisamente, a Senhora Anne Sinclair. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não me surpreendi com este &lt;em&gt;volte-face&lt;/em&gt; das investigações. A dramaticidade que emprestaram à história da empregada de hotel estuprada pelo&amp;nbsp;egrégio cliente pecava por inverosimilhança: excessivos pormenores sobre a violência sexual, ademais sexo oral; situações ambíguas que levantavam perplexidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que me surpreendeu - e continua a surpreender - foi a desenvoltura como se efectuou uma prisão espectáculo, nos moldes extremos que usaram para pôr Strauss-Kahn na cadeia; exigirem uma caução astronómica para lhe concederem prisão domiciliária com guardas à vista a expensas do&amp;nbsp;incriminado e, tudo isto, baseado num depoimento que mereceria uma investigação mais severa, embora jamais negando credibilidade á presumível vítima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas o facto transbordava de sensacionalismo: o grande homem que “tinha o mundo nos bolsos” violentando uma pobre empregada que, por acréscimo, é imigrante de um país africano, deveria ser exposto, previamente, ao escárnio público.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os jornais, agora, abundam em análises sobre a bondade ou pechas do sistema judiciário americano. Como foi possível um deslize deste género? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paralelamente, relevam como uma grande virtude o facto de ter sido a acusação pública quem informou os advogados de defesa de Strauss-Kahn sobre a negativa credibilidade da queixosa, a guineense Nafissatou Diallo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas também aqui me surge uma dúvida: o Ministério Público informou-os porque sabia que lidava com dois famosos advogados com fama de obter o impossível e que já tinham em acção excelentes detectives ou continuaria na mesma linha acusatória inicial, caso devesse tratar com uma defesa diversa e com menos recursos materiais? &lt;em&gt;Muito barulho por nada&lt;/em&gt;! Será assim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desde que rebentou o escândalo, os investigadores públicos e privados apuraram que a “infeliz vítima” era uma inveterada mentirosa, envolvida em actividades ilícitas e exercia a prostituição dentro do hotel onde trabalhava, segundo a revelação de alguns empregados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Também noticiaram que litigou com Strauss-Kahn, exigindo dinheiro pelo “serviço” prestado e este negou-lho. Um belo esqualor! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas duas considerações. Se provarem claramente (sublinho o se) que a empregada se aproveitou da bulimia erótica de Strauss-Kahn para exercer chantagem, espero que lhe apliquem uma pena severíssima, e somente por duas razões: pelo crime em si e pelo dano que faz a outras mulheres que foram ou são &lt;strong&gt;verdadeiras vítimas&lt;/strong&gt; de estupro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São bem conhecidos os tormentos por que passam e as dificuldades que encontram, a fim de comprovarem a brutalidade de que foram alvo. Logo, chantagens neste campo são aberrações inadmissíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A segunda consideração diz respeito ao comportamento de Strauss-Kahn. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Que o acto sexual fosse consensual ou não, não consigo encontrar justificação para tanta superficialidade, arrogância e falta de dignidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Homem brilhante e de reconhecidas qualidades, é imperdoável que se comporte como menino amimalhado a quem tudo deve ser consentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;Gosto de mulheres, e depois&lt;/em&gt;?...” – assim afirmou. O depois significa que, após a humilhação a que o submeteram, seria boa altura de começar a olhar as mulheres com mais consideração, sobretudo da cinta para cima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto à probabilidade de um seu regresso à política activa francesa, no caso de sair indemne do escândalo americano, reúne todos aqueles predicados necessários para candidatar-se a máximo e digno representante da França? Mas que sejam os franceses a responder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2925049590734127990?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2925049590734127990/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2925049590734127990' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2925049590734127990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2925049590734127990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/07/anne-sinclair-unica-personagem-digna-de.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-537868540775482021</id><published>2011-06-27T15:52:00.000+01:00</published><updated>2011-06-27T15:52:40.842+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;DRAMA E COMÉDIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Uma cronicazinha, epigrafada no jornal Público de sexta-feira,&amp;nbsp;24 de Junho, informava que é cada vez maior o número de presos em Portugal e cada vez mais deficitário o número de guardas prisionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como ontem foi celebrado o “Dia Internacional contra a Tortura”, este seria um excelente tema para ser investigado e desenvolvido em profundidade. Não só no que concerne a falta de guardas prisionais, mas também as condições em que os presos descontam a pena ou os detidos que, ainda imputados, aguardam julgamento na prisão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A sobrelotação das cadeias, as péssimas condições de alojamento dos encarcerados, assistências sanitárias deficientes e, frequentemente, pelas brutalidades a que são submetidos, pode-se inferir que, nas prisões, a tortura se não é clara é implícita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os verdadeiros criminosos, indefectivelmente encalecidos, sabem estabelecer oásis de intocabilidade. Os demais condenados ou apenas imputados por crimes acidentais (apelidemo-los deste modo), toxicodependentes, imigrantes clandestinos, os sem abrigo ou doentes psíquicos são as principais vítimas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Impressionou-me sobremaneira o testemunho de pessoas ligadas à política italiana que se interessam por este problema e lutam por que seja resolvido humana e socialmente. As cadeias italianas têm capacidade para 40.000 presos, mas albergam cerca de 70.000.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um programa muito interessante de RAI3 – “Agorà” (Ágora, em português) – na quinta-feira passada ocupou-se do número impressionante de suicídios nessas cadeias. Desde o princípio deste ano, por exemplo, já se contam 28 suicídios de presos relativamente jovens, entre os quais alguns estrangeiros. De 2000 a 2011 morreram 1.835 detidos, sendo 654 por suicídio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não se suicidam num ráptus de desconforto ou desespero, mas determinada e premeditadamente, tal é a insuportabilidade de vida naqueles lugares que já não são de pena, mas de destruição moral e física.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O modo frequente é o enforcamento, usando os lençóis atados às grades da janela das celas. A acentuar tal determinação, como a altura das janelas é baixa, encolhem as pernas e abandonam o corpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Outra situação trágica é a que se vive nos Hospitais Psiquiátricos Criminais. As pessoas são atiradas para aqueles lugares e ali ficam esquecidas. Em que condições?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No mesmo programa “Ágora” mostraram uma reportagem sobre estes infelizes. Abstenho-me de descrever certos casos verdadeiramente arrepiantes. Um único bastou para ocupar-me o pensamento nestes últimos dias: a angústia de um homem ainda novo que, perante a câmara de vídeo, implorava desesperadamente o pai para que o fosse salvar. Ora, o pai desconhecia a situação do filho e só tomou conhecimento através dessa reportagem. Desnecessário exprimir comentários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;**** &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas fujamos destes dramas&amp;nbsp;e refugiemo-nos na comédia que, neste caso, tem como alvo &lt;strong&gt;a sovinice de Tony Blair&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Terça-feira, dia 21 de Junho, o jornal La Repubblica trazia uma notícia que me divertiu – «&lt;em&gt;Tony Blair “taxa&lt;/em&gt;” &lt;em&gt;os companheiros do filho». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resumamos o que descrevia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que foi um aclamado primeiro-ministro inglês, desde que deixou Downing Street, mercê de discursos, direitos de autor, consultorias, etc., etc., amontoou um capital de 25 milhões de esterlinas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quer ele quer a mulher, Cherie, demonstram um refinado sentido para os negócios. Madame Blair, por exemplo, vendeu, em hasta online, os autógrafos do marido, assim como prendas de “Estado”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para umas boas férias, Tony e família opta, frequentemente, por aceitar convites de amigos ricos. Esta característica já era minha conhecida, pois recordo as férias que passava em casa de amigos, na Toscana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A fim de celebrar o final do ano escolar, numa escola pública e católica, do filho mais novo, Leo, o casal Blair convidou os companheiros, cerca de trinta, para uma festa na casa de campo (uma propriedade comprada há dois anos por 6 milhões de esterlinas) e que fica a uma hora de Londres. Para o efeito, alugou um autocarro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;As famílias destes companheiros ficaram muito lisonjeadas. Porém, o sorriso esvaiu-se, quando lhes foi comunicado que deveriam pagar dez esterlinas, cada um, para a viagem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O convite explicava que, por razões de segurança, é proibido o acesso de automóveis à residência. Um lanche grátis ainda se concede, agora a viagem!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A notícia espalhou-se. O escândalo eclodiu rumorosamente. Apercebendo-se da miserável gafe, quiseram remediar, avisando a escola que pagariam por quem não pudesse expender dez esterlinas. Pior a emenda que o soneto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Concluindo, uma sovinice indecente. Não haveria por aí um Gil Vicente dos nossos tempos? Que bela farsa sobre o episódio e a personagem! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-537868540775482021?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/537868540775482021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=537868540775482021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/537868540775482021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/537868540775482021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/06/drama-e-comedia-uma-cronicazinha.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-3652528223430797449</id><published>2011-06-20T15:41:00.001+01:00</published><updated>2011-06-21T11:13:51.616+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;TAMBÉM ESTA FOI UMA PRIMAVERA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já punha fortes dúvidas num despertar do bom senso e saída de um inexplicável torpor democrático que pusessem travão a tanta demagogia e à predominância de uma mediocridade arrogante, grosseira, deletéria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, este ano, efectuaram-se eleições em várias cidades importantes, levou-se a cabo um referendo, cujo resultado ultrapassou as melhores expectativas, e um vento primaveril varreu todas as dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não, não falo&amp;nbsp;da Terra Lusa&amp;nbsp;que, com o novo Governo, espero possa recolocar nos carris justos este nosso país descarrilado e a quem auguro um excelente trabalho. Falo do outro que também me merece atenção e afecto: a Itália.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um cartaz muito expressivo, dedicado ao neo-eleito presidente da câmara de Milão, Giuliano Pisapia, deu-me a certeza que o alerta soou forte: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pisapia&lt;/strong&gt;,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;roubaste-me a tristeza&lt;/strong&gt;”.&lt;/em&gt; A metáfora é felicíssima. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Apenas tive a certeza do êxito do referendo e, consequentemente, de mais uma valente bofetada a Berlusconi e acólitos, os quais recorreram a todos os meios para o sabotarem, a inspiração foi espontânea: abençoado referendo que me roubaste a tristeza!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Explodiu o fenómeno das primaveras democráticas, portanto, do entusiasmo de gente jovem que luta contra um &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; de acomodados em benesses por direito divino e das inércias políticas no empenho da resolução de questões fundamentais; contra os incontroláveis interesses económicos e financeiros sufocadores daquele mínimo de justiça social, da correcta administração de bens comuns a que um Estado democrático, sério, não pode nem deve abdicar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Poder-se-á dizer que este fenómeno está a abalar o velho sistema dos partidos que se habituaram a dispor e dividir a coisa pública em feudos, reservando bons lugares aos maiorais, embora não esquecendo os motivos de democracia cumprida por que querem ser eleitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A partir de agora, esses mesmos partidos têm de rever, renovar, actualizar o modo como pensar a política, permitindo que esse ar fresco das várias primaveras democráticas a rejuvenesça e revolucione no melhor sentido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E oxalá que, também em Portugal, a nossa juventude saia do indiferentismo – ou até mesmo da ignorância - e vá muito além das razões da “geração à rasca”. Haveria tanto por que entusiasmar-se e criar movimentos, multidões, com ideias novas, pugnando pela eliminação de tanto lastro inútil na governação do país! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Energia nuclear, privatização da água, lei igual para todos&lt;/strong&gt;: foram estes os temas do referendo da semana passada na Itália, a fim de anular leis ordinárias com as quais grande parte da sociedade civil não concordava. Somente através de referendo se poderia travar a marcha de uma maioria súbdita dos interesses de um primeiro-ministro anómalo ou de outros interesses pouco claros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De há bastantes meses, seja através das redes sociais, seja de movimentos vários, seja da actividade de alguns partidos, começaram a recolher assinaturas contra a privatização da água e da intenção de a transformar em mercadoria, obtendo um milhão e quatrocentas mil assinaturas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi o fenómeno – chamemos-lhe assim – do “individualismo activo” que se tornou digno de nota. Não somente os tantãs de Facebook, Twitter, blogues – estas redes de informação transversal – funcionaram para atingir o escopo desejado. Os jovens envolveram as gerações mais velhas, andaram de porta a porta a esclarecer e a solicitar adesões. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Onde falhou a democracia representativa, agiu, e desta vez com amplo sucesso, a democracia directa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não é verdade - como escreveu Jorge Almeida Fernandes, no Público de&amp;nbsp;15 de Junho - que o partido do ex-magistrado Di Pietro aproveitou o choque Fukushima para “uma manobra ardilosa” acerca do referendo sobre a energia nuclear. Desde o princípio do ano, data insuspeita, que recolhia assinaturas para os quatro requisitos a que se deveria apor um sim ou um não. Pode-se dizer que foi ele o grande impulsionador deste referendo. Jorge Almeida Fernandes deveria ir beber as suas informações a fontes mais equilibradas – António Polito, do Corriere Della Sera, não é das mais objectivas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nos quatro boletins de voto, votei sim à revogação das quatro leis ordinárias em questão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A energia nuclear nunca me convenceu. Quanto mais leio sobre este assunto, mais se robustecem as minhas convicções negativas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto às tais leis &lt;em&gt;ad personam&lt;/em&gt; (pró-Berlusconi) essas apenas merecem desprezo, portanto, reprovadas incondicionadamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não concebo que um bem comum essencial, como é a água, possa ser privatizado e se mercantilize, pois o privado quer lucro e a baixo custo, obviamente. Podemos submeter um património de todos, vital, a tais regras?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Espero que ao novo Governo português não venha a tentação de privatizar “Águas de Portugal”. Seria, isso sim, um neoliberalismo inoportuno e difícil de compreender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-3652528223430797449?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/3652528223430797449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=3652528223430797449' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3652528223430797449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3652528223430797449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/06/tambem-esta-foi-uma-primavera-ja-punha.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6660475460329931846</id><published>2011-06-13T14:48:00.000+01:00</published><updated>2011-06-13T14:48:10.343+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;em&gt;AS FÉRIAS DO ASSASSINO”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tantos casos da semana que envolveram&amp;nbsp;e condicionaram a&amp;nbsp;minha atenção! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na Itália, por exemplo, ontem e hoje (até ás 13h – hora portuguesa) votou-se um referendo que submetia os eleitores à ab-rogação ou não de quatro quesitos: energia nuclear; privatização da água; lucros sobre a água; “legítimo impedimento” (a sólita lei que permite a Berlusconi de escapar a prestar contas à justiça). Mas falarei disto noutra ocasião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De novo, quero falar do ex-terrorista César Battisti, classificado, pelo jornal “Público, como “&lt;em&gt;guerrilheiro e suspeito membro da organização radical Proletariado Armado pelo Comunismo&lt;/em&gt;”. Guerrilheiro de qual causa? Nem guerrilheiro nem suspeito, mas comprovadamente membro das brigadas terroristas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil negou à Itália a extradição deste plúrimo assassino, condenado a prisão perpétua por tribunais independentes de um país democrático e que jamais agiram fora das normas que a Constituição lhes impõe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;César Battisti nunca foi um perseguido político – uma tese supremamente ridícula e ultrajosa -, nunca foi um inocente, nunca mostrou arrependimento pelos quatro homicídios por que foi condenado. Preferiu uma vida de eterno fugitivo em vez de assumir responsabilidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Embora Berlusconi dê, presentemente, uma triste imagem da Itália, este país continua e será um Estado democrático e civilizado. Logo, alheio a praticas jurídicas que&amp;nbsp;atropelem os direitos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São indecentes certas apreciações a propósito do caso Battisti, formuladas por gente que nada sabe do que foi o terrorismo das “Brigadas Vermelhas”, e é isto que me indigna. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já aqui falei deste assunto, pois conheço-o bem. Pude seguir e testemunhar, &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt;, esse período de chumbo que ensanguentou a Itália e que foi debelado&amp;nbsp;pela união de todas as forças políticas (inclusive o forte partido comunista italiano); por uma magistratura que pagou um&amp;nbsp;oneroso tributo de sangue; por um país que jamais recorreu a leis excepcionais. Outros países podem dizer o mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deploro a atitude do Brasil. Deploro Lula da Silva que, pouco antes de cessar o seu mandato, negou essa extradição, agindo em contradição com o que o STF determinara. Deploro a atitude da Presidente Dilma Roussef que deveria manter silêncio, em vez de comentar, qual resposta à reacção indignada italiana, que “as decisões do STF não se discutem”. Se é assim, por que razão, há dois anos, Lula da Silva as ignorou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deploro a péssima informação dos meios de comunicação brasileiros (assim como na França). Se querem demonstrar seriedade profissional, que se informem e nunca se cansem de obter esclarecimentos. São facílimos de encontrar numa vastíssima documentação clara e irrefutável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;strong&gt;***** &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O título deste post – “&lt;strong&gt;As Férias do Assassino”&lt;/strong&gt; - pertence a um artigo de &lt;strong&gt;Cláudio Magris&lt;/strong&gt; – um dos grandes da intelectualidade italiana e editorialista do Corriere Della Sera – publicado no dia 11 de Juno 2011. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Transcrevo parte desse artigo. Vindo de tão ilustre personagem, exprime idoneamente o sentimento geral italiano, perante o comportamento incorrecto de países que se pensava respeitassem certas normas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;«Portanto, César Battisti, o “killer” que assassinou quatro pessoas e tornou paralítica, para sempre, uma quinta – sem nunca demonstrar, ao contrário de outros colegas no crime, arrependimento pelos seus delitos ou piedade pelas suas vítimas e relativos familiares, exceptuando uma apressada declaração destas últimas horas – poderá, agora, gozar deliciosas férias em Copacabana e cultivar as suas amizades da alta.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A França – que, em tempos, recusou a extradição de Battisti para Itália – é talvez o melhor país do mundo, aquele que combina na medida mais feliz ou infeliz ordem e liberdade, os dois pólos da vida civil. Mas também a França é berço de qualquer presunçoso, frequentemente ignorante, conventículo intelectualóide que emite juízos ignorando os factos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Neste caso, por pura ignorância e coquetismo, alguns autênticos e/ou pretensos intelectuais trocaram Battisti por um mártir da Resistência; como se nós declarássemos que o fascistóide anti-semita Papon é um herói da “Résistence”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Com os terroristas de casa própria, quais os membros de «Action Directe», o governo francês usou o punho de ferro e não se verificaram grandes protestos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;As Brigadas Vermelhas – “estes miseráveis da política que desonraram uma cor para nós sagrada”, disse o Presidente Pertini – atingiram a Itália mais aberta e civilizada. Não assassinaram os corruptos, mafiosos ou golpistas (o que seria sempre um crime grave),&lt;strong&gt; mas os representantes da Itália melhor&lt;/strong&gt;, uma Itália mais livre e democrática que poderia ter sido diversa do que é hoje: &lt;strong&gt;homens como o advogado Croce; o operário comunista Guido Rossa; jornalistas como Carlo Casalegno e Walter Tobagi; o professor Bachelet e muitos outros, entre os quais numerosos magistrados&lt;/strong&gt;. […]&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Agora Battisti poderá escrever em paz os seus livros policiais – ou melhor, "noir", soa mais fascinante – já que é um género onde se move com desenvoltura, dada a sua familiaridade com assassínios. […] »&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(o negrito é meu)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6660475460329931846?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6660475460329931846/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6660475460329931846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6660475460329931846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6660475460329931846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/06/as-ferias-do-assassino-tantos-casos-da.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6452939697505340411</id><published>2011-06-06T16:50:00.000+01:00</published><updated>2011-06-06T16:50:14.975+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"O&amp;nbsp;VOTO EM PORTUGAL&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;COM POUCA ESPERANÇA"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(Artigo do jornal La Repubblica de 05 / 06 / 2011)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Quem deverá gerir o plano de lágrimas e sangue e salvará Portugal? A resposta sairá, esta noite, das urnas das eleições legislativas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Andam à volta de 9,6 milhões os portugueses chamados até às 20 de hoje, a fim de renovar o parlamento monocâmara de Lisboa e decidir quem guiará o novo governo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;A campanha eleitoral não deixou grandes espaços aos programas. Quem quer que seja o vencedor deverá acertar contas, nos próximos quatro anos, com as medidas de austeridade e as reformas “prometidas”, no mês passado, à UE, Banco Central Europeu e FMI em troca de apoio financeiro à economia portuguesa no limiar da bancarrota. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Com o índice de desemprego mais alto de há trinta anos a esta parte e no horizonte um futuro de sacrifícios e renúncias, o País poderia exprimir todo o seu descontentamento desertando as urnas, embora as sondagens da véspera, diferenciando-se do que aconteceu na Espanha, não punem o Governo cessante. O favorito é, sim, o líder da oposição e do Partido Social-Democrata - que em Portugal é de centro-direita&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;)&lt;em&gt; -, Pedro Passos Coelho; nas intenções de voto, a distância com o primeiro-ministro demissionário, o socialista José Sócrates, reduz-se a um ponto percentual: 36% contra 35%.&lt;/em&gt; (&lt;strong&gt;b&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Decisivo, portanto, para a formação de um governo moderado de coalizão, poderá contribuir o segundo partido nacional de centro-direita, o CDS de Paulo Portas, acreditado com um 12% de consensos. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;As eleições políticas antecipadas foram fixadas pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, após a demissão de Sócrates, posto em minoria no Parlamento, em inícios de Abril,&amp;nbsp;no momento da apresentação do enésimo (o quarto) “aperto de cinto” antidéfice num ano. Um mês depois, Lisboa teve de negociar com a UE, BCE e FMI um plano de apoio financeiro de 78 mil milhões de euros. […]&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(&lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt;) O esclarecimento que o “partido social-democrata” em Portugal é de centro-direita, fez-me sorrir, pois veio ao encontro do que sempre pensei. Considero uma espécie de abuso que um partido conservador se intitule social-democrata. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;(&lt;strong&gt;b)&lt;/strong&gt; Quer La Repubblica quer o Corriere Della Sera e outros jornais italianos aludiram a sondagens precedentes aos últimos dias de campanha eleitoral. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há uma lei italiana - lei 28 / 2000 - que proíbe, “nos 15 dias precedentes à data de votação, a publicação de sondagens sobre o êxito das eleições e sobre orientações políticas e de voto dos eleitores, precisamente para evitar influências mediáticas sobre os indecisos de qualquer uma das partes”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei se houve alterações nesta lei. Se houve, mantiveram-se os pontos fulcrais. Sei, portanto, que nos últimos dias de campanhas eleitorais a imprensa italiana não publica sondagens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Medida muito correcta, na minha opinião. Consequentemente, achei muito estranho que o nosso jornal “Público” de sexta-feira passada, último dia de campanha, publicasse a enésima sondagem em primeira página e com grande relevo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Correcto? Não, decididamente incorrecto para quem se crê ou deveria ser equidistante, mesmo que em Portugal isto seja permitido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas ainda não satisfeito, num editorial de sábado, dia 4, o "Público" acha anacrónico o dia de reflexão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ora, já que dedicam grande predilecção a sondagens, torna-se falta imperdoável desviar a atenção do cansaço dos cidadãos, ante a insistente propaganda política. Um dia de pausa, por consequência, é salutar e indispensável;&amp;nbsp;jamais “&lt;em&gt;um anacrónico silêncio&lt;/em&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Cumpriu-se o acto eleitoral, as urnas determinaram quem deve conduzir o nosso País fora da bancarrota que nos ameaça. Fiquei satisfeita que se tivesse delineado uma maioria sólida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Oxalá cultivem o bom senso, um grande sentido de responsabilidade e excluam, taxativamente, inoportunas tácticas de baixa política.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aplaudi o discurso de Sócrates e apreciei a decisão que tomou. Não apreciei a pouca elegância dos vencedores para com os vencidos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em democracia, ora se ganha ora se perde, e não seria democracia se assim não fosse. A mesquinhez é que nunca deve fazer parte de qualquer programa ou tema oratório. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6452939697505340411?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6452939697505340411/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6452939697505340411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6452939697505340411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6452939697505340411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/06/o-em-portugal-com-pouca-esperanca.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-3251139899654206479</id><published>2011-05-30T15:47:00.000+01:00</published><updated>2011-05-30T15:47:26.848+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;O QUE É EXCESSIVO NAUSEIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Decidi anular a atenção e interesse pelo andamento da nossa campanha eleitoral, abstraindo-me de tomar conhecimento do que diz este ou aquele, tal a náusea que me provoca o quase tema único dos partidos em campo: acusações recíprocas e exclusões sobre a formação do Governo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ouvi-los? Para quê? São irritantes. Acaso se preocupam - como as pessoas sérias, preparadas e experientes aconselham - a expender, neste período de campanha, um esforço de informar, informar e informar os cidadãos da real situação do país, das medidas claras e ponderadas que entendem pôr em prática, mesmo que sejam dolorosas para todos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por que não dotar-se de coragem e falarem sem rodeios nem floreados bem redigidos sobre quaisquer medidas drásticas que serão inevitáveis? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda não se aperceberam que o povo não é estúpido e sabe distinguir os discursos de pura propaganda eleitoral da boa comunicação de um político sério e responsável?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O bom senso e a inteligência não lhes sugerem que o péssimo hábito das improvisações boomerang necessitam de reparações ainda mais desastradas – “aqui o digo, aqui o nego”, “não foi isso o que desejei exprimir” e outras similares - lhes roubam credibilidade? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É desconfortante termos de testemunhar tanta irresponsabilidade, superficialidade, tácticas políticas vãs e inadequadas para o momento que se aproxima de enormes dificuldades económicas e financeiras que teremos de enfrentar e resolver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não me repugnaria, e não a creio anormal, uma grande união das forças políticas até que a crise fosse sanada. Porém, &lt;em&gt;vade retro&lt;/em&gt; uma ideia símil!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em que mundo vive esta gente a quem deveremos dar o voto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;São verdadeiramente políticos, isto é, homens (ou senhoras) de Estado e agentes com o propósito de bem governar ou gente ambiciosa a quem nada mais preocupa senão os interesses partidários e o carreirismo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É um deserto quase total de políticos de uma certa espessura, quando tanto necessitaríamos – sobretudo agora - de figuras clarividentes e de uma verticalidade administrativa inflexível, embora sempre atentas aos problemas sociais. Mas um símile dirigente, &lt;em&gt;Ai Deus e u é&lt;/em&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O Primeiro-Ministro é o bombo de festa dos demais partidos e, por arrastamento, o Governo que preside. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se José Sócrates se tivesse retirado - à semelhança do primeiro-ministro espanhol, e que eu aprovaria incondicionadamente – em que temas diferentes a oposição iria inspirar-se, a fim de demonstrar, inequivocamente, que nos demais partidos existem alternativas que dão esperança?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A insistência das críticas é de tal modo marteladora e monótona – quer de uma parte quer da outra - que se torna num índice de falta de ideias, de omissão de programas válidos, de propósitos persuasivos, sérios e convincentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Certamente que o actual Governo socialista teve muitas culpas, mas pode-se considerar o único culpado? Nenhum outro governo precedente foi isento de medidas erradas e medíocres?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não seria mais correcto pôr de lado petulâncias e presumíveis infalibilidades, dando lugar a análises honestas das más situações que se criaram e deixaram criar e a que se pretende pôr remédio? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É isto, precisamente, o que todos nós esperamos de quem se dedica a uma positiva administração da &lt;em&gt;res publica. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na propaganda política, a diminuição do adversário é normal e lícita. Se alicerçada em argumentos concretos e válidos, mas sem insistir sempre sobre o mesmo tema, pode dizer-se que se torna útil e justa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que eu não sei admitir nem tolerar são os insultos pessoais nem uma linguagem onde o bom-tom, a diplomacia e a educação brilham pela ausência. Ora, praticamente, tem sido a tónica desta campanha eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acho tudo isso execrável e indigno de um qualquer partido, radical ou moderado, que se repute sério. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A liberdade de expressão não justifica a deselegância oratória ou aleivosias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Embora severamente crítica, votarei e sei muito bem por quem. Não renuncio a um meu direito e nunca simpatizei com abstencionismos; muito menos com indiferenças ante uma escolha que é de primária importância para todos nós, cidadãos portugueses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-3251139899654206479?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/3251139899654206479/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=3251139899654206479' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3251139899654206479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3251139899654206479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/05/o-que-e-excessivo-nauseia-decidi-anular.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4073942261472329359</id><published>2011-05-23T16:15:00.001+01:00</published><updated>2011-05-24T01:58:18.207+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;A JUSTIÇA ESPECTÁCULO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O caso de Dominique Strauss-Kahn ainda continua a merecer grandes títulos nos jornais. Dada a importância da personagem, todas e quaisquer notícias constituem bom motivo de publicação ou de inclusão nos noticiários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segui atentamente o desenrolar dos factos como foram relatados e confesso que ainda não fui capaz de formar uma opinião bem definida, quer sobre a alegada vítima, quer sobre o presumível agressor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há um facto que me deixa perplexa, embora aceite que possa haver explicações. Como é possível que uma empregada de limpeza de um hotel entre nos quartos sem primeiro acertar-se da presença ou ausência do hóspede?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não pretendo encontrar desculpas para Strauss-Kahn, pois não se deve esquecer a fama de mulherengo que o acompanha. No entanto, quem o conhece bem e independentemente de qualquer amizade existente, não o descreve como um brutamontes ou um fauno selvagem pronto a saltar sobre a presa. Custa-lhes aceitar a brutalidade como agrediu a empregada que em má hora entrou no quarto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na primeira audiência, o vice-procurador John McConnell desceu à descrição minuciosa de como se tinha desenvolvido o ataque do fauno predador. Transcrevo o que publicou o jornal La Repubblica: &lt;em&gt;“Strauss-Kahn saltou do duche, nu, fechou a porta atrás da empregada, agarrou-lhe os seios, tentou arrancar-lhe a meia-calça, apalpou-a à volta das virilhas e, por duas vezes, forçou-a a um acto sexual oral”.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seriam necessárias todas esta minúcias para uma acusação de estupro cujo termo é bem significativo? Teatralidade ou masturbação mental? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quanto ao acto sexual oral, forçado e repetido - se assim foi efectivamente - haveria uma boa defesa-ataque, mesmo com uma dentadura em mau estado. A empregada agredida não se lembrou dessa arma de defesa numa legitimíssima reacção? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seria a maneira de pôr o agressor fora de combate – quem sabe por quanto tempo! - e, paralelamente, constituir um excelente dissuasor para toda aquela bulimia erótica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vejamos agora a “justiça espectáculo”. Na Europa houve uma espécie de choque perante o aparato da prisão do ex-director-geral do FMI. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se por um lado aprovo e agrada-me a lei americana, a qual é verdadeiramente igual para todos e reserva a todos os imputados o mesmo tratamento (assim o creio), neste caso notei uma exacerbação dessas características. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tudo se processou dentro de um exibicionismo que penso diminua a seriedade dos trâmites judiciais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vi demasiado rigor, excessivos actos amesquinhadores. Eram e são justificados? Nenhuma humilhação lhe foi poupada: pelos crimes de que é&amp;nbsp;arguído ou porque se tratava de um dos potentes da terra e urgia ostentar uma justiça espectáculo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas acima de tudo, e seja qual for a importância social da pessoa detida, pode-se chamar justiça a esse costume primário, medieval de tratar&amp;nbsp;os incriminados,&amp;nbsp;expondo-os ao escárnio da praça pública? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Decididamente, não gostei da espectacularidade de tanta severidade, quando ainda deve ser julgado e provada a gravidade dos crimes por que foi detido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o&amp;nbsp;escândalo adquiriu tais dimensões que tornam-se ridículas, ou mesmo estúpidas, as reacções de alguns americanos, quando entrevistados: &lt;em&gt;“Mantenham-no em segurança, que se foge é um perigo&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Strauss-Kahn está agora em prisão domiciliária com pulseira electrónica, depois de apresentar uma caução de um milhão de dólares, mais cinco como garantia. Devemos convir que Al Capone era muito menos perigoso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um condomínio de luxo recusou-lhe um apartamento e teve de procurar um domicílio provisório. Vigiado dia e noite por guardas armados, é obrigado a pagar essa vigilância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Repito, não pretendo desculpar Strauss-Kahn nem duvidar das razões da senhora agredida. Gostaria apenas que, enquanto não existe uma sentença, a dignidade humana e a presunção de inocência merecessem a mesma importância que merece o valor da defesa na lei americana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4073942261472329359?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4073942261472329359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4073942261472329359' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4073942261472329359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4073942261472329359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/05/justica-espectaculo-o-caso-de-dominique.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5113651534935648089</id><published>2011-05-16T14:52:00.000+01:00</published><updated>2011-05-16T14:52:32.208+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;ALGUMAS SUGESTÕES&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;LAVAR-SE OU NÃO LAVAR-SE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não somente sugestões, mas também algumas observações sobre o que fui lendo e ouvindo, nesta semana que passou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O teatrinho dos debates políticos nos nossos canais TV: quem ganha e quem perde; quem é mais convincente e quem menos preparado; quem é mais acutilante e quem mais à defesa. Em conclusão, as escolhas são múltiplas, mas estes debates, até hoje, têm sido verdadeiramente esclarecedoras ou oferecem apenas uma imperdível ocasião de subir ao palco e ser alvo da atenção geral? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Aguardemos. A campanha oficial ainda não abriu, mas os prolegómenos são prometedores, sobretudo na linguagem e na maneira elegante como se trata os adversários!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E é aqui que me vem a tentação de sugerir alguns conselhos aos nossos políticos em campo. Influenciada, talvez, pelo actual modelo italiano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Também na Itália estão em acto eleições – as urnas estiveram abertas ontem e&amp;nbsp;hoje, até às 14h - de uma grande parte de autarquias e províncias. Alguns municípios de grande relevo, sendo os mais significativos Turim, Bolonha, Nápoles e Milão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A eleição do presidente da câmara desta última cidade foi elevada a referendo pró ou contra Berlusconi, o qual se apresentou como cabeça de lista do seu partido para o “Consiglio Comunale” – Assembleia Municipal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“O primeiro-ministro quis transferir o voto administrativo para voto político”, e a atmosfera tornou-se incandescente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desceu para a arena e, de novo, desbobinou o já característico vocabulário insultuoso e ordinário contra os adversários de centro-esquerda, geralmente denominados como os comunistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A nós, portugueses, isto não lembra uma certa retórica dos tempos idos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, e imitando o chefe, a campanha da maioria de Governo salientou-se por uma tal baixeza - incluindo a candidata à reeleição de presidente da câmara, uma senhora da alta burguesia milanesa - que eu ainda continuo sem compreender a apatia de quem vota aquela gente, quando existem outras escolhas, isto é, outros partidos com personagens moderadas, sérias e profundamente democráticas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Insultam, denigram, caluniam com dossiês falsos (a “máquina da lama”, como já são conhecidos), enfim, tudo é permitido; esperar um mínimo de ética e decência é impensável numa tão acentuada degradação cívica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando o sólito repertório contra a oposição se esgotou, Berlusconi “entrou no folclórico”, ou no cómico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Os de esquerda, devendo ir ao Parlamento, são constrangidos a ir ao quarto de banho e forçados a fazer a barba, mas não é que se lavem muito…”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ou então: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Quando os líderes da esquerda vão ao quarto de banho - e não o fazem frequentemente, visto que se lavam pouco - ao ver-se no espelho para fazer a barba, assustam-se”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos sabemos que José Sócrates se tornou na única figura de tiro ao alvo a quem todos – direita ou esquerda - disparam com redobrado gosto e empenho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sugestão: acabem lá com os epítetos de mentiroso, arrogante, incompetente, ruína do país, etc., etc., pois já perderam de originalidade. Sejam inovativos, e quando o enfrentarem em próximos debates, digam-lhe, com veemência, que não se lava. E quando faz a barba, se a faz (mas parece que sim), olhando-se no espelho, deve assustar-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Passos Coelho, Paulo Portas, Louçã e Jerónimo de Sousa também se lavarão pouco?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Teria&amp;nbsp;uma outra sugestão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Para os acólitos de Berlusconi, as senhoras da oposição, isto é, as da esquerda são todas feias. As berlusconianas são muito mais bonitas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O mais cómico, dentro do picaresco, é a personagem que primeiro lançou esta sentença, ou seja, o ministro da defesa, Ignazio La Russa, talvez o político (pós-fascista… mas pode-se tirar o pós e fica a verdade) de pior aspecto em toda a galáxia politiqueira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mefistofelicamente feio, uma voz roufenha desagradabilíssima, espírito agressivo e arrogante, litigiosos, mal-educado. Na Internet há abundância de fotos deste Adónis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resposta das caluniadas: “&lt;em&gt;Mas tu olha só por quem Deus nos manda avisar!”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não, recuso-me a sugerir, aos nossos políticos, esta espécie de ataque às senhoras dos partidos adversários. Apesar de tudo, ainda os considero perfeitos cavalheiros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5113651534935648089?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5113651534935648089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5113651534935648089' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5113651534935648089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5113651534935648089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/05/algumas-sugestoes-lavar-se-ou-nao-lavar.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-223382066699589117</id><published>2011-05-09T15:39:00.001+01:00</published><updated>2011-05-09T18:19:16.649+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;em&gt;CREDIBILIDADE,FIABILIDADE, PRATICABILIDADE&lt;/em&gt;”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Três ingredientes” que o Presidente da República italiana sugeriu à oposição, citando um político e intelectual sério e de grande prestígio – António Giolitti - falecido o ano passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Imediatamente os associei ao nosso momento político actual e aos nossos problemas de um futuro Governo &lt;strong&gt;credível e fiável&lt;/strong&gt;. Quanto à praticabilidade, depende dos dois primeiros factores. Se conseguirmos um Governo credível e no qual confiemos, as soluções de absoluta praticabilidade – mais de &lt;em&gt;motu&lt;/em&gt; &lt;em&gt;proprio&lt;/em&gt; que fruto de imposições da famigerada &lt;em&gt;troika&lt;/em&gt; - surgirão e saberão falar á compreensão e cooperação das massas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O busílis, porém, está na grande incógnita: quem formará esse Governo credível e fiável? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Onde estão as personagens novas, de grande espessura política, técnica e académica, que sejam, implicitamente, credíveis e fiáveis?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já tomámos conhecimento do programa do PS. Dentro de propósitos excelentes, embora genéricos, nada que nos fizesse alertar o interesse e criar esperanças de um renovado país, isto é, ágil, progredido, moderno, responsável, digno de uma História que o distingue na Europa (sem alimentar sentimentos patrioteiros, obviamente). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ribombaram, agora, os programas drásticos do PSD. Uso o verbo ribombar, porque me parece o mais adequado. Caracterizam-se mais como estridente som de propaganda eleitoral do que música de ideias originais, revolucionárias, inéditas. De inédito e revolucionário, então, não têm absolutamente nada. Neoliberalismo no seu esplendor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Eliminação dos governos civis. Até hoje, foi argumento oratório de todos; praticabilidade de ninguém. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pode ser que, desta vez – assim o esperaríamos - o Dom Quixote Passos Coelho não seja confundido pelos clássicos moinhos de vento e consiga atingir o verdadeiro alvo… se lho permitirem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Reduzir a 50% o número de assessores. Óptima decisão. Como fará, todavia, a premiar os fidelíssimos ou dar emprego aos companheiros de batalha? Saberá driblá-los com habilidade? Poucos o conseguem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Anuncia um governo de apenas dez ministros e 25 secretários de Estado. Também esta, uma óptima decisão. Mas haverá inevitabilidades e perspectiva-se o que já foi citado no parágrafo precedente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Se as urnas lhe forem favoráveis, pelo menos já podemos contar com um Relvas e um Catroga ministros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Reduzir o número de deputados de 230 a 181. E a Constituição? Reduzida a uma espécie de incunábulo da nossa democracia; logo, documento histórico que nenhum outro valor tem senão tropeço para um neoliberalismo desenfreado? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No que concerne as privatizações, vai tudo à praça. O país está em saldo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A intenção de privatizar ou manipular “Águas de Portugal” indigna-me sobremaneira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não se trata de uma entidade como tantas outras, mas de um grupo de empresas públicas que prestam serviços indispensáveis. Administram um património vital que pertence à inteira comunidade portuguesa: a água.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quem são os inspiradores ou sugeridores, precisamente desta privatização (ou outras similares)? Privatiza-se porque há certeza de lucros garantidos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É inadmissível que a gestão de um tal património - repito, de todos os portugueses – passe a entidade privada. Jamais poderemos depender da única finalidade que a gestão privada conhece: o lucro, os dividendos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É difícil, para Passos Coelho e inspiradores ocultos ou públicos, compreenderem esta verdade? Não creio que compreendam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Espero que a rigidez europeia não faça a Portugal o que fez e faz à Grécia, impelindo-a a abandonar o euro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É por este motivo que me assusta esta propaganda eleitoral berrada, desconexa da realidade e pensada apenas para atingir o trono. E rei é um só. Que miséria!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-223382066699589117?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/223382066699589117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=223382066699589117' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/223382066699589117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/223382066699589117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/05/credibilidadefiabilidade.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-443239469744464813</id><published>2011-05-02T16:06:00.002+01:00</published><updated>2011-05-02T16:09:21.157+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;VENTOS REACCIONÁRIOS NA&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: large;"&gt;EUROPA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Populismo ou ventos reaccionários? Serão equivalentes, mas as extremas-direitas, actualmente em auge na Europa - não esquecendo o indigesto Tea Party americano - provocam uma grave inquietação. E para quem nasceu e se tornou adulto dentro de fascismos, franquismos, salazarismos e afins, além de inquietude, a repulsa sobrepõe-se a qualquer outro sentimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os países nórdicos que sempre considerámos democraticamente sólidos e onde a social-democracia melhor expressou os seus valores, hoje movem-se dentro de uma política condicionada por uma extrema-direita impensável no último meio século passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Observemos estes dados, sobre os partidos &lt;em&gt;nacional-populistas&lt;/em&gt;, que o jornal La Repubblica publicou há dias, dando-lhe o título &lt;em&gt;“A onda negra na Europa&lt;/em&gt;”: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Suécia&lt;/strong&gt;: “Os Democráticos da Suécia” superaram os 5,7%, entrando no parlamento. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dinamarca&lt;/strong&gt;: o “Partido Popular”, anti-islâmico e anti-imigração, é a terceira força política do país. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Holanda&lt;/strong&gt;: em 2010, o “Partido da Liberdade Holandesa” tornou-se no terceiro partido com 15,5%.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;França&lt;/strong&gt;: em 2010 em eleições autárquicas, “Frente Nacional” de Marine Le Pen, ganhou 15% no primeiro turno e 12% no segundo. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Itália&lt;/strong&gt;: “Liga Norte”, 8,3% nas últimas legislativas&lt;/em&gt; (xenófobos e grosseiros)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Finlândia&lt;/strong&gt;: “Os Verdadeiros Finlandeses”, eurocépticos e anti-imigração. São a terceira força política do país com 19%.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Suíça&lt;/strong&gt;: na Assembleia Federal o “Partido do Povo” tem a maioria com 28,9%.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Áustria&lt;/strong&gt;: o “Partido da Liberdade”, fundado por Jörg Haider, obteve 25, 8% em 2010.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Roménia&lt;/strong&gt;: nas europeias de 2010, o partido “Grande Roménia”, obteve 8,66%.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hungria&lt;/strong&gt;: Com 16,7% dos votos o reaccionário “Jobbik”&lt;/em&gt; (o partido que festejou o aniversário de Hitler)&lt;em&gt; entrou no parlamento o ano passado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que se passa na Hungria – Presidente de turno da União Europeia e membro da Nato - com a recente aprovação de uma nova Constituição fora de todos os cânones democráticos, é indigno de um país membro da União Europeia. Mas para a União, as dívidas soberanas são motivo de maior alarme e preocupação. O resto são bagatelas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este país, governada por uma maioria de dois terços, institucionalizou uma autêntica ditadura: limites à informação, ao Tribunal Constitucional, à magistratura; deixou de ser considerada uma república, mas uma nação étnica (o orgulho da nação magiar) de raízes cristãs; hostilidade a ciganos e imigrantes, enfim, todos os requisitos de um país autoritário, estúpido e racista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Torna-se legítimo perguntar por que razão não se conhecem protestos oficiais ou quaisquer outras iniciativas da Comissão Europeia! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não se pode compreender e é difícil de aceitar que os europeus sofram de memória tão curta, quando reduzem a simples facto histórico a imane tragédia da Segunda Guerra Mundial e a espécie de regimes que a provocaram. E todavia, não decorreram séculos, mas sete décadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo rezam as crónicas, grande parte da população europeia assusta-se com as novas realidades impostas pela globalização e ondas migratórias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em vez de se refugiarem em nacionalismos egoístas, retóricas populistas, racismos intoleráveis, por que não abrem as mentes e começam a fazer "praça limpa" dos extremistas que exploram esses medos e, de caminho, as mediocridades políticas que pretendem governá-las? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não repararam que os actuais líderes políticos europeus se assemelham na estreiteza como reagem a populismos (quando não são eles os populistas, obviamente) e se submetem à prepotência da especulação financeira, a um capitalismo árido e sôfrego, em vez de impor uma política equilibradora? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não acham, estas populações, que a mediocridade política que assola, presentemente, esta nossa Europa é uma das principais causas da inquietação que as agita? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não se apercebem que a baixa estatura política de uma Merkel, Sarkozy, Cameron, Berlusconi (este é um caso anómalo) e quejandos não é capaz de compreender esses medos e debelá-los com rasgos de uma política de vastos horizontes e transformar os problemas ínsitos na globalização em vantagens globalizadas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dizem que a social-democracia está morta ou moribunda. Oxalá que essa morte seja mais aparente que real. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E oxalá, também, que a política comece a ser praticada &lt;strong&gt;apenas&lt;/strong&gt; como um serviço, um alto serviço. Quando a maioria dos políticos se compenetrar e for impulsionada por esta concepção, podemos ter a certeza que os extremismos serão mais folclóricos que perigosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-443239469744464813?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/443239469744464813/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=443239469744464813' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/443239469744464813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/443239469744464813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/05/ventos-reaccionarios-na-europa.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6521737824944242041</id><published>2011-04-25T15:00:00.000+01:00</published><updated>2011-04-25T15:00:17.052+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;UM PAÍS DESMORALIZADO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Desmoralizado, indubitavelmente, mas continua a bailar sem querer aperceber-se que o barco afunda. Como se explica isto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não houve quem não apontasse a inoportunidade de um fim-de-semana pascoal excessivamente prolongado, mas ninguém mudou de programas e tudo se processou como de costume. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deduz-se que o drama da nossa dívida seja apenas um bom tema de conversação, onde ninguém se exime de ditar sentenças ou formular execrações. Mas a culpa nunca é minha; é sempre do outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Somos um país na ruína, é inútil usar eufemismos, pois de outra forma não se saberia explicar um pedido de socorro financeiro tão elevado e que arrastará a compromissos gravosos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esperar-se-iam gestos de dignidade e uma assunção de responsabilidade comum para enfrentar os problemas resolutivos da nossa finança e economia. A mesquinhez, porém, é o elemento dominante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os senhores da política – é o que temos!... – ainda não compreenderam que a verborreia, quotidianamente expendida nos canais televisivos ou outros meios de comunicação, é mais um testemunho da irresponsabilidade e pequenez como enfrentam estes momentos de humilhação para o país que representam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda não compreenderam que saturam e indignam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Seria hora, por exemplo, que o partido socialista pusesse fim à sólita acusação sobre a queda do “programa de estabilidade e crescimento”, o famoso PEC 4. Não tem outros argumentos menos gastos e mais edificantes? Não acha que é mais que tempo pôr de lado arrogâncias, omissões de erros, tácticas eleitorais e iniciar uma nova era de diálogo construtivo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Pelo outro lado, aconselharia o Sr. Marques Mendes a pôr um freio a tanta verbosidade sobre os males e os culpados. Disso somos todos capazes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E já que se exprime com tanta segurança e um enfático conhecimento de causa, prefira expor ideias inovativas e apresentar soluções apropriadas, se as tem; de nada mais necessita o país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;No que concerne o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, se falasse apenas quando é necessário, pesando bem as palavras, tudo redundaria num grande benefício para o seu partido e respectivo presidente. Mas vê-se que a importância do cargo lhe alterou o entendimento e o exibicionismo tribunício sobrepôs-se ao bom senso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É com isto que temos de contar para uma futura governação?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o nosso Portugal, financeiramente moribundo, internacionalmente humilhado, com urgentíssima necessidade de bons médicos internos, tem estes curandeiros litigiosos, capacíssimos de se engalfinharem mesmo à cabeceira do doente: é este o espectáculo quotidiano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os apelos à união e entendimento, provenientes de pessoas idóneas dos mais diversos sectores, têm sido inconsciente ou ostensivamente ignorados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nas comemorações do 25 de Abril, os mesmos apelos foram hoje solenemente reiterados. Surtirão efeito?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“Grandes males, grandes remédios”. Corrijo: para grandes males, grandes responsabilidades, engenho, dignidade e orgulho, pois não somos inferiores a ninguém. Torna-se verdadeiramente irritante o péssimo hábito que têm os portugueses de autodiminuir-se. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Assim, espero que esta crise seja uma excelente oportunidade para revolucionar completamente todo um modo comportamental de pensar, agir e impor-se. Revolucionará?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6521737824944242041?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6521737824944242041/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6521737824944242041' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6521737824944242041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6521737824944242041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/04/um-pais-desmoralizado-desmoralizado.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6313979867693693097</id><published>2011-04-18T16:14:00.000+01:00</published><updated>2011-04-18T16:14:02.619+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: #990000; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;UM PAÍS ENVENENADO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não me refiro a Portugal, mas ao segundo país que estimo, a Itália. Lá como aqui, a credibilidade da classe política anda pelas ruas da amargura. Todavia, o caso italiano, no que concerne o respeito pelas regras democráticas, apresenta um quadro inquietante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nesta última semana, as bacoradas, as injúrias do primeiro-ministro italiano contra a magistratura, não somente me indignaram como me enojaram. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi e é um chorrilho constante de ataques, cada qual o mais virulento e infame. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não é tolerável que o chefe do poder executivo, numa linguagem de carroceiro, procure demolir outro poder soberano pela simples razão de se crer acima da lei: crime de lesa-majestade ter de se submeter à justiça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A tornar ainda mais penoso este facto, é ouvirmos a maioria que o apoia repetir, acriticamente, os mesmos conceitos, os mesmos argumentos falaciosos daquele indivíduo. E no entanto, dentro daquele partido,&amp;nbsp;presumo que haja pessoas de bem e com capacidade autónoma de juízo. Mas não se manifestam. Apenas obedecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Antes da entrada de Berlusconi em cena, todas as partes políticas mantiveram decoro e total respeito pelos órgãos de soberania e instituições. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mercê de mentiras despudoradas, propaganda asfixiante, informação claramente manipulada, Berlusconi, com toda a potência dos seus meios económicos e mediáticos, conseguiu intoxicar boa parte da população, envenenar o clima político e social, atacar impunemente órgãos de soberania, transformar os membros do seu partido (PDL), por recíproca conveniência, em servidores fiéis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Dir-se-ia que uma maldição se abateu sobre aquele belíssimo país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Segundo a concepção daqueles politicastros, visto que fazem parte de uma maioria de governo legitimamente eleita pelo povo – não se cansam de o proclamar – arrogaram-se o direito de proceder, descaradamente, conforme os próprios interesses e, sobretudo, os do indivíduo que os lidera, mandando para as ortigas o primeiro artigo da Constituição: “&lt;em&gt;A soberania pertence ao povo, o qual a exercita nas formas e nos limites da Constituição&lt;/em&gt;.” Quais limites e quais formas? Obliterados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Chegou-se à democracia aparente; deu-se curso a uma indecência e arrogância sem paralelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Vejamos agora algumas bacoradas do &lt;em&gt;cafone &lt;/em&gt;Berlusconi. Ah! A palavra italiana&lt;em&gt; cafone&lt;/em&gt; (origem sul da Itália) originariamente designava camponês. Por extensão, passou a significar grosseiro, ignorante, mal-educado, vilão. O Sr. Primeiro-Ministro italiano reúne todos esses atributos negativos, além de outros. As frases que transcrevo, comprovam-no&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Além de atacar a escola pública “com professores de esquerda que inculcam princípios contrários aos que inculcam as famílias”, o homem reserva o seu ódio ao órgão judiciário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A magistratura é quase sempre citada como “&lt;em&gt;togas vermelhas ou togas eversivas&lt;/em&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;em&gt;É necessário acertar se existe uma associação de malfeitores dos magistrados. Muitos juízes seguem a esquerda e têm um projecto eversivo.”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;“&lt;strong&gt;As Brigadas Vermelhas usavam as metralhadoras; os magistrados, o poder judiciário&lt;/strong&gt;”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Esta foi a asserção mais nojenta e repugnante daquele indivíduo. Todavia, e como não bastasse, houve uma sequência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Nos últimos dias da semana passada, toda a cidade de Milão, nos espaços destinados à propaganda política, apresentou-se atapetada de grandes cartazes. Uns com fundo azul de pura propaganda berlusconiana. Outros em vermelho, nos quais foi impressa a seguinte frase: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Via Le BR&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (Brigate Rosse)&lt;strong&gt;&lt;em&gt; dalle Procure&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – Fora as Brigadas Vermelhas das Procuradorias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Rebentou o escândalo, como era inevitável. Alguns membros do partido de governo viram-se forçados a criticar tal iniciativa. Apenas se esqueceram de condenar o instigador… ou financiador dos cartazes (indicados como bastante caros), o que não me surpreenderia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quem viveu o período de terrorismo das Brigadas Vermelhas, com uma interminável série de assassínios, raptos, atentados, certamente que fica indignado, pois também não esquece que &lt;strong&gt;foram assassinados 26 juízes&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;quer pelas BR, quer pela máfia. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os cartazes foram removidos, interveio uma divisão da Polícia de Estado, houve buscas, sequestraram as matrizes, a procuradoria de Milão abriu um inquérito por vilipêndio da Magistratura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Já se apresentou o autor, Roberto Lassini, mas acredito pouco que seja o verdadeiro responsável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Termino com um comentário de Roberto Benigni: &lt;em&gt;Berlusconi fica irritado com os cartazes que o atacam. Todavia, quando entrou na aula do Tribunal, o que mais o enfureceu foi ler o cartaz: &lt;strong&gt;A Lei é Igual para Todos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6313979867693693097?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6313979867693693097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6313979867693693097' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6313979867693693097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6313979867693693097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/04/um-pais-envenenado-nao-me-refiro.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2291689110144547192</id><published>2011-04-11T14:22:00.003+01:00</published><updated>2011-04-11T15:11:07.527+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="color: #274e13; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT" style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: large; line-height: 115%;"&gt;A RENÚNCIA DE PRIVILÉGIOS&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Recomendar renúncia de privilégios a quem os usa e deles abusa corresponde a um contra-senso para os privilegiados. E se estes pertencem à casta política, não somente é um absurdo como um insulto. Privilégios? Não, a casta política não tem privilégios, mas sacrossantos direitos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Acontece que o cidadão comum tem grande dificuldade a inseri-los nessa escala. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Dois casos muito reveladores: um na Itália; outro no Parlamento Europeu. Ambos vieram à luz na passada sexta-feira, dia 8. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;O salário mensal de um deputado italiano, acrescido de ajudas de custo, subsídios e quejandos ronda os 21 mil euros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;A semana passada, o ministro da Defesa e também deputado, o Sr. La Russa, ferrenho adepto da Inter quis assistir ao jogo Inter-Schalke. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Às 18,30 partiu de Roma para Milão num P180 da “Arma dos Carabineiros”. Assistiu à derrota do seu clube e regressou a Roma às 23h, noutro avião, também da aeronáutica militar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Quanto custou ao erário público este indecente comportamento do ministro que, aliás, não é caso único? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Achei divertido o título da notícia que o jornal “Il Fatto Quotidiano” publicou “&lt;i&gt;&lt;/i&gt; : “&lt;i&gt;Ilegítima Defesa: La Russa vai ao estádio de San Ciro com um voo de Estado”. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Recordo o grande Presidente da República Sandro Pertini. Ainda presidente, quando desejava visitar Savona, a sua cidade de origem, viajava nos aviões de carreira, pagando o bilhete como um normalíssimo passageiro. Outras estaturas políticas, obviamente.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Dirijamos agora a atenção para o Parlamento Europeu ou, melhor, para os insaciáveis que têm assento nesse parlamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Como salários, subsídios, ajudas de custo, penso que usufruam de condições excelentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Todavia, a aprovação, por grande maioria, do “relatório Fernandes” (José Manuel Fernandes, PSD) sobre um orçamento 2012 de “austeridade e autocontenção no contexto da crise económica”, de autocontenção não tem absolutamente nada. Salários e regalias várias tiveram um aumento de 2,3%. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;A austeridade destina-se ao vulgo. As castas pairam em ambientes superiores. E tanto assim, Miguel Portas apresentou várias propostas para uma ética e moralização claras sobre os benefícios. Entre estas, a “emenda 3” que propunha viagens aéreas em classe económica, quando inferiores a 4 horas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Uma proposta de muito bom senso, mas foi sonoramente rejeitada por uma maioria inequívoca: 402 votos contra; 206 a favor e 56 abstenções. Os senhores eurodeputados apenas aceitam viajar em classe executiva, isto é, classe de luxo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Neste voto de rejeição, salientaram-se os eurodeputados do PSD.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Chamou-me a atenção o nome de Paulo Rangel. Sempre muito catedrático nos seus juízos de valor, mas não teve pejo de alinhar com os que não abdicam dos luxos e benesses que crêem inalienáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Para finalizar, quero aludir ao uso e abuso dos automóveis de Estado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Contaram-me de um deputado que ama viajar de Lisboa até estas zonas nortenhas num automóvel de Estado com respectivo motorista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Chegado ao destino, o Excelentíssimo deputado (não sei se eurodeputado se da Assembleia da República) despede-se do motorista que, obviamente, regressa à Capital. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 115%;"&gt;Causa de força maior ou normal desenvoltura no abuso dos bens de Estado? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; margin-bottom: 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="PT" style="line-height: 115%; mso-ansi-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A estes comportamentos,&amp;nbsp;se verdadeiros, também se pode chamar clássico arrivismo do provinciano que, precisamente porque é um arrivista, não consegue absorver os princípios da dignidade e decência.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2291689110144547192?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2291689110144547192/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2291689110144547192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2291689110144547192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2291689110144547192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/04/normal-0-14-false-false-false-it-x-none_11.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-2117898098702777457</id><published>2011-04-04T14:08:00.005+01:00</published><updated>2011-04-04T14:21:05.896+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;QUANDO E SE &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Inicio com a transcrição do um e-mail auspicioso que um velho amigo da Póvoa de Varzim me enviou há dias. È possível que seja já muito conhecido, pois este género de mensagens funciona como uma nova espécie de cadeia de Santo António. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Muito simplesmente, esta concentra-se na esperança de renovamento. Mas Quando? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;QUANDO os &lt;strong&gt;Sócrates&lt;/strong&gt; forem apenas filósofos; os &lt;strong&gt;Alegres &lt;/strong&gt;apenas crianças; os &lt;strong&gt;Cavacos&lt;/strong&gt; apenas instrumentos musicais; os &lt;strong&gt;Passos&lt;/strong&gt; apenas os de dança; os &lt;strong&gt;Louçãs&lt;/strong&gt; apenas erros ortográficos; os J&lt;strong&gt;erónimos&lt;/strong&gt; apenas monumentos nacionais; e &lt;strong&gt;Portas&lt;/strong&gt; só de abrir e fechar… Voltaremos a ser felizes&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se não felizes, pelo menos mais confiantes ou menos pessimistas e indignados do que, presentemente, nos sentimos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Primeiro-Ministro espanhol, Zapatero, anunciou que não se recandidatará, nas próximas eleições legislativas. Se o homólogo português tivesse feito o mesmo, não teria demonstrado uma dignidade a que nos desabituaram? Refiro-me àquela dignidade própria de um verdadeiro homem de Estado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se o Eng. Sócrates, perante o avolumar-se da belicosidade entre o Governo e os seus opositores, tomasse em séria consideração o facto de ser apontado como o principal “casus belli” da agitação política. Se, perante a incontrolabilidade do nosso débito soberano e a perspectiva de as famigeradas agências de notação financeira nos declararem país insolvente, não teria sido nobre da sua parte pôr-se de lado - tirando o tapete debaixo dos pés de quem se alicerçou nessa, e só nessa, justificação - dando azo à formação de um novo governo e um primeiro-ministro mais dialogante? Teria dado um óptimo exemplo de alta política. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se o Dr. Passos Coelho fosse mais coerente, não tivesse conselheiros ávidos de bons cargos políticos ou similares e recorresse a pessoas ponderadas, responsáveis, desinteressadas, competentes, bons guias nos meandros da verdadeira política, encontrar-nos-íamos neste negativíssimo período de eleições? Eu creio que não. . Também não creio que alardeasse, com tanta desenvoltura, ideias neoliberais que bem se dispensam. O desenfreado neoliberalismo destes últimos tempos já provocou demasiados danos no estado social das democracias ocidentais. Tudo se quer com equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sempre achei muito estranho o nome do nosso partido conservador, isto é, o partido de Passos Coelho: “Partido Social Democrático”. Confesso que o vejo como uma usurpação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu tinha e tenho uma ideia muito clara e diversa do que é um partido Social-Democrático. Os exemplos de partidos sociais democráticos que vimos operar e que se formaram dentro desse âmbito, do conservadorismo pró-capitalismo sem freios têm muito pouco. Apenas os princípios, essencial e solidamente democráticos, que os distinguem dos partidos totalitários de esquerda. Ninguém desconhece que a Social-Democracia, democraticamente eficaz, foi o exemplo que aniquilou a retórica capciosa dos regimes comunistas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando leio as intenções do Dr. Passos Coelho sobre a liberalização da escola pública; sobre privatizações a esmo, algumas das quais absolutamente intragáveis, como a privatização da gestão das águas públicas; sistema de saúde anulado e aplicado como assistencialismo caritativo, pergunta-se: mas que espécie de social-democracia é esta? Será democracia (talvez mais um arremedo que verdadeira), mas sem o social. Modelo tolerável, dentro das autênticas sociais-democracias? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-2117898098702777457?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/2117898098702777457/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=2117898098702777457' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2117898098702777457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/2117898098702777457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/04/quando-e-se-inicio-com-transcricao-do.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-415100832150489437</id><published>2011-03-28T16:50:00.012+01:00</published><updated>2011-04-02T15:32:19.964+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;“PORTUGAL UMA PROVÍNCIA DO BRASIL” &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É tão pouca a estima que este país da “periferia da Europa” merece aos petulantes do Financial Times? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Poder-se-ia sugerir aos especialistas em assuntos económicos e financeiros do FT (a famosa secção Lex) que também não seria disparatado que a Inglaterra se tornasse no quinquagésimo primeiro estado americano, dado que a actual situação económica inglesa não se recomenda. Em Londres, como nesta futura província brasileira, cerca de 300 mil manifestantes protestaram violentamente contra a austeridade. Em que ficamos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria uma boa solução e os dirigentes ingleses evitariam de, caninamente, ir atrás de algumas iniciativas da ex-colónia. Blair pode dizer algo sobre isto. Nestas espécies de subserviências, porém, à politiquice portuguesa também podemos assacar um curvar de espinha: a criação de um monstrozinho que se chama “acordo ortográfico90”, por exemplo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas falemos seriamente. Pelos vistos, o Financial Times considera que Portugal é um empecilho para a União Europeia pelo seu péssimo hábito de “não aceitar austeridades e cultivar um crónico desempenho económico”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Certamente que o artigo que publicou na sexta-feira passada&lt;em&gt; – Portugal and Brazil: role reversal. A solution to Portugal’s problems may be annexation by Brazil&lt;/em&gt; – não passa de uma provocação. Assim o espero. De contrário, seria claramente ofensivo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por muito que queiramos sacudir impulsos patrioteiros, o que quer que seja que se aproxime da humilhação faz rumor e é difícil ignorá-lo. Paralelamente, cresce a indignação - se ainda é possível um maior grau - contra a nossa casta política e a sensação de nos sentirmos politicamente desamparados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Considerando o que se passou na semana passada, avoluma-se a ideia que somos um país á deriva e tão-somente porque as pessoas que, nós eleitores, votámos sem reflexão e como carneiros obedientes, traíram o país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que esperávamos, quando temos um sistema eleitoral que não permite a escolha de quem deve sentar-se na Assembleia da República, delegando-a aos cabecilhas dos partidos? E que esperávamos de partidos que, em vez de nos representarem com empenho e consciência, se comutaram em meros aparelhos eleitorais? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Como compreender - precisamente no período em que Portugal está quase a sucumbir perante a rapacidade dos abutres da finança - comportamentos tão levianos de quem deveria unir-se e encontrar soluções para combater este assédio, levantar a nossa economia e dar dignidade ao país? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Houve quem lhes chamou loucos. Se houve loucura, foi muito lúcida e bem estribada, quer na arrogância e incapacidade de diálogo, quer na sofreguidão de ocupar o poder. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um triste caso de trivialíssimas facções, as quais, da política, conhecem apenas o que esta pode proporcionar a interesses que nada tem que ver com a seriedade e o empenho no alcance de estabilidade e progresso do país que deveriam representar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei explicar de outro modo atitudes tanto insensatas quanto insanas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No que concerne o Presidente da República, foi bem evidente a apatia, incompreensível, como seguiu as mútuas agressividades verbais dos dirigentes partidários que seriam vítimas, em seguida, dessa verborreia sem sentido, inoportuna, irreparável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era fácil intuir que estavam a criar situações completamente estranhas ao melhor modo de enfrentar os ataques financeiros que nos asfixiam. Porém, o Sr. Presidente limitou-se a ignorar aquele saco de gatos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Conforme asseriu, Não lhe deram tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E esta uma justificação aceitável? Refugiar-se na hipotética falta de tempo está de acordo com o papel de máximo timoneiro da nação? Dentro das suas prerrogativas, não lhe caberia envidar todos os esforças – todos – para, com firmeza, instar com o governo e oposição a acalmar as guerrilhas e diatribes, letais para a nossa credibilidade na Europa e mercados financeiros? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em conclusão, todos falharam. Sinto-me tão indignada que não consigo encontrar, nem procuro, justificações para ninguém. De novo devemos ler, na imprensa estrangeira, os habituais clichés: Portugal um país pobre, atrasado, enfim um país periférico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Repito o que acima escrevi. Por muito que afaguemos o espírito de amor à nossa terra, este não pode eximir-se ao conhecimento das nossas gentes convertidas ao despesismo, à ostentação, à frivolidade e a pretensões que o orçamento do Estado não pode suportar &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando os telejornais das 13 horas - RTP, SIC, TVI - iniciam com a eleição do presidente do Sporting e por cinco minutos (ou mais) se alongam nesta “importantíssima” notícia para os destinos de Portugal, caem os braços em sinal de desconforto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vejo o nosso povo intoxicado de telenovelas e futebol, mas ninguém se preocupa de informá-lo e de lhe criar uma consciência civil e política lúcida. Ninguém desconhece que os bons programas podem divertir e, simultaneamente, formar e informar. Mas o populismo, neste caso, impõe-se. Então, viva o futebol como notícia de relevo e telenovelas nos horários nobres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se esclarecessem, detalhadamente e de uma forma acessível aos menos instruídos, o significado de dívida soberana, o défice, o peso das importações e outros factores que desequilibram o orçamento do Estado e as finanças privadas, criar-se-iam obstáculos à irresponsabilidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Temos de interiorizar que somos todos culpados: uns por superficialidade e indiferença; outros por voracidade no poder de que foram investidos; outros, ainda, por cálculos sórdidos de uma finança e um capitalismo áridos, desumanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aguardo a desfaçatez como esta casta que ocupa a política exporá as suas promessas e programas de salvação nacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Também gostaria de saber se a mesma casta, quando engendrou planos par novas eleições, auscultou os eleitores e as várias empresas sobre a oportunidade de um passo tão grave.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-415100832150489437?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/415100832150489437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=415100832150489437' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/415100832150489437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/415100832150489437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/03/portugal-uma-provincia-do-brasil_28.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4409015364623520768</id><published>2011-03-28T15:32:00.002+01:00</published><updated>2011-03-28T15:40:29.204+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;PROBLEMAS - &lt;/strong&gt;-- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;- - - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sei o que se passa neste blogue. Escrevo o texto ou transfiro-o do Word, publico-o e sai uma autêntica salsada: não há períodos nem parágrafos e o texto é um amontoado compacto de palavras. - - Se em todos estes anos nunca nada acontecera, qual o problema? - - Procurarei resolvê-lo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4409015364623520768?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4409015364623520768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4409015364623520768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4409015364623520768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4409015364623520768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/03/problemas-nao-sei-o-que-se-passa-neste.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5484020661260782960</id><published>2011-03-21T18:44:00.002Z</published><updated>2011-03-21T19:15:24.524Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;INTERVENÇÃO MILITAR NA LÍBIA:&lt;br /&gt;OPORTUNA OU DISPENSÁVEL?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em nome de tantos princípios, devemos ser favoráveis ou contrários às operações aéreas da coalizão internacional, a fim de pôr em acto a resolução n.º 1973 do Conselho de Segurança da ONU?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que as intervenções que pressupõem acções de guerra provocam perplexidades e inquietação. A maior inquietude insere-se na opinião corrente:  sabe-se como se inicia uma guerra, mas nunca se sabe como acabará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, como se pode ficar indiferente ante a revolta de uma população oprimida por um ditador da pior espécie e saber que, sem meios para se defender das milícias e mercenários de Kadhafi, será vítima de um esmagamento sanguinário e brutal? Conhecendo o &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; daquele bárbaro, este final, sim, é fácil de prever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho qualquer hesitação em aprovar o cumprimento da resolução da ONU. Lamenta-se apenas que não tivesse sido tomada muito antes. Penso que se teriam evitado tantas perdas humanas e as destruições que as imagens documentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exageros militares na imposição da zona de exclusão aérea na Líbia?&lt;br /&gt;Seria de grande interesse conhecer indicações claras sobre métodos suaves, persuasivos e não ofensivos, a fim de neutralizar as linhas de defesa antiaéreas líbias, os sistemas radar, enfim, todo o aparelho militar de Kadhafi que este indivíduo, sem escrúpulos, pôs em marcha contra o seu povo. São possíveis? Existem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho, portanto, decididamente hipócritas e internacionalmente demagógicos os protestos da China, Rússia, Liga Árabe e União Africana, não esquecendo o inefável Hugo Chavez e outros da mesma laia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ponderando a quase ausência de democracia nestes países, é inevitável a ironia: mas de que púlpitos vêm estas prédicas de cautela e protesto!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pretende a Liga Árabe? Por que não reagiu com tempestividade aos massacres dos correligionários líbios - ademais por um tirano mal visto pela generalidade dos líderes dos países dessa organização - que apenas desejavam, sem violência, o que foi possível no Egipto e Tunísia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitou a imposição do famigerado "&lt;em&gt;no fly zone"&lt;/em&gt;, mas a Liga como entende impô-lo e convencer Kadhafi a eliminar os bombardeamentos vingativos e indiscriminados? Insisto, conhece uma receita milagrosa para a salvaguarda dos civis?  Por que não se põe em campo e a usa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que autoridade tem a União Africana para solicitar o fim imediato da intervenção militar da coalizão internacional, quando, desde o princípio, brilhou pela ausência e silêncio sobre o que se passava na Líbia?&lt;br /&gt;É oportuno recordar que, mercê da generosidade de Kadhafi para com os ditadorzecos subsarianos, estes forneceram os mercenários – cerca de 10 mil e provenientes, sobretudo, do Níger, Chade, Argélia, Mauritânia, Gabão, Gana - que dispararam e continuam a disparar sobre a população civil daquele desgraçado país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às ironias de Putin sobre a resolução da ONU, a qual lhe recordava “&lt;em&gt;os&lt;/em&gt; &lt;em&gt;apelos medievais para as Cruzadas&lt;/em&gt;”, seria útil também recordar-lhe, e não ironicamente, o que se passa e passou na Chechénia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, quando se fazem recomendações à coalizão de pôr fim a “um uso não selectivo das forças”, pois foram atacados objectivos não militares que provocaram a morte de 48 civis e cerca de 150 feridos, o comunicado russo nada mais fez que repetir o estrondoso noticiário de Kadhafi - absolutamente incontrolável - e isso não é sério.&lt;br /&gt;Ainda bem que o Presidente Medvedev criticou Putin pelo inapropriado termo “Cruzadas”. Paralelamente, declarou que estava perfeitamente de acordo com a resolução do Conselho de Segurança ONU. Viva o bom senso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emprego cínico e criminosos de civis como escudo humano já se está a verificar. De que outros meios bárbaros se servirá Kadhafi para defender o ceptro, além dos que já pôs em prática, logo de início, e dos quais pouco se fala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta esperar que tudo acabe bem, que os opositores consigam, por si mesmos, reconstruir uma nova Líbia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É também desejável que, da parte externa, haja toda a ajuda necessária para que se levantem, construam um verdadeiro Estado com as instituições adequadas e caminhem dentro dos ideais democráticos, sem renegar as identidades que os caracterizam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando todas estas esperanças começarem a concretizar-se em todo o Norte de África, a União Europeia pode fazer muito para que estes povos ressurjam e sacudam definitivamente os totalitarismos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Numa entrevista, Romano Prodi propôs, entre várias coisas, tratados de associação dos países mediterrânicos do Norte de África à União Europeia. Não o ingresso, para o qual não existem as condições, mas associação, amizade institucionalizada em vários níveis, segundo as condições políticas, sociais e económicas daqueles países&lt;/em&gt;” – Eugénio Scalfari em La Repubblica de 20/03/2011.&lt;br /&gt;Impossível não concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com uma citação, muito feliz, do Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano.&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Não fiquemos indiferentes. Não permitamos que sejam destruídas as esperanças de um Ressurgimento no mundo árabe&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Precisamente: &lt;strong&gt;um Ressurgimento&lt;/strong&gt;!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5484020661260782960?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5484020661260782960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5484020661260782960' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5484020661260782960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5484020661260782960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/03/intervencao-militar-na-libia-oportuna.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7665150193748321872</id><published>2011-03-14T14:27:00.002Z</published><updated>2011-03-14T15:01:28.759Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;UMA SEMANA DENSA DE ACONTECIMENTOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Oito de Março&lt;/strong&gt;, dia mundial da mulher. Sobre este evento, dou relevo a um artigo publicado terça-feira passada, no jornal La Repubblica (“&lt;em&gt;O desejo de sentir-se&lt;/em&gt; &lt;em&gt;irmãs”)&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Shirin Ebadi&lt;/strong&gt;, advogada e pacifista iraniana.&lt;br /&gt;Magistrado, mas forçada pelo regime a abandonar o cargo, Prémio Nobel da Paz 2003, lutadora pelos direitos humanos, vive actualmente em Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Há trinta e dois anos, no dia oito de Março, dia internacional da mulher, a televisão iraniana anunciou a decisão oficial que privava as funcionárias públicas de um seu direito fundamental: a liberdade de escolher o próprio vestuário.&lt;br /&gt;[…] Reputando-se mais dignos que as próprias mães, emanaram leis que atribuem à mulher metade do valor do homem… O «Dieh», a importância monetária das indemnizações por danos físicos ou homicídio culposo, é reduzido a metade, se as vítimas são mulheres…&lt;br /&gt;Num tribunal, o testemunho de duas mulheres equivale ao testemunho de um homem.&lt;br /&gt;Estes homens, crescidos numa cultura patriarcal, criaram leis com o fim de garantir o prazer masculino, consentindo a prática da poligamia e permitindo ao homem de ter quatro mulheres permanentes e dezenas de mulheres temporárias.&lt;br /&gt;[…] As mulheres corajosas que falavam de uma paridade de direitos e reivindicavam a igualdade iam ao encontro dos bastões ou chicotes dos defensores do regime. Algumas foram encarceradas; outras, executadas.&lt;br /&gt;[…] As mulheres iranianas não desejam o poder político nem o decaimento dos costumes. Simplesmente, estão saturadas de suportar crueldades e desprezo. Aspiram à justiça e à paridade. Dai-nos apoio, solidariedade e ajudai o movimento das mulheres no seu veemente desejo de igualdade”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discurso do nosso Presidente da República&lt;/strong&gt;, na cerimónia da tomada de posse e as críticas subsequentes.&lt;br /&gt;Não tenho dificuldade em adoptar algumas, pois são incontestáveis, por muito que os colegas de partido se prodigalizem em interpretações positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um discurso banal e repleto de lugares-comuns ou conceitos já muito explorados no mercado das opiniões.&lt;br /&gt;Nada que mereça interesse, excepto o azedume como alude ao que não corre bem no País e promessas de uma “magistratura activa”. Pergunta-se: no que lhe não compete?&lt;br /&gt;Seja permitida uma outra pergunta: nas elites que o circundam, o Presidente da República não é capaz de encontrar uma cabeça inteligente, dotada de uma refinada cultura política e de capacidade oratória, que lhe escreva discursos dignos de um Presidente de todos os portugueses e capazes de empolgar os cidadãos?&lt;br /&gt;É-lhe difícil encontrar quem saiba escrever com profundidade, expressando ideias originais, sem que deva recorrer a uma espécie de composição bem alinhavada, onde apenas se fazem notar ressentimentos e desafios inoportunos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Facebook, o Presidente insurge contra “interpretações abusivas e distorcidas” das suas palavras, sugerindo a “todos os cidadãos de boa-fé que façam uma leitura integral do seu discurso”.&lt;br /&gt;As redacçõezinhas de quem se crê infalível não garantem diversidade de interpretações. Na sua banalidade, exprimem recados e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*****&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;Um Apocalipse no Japão&lt;/strong&gt;”: foi este o título que muitos jornais adoptaram e não é exagerado. Olhando sobretudo as imagens, parece que o horror daquela tragédia não tem limites e é com profunda tristeza que vemos a impossibilidade de evitar uma tão grande devastação, um desastre humano que provoca arrepios.&lt;br /&gt;A ciência e a técnica, embora no mais alto grau de aplicação e desenvolvimento, como vemos, nada podem contra as arremetidas violentas do planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível evitar cataclismos deste género, mas está nas nossas mãos atenuá-los com uma outra grande força que só a humanidade possui: a solidariedade total e tempestiva para com um Japão prostrado que, neste momento, tanto necessita que o ajudemos a levantar-se. Penso que não faltará.&lt;br /&gt;A somar tragédia a tragédia, surge a emergência das centrais nucleares. Oxalá consigam reparar o desastre anunciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada vez se reforça mais a minha opinião contra a energia nuclear. Leio artigos e mais artigos sobre o assunto, procuro esclarecer-me, os propugnadores desta energia põem toda a confiança nos reactores da 3.ª, 4.ª, 5.ª gerações, mas a minha impressão negativa resta e não muda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Líbia&lt;/strong&gt;. Encadeemos os factos. Se na América não tivesse sido eleito um presidente tão negativo como George Bush; se Tony Blair não tivesse contribuído para a loucura de invadir o Iraque, criando uma guerra infinita no Médio-Oriente com as consequências que sabemos. Se outros factores não tivessem concorrido para esse grande erro, hoje, a guerra feroz de Kadhafi contra os seus compatriotas já teria sido anulada e os rebeldes socorridos, justamente, com os meios adequados para varrer aquele déspota.&lt;br /&gt;Mas há os precedentes, logo, as hesitações da América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É decepcionante a tibieza da EU, mas de que nos surpreendemos se, mesmo perante os problemas mais graves que a afligem, se demonstra incapaz e desunida?&lt;br /&gt; É escandalosa a ausência da União Africana. É deplorável o procedimento hesitante da Liga Árabe, embora tivesse aprovada a exclusão do espaço aéreo. Mas quando? &lt;br /&gt;Entretanto, o tarado Kadhafi, coadjuvado por um filho imbecil digno de tal pai, avança na vingança sanguinária contra quem ousou contestar este autoproclamado“ Rei dos Reis de África”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7665150193748321872?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7665150193748321872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7665150193748321872' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7665150193748321872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7665150193748321872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/03/uma-semana-densa-de-acontecimentos-oito.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6080462317948992327</id><published>2011-03-07T14:57:00.002Z</published><updated>2011-03-07T15:08:15.631Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;INDIGNAI-VOS: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;“&lt;em&gt;O MANIFESTO DA RESISTÊNCIA CIVIL&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, há sempre motivos para nos indignarmos, se temos o brio de nos não fecharmos na apatia de quem apenas sabe resmungar e jamais reagir a certos fenómenos negativos que, dia após dia, se avolumam e desvirtuam ou sufocam a harmonia dos direitos e deveres que uma verdadeira democracia distingue e põe em prática.&lt;br /&gt;Impõe-se, portanto, uma “&lt;em&gt;resistência civil, uma insurreição doce, pacífica&lt;/em&gt;”, enfim, um indignai-vos, sem violências, contra este estado de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a essência do famoso panfleto “&lt;em&gt;Indignez-vous&lt;/em&gt;”, de &lt;strong&gt;Stéphane Hessel&lt;/strong&gt;, publicado, nos fins de Outubro do ano passado, por uma pequena editora de Montpellier – Indigène Editions.&lt;br /&gt;Até hoje, acenam a 1 milhão e 400 mil exemplares vendidos na França.&lt;br /&gt;Publicado em Itália em 15 de Fevereiro, em apenas dez dias venderam 25 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já foi traduzido em português, com prefácio de Mário Soares, e estará à venda no próximo 15 de Março. Certamente que serei um dos primeiros compradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inserto P2 do jornal Público de sexta-feira passada, apresentou um artigo muito completo - de Sérgio C. Andrade - sobre Stéphane Hessel e o tema do opúsculo “Indignai-vos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Stéphane Hessel? Sucintamente: nasceu em Berlim em 1917, de uma família intelectual judaica; imigrado em França desde 1925 e naturalizado francês; frequentou a prestigiosa École Normale Supériore de Paris; conviveu com altas figuras do mundo intelectual e artístico de França; aderiu à Resistência, na última guerra; diplomata; por último e de grande importância, foi um dos 12 redactores da "Declaração dos Direitos do Homem", em 1948.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os valores democráticos e sociais por que combateu contra os nazis e durante a sua existência de 93 anos, hoje são desclassificados em pró da &lt;strong&gt;“ditadura dos&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;mercados financeiros&lt;/strong&gt;” e dos enriquecimentos fáceis.&lt;br /&gt;Os direitos do homem e as conquistas sociais são postergados em planos inferiores ou omissos. Em face deste liberalismo sem alma, decidiu lançar um repto aos jovens, incitando-os a indignar-se e insurgir-se, pacificamente, contra estas derivas do novo século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os primeiros dias de Janeiro que a imprensa italiana tem dado largo espaço a este caso editorial.&lt;br /&gt;No dia 28 de Fevereiro, La Repubblica publicou uma entrevista a Stéphane Hessel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;À pergunta: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ficou admirado pelo entusiasmo que o seu apelo desencadeou?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Resposta: &lt;em&gt;Não devemos manter ilusões. A maioria das pessoas, em qualquer época, prefere manter-se em silêncio, fechar-se na própria hortinha. Durante a guerra, os jovens que apoiavam a Resistência foram apenas 10% da população. Provavelmente, também hoje existe apenas uma minoria iluminada. A nossa experiência, porém, demonstra que pode ser suficiente para mudar o curso da História.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pergunta: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Indignar-se. E depois?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Resposta: &lt;em&gt;Entretanto, significa pôr em foco o problema. É como nomear um objectivo, para depois centrá-lo. Só deste modo se pode ir em busca de soluções. No fim do livro, falo de algumas propostas. Juntamente com Michel Rocard, estou a trabalhar num texto sobre acções concretas, compartilhadas por cerca de cinquenta ex-chefes de estado e de intelectuais, como Edgar Morin, Amartya Sen, Joseph Stiglitz.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indignai-vos&lt;/strong&gt;! Como gostaria que esta exortação estivesse sempre presente no espírito de quem sabe reagir - comedidamente, mas com firmeza - às deformações da realpolitik; aos abusos de poder; às distorções institucionais; à mediocridade, por vezes desonestidade, de quem administra a coisa pública; à apatia, indiferença e egoísmo da sociedade civil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperar naquele 10% iluminado em que espera Stéphane Hessel? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Considerando os nossos jovens, observando a frivolidade como vivem e a trivialidade dos seus entusiasmos, poderemos esperar na existência, malgrado estas impressões negativas, de um promissor dez por cento de iluminados? Duvido.&lt;br /&gt;Serei injusta, mas vejo muita ignorância, mesmo em jovens licenciados cujos conhecimentos são apenas o que os exames exigiram para obter o diploma.&lt;br /&gt;Recordo a recomendação (que presenciei) de um destes licenciados a um amigo: “&lt;em&gt;Ó pá, entra em política e verás como encontras bons empregos&lt;/em&gt;”. A realpolitik no seu máximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que não podemos nem devemos generalizar. Espero, portanto, que o panfleto de Stéphane Hessel seja, também em Portugal, um caso editorial de grande sucesso e que o “Indignai-vos” desperte a consciência civil de tantos jovens (os que sabem interpretar o que lêem), assim como daquele batalhão de adultos que apenas sabe recitar e adormentar-se no já tão estafado “são todos iguais”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6080462317948992327?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6080462317948992327/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6080462317948992327' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6080462317948992327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6080462317948992327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/03/indignai-vos-o-manifesto-da-resistencia.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-7809488617750767432</id><published>2011-02-28T17:09:00.004Z</published><updated>2011-03-01T13:51:44.315Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;NA REALPOLITIK É IMPLÍCITO O CINISMO?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FYS74RkkCjA/TWvXibI2hxI/AAAAAAAAAdQ/9zmcbHAgEoo/s1600/BERLUSCONI%2BBACIA%2BLA%2BMANO%2BA%2BGHEDDAFI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578789549828900626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-FYS74RkkCjA/TWvXibI2hxI/AAAAAAAAAdQ/9zmcbHAgEoo/s400/BERLUSCONI%2BBACIA%2BLA%2BMANO%2BA%2BGHEDDAFI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Berlusconi beija a mão de Kadhafi - Março 2010&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;****&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A pergunta é ingénua. Se nas relações entre Estados, vige, acima de tudo, a preservação dos interesses mútuos, isto é, o lado útil e prático dessas relações, certamente que a dose necessária de hipocrisia e cinismo será inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum país é imune de tais situações. Mantém-se relações com todos os países democráticos; estabelecem-se relações com estados não democráticos que são produtores e fornecedores de matérias-primas indispensáveis, por exemplo, ou, então, por uma mera razão de relações entre estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, é posta em prática uma ética especial nas negociações que resultam prósperas e benéficas para a economia e segurança dos diversos países. Se assim não fosse, como justificaríamos a aplicação, na política, de uma actividade diplomática estribada no conceito de Realpolitik, quando se deve tratar com regimes totalitários ou ditaduras da pior espécie?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conclusão, a realpolitik é prática comum. A distinguir essa prática, existe apenas o grau de elegância e o comedimento como é aplicada. É neste aspecto, portanto, que ressaltam os exageros, as atitudes subservientes e inoportunas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta inesperada na Líbia deu azo a críticas contra quem distribuía sorrisos e palmadinhas nas costas daquele demente sanguinário que a dominava.&lt;br /&gt;Nos estados europeus, quando Kadhafi era o todo-poderoso, houve algum dirigente que se distanciou dessas manifestações amistosas? Não creio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tais manifestações de cordialidade se mantiveram dentro de uma cortesia diplomática, considero as críticas actuais bastante hipócritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, houve quem tivesse ido muito além dessa dignidade de Estado e tivesse optado por inoportunos salamaleques que o ofendiam. &lt;strong&gt;A foto acima reproduzida é bem eloquente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Até aqui, segui o raciocínio do realismo político. No entanto, não significa que o aprove incondicionadamente. Pelo contrário, repugna-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acima de qualquer outra consideração, colocássemos o respeito pelos direitos humanos, o culto da dignidade humana, a defesa da igualdade de circunstâncias e de cidadania, não creio que os interesses económicos ficassem emperrados ou sofressem reveses.&lt;br /&gt;Haveria menos totalitarismos, pois, automaticamente, estes seriam votados ao ostracismo – um ostracismo real e não de ostentação - pela generalidade dos países que não admitem cidadãos súbditos ou sufocados, na sua liberdade, por qualquer sátrapa ou ditador tipo Kadhafi.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Devo compreender que navego no mar da utopia, mas não desisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à eloquência da foto de Berlusconi que beija a mão de Kadhafi, não foi á única atitude aviltante, embora o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas visitas oficiais de Kadhafi a Roma – em Junho 2009 e Agosto 2010 - quanta palhaçada e que baixeza de cortesania da parte do governo que o hospedava!&lt;br /&gt;Seria longo descrever os episódios degradantes a que se assistiu, no show histriónico do indivíduo que hoje todos condenam, mas esquecendo que sempre demonstrou uma barbárie sem freios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns pormenores, lidos no Corriere Dela Sera: Restauros no palacete e parque Doria Pamphili por 994.923 euros, em 2009, a fim de hospedar a proverbial tenda do hóspede.&lt;br /&gt;Foi-lhe consentido uma “lição da sapiência” (dá vontade de rir!) na Universidade “La Sapienza” de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos a sapiência do homem: “&lt;em&gt;A democracia é uma palavra árabe que foi lida em latim. Democracia: demo quer dizer povo; cracia em árabe significa cadeira. Assim, o povo quer sentar-se nas cadeiras&lt;/em&gt; […] - fiquemo-nos por aqui!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visita de 2010, uma agência especializada contratou 500 raparigas (70 euros cada) para serem recebidas por Kadhafi, na residência do embaixador líbio, onde lhes ministrou uma lição de islamismo. «O islão deveria tornar-se na religião de toda a Europa»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os chorudos negócios entre Líbia e Itália galoparam; os investimentos de fundos soberanos líbios são múltiplos e avultados.&lt;br /&gt;Dois exemplos: possui 7,5% do capital da famosa Juventus. Em dois anos, a Líbia tornou-se no maior accionista do primeiro banco italiano, Unicredit, com cerca de 7% - quem diz Líbia, diz Kadhafi, os oito filhos, mulher e demais familiares.&lt;br /&gt;Penso que o cinismo, nesta realpolitik, tivesse ido muito além daquela dose inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardemos o desfecho da tragédia líbia e oxalá que a Europa saiba ajudar, sensata e equilibradamente, aquele povo a virar página.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-7809488617750767432?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/7809488617750767432/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=7809488617750767432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7809488617750767432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/7809488617750767432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/02/na-realpolitik-e-implicito-o-cinismo.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FYS74RkkCjA/TWvXibI2hxI/AAAAAAAAAdQ/9zmcbHAgEoo/s72-c/BERLUSCONI%2BBACIA%2BLA%2BMANO%2BA%2BGHEDDAFI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4225728967868943809</id><published>2011-02-21T16:37:00.002Z</published><updated>2011-02-21T16:49:37.751Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;OS 150 ANOS DA UNIÃO DE ITÁLIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No próximo dia 17 de Março celebrar-se-ão os 150 anos da união de Itália.&lt;br /&gt;Precisamente em 17 de Março de 1861, foi proclamado oficialmente o Reino de Itália, em Turim, palácio Carignano, sede do primeiro parlamento da Itália unida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer país seria um evento histórico que se comemoraria com uma participação total e com o entusiasmo que a data merece. Mas em qualquer outro país não existe um partido que se chama Liga Norte, o qual não esconde projectos secessionistas e demonstra desdém por tudo o que se situe fora da imaginária Padania. Logo, falar de união da Itália é como fumo nos olhos, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo da política italiana, actualmente, verificam-se anomalias de tal modo inconcebíveis que se torna dificílimo desviar a atenção do que vai sucedendo, dia após dia.&lt;br /&gt;Observadora externa, mas com o coração preso a tudo o que concerne o país Itália, não sei compreender, não sei explicar, muito menos desculpar esse estado de coisas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mas continuemos. Já de há muito tempo que se preparavam estas comemorações. Todavia, como a Liga Norte faz parte da coligação de governo, este hesitava a declarar feriado nacional o próximo dia 17 de Março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não faltaram opiniões tão estúpidas como inaceitáveis: um feriado que interromperia a actividade produtiva, criar-se-ia um fim-de-semana prolongado, inoportuno nestes momentos de crise económica, etc. – assim se pronunciou a presidente da Confederação Industrial, e não foi a única.&lt;br /&gt;Por sua vez, a ministra da Educação entendia que as escolas não deveriam fechar. Comemorar-se-iam a os 150 anos durante as aulas. Os directores escolares imediatamente disseram que não haveria aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, sexta-feira passada, o governo emanou um decreto que proclama feriado nacional o próximo 17 de Março. Os dois ministros da Liga Norte presentes, todavia, abandonaram a reunião de ministros e não votaram. O terceiro, ministro da Administração Interna, nem compareceu.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sólito Calderoli, que faz parte do trio, declarou que esse feriado era uma “loucura e um acto anticonstitucional”.&lt;br /&gt;Pobre Itália, em que mãos caíste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem saberá distinguir o que são actos anticonstitucionais? Não, não sabe. Aliás, toda a corte que presentemente ocupa o governo italiano tem ideias muito &lt;em&gt;sui generis&lt;/em&gt; sobre a Constituição. Esta, para o chefe e respectivos cortesãos, não passa de um empecilho.&lt;br /&gt;Mas não foi sobre a Constituição do Estado italiano que estes ministros juraram, quando tomaram posse? Onde está a coerência e a dignidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já que aludo à falta de coerência e dignidade, acrescento credibilidade e ausência total de sentido do ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[…] &lt;em&gt;O que acima de tudo avilta, não nós que mantemos no peito o sentimento da nação, mas as instituições que deveriam representá-la, é o comportamento daqueles 315 parlamentares – isto é, 320, depois da última transumância – que votam a comando as propostas mais incríveis, mais desatinadas e mais conceptualmente impudicas que jamais foram apresentadas nas aulas parlamentares.&lt;br /&gt;Afirmaram como verdade revelada que o telefonema vergonhoso de Berlusconi à Questura&lt;/em&gt; (central da polícia)&lt;em&gt; de Milão para libertar a “sobrinha de Mubarak” foi o acto de um homem de Estado que queria e devia evitar uma grande crise internacional&lt;/em&gt;. […] – Eugénio Scalfari, La Repubblica de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como defesa contra a acusação de abuso de poder, alega que só o “tribunal de ministros” o deve julgar. Telefonou à polícia para libertarem a prostituta Ruby, de idade menor, no exercício das suas funções, a fim de evitar um incidente diplomático. A mocinha era “sobrinha de Mubarak”!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;Como todos os pormenores deste caso foram amplamente descritos e com circunstâncias graves e incontestáveis, é inaudito como todos os parlamentares que o defendem repetem fielmente as mentiras mais despudoradas que só Berlusconi sabe pôr na praça, com a ajuda dos seus advogados, também eles eleitos no parlamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez foge ao enésimo processo. Será sem audiência preliminar, o que não lhe dará tempo para a emanação de novas leis que o ponham a salvo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigindo o tribunal de ministros, sabe que este tribunal especial não pode iniciar o processo sem antes solicitar a autorização do parlamento. E como espera que a sua maioria a não concederá, espertezas e manigâncias processuais estão já em marcha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4225728967868943809?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4225728967868943809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4225728967868943809' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4225728967868943809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4225728967868943809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/02/os-150-anos-da-uniao-de-italia-no.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-3501730147788953212</id><published>2011-02-14T17:38:00.007Z</published><updated>2011-02-16T22:48:59.641Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;SE NÃO AGORA, QUANDO?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#333333;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UKWT6UD4xXw/TVltw3xjVrI/AAAAAAAAAdI/xbss9Xa2if4/s1600/BERLUSCONI%2BMULHERES%2BCONTRA%2BROMA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573606700220634802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-UKWT6UD4xXw/TVltw3xjVrI/AAAAAAAAAdI/xbss9Xa2if4/s400/BERLUSCONI%2BMULHERES%2BCONTRA%2BROMA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Manifestação das mulheres contra Berlusconi, em Roma&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-P-lYcmxG_V8/TVltmw1ZFaI/AAAAAAAAAdA/kKWCGdOrZpg/s1600/BERLUSCONI%2BMULHERES%2BCONTRA%2B3.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;******&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;“&lt;em&gt;Se non ora, quando&lt;/em&gt;?” – Se não agora, quando?&lt;br /&gt;Este foi o lema escolhido por centenas de milhares de senhoras italianas para a manifestação anti-Berlusconi de ontem em Roma e em muitas outras cidades do País. Inspiraram-se no título do conhecido livro de Primo Levi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A confluência na "&lt;em&gt;Piazza del Popolo&lt;/em&gt;", em Roma – onde se organizou a manifestação símbolo – foi maciça, imponente, como o demonstra a foto acima reproduzida.&lt;br /&gt;Todavia, verificou-se o mesmo espectáculo nos principais centros de tantas outras cidades, quer no Continente, quer na Sicília e Sardenha.&lt;br /&gt;Não foram consentidas bandeiras ou quaisquer outros emblemas das facções políticas. Foi uma manifestação transversal, onde predominavam as écharpes brancas das senhoras e o entusiasmo.&lt;br /&gt;Observando as reportagens sobre estas manifestações pacíficas e bem organizadas, nas diversas cidades, fiquei impressionada com a afluência de tanta gente: mulheres, homens, muitos jovens, crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistimos a um novo fenómeno. Perante a ausência de líderes capazes e com a coragem das ideias, as massas sublevam-se com vigor e originalidade, saem para as ruas e gritam a sua indignação e descontentamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Norte de África, vimos os resultados. Na Itália, uma democracia verdadeiramente em perigo vê as suas instituições diariamente esvaziadas por uma maioria sem o mínimo sentido de Estado, sem ética e sem vergonha.&lt;br /&gt;Mas também aqui, a oposição brilha por fragmentação e estúpidos pessoalismos.&lt;br /&gt;Foram as massas que se organizaram e protestaram contra um modo de fazer política que envergonha e prejudica o País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi necessária a indignação feminina para que as ruas se enchessem e a sociedade civil, finalmente, começasse a despertar de uma apatia incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a esta maioria de ocupadores do Estado que atribuo a responsabilidade e as piores culpas do que, presentemente, acontece na Itália.&lt;br /&gt;Criou um muro granítico à volta de uma espécie de líder, Berlusconi, que nunca deveria ascender ao lugar de primeiro-ministro ou qualquer outro cargo institucional, e por razões bem claras que todos conhecem.&lt;br /&gt;Mas como foi este indivíduo - com os seus potentes meios económicos e mediáticos - quem, praticamente, escolheu essa maioria e, portanto, lhe garante posições rentáveis, defendendo-o, automaticamente defendem os interesses venais que os motivam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bizarro sistema eleitoral actual, inventado e votado pela maioria parlamentar de Berlusconi, em 2005, classificado pelo seu inventor, Calderoli da Liga Norte, como “&lt;em&gt;Lei Porcata&lt;/em&gt;” (não necessita de tradução) deu origem ao tal muro granítico acima referido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastam duas características para, efectivamente, classificá-la como uma porcaria.&lt;br /&gt;Primeiro ponto: o eleitor vota a lista dos candidatos sem a possibilidade de indicar preferências - este sistema, infelizmente, também se verifica nas eleições portuguesas.&lt;br /&gt;São os partidos quem escolhe e estabelece as respectivas graduações. Obedientemente, votamos o que os partidos impingem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda característica da “lei porcata” - esta, sim, verdadeiramente aberrante – é o “prémio de maioria”.&lt;br /&gt;Á coligação que obtiver maioria relativa ser-lhe-á garantido um mínimo de 340 assentos na Câmara dos deputados. O número total é de 630 membros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coligação com uma maioria relativa de 35%, por exemplo, reinará no Parlamento.&lt;br /&gt;Quando me falam que Berlusconi tem a maioria do País, conhecendo a “lei porcellum” (assim baptizada por Giovanni Sartori), sei de antemão que a maioria dos eleitores italianos não está com aquele indivíduo nem nunca esteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisto à tentação de transcrever alguns &lt;em&gt;slogans&lt;/em&gt; do que os numerosos cartazes de ontem exprimiam: sarcasmo, ironia, insultos, indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta aos sistemáticos ataques de Berlusconi à magistratura: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Eu estou com os Ministérios Públicos, velho porco com o “rabo flácido”». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Ainda bem que a Magistratura existe!». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Não à pornocracia. Indignemo-nos». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Não é um País para velhos putanheiros». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Melhor gay que velho porcalhão». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«É carnaval, mas os artistas estão no Governo». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Berlusconi, presta um serviço à humanidade: demite-te». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Pela dignidade das mulheres, demite-te». &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;«Bastava não votá-lo»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quanto a demissões, aquele homem pouco ou nada compreende: falta-lhe pundonor, dignidade e qualidades políticas para dar esse passo e não comprar votos, a fim de enfrentar moções de censura, como fez ultimamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não agora, quando? Penso que só as urnas o dirão.&lt;br /&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-3501730147788953212?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/3501730147788953212/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=3501730147788953212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3501730147788953212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/3501730147788953212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/02/se-nao-agora-quando-manifestacao-das.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UKWT6UD4xXw/TVltw3xjVrI/AAAAAAAAAdI/xbss9Xa2if4/s72-c/BERLUSCONI%2BMULHERES%2BCONTRA%2BROMA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5454970944732576863</id><published>2011-02-07T15:00:00.002Z</published><updated>2011-02-07T15:09:35.992Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;E AGORA, ISRAEL?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se como iniciou a rebelião popular, donde partiu o primeiro rastilho, como se propagou até ao Egipto e como aqui deflagrou com um estrondo que abalou tantas convicções. Ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe que rumos políticos, democráticos, constitucionais, mas sobretudo equilibrados, saberão encontrar os responsáveis egípcios.&lt;br /&gt;Oxalá sejam os direitos humanos e os anseios das classes menos privilegiadas os principais motores das reformas que se impõem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Irmandade Muçulmana – um dos papões que assustam o Ocidente – tem sido cauta, embora classificada como a facção política mais bem organizada do Egipto.&lt;br /&gt;Cálculos de quem entende insinuar-se nas negociações, usando maneiras mansas e, em seguida, impor as suas directivas? Ou, pelo contrário, pessoas responsáveis e respeitadoras de um Estado laico, onde todos usufruem de direitos iguais?&lt;br /&gt;Não esqueçamos que grande parte dos seus filiados exerce profissões liberais, predominando os médicos. Tem obrigação, portanto, de não cair em fundamentalismos estúpidos e mais próprios de quem milita na ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esclareceu que entende distanciar-se do regime islâmico do Irão. Esperemos que persistam nesse bom senso, pois a revolta popular foi bem clara nos seus motivos e em nada encorajou fundamentalismos ou ódios fora dessas razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;****&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estado de sublevação geral no Egipto, grande preocupação em Israel. Quem sabe se não será salutar e contribua a estilhaçar a arrogância de tantos dirigentes israelianos e a cegueira da população que os vota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, Israel? E agora que a maior fronteira com quem viviam em paz se tornou num ponto de grande interrogação? Que iniciativas sensatas devem ser tomadas, finalmente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo todas as informações, frequentemente sou assaltada por uma ideia que muito desejaria se tornasse real.&lt;br /&gt;Gostaria que aquela grande parte de israelianos que querem a paz, que nutrem respeito e solidariedade pelos palestinianos sem direitos, colhessem o espírito da revolta egípcia e tunisina, embora com outra finalidade, viessem para as ruas, em massa, e exigissem uma completa mudança na classe política e na política de conciliação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito de viver em paz e reconhecer as razões dos outros é sempre um excelente motivo para uma sacrossanta revolta contra quem se alcandora na defesa de interesses que já não justificam a segurança e o direito à existência de Estado de Israel, por muito que desejemos e pretendamos esse direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente, dir-se-ia que predominava a indiferença sobre a questão palestiniana, visto que tudo estava calmo e a força do exército dava segurança.&lt;br /&gt;O estado de sonolência terminou abruptamente e o despertar deve ser de uma grande inquietação para quem até hoje fechou os olhos e adoptou numa situação de paz sem paz, mas insustentável no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Acomodar-se por anos e anos sobre a conservação do status quo, a política dos adiamentos, o sistemático esquivar-se (como demonstram os documentos publicados há dias por Al Jazeera) defronte a cada abertura dos palestinianos, foram funestos.&lt;br /&gt;Os «Palestinian Papers», fornecidos pela emitente árabe, provavelmente minaram a credibilidade do líder palestiniano, Mahmud Abbas, aos olhos do seu povo (concessões excessivas, excessivo afã em fechar as contratações), mas perante os nossos olhos são claríssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante dois anos, entre 2006 e 2008, a Autoridade Nacional Palestiniana avançou propostas muito generosas sobre os colonatos, sobre Jerusalém e sobre o «direito ao retorno» dos refugiados que tiveram de abandonar as próprias casas em 1948 e 1967.&lt;br /&gt;O entendimento com o primeiro-ministro israeliano, Ehud Olmert, quase chegou a bom fim. Porém, a oposição dos colonos e, em seguida, o advento do governo de Netanyahu, sustentado pelos partidos de direita, tudo abortaram.&lt;br /&gt;Hoje, se existisse um acordo com os palestinianos, a posição de Israel, perante o colapso do regime egípcio, seria diversa, menos inquietante e espinhosa? A resposta é sim.&lt;br /&gt;Os motins do Cairo ainda não tiveram, felizmente, entoações alarmantes anti-israelianas. A paz com a Palestina, porém, teria tornado Israel menos só e menos perturbado de como se encontra nestas horas”&lt;/em&gt; – Sandro Viola, La Repubblica, 03/02/2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais a acrescentar, excepto uma alusão ao governo de Netanyahu.&lt;br /&gt;Neste momento, mas desde sempre, é um doso piores governos que a maioria israeliana poderia ter escolhido para a solução da paz naquela região. Mas é provável que o tivesse votado por este motivo.&lt;br /&gt;Talvez esta minha opinião, que não censuro, seja fruto da profunda antipatia e desprezo que me merecem governos de extrema-direita, agravados, como neste caso, pelo apoio de religiosos fanáticos.&lt;br /&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5454970944732576863?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5454970944732576863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5454970944732576863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5454970944732576863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5454970944732576863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/02/e-agora-israel-sabe-se-como-iniciou.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-4039817060399223245</id><published>2011-01-31T16:00:00.002Z</published><updated>2011-01-31T16:19:34.076Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;QUANDO O BOM SENSO SE EXPRIME&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Terminadas as votações e publicados os resultados, a enchente de declarações, opiniões, discussões e demais &lt;em&gt;bla bla bla&lt;/em&gt; foi asfixiante.&lt;br /&gt;Agora, já reduzida a regatos, tornou-se mais comedida e atraente.&lt;br /&gt;Dentro da modéstia do que penso e escrevo, junto-me a esses regatozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi muito pouco do que disseram nos múltiplos debates dos nossos canais televisivos. Deliberadamente, boicotei a maior parte e dediquei pouco tempo aos restantes.&lt;br /&gt;Tudo se assemelhava. As argumentações e pareceres nada diziam de original e esclarecedor, se de esclarecimentos ainda necessitássemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contraposição a quem se exprime num palco, prefiro a leitura do que os diferentes quotidianos publicam sobre o mesmo tema.&lt;br /&gt;Chamaram-me a atenção, todavia, os comentários ao artigo de Mário Soares no jornal «Diário de Notícias», do passado dia 25 de Janeiro: “&lt;em&gt;Eleições Presidenciais”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Imprimi-o, como sempre faço, quando entendo que um texto merece interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li as quatro páginas atentamente. O conteúdo pareceu-me muito equilibrado e sensato. Embora o título nos conduza às eleições presidenciais, o artigo aborda vários argumentos de grande actualidade.&lt;br /&gt;As apreciações à vitória de Cavaco Silva, no que imprimi, condensam-se em oito parágrafos. E tudo ficou dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve Mário Soares: “&lt;em&gt;Numa entrevista em que me interrogaram sobre se, desta vez, iria votar Cavaco Silva, afirmei, discretamente, para desfazer equívocos, que «nunca votaria em Cavaco Silva». E agora acrescento: por razões político-ideológicas e não pessoais&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;Resposta muito correcta e óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pessoa comum e sem qualquer rudimento do que é a alta política, daria outra justificação.&lt;br /&gt;As razões político-ideológicas pesam sempre muito pouco nas minhas escolhas, quando devo eleger um Presidente da República. É o candidato singular, é a personalidade desse candidato que eu avalio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a personalidade política e humana de Cavaco Silva está completamente fora dos cânones que eu entendo deva caracterizar um dos máximos representantes de um país.&lt;br /&gt;Assim, sem hesitações, dei o meu voto a quem estava menos afastado desses cânones, o Dr. Fernando Nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[…] &lt;em&gt;em democracia os políticos, dos diversos partidos e os independentes , não se consideram inimigos, mas tão-só adversários –&lt;/em&gt; escreve sempre Mário Soares&lt;em&gt; - “Estranho e lamento que o candidato Cavaco Silva não o tenha feito, no passado domingo, em relação aos seus adversários. Como aliás lamento os dois discursos que proferiu no momento da vitória. Em lugar de ser generoso e magnânimo para com os vencidos, foi rancoroso&lt;/em&gt; […].”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente, certas asserções, nestes discursos do reeleito presidente, são penosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; “A honra venceu a infâmia. Venceu a verdade sobre a calúnia. Campanha de calúnias, insinuações e mentiras. Os órgãos de comunicação social devem revelar os nomes dos que estão por trás da campanha suja", etc., etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;br /&gt;A toda esta falta de fair play também se pode chamar uma desmesurada egolatria. E o ególatra, naturalmente, nunca se apercebe dos seus limites.&lt;br /&gt;Ora esses limites são claramente patentes, por exemplo, quando se refere aos órgãos de comunicação social que devem revelar os nomes!... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Público de quinta-feira, dia 27, Paulo Moura alonga-se em conjecturas sobre as razões por que Cavaco Silva fez um discurso vingativo.&lt;br /&gt;No dia 29 e no mesmo jornal, o escritor Rui Cardoso Martins deu um título, digamos sarcástico, à sua análise sobre a campanha de Cavaco Silva: “&lt;em&gt;É um Santinho”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Todas as apreciações convergem para as seguintes conclusões: não foi géneros nem magnânimo; foi cruel; foi rancoroso e vingativo; não viu os outros candidatos como adversários, mas inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou menos diplomática e concentro a minha opinião num único vocábulo: mesquinhez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo tema do artigo de Mário Soares ocupa-se do pessimismo dos nossos economistas “sobre os números que são, realmente, assustadores”, opondo várias considerações a estes “vencidos da vida” (como lhes chamou e que alguns deles não gostaram).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz uma análise resumida da crise que nos atenaza, reconhecendo-lhe o dramatismo que merece. Todavia…&lt;br /&gt;[…] &lt;em&gt;A História não se escreve apenas com números, mas, principalmente, com as inovações e os imprevistos com que os homens mudam a realidade, criando fases diferentes da nossa vida colectiva.&lt;br /&gt; […] “Simplesmente, a realidade não é estática: é dinâmica, como se sabe. Depende das pessoas e não dos números. São as pessoas que mudam a realidade, por vezes de modo totalmente imprevisível e rápido. E no caso em questão – Portugal -, a crise global que nos bateu à porta depende mais do euro que da nossa própria vontade e esforço&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se exprime o bom senso e o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também eu me pergunto se, no meio de tanto pessimismo e críticas estéreis, não haverá ideias corajosas que ponham em marcha mecanismos e iniciativas que desencadeiem o tal dinamismo, positivo, de todas as forças económicas, financeiras e administrativas deste País.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No batalhão dos pessimistas e nesses economistas &lt;em&gt;full time&lt;/em&gt; televisivo, não existirá quem se esforce e meta mãos à obra, a fim de que o tal dinamismo se torne concreto, visível e, consequentemente, envie um bom sinal a todo o País e ao exterior?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alda M. Maia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-4039817060399223245?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/4039817060399223245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=4039817060399223245' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4039817060399223245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/4039817060399223245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/01/quando-o-bom-senso-se-exprime.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-6807810335875979773</id><published>2011-01-24T17:54:00.002Z</published><updated>2011-01-24T18:24:24.397Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;A ÉTICA E A DECÊNCIA AINDA TÊM SIGNIFICADO?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A pergunta surge espontânea, pois uma difusa e preponderante mentalidade moderna – assim nos parece - apresenta um claro esvaziamento destes dois termos. Praticamente, poder-se-ia dizer que se tornaram arcaicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se caíram em desuso, porém, não foi por terem nascido outros vocábulos, mais eficazes, que os tivessem substituído, mas por uma falta de aplicabilidade, logo, não terem cabimento na linguagem dos nossos tempos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ética? Decência? De que falamos? Que temas são estes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a tormenta que está abalando a Itália, por responsabilidade de um indivíduo sem escrúpulos, sem a mínima noção da decência e respeito pelas instituições, o que mais me impressionou não foi o enésimo escândalo de marca Berlusconi. O que me deixou enojada foi o lixo moral das personagens que gravitavam e gravitam no ambiente daquele tarado sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não menos desagradável, a forma impudente como é defendido pela sua maioria de governo. As senhoras, então, são as que mais se têm expendido, nas várias aparições televisivas. Sempre altaneiras na repetição de uma defesa falaciosa e atacando a magistratura, segundo um já estafado guião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas mulheres (recuso-me a chamar-lhes senhoras), tratando-se de um caso tão escabroso e onde o papel feminino é concebido apenas como fonte de prazer de um velho rico e libidinoso, apreciaria um pouco mais de bom senso, dignidade e reserva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que concerne os ataques aos ministérios públicos que fazem o seu dever de magistrados investigadores, considero-os execráveis e inaceitáveis num Estado de direito.&lt;br /&gt;A documentação, testemunhos e interceptações telefónicas são explícitos e irrefutáveis, mas o chefe do Governo italiano convenceu-se que o voto lhe dá direito a todas e quaisquer ilicitudes. Consequentemente, a magistratura deve ser punida, caso se atreva a chamá-lo às suas responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apenas foram interceptadas as raparigas, algumas menores, que alegravam as noitadas do sátrapa, além dos intermediários que lhe procuravam esse género de “mercadoria”, muito bem paga, aliás – de mil a dez mil euros, conforme o grau de satisfação.&lt;br /&gt;A magistratura teve todo o cuidado de não envolver as pessoas que entravam na casa de Berlusconi alheias à investigação, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo parte dessas interceptações, fica-se aturdido com a falta de princípios e o cinismo demonstrado por essas jovens mulheres, incluindo familiares, para quem tudo é válido e natural, desde que se ganhe dinheiro fácil e se faça carreira na televisão ou mesmo obtendo cargos políticos. Que esqualidez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Universidade de Génova concedeu o Doutoramento Honoris Causa em jurisprudência ao escritor Roberto Saviano. Na sua Lição de Sapiência, o escritor dedicou a homenagem recebida aos três magistrados de Milão que investigam o caso Ruby / Berlusconi - Boccassini, Sangermano e Forno – “&lt;em&gt;que estão vivendo momentos difíceis somente por terem feito o seu mester de justiça&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reacção imediata da filha de Berlusconi, Marina: “&lt;em&gt;Faz-me literalmente horror que uma pessoa como Roberto Saviano, que sempre declarou de querer dedicar toda a sua energia à batalha pelo respeito da liberdade, da dignidade das pessoas e da legalidade, chegue a espezinhar e, por consequência, renegar tudo aquilo que sempre proclamou defender. O «mester de justiça» (como lhe chama Saviano) e os que são chamados e exercitá-lo não deveriam ter nada que ver com a perseguição pessoal e o fundamentalismo político que, pelo contrário, este caso põe tristemente e com despudorada evidência ante os olhos de todos”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aqui temos a essência da arrogância de quem sofre de delírio do poder (o pai desta senhora) e se crê impune, inatacável. O cliché é sempre o mesmo: trata-se de uma perseguição e um complô da magistratura para eliminar quem foi eleito pelo povo.&lt;br /&gt;Ninguém aconselhou a Sra. Marina Berlusconi que o silêncio, em certos eventos, é ouro puríssimo e agiganta a dignidade de quem o respeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saviano replicou: “&lt;em&gt;O verdadeiro horror é isolar os magistrados. Mete-me horror os que procura, culpável e conscientemente, deslegitimar e isolar quem, em todos estes anos, contrastou mais do que ninguém as máfias.&lt;br /&gt;[…] Dar-me-ia um grande prazer que a palavra horror tivesse sido aplicada em todos os episódios de corrupção e criminalidade que, de há largos anos, se verificam neste País”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Qual o papel da Igreja Católica – mais objectivamente, o Vaticano - em todo este lamaçal?&lt;br /&gt;Muita cautela, muito genérico, muito atento (e refiro-me sempre ao Vaticano) a não prejudicar os seus interesses materiais no que concerne benefícios governativos e que o Berlusconi espertalhão tem concedido. Muito atento a fazer gorar quaisquer iniciativas oficiais que se afastem dos seus ditames religiosos e que se aproximem de um Estado laico. Também aqui tem encontrado a subserviência da maioria berlusconiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos podemos surpreender, portanto, da predilecção dos homens do Vaticano por este Governo. Uma outra espécie de esqualor.&lt;br /&gt;Felizmente que existe uma Igreja Católica paralela: a que opera no território e que dá louváveis exemplos de altruísmo, caridade e noção concreta do que é a vida real em todas as suas vicissitudes, mitigando-a, quando ocorre.&lt;br /&gt; Alda M. Maia   &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-6807810335875979773?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/6807810335875979773/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=6807810335875979773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6807810335875979773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/6807810335875979773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/01/etica-e-decencia-ainda-tem-significado.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-5838133390894442724</id><published>2011-01-17T15:56:00.002Z</published><updated>2011-01-17T16:11:27.524Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS&lt;br /&gt;QUAL CANDIDATO?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com o poder de escolha que o direito ao voto me concede e a que não entendo renunciar; cultivando sempre o interesse por uma informação clara e, sobretudo, objectiva - algo de precioso, mas muito raro no nosso País, infelizmente – tenho o hábito de concentrar-me e analisar, com a máxima acuidade de que sou capaz, não as presumíveis qualidades de quem defende a própria candidatura, mas o que me desagrada ou não gostaria de ver na pessoa que será elevada a Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo o primeiro dos quatro órgãos de soberania, (…) &lt;em&gt;“representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Perante esta definição, devemos permitir que sejam apenas as simpatias ou tendências políticas a determinar o nosso voto? Ou, pelo contrário, não seria mais sensato observar, ouvir com atenção, ponderar, contrapor o que, à nossa sensibilidade, se apresenta como defeitos e qualidades e, só então, escolher a pessoa que nos parece mais digna e culturalmente preparada para exercer um tão alto cargo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como são as facetas negativas que mais absorvem a minha atenção, descrevo o que não me agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, não aprecio um candidato a Presidente da República que apregoa superioridades, seja no que for, quando seria mais aceitável e correcto, nestas circunstâncias, falar de méritos, se os tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aprecio quem se alcandora em posições de privilégio e usa o desdém, quando alude aos adversários, precisamente porque se crê superior. Síndrome de uma enfatuação de si mesmo ou arrogância da mediocridade? Não interessa a resposta: são equivalentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aprecio quem agita a bandeira da honestidade como estandarte da tal superioridade, quando entendo que a honestidade é uma segunda pele de quem nasce honesto e é bem formado. E sendo assim, tudo é normal e jamais sentimos o impulso de o pôr em evidência, quando as circunstâncias o não exigem. Portanto, retórica dispensável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ademais, quando se torna de conhecimento geral actos discutíveis de um qualquer político, nem sempre os devemos catalogar como actos desonestos, mas claramente incorrectos. Serão legítimos, mas não são sérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aprecio quem demonstra um nível cultural deficitário. Quero ser representada, orgulhosamente representada, por um Presidente da República que é capaz de discursos sem retóricas de manuais oratórios, ocas e repetitivas, mas onde as palavras e frases são prenhes de um conteúdo rico de ideias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser representada por uma figura dotada de extensos conhecimentos que melhor iluminem a interpretação e aplicação das suas competências. Como a Constituição indica, são de primária importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceito a diminuição a que, muito frequentemente, relegam a função de Presidente da República.&lt;br /&gt;Se consegue ser e demonstrar-se equidistante, mas sempre atento às realidades do País e, dentro das suas competências, saber encorajar iniciativas criadoras; se recolhe todas as ocasiões para conseguir uma sã coesão de todas a forças políticas – sem quaisquer cálculos eleitoralistas - na resolução de graves problemas, como a nossa dívida soberana e a recessão económica, por exemplo; se recolhe todas as ocasiões que lhe parecem oportunas para, no exterior, impor a sua autoridade de Presidente sério e competente e dar voz e peso a este País, então podemos afirmar, sem hesitações, que soubemos eleger um óptimo Presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo: dos cinco candidatos, quem escolher? A quem dar, reflectidamente, o nosso voto?&lt;br /&gt;Cheguei a uma única certeza: &lt;strong&gt;apenas sei por quem não votar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Alda M. Maia&lt;/span&gt;     &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10170875-5838133390894442724?l=pensamentos-vagabundos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/feeds/5838133390894442724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10170875&amp;postID=5838133390894442724' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5838133390894442724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10170875/posts/default/5838133390894442724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pensamentos-vagabundos.blogspot.com/2011/01/eleicoes-presidenciais-qual-candidato.html' title=''/><author><name>Alda M. Maia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04812013923584067572</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10170875.post-1073382837345452348</id><published>2011-01-10T16:25:00.005Z</published><updated>2011-01-11T15:38:42.177Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;HOMICIDA CONSIDERADO UM “POLÍTICO PERSEGUIDO”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No último dia do seu mandato, à última hora e talvez como último acto político, Lula da Silva podia ter evitado uma atitude que não brilhou por correcção nem acume diplomático: negou a extradição dum pluriassassino - César Battisti - de uma maneira decididamente deselegante e incorrecta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez uma certa altanaria, alimentada pela sua grande e bem merecida popularidade, o tivesse induzido a ignorar o respeito e delicadeza das relações internacionais, sobretudo quando em causa está um país amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem seguiu os factos e conhece o que verdadeiramente significaram “&lt;em&gt;os anos&lt;/em&gt; &lt;em&gt;de chumbo&lt;/em&gt;” do terrorismo italiano dos anos 70, do século passado (é fácil informar-se, pois a documentação é vastíssima), não pode deixar de dar o justo valor ao modo equilibrado e firme como a Itália enfrentou essa onda de assassínios, raptos, atentados, rapinas, enfim, uma gama ampla dos piores crimes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sem recorrer a meios excepcionais, essa batalha foi combatida pelo Governo italiano e pelas forças da ordem, dentro da Constituição e das leis vigentes. Os incriminados foram julgados por uma magistratura absolutamente independente. Todos os partidos do "arco constitucional", desde a Democracia Cristã ao Partido Comunista, enfrentaram esse período com admirável firmeza e coesão&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, e isso é mais que comprovado, não sei compreender o procedimento de Lula da Silva nem as posições de vários intelectuais, sobretudo nomes bem conhecidos da intelectualidade francesa, quando terçam armas na defesa de César Battisti, julgado em contumácia, mas defendido por bons advogados, e condenado nos três graus de juízo – insisto: dentro de toda a legitimidade e com todas as garantias de um estado de direito - pela responsabilidade de quatro homicídios, em 1978 / 79.&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Considero esses intelectuais meros papagaios ou em má-fé, pois demonstram total desconhecimento dos factos e das instituições que regiam e regem a vida democrática italiana, o que é imperdoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento a forma incorrecta e injustificável de Lula da Silva e do seu “entourage”. Muito menos são aceitáveis as justificações alegadas: “haveria razões para supor que César Battisti poderia ter a situação agravada, inclusive o risco de perseguição política, se entrasse nas cadeias italianas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que país se referiam? À China? À Rússia de Putin, à Bielorrússia?&lt;br /&gt;É lícito insultar deste modo um país democrático, onde não podem existir nem existem perseguidos políticos e
